Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

‘Mineirinho do Rio’, que não é o Aécio, ganha título de Cidadão Carioca, e domina a boemia da cidade

Minas Gerais e o Rio de Janeiro têm um caso de amor sem fim, que não conhece limites. Começou quando éramos Capital Federal, teve seu auge nos Anos JK, quando mineiro que se prezasse tinha um obrigatório apê em Copacabana, e prosseguiu até a atualidade, por obra e graça de mineiros tradicionalistas e renitentes, que não resistem à beleza e ao charme da Cidade Maravilhosa.

Entre esses mineiros, destaca-se o “Mineirinho do Rio”, que não é o Aécio, pois este já tem o título de “Menino do Rio” e ninguém tasca. O “Mineirinho do Rio” é o Catito Peres, mineiro de Leopoldina, a cidade dos doces mais saborosos do Brasil. Empresário de múltiplos interesses, ele adocica a sua vida morando na orla carioca, onde mantém, no Leme, sua distração favorita: a famosa pizzaria Fiorentina, reduto dos artistas em cartaz nas temporadas teatrais da cidade, local onde você encontra os nomes do cinema e TV, jornalistas, políticos e intelectuais. E ainda esbarra com Ari Barroso na calçada, tamborilando numa mesa esculpida em bronze, como ele próprio, aliás.

A Fiorentina é o símbolo da história do showbiz brasileiro, das vedetes de Carlos Machado à Palma de Ouro de Anselmo Duarte em Cannes, da dramaturgia de Plínio Marcos ao advento do sambista Benito di Paula, de Carlos Imperial a Marília Pêra, todos passaram por lá e deixaram, nas colunas do restaurante, suas assinaturas.

Agora, o insaciável “Mineirinho do Rio” se apossa (para sorte nossa!) de outro point da boemia: o Bar Lagoa, há 80 anos fazendo jorrar, de suas serpentinas geladas, um dos mais conceituados chopes do Rio, servindo sempre sua salada de batatas cortadas em lascas, com maionese feita em casa, o salsichão cozido, a pizza à moda antiga (delícia!) e o sanduíche de filé que é marca registrada.

Hoje, o Catito está recebendo lá no Lagoa os amigos pra almoçar e exibir as novidades de sua gestão: toldo retrátil, que agora nos permite ver estrelas, talheres novos, novos pratos com brasão da casa, e eles vêm quentinhos à mesa, bem como os guardanapos. Paredes pintadinhas do mesmo verde. A única reforma física foi nos banheiros – tava mesmo precisando.

Outra novidade é uma recepcionista à entrada. Eu, que sempre fui entrando no Lagoa e escolhendo a mesa, como se fosse casa minha, agora ouvi alguém me dizer: “lá dentro está quente, aqui fora está mais agradável”. É, de botar ordem na casa o Catito entende mesmo.

Ah, a comida continua tal e qual, a mesma delícia de sempre. E a Lagoa Rodrigo de Freitas é a mais bonita do Brasil, sil,sil,sil!

Por tudo isso e muuuito mais, o vereador Eduardão teve a boa idéia de conferir ao empresário o título de “Mineirinho do Rio”, ops, não foi isso não, ele recebeu o título de “Cidadão Carioca” no seu próprio templo, a Fiorentina! Nada mais merecido.

Agora, Catito é da Gema, de fato e de direito. E vejam só a turma de amigos que foram festejá-lo por isso: mais “da gema”, impossível.

Catito A. JANDIRA DE OMAR

Jandira Feghali, a deputada Federal do Rio, que não foge aos bons combates, e o Catito

Catito A. MIGUEL PROENCA RICARDO CRAVO ALBIM

O pianista Miguel Proença e o pesquisador da MPB Ricardo Cravo Albin

Catito A. WAGNER VICTER GILMAR PERES ..

Wagner Victer chegou de Sampa, onde foi receber prêmio de gestão, ainda por seu trabalho na Cedae, e o arquiteto Gilmar Peres, depois de ter ocupado páginas da Architectural Digest italiana.

Catito A. TANIA CASTILHO MIKAELA MARTIN

Tania Castilho e Mikaela Martins

Catito A. VEREADOR EDUARDO DO NASCIMENTO OMAR CATITO PERES.

O vereador Eduardão e Catito, que nos mostra, com orgulho, seu diploma de Cidadão Carioca

Catito A. OMAR CATITO PERES ZIRALDO

O “Mineirinho do Rio Nº 2”, Ziraldo, pai do Menino Maluquinho, prestigiou o “Mineirinho do Rio Nº 1”

Catito A. VEREADOR EDUARDO OMAR CATITO ZIRALDO WAGNER VICTER

Eduardão, Catito, Ziraldo, Victer

Catito A. DUDA PERES ..

Duda Peres, a filha linda do Catito, que é da Gema também

Catito A. GISELA OMAR CATITO PERES RICARDO AMARAL.

Catito com Gisella, carioquíssima, e Ricardo Amaral, o paulista mais carioca de que se tem notícia

Catito A. OMAR .

Ê nós aí com o Catito!

Catito A. ALELUIA E RICARDO

Hildelberto Aleluia (aleluia, irmão!) e Cravo Albin

Catito A. VEREADOR EDUARDO OMAR CATITO PERES ZIRALDO

Eduardão e esses cariocas mais cariocas de todos

Catito A..

Catito com seu dream team da Fiorentina

Catito A. DUDA PERES E OMAR CATITO PERES

Duda e seu pai carioca-mineiro, o empresário que em breve vai trazer de volta à night da cidade o Hippopotamus saudoso…

Fotos de Armando Araujo

Rio de Janeiro: para boa entendedora, um olhar talentoso basta

Yolanda Barros Barreto recebeu na Marsiaj Tempo Galeria, que também poderia se chamar Casa de Lauras 2, já que tem como sócias a Laura Marsiaj e a Laura Dias Leite, para a exposição de suas fotos “Um Olhar sobre o Rio de Janeiro”, que já resultaram num belo livro de arte.

Sob o ponto de vista da ‘carioca da gema’ que é, Yolandinha retrata o Rio de Janeiro com toda a afetividade e admiração, em registros da cidade sob todos os ângulos, realizados ao longo de dois anos.

O Rio de Janeiro urbano e natural, trabalhador e praiano, os ícones da arquitetura histórica e da moderna, a arte de rua… as fotografias de Yolanda servem como um documento da atualidade e para a posteridade. No futuro, elas irão se unir a outros importantes acervos, como os atualmente exibidos no Instituto Moreira Salles, que revelam tão bem o Rio de antigamente.

Diz Yolanda:  “A ideia de meu trabalho é mostrar a cidade pelo olhar de uma carioca que descobriu a fotografia como forma de levar o Rio de Janeiro para o Brasil e o
mundo”.

Além de as fotos serem lindas, elas estão belamente apresentadas, em metacrilato, o que confere uma iluminação bonita e um efeito de perenidade ao trabalho.

A produção ficará exposta, ali na Rua Teixeira de Mello 31-B,  até o dia 23 de dezembro.

Yolanda de Barros Barreto e Bia Rique

Yolanda e Barros Barreto e Bia Rique

Yolanda - Patricia Laport, Bete Flores, Marcos Vinicius Ferreira e Yolanda de Barros Barreto

Patricia Laport, Bete Flores, Marcos Vinicius Ferreira e Yolanda de Barros Barreto.

Yolanda -  Laurinha Dias Leite, Nazaré Metsavht e Marcella Virzi

Laurinha Dias Leite, Nazaré Metsavht e Marcella Virzi

Yolanda - Laura Marsiaj, Yolanda de Barros Barreto e Kitty Assis

Laura Marsiaj, Yolanda de Barros Barreto e Kitty Assis

Yolanda - Gisela Zincone e Profº Gaspar

Gisela Zingone e Professor Gaspar

Yolanda -  Felipe Laureano e Vitória Lara

Felipe Laureano e Vitória Lara

Yolanda -  Ricardo e Sueli Stambowsky com Daniel Sauer

Ricardo Stambowsky, aniversariante de hoje, Sueli Stambowsky e Daniel Sauer

Yolanda - Antonio Bernardo e Cristina Paulino

Antonio Bernardo e Cristina Paulino

Yolanda -  Viviane Hentsch, Nelson Baptista e Yolanda de Barros Barreto

Viviane Hentsch, Nelson Baptista e Yolanda de Barros Barreto


Yolanda -  Os irmãos Luiz e Teresa Xavier e Profº Gaspar

Os irmãos Luiz e Teresa Xavier e Professor Gaspar

Yolanda - Claudio Gomes

Claudio Gomes

Yolanda -  Valéria Costa Pinto e Kitty Assis

Valeria Costa Pinto e Kitty Assis

Yolanda - Zélia Villar e Elô Carneiro

Zélia Villar e Helô Carneiro

Yolanda - Carolina Batista e Roberto Cruz Bianco

Carolina Batista e Roberto Cruz Bianco

Yolanda - Patricia Laport e Dirce Poor

Patricia Laport e Dirce Poor

Yolanda -  Richard Liu, Lucia Baptista e Daniel Sauer

Richard Liu, Lucia Baptista e Daniel Sauer

Yolanda - Wilson Figueiredo e Regina Bilac Pinto

Wilson Figueiredo e Regina Bilac Pinto

Yolanda - Ricardo Stambowsky e Hildegard Angel

Ricardo Stambowsky e Hildegard Angel

Fotos Marco Rodrigues

 

Eis aqui o Manifesto ‘Carta ao Brasil’ que Chico Buarque assinou

A quem tinha curiosidade, eis aqui o manifesto que os artistas e intelectuais brasileiros assinaram e estão assinando, neste grave momento que vive nosso país… e eu também já tive a honra de assinar.

Carta ao Brasil

Artistas, intelectuais, pessoas ligadas à cultura, que vivemos direta e indiretamente sob um regime de ditadura militar; que sofremos censura, restrições e variadas formas de opressão; que dedicamos nossos esforços de forma obstinada, junto a outros setores da sociedade, para restabelecer o Estado de Direito, não aceitaremos qualquer retrocesso nas conquistas históricas que obtivemos.

Independente de opiniões políticas, filiação ou preferências, a democracia representativa não admite retrocessos. A institucionalidade e a observância do preceito de que o Presidente da República somente poderá ser destituído do seu cargo mediante o cometimento de crime de responsabilidade é condição para a manutenção desse processo democrático. Consideramos inadmissível que o país perca as conquistas resultantes da luta de muitos que aí estão, ou já se foram. E não admitiremos, nem aceitaremos passivamente qualquer prática que não respeite integralmente deste preceito.

Antônio Pitanga- Ator

Antônio Grassi – Ator

Betty Faria – Atriz

Bety Mendes – Atriz

Camila Pitanga – Atriz

Carolina Benevides – Produtora de Cinema

Chico Buarque – compositor, cantor, escritor

Claudio Amaral Peixoto – Diretor de arte e cenografia

Clélia Bessa – Produtora de Cinema

Eduardo Lurnel – Produtor Cultural

Eric Nepomunceno – Escritor

João Paulo Soares – Jornalista

José de Abreu – ator

Jose Joffily – Diretor de Cinema

Lucy Barreto – Produtora de Cinema

Luiz Carlos Barreto – Produtor de Cinema

Marcelo Santiago – Diretor

Marta Alencar Carvana – Produtora

Miguel Faria – Diretor de Cinema

Padre Ricardo – Diretor da ONG Humanos Direto

Paula Barreto – Produtora de Cinema   –

Paula Cesar Caju – Jornalista

Paulo Beti – Ator

Paulo Thiago – Cineasta

Roberto Farias – Cineasta

Roberto Lima – Dramaturgo e Gestor Cultural

Romulo Marinho – Produtor de Cinema

Rosemberg Cariri – Cineasta

Momento utilidade pública de Natal: as cestas da Rosane Castro Neves

Uma coisa que gosto é de apoiar quem merece. Não vou apoiando só porque gosto, precisa existir um bom motivo que justifique. Por exemplo: as cestas de Natal da Rosane Castro Neves. A cada ano, elas vêm mais variadas, de boa qualidade, bonitas e sempre com preços acessíveis. Tem para todos os gostos e bolsos. Daí que, com o maior prazer, abro aqui um espaço para as cestas natalinas da Rosane. Quem encomenda uma vez, fica freguês para sempre. Abaixo está o cardápio completo, deleitem-se. De mais a mais, a Rosane é um amor, seríssima, e o que ela combina, cumpre. Sei que estou com isso prestando um bom serviço aos meus leitores, que adoram saber segredinhos e novidades bacanas. 😉

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Hoje, 8 de dezembro, data abençoada, dia de Santa, dia da Justiça e de eventos trepidantes

Hoje, 8 de dezembro, uma data especial. abençoada, Dia de Nossa Senhora da Conceição, Dia da Justiça e de múltiplos acontecimentos trepidantes nesta Cidade de São Sebastião, já que também é o Dia do Colunista Social, sabiam?

Felix Richter, o fotógrafo, poeta, romancista, lança mais um livro. Desta vez falando de uma mulher com muitos homens – ou seria de um homem com muitas mulheres? acho que me confundi – verdade é que o autor sabe nos envolver com suas palavras e tramas e A razão do universo será uma ótima razão para formar fila na Livraria Argumento a partir das 19h, num beija mão com todo o clã Rodrigues dos Santos ajudando o escritor a receber os amigos incontáveis e os admiradores, mais ainda.

felix

Na Galeria de Laura Marsiaj, Yolanda de Barros Barreto exibe sua mostra fotográfica “Um olhar sobre o Rio de Janeiro”, das 18H às 21H, na
Rua Teixeira de Melo, 31 Loja B | Ipanema.

As fotos já foram reunidas em livro de arte que é qualquer coisa de lindo e estarão lá ampliadas para deleite geral, um colírio exposto. Abaixo, a amostra grátis.

yolanda

Neste  mesmo 8, Soraia Cals dá a partida ao seu Leilão Dezembro de 2015, iniciando a exposição das peças no Atlântica Business Center. São 266 lotes da 266 lotes, reunindo o acervo de artistas contemporâneos europeus da coleção da embaixadora Celina Assumpção Pereira. São obras do húngaro Miklos Bokor; dos italianos Luca Pancrazzi e Cesare Lucchini; dos franceses Arpad Szenes, Bernard Morel, Michel Duport, Roger Dérieux, François Dilasser, Jean Pierre Schneider, Erik Desmazières e Jean Pierre Hamer; do polonês Igor Mitoraj, dos espanhóis Antoni Clavé, Antoni Ros Blasco e do poeta e pintor Albert Rafols-Casamada.
Há também os brasileiros Pancetti, Djanira, Carybé, Gonçalo Ivo, Weissmann, Vasco Prado, Sérgio Camargo, Amílcar de Castro, Mario Cravo Júnior, Bruno Giorgi.
Uma grande coleção de fotografias do Rio Antigo, cristais Lalique France, arte popular de Vitalino e Placidina, em barro cozido e em madeira. Ótimas opções para tempos de crise, alinhando o prazer estético com investimento e uma boa oportunidade para começar uma coleção de arte.

Av. Atlântica, 1.130, 7º andar
Copacabana, Rio de Janeiro

Leilão
12 de dezembro, às 17:00 horas
Atlântica Business Center
Av. Atlântica, 1.130, 7º andar
Copacabana, Rio de Janeiro
Estacionamento pela Av. Princesa Isabel

 

da costa

DACOSTA, Milton
1915 – 1988
Menina – guache s/ papel, ass., dat. 1950 inf. esq.,
ass, dat. 1950 e tit. no verso
Procedência: Ísis e José Pedrosa
25 x 20 cm

O catálogo-livro do leilão estará disponível no local da exposição e também na sua versão online em www.soraiacals.com.br

 

Meu jantar no gramado do Maracanã, entrando pelo túnel dos jogadores, aos gritos da torcida

Já jantei nos lugares mais sensacionais. Do Palácio de Versailles aos salões forrados por obras primas do Musée Russe, em São Petesburgo, das profundezas de uma cave na Toscana, ouvindo a voz de Maria Callas, à Muralha da China, debruçada nela, mordiscando um sanduíche embrulhado em papel, enquanto o sol quase se punha, lá pelos idos de 1979…

Mas a glória das glórias eu vivi aqui mesmo, semana passada, jantando sobre o gramado do Maracanã, onde foi montada tenda com teto e paredes transparentes, lustres de cristal inacreditavelmente enormes, com a presença de 400 comensais, distribuídos em mesas redondas de 10 e uma longa mesa principal.

Poxa, jamais pensei sequer em pisar no gramado do Maraca, que dirá jantar em cima dele! E mais: adentrar na grande área, atravessando o mesmo túnel usado pelos jogadores e com a sonoplastia das torcidas em alto volume repercutindo lá dentro, como se o estádio estivesse lotado em noite de decisão de campeonato. Ah, emoção! Eu me senti uma atleta de fato… mas era puro delírio… Não, não era, pois olhei para o lado e quem estava, assim, rentinho a mim? O Raí! Ué, será que vou mesmo participar de uma partida?  Ah, pretensão!

Naquela noite, o prato principal ainda não era o Flamengo, perdendo de 2 a 1 para o Verdão. Era a entrega, pela Câmara de Comércio França-Brasil – CCFB, do Prêmio Personalidade França-Brasil 2015, homenageando Olivier Ginon, presidente e fundador da GL events. Trata-se do empresário com visão, que arrendou o Riocentro por 50 anos e, a partir disso, colocou seu pezinho determinado e produtivo no mercado brasileiro, realizando grande parcela dos eventos da Copa do Mundo, e agora fará o mesmo nas Olimpíadas 2016.

Ginon também tem a gestão, no Rio, da HSBC Arena, e foi sua GL events a responsável pela ampliação e a modernização do São Paulo Expo Center, sob sua gestão desde 2013. A GL não é uma empresa, é um grupo de empresas com atuação multinacional, um dos maiores do setor de eventos e exposições no mundo, com contínuo foco no mercado brasileiro.

Noves fora tudo isso, o Ginon é um cara simpaticão, que conta coisas divertidas em seus discursos, como por exemplo que ele não sabia quem era a Beyoncé, quando recebeu um telefonema sugerindo que pagasse uma montanha de milhões para trazê-la para a abertura da Copa, e como o Raí estava ao lado dele justo nessa hora, perguntou ao craque se valia a pena gastar aquela nota toda com a cantora. Foi o Raí quem endossou a contratação. E tivemos a Beyoncé! Aliás, Ginon também não havia ouvido falar no Raí, quando este lhe foi apresentado, ele nos revelou, arrancando risos gerais…

Ginon só pode ser gênio: gravita no mundo do showbiz, dá as cartas no pedaço, e de nomes famosos só parece conhecer Euro, Dólar, Libra, Yen e Rugby, seu esporte favorito… pensei com meus botões, enquanto me deliciava com a proximidade dos bastidores de um homem tão poderoso e cercada por outros homens de igualmente grandes poderes.

Estavam o presidente da Nissan, o presidente da L’Oréal, o presidente da Firjan, a mesa de Siqueira Castro Advogados, que acaba de ser premiado O Melhor Escritório do país, a mesa da Amil, com seus diretores, poder, poder poder.

A entrega do prêmio foi feita pela bela libanesa franco-brasileira presidente da CCFB, Claudine Bichara Ghosn Oliveira – poderosa por parte dela mesma, CEO da Netune, pioneira em soluções de TI, que desenvolveu o NETpagamento, dos primeiros serviços de pagamento via internet no Brasil, e poderosa por parte do irmão, Carlos Ghosn, presidente e diretor executivo da Renault-Nissan, um dos quatro principais grupos automobilísticos do mundo.

Tratava-se da 15ª edição do prêmio da CCFB e, não bastasse o cenário excepcional, todo iluminado em bleu-blanc-rouge, uma metade do estádio, e em verde e amarelo, a outra metade, foi escalada uma Seleção de Ouro para assinar o menu da noite: os chefs craques Roland Villard, Frédéric Monier, David Mansau, Flávia Quaresma e os chefs-revelação Ricardo Lapeyre e Elia Schramm. Todos chamados ao palco no final, para aplausos consagradores ao cardápio, que vou descrever brevemente:

Abóbora, vieiras e camarões para a entrada, filé de robalo grelhado e paleta de cordeiro para o prato principal, e, para a sobremesa, apoteose de maracujá com fava de amburana, cacau e framboesa. Nhamnhamnham…

E last but not least, também foi chamado ao palco nosso time campeão de Rugby, esporte xodó do Ginon, o Guanabara Rugby, que o presenteou sua bola vitoriosa.

Eu, que não ganhei bola, nem tenho bola de cristal, já antevejo um tremendo aporte de patrocínios para o rugby nacional, com o Ginon dando o pontapé inicial nessa bolada, para prestigiar seu esporte do coração nos gramados locais. E de gramado ele entende, o do Maracanã que o diga… Terminado o jantar, retirada a parafernália, a grama estava impecável, perfeitinha, para a a vitória de ontem do Palmeiras sobre o Fla. Tristeza! ;(

 

CCFB 04Laurent Bili – Embaixador da França no Rio de Janeiro

Laurent Bili – Embaixador da França

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Ariana Sabatier (esposa) e Patrick Sabatier – Diretor Relações Institucionais Brasil na L’Oréal e Maria da Conceição Ribeiro – Presidente da Codin – Cia. de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro

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Emmanuelle Boudier – Diretora Executiva da Câmara de Comercio França-Brasil Rio de Janeiro e Alexandre Bazire – adido olímpico e paralímpico do consulado da França no Rio de Janeiro.
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Olivier Ginon – Fundador e presidente da GL events e Claudine Bichara – Presidente da Câmara de Comércio França-Brasil do Rio de Janeiro

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Chef Roland Villard

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Olivier Ginon

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Claudine Bichara e Octávio de Barros – Economista Chefe do Bradesco

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O advogado Carlos Roberto Siqueira Castro, Claudine Bichara e Cristina Alvarenga

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Francois Dossa, presidente da Nissan Brasil, Olivier Ginon e Claudine_Bichara

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 Dossa e Ginon

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Hilde, Claudine Bichara e Cristina Alvarenga, com o Maracanã em bleu-blanc-rouge

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Jean-François Laborie, cônsul-geral adjunto da França no Rio de Janeiro, Alexandre Bazire e Raí, o Gol de Letra

Fotos Tasso Marcelo da Agence France-Presse

Nota posterior: Oh, memória fraca! Já havia pisado no gramado do Maracanã, sim! Foi em 1980, no show do Frank Sinatra, com direito a gargarejo na fila dos convidados VIP, depois de ter tido a sorte de almoçar em mesa de quatro com Barbara Sinatra, em casa de Glorinha Pires Rebello, então Gomes de Almeida – Glorinha, Barbara, Odile Rubirosa e eu, que sugeri à mulher do Sinatra que ele vestisse uma camisa do Flamengo no show no estádio do Maracanã. Ele não vestiu a camisa, mas a exibiu no palco. Para essa flamenguista de fé, já estava de bom tamanho, olé!

Pedido de impeachment desestabiliza país mas faz especuladores ganharem fortunas

Em o Diário do Centro do Mundo, seu editor, Paulo Nogueira, um dos mais celebrados jornalistas virtuais da atualidade, classifica de “palhaçada” o ato de ontem de Eduardo Cunha: “Não pode dar em nada”. O jurista Miguel Reale Jr., proponente da ação de impeachment, reconhece que o que moveu o presidente da Câmara foi o espírito de “chantagem”. Cauteloso, o ministro do STF, Marco Aurélio de Mello, alerta que ainda há muitas etapas a percorrer, até haver impedimento da chefe da Nação, se houver.

Fato é que esse anúncio feito pelo presidente do Congresso antes do fechamento da bolsa de Nova York contribuiu para que muitos especuladores ganhassem fortunas com a subida das ações da Petrobrás. E nesse jogo do mercado não existem inocentes.

Árvore de Natal da Lagoa já tem data pra inaugurar

Enquanto Boni autografava, incessantemente, os exemplares de seu novo livro, “Unidos do outro mundo – Dialogando com os mortos”, notícias pipocavam na fila comprida, que começava no Salão Nobre, cruzava o salão, entrava pelo Golden Room adentro e subia até o palco, onde estava lá o autor munido com sua caneta frenética.

Afinal, com tantas celebridades, tinha mesmo que ter novidade. E a notícia maior de todas media… 80 metros! É a altura da Árvore de Natal da Lagoa, que, segundo seu autor, o cenógrafo Abel Gomes, não será diminuída nenhum tiquinho, e será inaugurada – tchan, tchan, tchan, tchan – no dia 13 de dezembro!

Isso mesmo, meus amores, foi batido o martelo. A Árvore natalina já tem data para ser inaugurada, depois daquele desmoronamento, que fez muitos pensarem, que ela só seria inaugurada com parte do tamanho ou que nem ficaria pronta a tempo para o Natal.

Aí está a novidade bacana, embrulhadinha para presente para vocês. E não agradeçam a mim. Agradeçam ao Boni, pois, se ele não produzisse uma fila tão longa de admiradores poderosos, dentre eles o Abel Gomes, como é que essa informação iria vazar?

Boni autografando seu livro IMG_0162

Pacientemente, Boni autografou, personalizando os comentários para cada um dos que enfrentaram a longa fila que se estendeu ao longo do Golden Room e do Salão Nobre
Boni e Fernanda Montegro IMG_0167

A grande diva Fernanda Montenegro peregrinou para ter o autógrafo do “divo” Boni

Boni e Nélida Piñon IMG_0138

Nélida Piñon, imortal das letras, cumprimenta o escritor, que com quatro livros publicados, já pode se candidatar à Academia 

Boni e Leda Nagle IMG_0291

Com a amiga jornalista Leda Nagle

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Fernandinha Torres, depois de enfrentar a fila, de cara lavada

BoniGilberto Braga e Gloria Perez IMG_0303

Os autores de novelas Gilberto Braga e Gloria Perez, levados para a Globo pelo Boni, também prestigiaram

BoniFernanda Torres e Boni IMG_0213

Olha a Fernandinha Torres aí de novo, que bonitinha!

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Abel Gomes, o homem da Árvore de Natal da Lagoa, diante das muitas árvores de Natal vermelhas que fazer do saguão do Copa uma apoteose visual

Boni Karen Roepke e Edson Celulari IMG_0570

Com Karen Roepke e Edson Celulari

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A encantadora Aracy Balabanian

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Boni dá os primeiros autógrafos para Nélida, Roberto Halbouti, Julio Rego e La Montenegro

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Boninho, Ana Furtado e a filha, que usavam vestidos iguais

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Caíque Brito

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Bruno de Luca

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Antonio Fagundes e Alexandra Martins

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Liege Monteiro e Luís Fernando Coutinho

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Herson Capri e Gisele Fraga

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Lou de Oliveira com Las Montenegros

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Olha o Ney Latorraca aí, gente. Na foto, ainda, o Humberto Saad, o Julinho Rego e aquela que dispensa apresentação

Boni IMG_0394 Boni, ao fim da longa, e longa mesmo, procissão de amigos, fãs, fieis leitores, que se postaram por horas em fila, no Copacabana Palace, por um autógrafo em seu novo livro, editado pela RARA, de Ricardo Amaral

Fotos de Eny Miranda

 

 

 

 

Os 12 Sábios dos Sião do PT num boteco do ABC: Mauro Santayana rasga o verbo e apresenta análise preciosa do momento brasileiro

 

Vou transcrever aqui o artigo primoroso de Mauro Santayana, em seu blog. Ele expressa o pensamento daqueles que não engolem essa pasta centrifugada que grande parte da mídia nos procura impingir goela abaixo.

Eis o artigo do grande jornalista…

O presidencialismo e a conspiração vermelha

Por Mauro Santayana, em seu blog (via Jornal GGN).

Informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, dão conta de que a Procuradoria Geral da República teria enviado ao STF pedido de reversão da decisão do Ministro Teori Zavascki, de afastar da órbita da Operação Lava Jato, ações que não pertencem à sua jurisdição, como a relacionada à Eletronuclear, já encaminhada para o Juiz Marcelo Bretas, da Sétima Vara Federal, no Rio de Janeiro.

O pedido estaria baseado em duas justificativas, a de que “aponta “ação” (sic) de uma “sistemática” (sic) criminosa igual à investigada na Petrobrás” e a de que “um esquema único de “compra” de apoio político teria nascido na Casa Civil em 2004, com o objetivo de garantir a governabilidade e a permanência no poder. Para isso, segue o texto, “teriam sido distribuídos cargos em diferentes áreas do governo, gerando uma “máquina” “complexa” e estruturada de desvios para financiar partidos, políticos e campanhas eleitorais.”

Ora, se a questão é a “sistemática” ser igual, todos os crimes de latrocínio, por exemplo, deveriam ser investigados por um mesmo grupo e julgados pelo mesmo magistrado, já que têm uma mesma mecânica e um mesmo resultado.
Um único juiz ficaria responsável por todos os crimes de tráfico de drogas do país; a outro, seriam encaminhadas todas as ações relacionadas a estelionato, e vários inquéritos, envolvendo corrupção e financiamento indireto de candidatos e partidos, como o Mensalão “Mineiro”, o escândalo dos trens de São Paulo, e dezenas de outros, ainda dos tempos das privatizações, nos anos 90, também deveriam ser encaminhados ao Juiz Sérgio Moro, se – como demonstra a sua atuação no Caso Banestado – ele viesse a agir com o mesmo “rigor” e “empenho” com que está agindo agora.

Neófitos em política – ou exatamente o contrário – os procuradores que encaminham o pedido ao STF (segundo a matéria, “ligados” ao Procurador Geral da República, Sr. Rodrigo Janot); assim como os seus colegas e o juiz que estão envolvidos com a “Operação Lava Jato” tentam, já há tempos, transformar, aos olhos do país, em uma sofisticada e acachapante conspiração, o que nada mais é do que o velho Presidencialismo de Coalizão em seu estado puro.

Um sistema com todos os defeitos e eventuais problemas de uma democracia em funcionamento pleno, que se desenvolve – como em qualquer lugar do mundo – na base da negociação de interesses de indivíduos, grupos de pressão, partidos políticos, funcionários públicos de confiança e de carreira e empresas estatais e privadas.

Sem obras – casas, pontes, estradas, refinarias, usinas hidrelétricas, ferrovias, navios, plataformas de petróleo – não há desenvolvimento e não existem votos.

Desde que o mundo é mundo, e não desde 2004, como quer nos fazer acreditar a Operação Lava Jato, votam-se verbas para obras – aí estão as emendas parlamentares que não nos deixam mentir – indicam-se diretores de estatais, loteiam-se cargos entre partidos aliados, apresentam-se empreiteiras para a sua execução, realizam-se os projetos e as empresas – preventivamente – para evitar ficar de fora das licitações, ou antipatizar-se com gregos e troianos, financiam partidos e candidatos de todas as cores e de todos os matizes, porque não têm como adivinhar quem vai ganhar que eleição, ou qual será a correlação de forças que sobrevirá a cada pleito.

Esse esquema funciona, assim, desde os tempos do Império e da República Velha e se repete nos Estados, com as Assembleias Legislativas, e nos municípios, com os executivos e câmaras municipais, e, se o PT conspirou ou conspira para “manter-se no poder”, na essência e na lógica da atividade política, ele não faz mais do que faria qualquer outro partido;

Ou há alguém que acredite existir agremiação política que tenha como “objetivo” programático o abandono do poder?

Nisso, o PT, e os outros partidos, fazem o que sempre fizeram os chefes tribais, desde que deixamos de ser coletores e caçadores e nos reunimos em comunidades, ou os políticos gregos, ou os imperadores romanos, ou os reis medievais, ou os partidos e forças que antecederam a ascensão do próprio Partido dos Trabalhadores ao Palácio do Planalto, que, para manter-se nele, chegaram até mesmo a mudar o texto da Constituição Federal, para passar no Congresso – em polêmica e questionável manobra – o instituto da reeleição.

A Democracia – e o Presidencialismo de Coalizão, ou o Parlamentarismo, em que muito menos se governa sem negociação e conciliação de interesses – pode ter defeitos, mas ainda é o melhor sistema conhecido de governo.

Tendo, no entanto, problemas – e sempre os terá, em qualquer país do mundo, pois que se trata mais de um processo do que de um modelo acabado – cabe à classe política, que, com todas as suas mazelas, recebeu a unção do voto – todo poder emana do povo e em seu nome será exercido, ou já nos esquecemos disso? – resolvê-los e não ao Ministério Público, ou a um juiz de primeira instância fazê-lo.

E, muito menos, inventar com esse pretexto, uma teoria conspiratória cujo único objetivo parece ser o de garantir que se lhe transfira, a ele e ao seu grupo, cada vez mais poder e força.

Até mesmo porque, como todos os cidadãos, os jovens procuradores da PGR, assim como os da Operação Lava Jato e o juiz responsável por ela, têm, como qualquer brasileiro, suas preferências políticas, simpatias ocultas, idiossincrasias, seu time de futebol do coração, sua confissão religiosa, seu piloto preferido de Fórmula Um.

Afinal, como diz o ditado, o que seria do azul, se todos gostassem do amarelo?

O que não se pode esquecer é que, se quiserem fazer política, devem candidatar-se e ir atrás de votos e de um lugar no Parlamento, e não misturar alhos com bugalhos, ou querer exercer atribuições que não têm, e que não podem ter, nesta República, pois que não lhes foram conferidas por mandato popular.

Deve, portanto, quem está à frente da Operação Lava Jato, limitar-se, sem paixão, parcialidade, vaidade ou messianismo, tecnicamente, ao seu trabalho, que pode ser exercido por quaisquer outros policiais, procuradores ou juízes, em outros lugares do país, respeitando-se a jurisdição, as regras e os limites impostos à sua atuação, porque nem mesmo a justiça pode se colocar – como muitos parecem ter se esquecido nos últimos tempos – acima da Lei e da Constituição, cujo maior guardião é, como reza o seu próprio nome, o Supremo Tribunal Federal.

Ninguém discute a necessidade de se combater a corrupção, de preferência – como nem sempre tem ocorrido – a de todos os partidos.

Ninguém também vai querer botar a mão no fogo com relação a partidos que, depois de chegar ao poder, deixaram entrar toda espécie de oportunistas, oriundos de outras agremiações, ou nomeados por governos anteriores, que depois fizeram falcatruas no cargo que estavam ocupando.

Como qualquer partido político, o PT teve acertos e erros nos últimos anos, e deve pagar por eles, até mesmo porque a imensa maioria de seus militantes é correta, nacionalista e não andou por aí prestando “consultorias”.

O que não se pode aceitar é pôr ao alcance de apenas uma pessoa, de um único juiz, um imenso universo de milhares de empresas que realizaram negócios com o governo federal nos últimos anos, em qualquer lugar ou circunstância, colocando, automaticamente, sob suspeição, qualquer pessoa que tiver, em princípio, feito negócios com qualquer uma dessas empresas.

Também não se pode agir, como se partidos de oposição não tenham estado envolvidos, antes e depois de 2004, em alguns dos maiores escândalos de corrupção da história recente, dos mais antigos, como o do Banestado, passando pelos mais simbólicos, como o do Mensalão “Mineiro”, aos mais novos, como o do Trensalão Paulista – cujo inquérito está completando seu primeiro aniversário na gaveta do Ministério Público de São Paulo – todos abafados, ou conduzidos de forma a prescreverem, ou não se punirem os seus principais envolvidos, não lhes acarretando – por parte da justiça, ou da mídia, até agora – quase que nenhuma conseqüência.

Também não se pode acreditar que só o governo federal possa corromper, porque, como explicam os que acreditam nessa fantasiosa teoria conspiratória, é a União que teria a “caneta”.

Como, se, por acaso, a oposição também não tivesse a sua, em alguns dos principais estados e municípios do país, como é o caso, emblemático, de São Paulo, unidade da Federação na qual arrecada – e administra – aproximadamente 150 bilhões de reais por ano em impostos, há mais de duas décadas.

Não podemos agir como se a corrupção, no Brasil, tivesse sido inaugurada com o estabelecimento de uma espécie de Protocolo dos Sábios do Sião, do PT, ao urdirem uma conspiração nordestino-bolchevista internacional, com estreitas ligações com o “bolivarianismo”, e o “perigosíssimo” Foro de São Paulo, para dominar a América Latina, e, quem sabe – como o “Pink” e o “Cérebro” do desenho animado – o mundo.

Uma conspiração “comunista” que passou o país da décima-terceira economia do mundo, em 2002, para a oitava maior, agora; que pagou, rigorosamente, sem contestar, toda a dívida que tínhamos com o FMI; que emprestou generosamente – e por isso também tem sido acusada – dinheiro do BNDES para empresas privadas, não apenas nacionais, mas também multinacionais; que acumulou mais de 370 bilhões de dólares em reservas internacionais, aplicando-as majoritariamente em títulos do seu, teoricamente, arqui-inimigo, Estados Unidos da América do Norte; que deu aos bancos alguns dos maiores lucros de sua história; que praticamente duplicou a porcentagem de crédito na economia; e diminuiu a dívida líquida pública pela metade nos últimos 13 anos.

Como se, anteriormente, partidos não negociassem alianças e coligações, nem as financiassem, como fez o PT, no caso da Ação 470, ajudado em um empréstimo, pago, depois, a um banco, obtido pelo Sr. Marcos Valério, que, claro, para o Ministério Público, ao que parece, é como se nunca tivesse trabalhado para o PSDB antes.

Como se os 12 Sábios do Sião do PT, reunidos, bebendo cachaça, em algum boteco do ABC, tivessem resolvido, inédita e insidiosamente, em certo encontro secreto, primitivo e clandestino, corromper a pobre classe política nacional – tão ingênua e impoluta como um bando de carneiros – e também o empresariado brasileiro.

Como se, anteriormente, nenhuma empreiteira fizesse doação de campanha, ninguém fosse a Brasília para conseguir obras, não existisse lobby nem Caixa 2, políticos e ex-políticos não prestassem “consultorias” a empresas particulares, e nem se montasse a negociação de partidos para aprovação de medidas provisórias, como, ou de emendas, como, por exemplo, lembramos mais uma vez, a da reeleição do Sr. Fernando Henrique Cardoso.

E a Nação dormisse, inocente e serena, sonhando com flores e passarinhos em berço esplêndido, e tivesse sido despertada violentamente, de repente, por um emissário do inferno, vermelho e barbudo como o diabo, que chegou do Nordeste de pau de arara, para acabar com o seu sono e conspurcar-lhe, covarde e impiedoso, a virginal moralidade que ostentava antes.

Finalmente, se formos nos deixar dominar pela imaginação e pelo delírio conspiratório, qualquer um poderá pensar e afirmar o que quiser.

Até mesmo que pode haver, mesmo, uma conspiração em curso.

Mas não para entregar o Brasil ao PT ou ao comunismo.

Mas para derrubar, usando como biombo uma campanha anticorrupção pseudo moralista, seletiva, dirigida e paranóica, um governo legitimamente eleito há pouco mais de um ano.

Trabalhando deliberadamente para chegar, de qualquer forma, e o mais depressa possível, à Presidente da República, na tentativa de tirá-la do Palácio do Planalto da forma que for possível, com um jogo escalado e proposital de prisões sucessivas e de “delações”.

Uma espécie de “corrente” no qual uma pessoa é presa – seja por qual motivo for (na falta de provas, muitos podem imaginar que se estejam produzindo “armadilhas”, suposições, ilações, combinações) e delata outra, que também é presa e passa a participar, obrigatoriamente, da trama, delatando também o próximo da “fila” – ou o novo degrau de uma escada que até mesmo no exterior já se imagina aonde vai chegar – sob pena, caso se recuse, de permanecer anos e anos na cadeia sem nenhuma garantia ou perspectiva real de proteção por parte do direito ou da justiça, enquanto bandidos apanhados com contas de milhões de dólares no exterior vão sendo, paulatina e paradoxalmente, soltos.

Almoço do Pedro Grossi não tem cor partidária nem ideológica: todos jogam no Time de seus Amigos Incondicionais

Almoço de aniversário de Pedro Grossi não tem cor partidária, ideológica, esportiva, a única torcida, aquela que prevalece sobre todas as opiniões, é a da Ala dos Amigos Incondicionais do Pedro.

Os convidados chegam já sabendo quem encontrarão, pois de ano pra ano não há defecções, e as boas surpresas são os novos agregados ao time, que se somam de forma vitalícia. Assim são as amizades dos Grossi: sólidas, legítimas, firmes e bem constituídas.

A grande maioria presente, da classe médica. Academia Nacional de Medicina em peso. Bem como prováveis futuros acadêmicos. Nomes da política nacional. Grandes advogados. Tudo harmonizado pelos vinhos excelentes e a suavidade de Lucinha, que arruma a casa, a mesa do buffet, as mesas da varanda, com a maior elegância e muita criatividade.

O prato principal era uma super, mega, hiper, blaster paella. Os Grossi, que já viveram na Espanha, onde têm muitos amigos e que costumam constantemente visitar, guardam fortes vínculos com o país. A homenagem, aliás, foi completa: Lucia vestia marca espanhola, cor charuto, e estava elegante demais. É uma linda morena.

Tanta gente entrava, em horários de tal forma variados, que quem não estivesse bem informado poderia pensar tratar-se de open house. Nada disso. Os convidados dos Grossi são pinçados a dedo, e os amigos de fé do aniversário de Pedro, selecionadíssimos.

Foi uma paella bem temperada por uma conversa picante: as prisões dos últimos dias. O caldeirão ferve.

Mas nada como o sorriso e a ingenuidade das criancinhas Grossi, escorregando pelas poltronas, se enveredando pelos corredores, contornando felizes a grande mesa do buffet, para distrair nossos pensamentos estressados pelos grandes problemas nacionais e nos fazer acreditar, que, sim, para tudo dá-se um jeito, e o Brasil é muito maior e muito mais forte do que qualquer crise, como já deu disso prova inúmeras vezes.

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A  blaster Paella de aniversário de Pedro Grossi

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O aniversariante Pedro Grossi e o ex-ministro das Comunicações, Helio Costa

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Paulo Roberto Pinto, Djalma Morais e o senador Lindbergh Farias

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Luis Roberto Nascimento Silva, o vice governador Francisco Dornelles e Sergio Novis

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Tereza Sucupira Nunes Ferreira

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Maria Rita e Pietro Novellino

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Os médicos Heloisa e Glaciomar Machado com Grossi

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Miguel Pires Gonçalves, Jarbas Penteado e Carlos Alberto Barros Franco

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Ronaldo e Luciana Carvalho

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Irmã Terezinha, a única das Clarissas que não permanece na clausura

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Claudio Cardoso de Castro e Paul Couto com Pedro Grossi

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Maria Rosa Furtado, mulher do cirurgião plástico José Furtado, com Maninha Barbosa e Cecília Dornelles

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Eleonora Nascimento Silva

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Maria Tereza Jardim de Morais

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Aldo Floris, Ivan Nunes Ferreira e Pedro Grossi

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Lucia e Pedro Grossi, com o filho, Pedro, a nora, Claudia, e as netas gêmeas, Manu e Duda

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Lucia Grossi
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Lucia e Pedro com o neto José