CÂMARA PORTUGUESA FESTEJA 102 ANOS

Eram cerca de 460 convidados na festa dos 102 anos da Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro, ontem, no Museu Histórico Nacional, tendo como anfitrião seu presidente, Paulo Elísio de Souza.

O embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Ribeiro Telles, o cônsul português Nuno Bello, o senador Jorge Bornhausen com a doce Dulcinha, que me disse que aproveitou a vinda ao Rio para ontem rever e almoçar com a amiga Bebel Niemeyer, e o presidente do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Thiers Montebello.

A horas tais, quando todos já jantavam, quem apareceu? Narcisa Tamborindeguy, naturalmente, e correu as mesas cumprimentando quem conhecia, acompanhada da amiga escritora portuguesa, Rita Tavares, que está na cidade lançando seu livro sobre o Rio.

O ator português Ricardo Pereira foi o mestre da cerimônia, que constou de conjunto de discursos e homenagens às personalidades que mais se destacaram no incremento das relações entre o Brasil e Portugal em 2013.

Na lista, o presidente da Cimpor, 9ª cimenteira do mundo, Ricardo Lima, Empresário do Ano; Nuno Fernandes Thomaz levou o prêmio Banqueiro do Ano e a cantora de fado, Mariza, o prêmio Cultura.

Durante a programação, foi lançada a Revista +351 Negócios Rio Portugal, publicação da Câmara Portuguesa, que traz notícias, dicas e entrevistas, além de informações sobre novos projetos e empreendimentos.

No jantar, servido empratado, assinado por Claude Troigros, de entrada, salada de bacalhau; primeiro prato: filé de frango com molho de manga, arroz e noisette de legumes; segundo prato: paleta de cordeiro, guisado ao molho de tomate com alho, cebola, pimentão vermelho e batata sauté; sobremesa: mini torta Romeu e Julieta, café e petit-fours. Tudo regado aos vinhos Dona Maria Tinto 2012, Dona Maria Branco 2010, Vinho do Porto, Taylor’s Fine Ruby.

E, como estamos em temporada de muitas manifestações, coube ao alto-comissário da Casa da Língua Portuguesa no Brasil, Miguel Relvas, ser alvo de uma delas à sua chegada. Relvas recebeu o prêmio Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro.

Câmara-PJ 212 Narciza Tamborindeguy

Narcisa Tamborindeguy

Câmara-PJ 153 Nathália Elísio de Souza

Nathália Elísio de Souza

Câmara-PJ 331 Vera Tostes - Maria Alexandra MascarenhasVera Tostes e Maria Alexandra Mascarenhas

Câmara-PJ 078 Miguel Relvas - Francisco e Maria João Ribeiro Telles - Anna Rita e Nuno Bello

Miguel Relvas, Francisco e Maria João Ribeiro Telles, Anna Rita e o cônsul português Nuno Bello

Câmara-PJ 060 Luiz Felipe e Isabela Francisco

O desembargador Luiz Felipe Francisco e Isabela Francisco, de mudança para Lisboa, onde vão morar por 1 ano

Câmara-PJ 317 Ricardo Lima - Mariza

Ricardo Lima e a fadista Mariza

Câmara-PJ 225 Ricardo Pereira - Jorge Mendes - Paulo Elísio de Souza

Ricardo Pereira, Jorge Mendes – apresentado como maior empresário desportivo do mundo –  e Paulo Elísio de Souza

Câmara-PJ 133 Reinaldo e Salma Paes Barreto

Reinaldo e Salma Paes Barreto

Câmara-PJ 054 Solange Amaral

Deputada federal Solange Amaral

Câmara-PJ 046 Zezé Prior - Rita Sousa Tavares - Nuno Fernandes Thomaz - Sofia Paiva Raposo - Sofia Fernandes Thomaz

Maria José Prior, A escritora Rita Sousa Tavares, Nuno Fernandes Thomaz, Sofia Paiva Raposo e Sofia Fernandes Thomaz

Câmara-PJ 003 Paulo Elísio de Souza - Paulo Simões

Paulo Elísio de Souza e Paulo Simões

Fotos de Paulo Jabur

SOLENIDADE DE ENTREGA DA MEDALHA JK REFORÇA UNIÃO DE MINAS COM SÃO PAULO

medalha jkCom o prestígio da presença de Maristela Kubitschek Lopes (foto), a filha do presidente Juscelino Kubitschek, foi entregue esta manhã, pelo governador de Minas, Antonio Anastasia, na data de aniversário do ex-presidente da República, a honrosa Medalha JK, em sua cidade natal, Diamantina.

O orador foi o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, enfatizando que a cerimônia deste ano reavivou a aliança histórica entre os dois estados, o que, segundo o governador mineiro, foi fundamental para consolidar o progresso do Brasil.

Eram 120 personalidades agraciadas presentes ao Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus. Entre eles, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, a atriz Zezé Motta, o ministro de Aviação Civil da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, a presidente da Abrag-RJ, Isis Penido, o ex-presidente do Flamengo, Marcio Braga, e a empresária Terezinha Geo Rodrigues.

JOANA D’ARC E OS VILÕES DE TOGA DA INQUISIÇÃO

Deixei para hoje a personagem que mais me emociona entre os grandes injustiçados da História: Joana D’Arc.

Sobre Joana D’Arc, os céticos insistem que, no que dela conhecemos, mito e realidade muitas vezes se confundem.

Porém, por mais precisão que os pesquisadores sérios busquem, sobre quais fatos da História remota podemos afirmar a total veracidade?

Joana foi a jovem que, liderando um exército francês na batalha dos 100 anos, libertou várias cidades francesas, dizendo-se sob inspiração divina, até cair durante o cerco de Compiègne.

Vendida aos ingleses, ela foi condenada por heresia e queimada viva em Rouen. Anos depois foi absolvida por um novo tribunal da inquisição, e no século passado, em 1920, foi tornada Santa Joana.

Conduzido pelo religioso Pierre Cauchon, o processo contra Joana D’Arc começou em 9 de janeiro de 1431 em plena Inquisição. Os outros acusadores foram Jean le Maistre, da Ordem dos Dominicanos, Jean Gravenet, inquisidor, profundo conhecedor das escrituras, Thomas de Courceles, reitor da Universidade de Paris, e dois frades mendicantes, Martin Ladvenu e Isembard de Ia Pierre.

Muitos bispos e cardeais ingleses participaram no processo, todos inimigos de Carlos VII, tendo em comum a intenção de provar que a “Donzela” era herege. O objetivo final daquele julgamento político era acusar Carlos VII de recorrer aos serviços de uma bruxa.

Então, Joana precisava ser culpada, precisava ser condenada, precisava ser bruxa.

Dissesse o que dissesse, respondesse o que respondesse, provasse o que provasse, nada disso contava. O que importava era condenar Joana, porque sua condenação ou sua absolvição teria grande peso no resultado do conflito da França com a Inglaterra.

Então, houve o julgamento vergonhoso, que se tornou inspiração para quilômetros de peças de teatro, poesias, tratados, textos vários, discursos, roteiros, encenações de todo o gênero, buscando repetir aquele tribunal de farsa, em que tudo que Joana dizia era interpretado de forma oposta, qualquer balbucio era grito, o mínimo gesto era amplo movimento, uma boa intenção era vista como péssima.

Declarada culpada no processo de condenação em 30 de maio de 1431, Joana d’Arc foi queimada viva em Rouen, aos 19 anos.

Muita gente da aristocracia, do poder e do próprio povo deve ter achado ótimo, brindado, dançado e festejado…

Os de hoje vão às igrejas, rezam por ela e pedem graças à Santa.

Hoje, cospem nas tumbas dos juízes cochons (porcos) Pierre Cauchon,  Jean le Maistre, Jean Gravenet, Thomas de Courceles, Martin Ladvenu e Isembard de Ia Pierre. Os vilões de toga da história inquisitorial.

Assim, ao longo dos séculos, desde a atuação dos tais jurados, a Justiça carrega as máculas daquela injustiçada que se tornou santa, do tribunal indigno, dos juízes porcos, surdos e cegos, mas não por imparcialidade. Ao contrário.

Surdos por impermeáveis à voz tonitruante da verdade. Cegos por usarem viseiras com os vidros da obtusidade do curto prazo.

Tais juízes vão dormir tranquilos as curtas noites da curta glória das bajulações. E perderão o sono nas longas noites do arrependimento…

Joana-DarcJoana D’Arc: queimada na fogueira por um tribunal inquisitorial que a satanizou por interesses políticos

ADRIANA MATTAR DÁ DICAS SOBRE A RÚSSIA EXCLUSIVAS PARA VOCÊS

A chef-banqueteira Adriana Mattar, leia-se o bem sucedido Cooking Buffet, voltou da  Rússia trazendo em sua valise ótimas histórias e um roteiro dos melhores restaurantes, hotéis e passeios. Eu soube, fui atrás e publico aqui essa Jóia Rara para vocês, antes mesmo da novela de mesmo nome (ops!). O que eu não faço para manter meus leitores cativos, hein?

Com a palavra, a chef Mattar:

“Me animei depois de ler a história de Anna Karenina e fui passear na Rússia. Eu temia encontrar apenas aqueles russos rudes e mal encarados que eu  já tinha visto pelo mundo e nos filmes.  Aqueles que não pedem desculpas se esbarram na gente dentro do aeroporto e não dão passagem no alto da montanha de esqui. Tá, estes existem. Mas em Moscow conheci os outros russos. Para mim agora, os verdadeiros. Eles são sérios, mas gentis.  Aprendi que não são mesmo alegres, não faz parte da sua cultura, a alegria. Eles passaram por muitas guerras e privações. Coisa que a gente no Brasil nunca entende muito bem. O inverno aqui chega a menos 30 graus. Mas os seus rostos se iluminam docemente quando dizemos Spaicíba (obrigada). Querem claramente ser corretos e honrados. Sentem orgulho da sua história.

viagem a russia

Dizem aqui que o comunismo não foi tão bom nem tão ruim como falamos no ocidente. Conheci pessoas duras e amáveis. Dá vontade de ensiná-los a sentir um pouco mais de felicidade. É claro que tem outros arrogantes e detestáveis como em qualquer outro lugar, mas faz parte da humanidade.  Por mais que eu procure, não existe mesmo mundo perfeito. Fiquei emocionada quando vi dentro da igreja como são devotos e espiritualizados. As mulheres e também as meninas, sem exceção, cobrem suas cabeças com lenços em sinal de submissão a Deus e aos maridos. Cobri a minha cabeça em sinal de respeito à cultura deles. E assim me senti mais humilde, mais tranquila. Bom…talvez por 8 dias.

Fui no verão deles, o que significa temperatura acima de 20 graus e luz do sol até as 11h da noite, sol nascendo de novo às 3 h da manha.  Na verdade não chega a escurecer, fica um lusco- fusco lindo. A comida me encantou. Blinis com ovas de salmão e creme azedo todos os dias no café da manhã.  O caviar bom é caro e vendido por 12 dólares a grama, uma provinha são 5 g.

adriana russiaO caviar bom é caro e vendido por 12 dólares a grama, uma provinha são 5 g.

O tal stroganoff parece mesmo com o nosso mas é servido sempre com purê de batata e anéis de cebola empanados.  O frango, não achei à Kiev, mas provei um delicioso, macio, coberto com pedacinhos crocantes de pão. A bebida é servida em temperatura ambiente, gelo, só a pedidos. Vinho é caro, melhor provar as ótimas vodcas diferentes, estas sim servidas bem geladas. Empiria e Beluga são as melhores. Trouxe na mala…

viagem russiaO tal stroganoff parece mesmo com o nosso 

Tome cuidado com os táxis…tem que combinar a tarifa antes porque eles cobram quanto querem, não há taxímetro. Mais seguro pedir no hotel e não pegar na rua. São Petesburgo é uma cidade toda florida e muito animada no verão. Os meses melhores de vir, me explicaram, são de maio a meio de setembro. O Museu Hermitage já vale toda a viagem. Compre ingresso diferenciado para entrar mais cedo, antes da abertura. E preste atenção também à coleção de quadros impressionistas. Vá com um sapato confortável, é imenso e deslumbrante.  Nunca vi luxo maior.  Dá para compreender como o povo teve que fazer sua revolução.  Há um quadro grande em uma sala que retrata uma batalha de navio. A imperatriz Catarina, a grande, descontente com a imagem que o pintor fez, mandou explodir um navio de verdade para que ele pudesse  acertar a pintura.  E tinha a imperatriz Elizabeth que governou por 20 anos e tinha 15 mil vestidos. Achava de mal gosto repetir roupa.  Histórias extravagantes da realeza russa… Como diz a estudante americana que eu conheci, cuja tese era sobre porque as pessoas viajam, queremos apenas entender melhor a nós mesmos cada vez que vamos desbravar a cultura alheia. Agora quero conhecer os russos no inverno. Deve ser linda a cidade coberta de neve. É um país para voltar”.

Onde comer bem…

Em Moscow:

Café Russie, cardápio típico

O2 lounge, linda vista, menu mais moderno

Café Puskin, muito bom e clássico

Café Bosco, em frente da praça vermelha

Em Saint Petesburg:

Mix up , W roof top, cardápio do chef de Alain Ducasse

The Mansarda, moderno, peça mesa ao ar livre

Terrassa, linda vista

Jaimie Oliver, divertido ,excelente comida italiana

Caviar Bar, bem russo, melhor stragonoff da viagem

Hotéis

Moscow: Ritz Carlton

Saint Petesburg: Grand Hotel Europe ou o Four Seasons, que acabou de abrir”

viagem adriana russiaAdriana Mattar na Rússia

É CHEGADO O MOMENTO MAIS INSTIGANTE DA SEMANA: A ELEIÇÃO DAS MAIS BEM-VESTIDAS!

ESCOLHA SUA PREFERIDA E VOTE JÁ! E QUANTAS VEZES DESEJAR!

É chegada a hora de conferir a nossa seleção pra lá de especial das mais charmosas e elegantes que circularam pelos principais eventos da cidade! Escolha sua preferida e não deixe de votar na enquete ao final do post. Lembrando que a votação vai até quarta-feira (18)… 😉

As Mais Bem-Vestidas da SemanaLegendas: Paula Chieregato na abertura da exposição “Elementos no Espaço”, de Arthur Luiz Piza, na Galeria Gustavo Rebello Arte, no Copacabana Palace – Foto de Marco Rodrigues; Rafaela Cardoso, Gabriela Paschoal e Ana Maria Piva no lançamento das coleções de verão da multimarcas Dona Coisa, no Jardim Botânico – Fotos de Miguel Sá e Sebastião Marinho; Fernanda Basto na abertura da exposição de Sérvulo Esmeraldo, “Pinturas, Desenhos, Gravuras, Esculturas, Objetos e Excitáveis”, na Pinakotheke Cultural, em Botafogo – Foto de Paulo Jabur; Luiza Brunet na festa comemorativa dos 90 anos do Copacabana Palace – Foto de Paulo Jabur

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O PRIMEIRO DIA DO CURSO “A LINGUAGEM DOS FIGURINOS NO CINEMA ITALIANO”

Teve início na noite de ontem, no Copacabana Praia Hotel, o curso A linguagem dos figurinos no cinema italiano, ministrado pela super Emilia Duncan! O diretor Luchino Visconti e os figurinos de Piero Tosi foram os temas da aula inaugural. Acompanhem o depoimento de uma aluna presente:

“Amei o primeiro dia do curso! Emília nos contou a história de Luchino Visconti e todo seu background para que pudéssemos entender o que o levou a construir seu estilo cinematográfico. O diretor nasceu em uma família da aristocracia italiana. Seu pai era patrono do teatro Scala di Milano. Logo, desde cedo, Luchino pôde admirar grandes e luxuosas óperas, o que explica seu futuro gosto por filmes de época orquestrados e impecáveis do ponto de vista estético, como O Leopardo. Interessante observar que sua fixação pela estética também era bastante evidente mesmo nos filmes de sua fase neorrealista. Embora os personagens fossem pessoas da vida real, Luchino tinha uma grande preocupação com cada detalhe: o cenário, as roupas, a fotografia, tudo devia ser absolutamente impecável para dar o tom de veracidade. Piero Tosi, figurinista que acompanhou Visconti em boa parte de seus filmes, fez escola com o próprio diretor em termos estéticos. Tosi era muito determinado e mesmo nos filmes mais neorrealistas, cujos figurinos ficavam em segundo plano, Tosi realizava um trabalho incrível que só o olhar mais minucioso poderia notar: as roupas surradas e rasgadas, usadas por aqueles que interpretavam trabalhadores e pessoas do povo, eram realmente parte do cotidiano destas pessoas! Caminhando pelas ruas, Tosi abordava cidadãos comuns e dizia: “Quer trocar sua roupa por uma roupa da Anna Magnani?” Quem hesitaria em dizer não? Afinal, Anna era uma das maiores estrelas do cinema italiano. No figurino de O Leopardo, Claudia Cardinale chegou a se acidentar na cintura, de tão apertado que era seu espartilho. Tosi e Visconti não poupavam esforços para que seus atores incorporassem realmente a postura e a silhueta da época retratada. Não vejo a hora de assistir a segunda aula, cujo tema será: A mentira e a verdade nos figurinos dos filmes de Pier Paolo Pasolini e Federico Fellini. As criações de Danilo Donati e Piero Tosi.

annaAnna Magnani em Belissima (1951), de Visconti. Trabalho de figurino minucioso e impecável mesmo em filmes neorrealistas, onde a roupa ficava em segundo plano. É aí que reside o grande talento de Piero Tosi:  fazer com que a roupa se incorpore à realidade social e às características físicas e morais de cada personagem. Competência que só uma pessoa de olhar extremamente sensível poderia ter.

LUMA COSTA, A MAIS BEM-VESTIDA DO PRÊMIO MULTISHOW!

Na última semana, fizemos uma enquete especial de As Mais Bem-Vestidas da Semana com as mais belas, charmosas e elegantes do Prêmio Multishow.

Vocês votaram e elegeram a atriz Luma Costa como a mais bem-vestida da premiação, com 253 votos (25% da preferência).

Para a ocasião, Luma escolheu um vestido super fofo, curto, de renda branca e mangas longas, combinando-o com clutch e escarpins pretos. A atriz prendeu os cabelos em coque, deixando aparecer os brincos de fios curvos, que casavam com um bracelete no mesmo estilo.

Confiram!

Luma Costa - A Mais Bem-Vestida da Semana

Foto AgNews

Resultado final da enquete:

enquete

 

JANTAR NO MUSEU HISTÓRICO CELEBRA 102 ANOS DE CÂMARA PORTUGUESA

mariza fadistaMariza, a fadista do momento em Portugal, considerada a sucessora da grande Amália Rodrigues, estará hoje no Museu Histórico Nacional 

O Museu Histórico Nacional reúne hoje empresários e personalidades que mais se destacaram nas relações Brasil-Portugal em 2013. Será o jantar dos 102 anos da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, voltada para a aproximação das relações comerciais, tecnológicas, sociais e culturais entre Portugal e o Rio de Janeiro. O ator português Ricardo Pereira será mestre de cerimônia.

Homenageados serão o alto-comissário da Casa da Língua Portuguesa no Brasil, Miguel Relvas; o presidente da Cimpor, 9ª maior cimenteira do mundo, Ricardo Lima; o presidente executivo da EDP Energias de Portugal, António Mexia; o presidente do Banco Caixa Geral Brasil, Nuno Fernandes Thomaz, e o presidente do Conselho Administrativo do Banco BIC Português S.A., Fernando Teles.

E também o presidente da GestiFute-Gestão de Carreiras de Profissionais Desportivos, Jorge Mendes, e a cantora portuguesa Mariza, a “nova Amália”.

Na ocasião, será lançada a Revista +351 Negócios Rio-Portugal, publicação trimestral da Câmara Portuguesa, trazendo editorial do Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, destacando a importância da integração Brasil-Portugal.

FHC NA ABL: ELEIÇÃO E POSSE COM FUMACINHA E TUDO

A posse de Fernando Henrique Cardoso na Academia Brasileira de Letras fez jus à história das cerimônias da Casa de Machado de Assis, com seus protocolos, os fardões, o sumo da elite brasileira ali presente, encantada e feliz por levar ao pódio intelectual do país o Príncipe dos Sociólogos, muito bem embalado em seu fardão su misura.

Os Nabuco, Mello Franco, Monteiro de Carvalho, o clã Barreto de cineastas, os Niemeyer, enfim, o creme do creme, do melhor do melhor ali representado, reverenciando e aplaudindo a entronização de Fernando Henrique à imortalidade.

E não houve quem contestasse a eleição do novo imortal. A não ser, naturalmente, o sempre franco acadêmico Arnaldo Niskier, que desde sempre, e ontem também, deixou claro que não lhe conferira seu voto.

Ah, o Arnaldo! Salvou-nos de haver uma eleição Papal na ABL sem ao menos uma fumacinha…

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Fotos de Cristina Granato

ARY FONTOURA, UM PRIVILÉGIO DAS ARTES CÊNICAS BRASILEIRAS!

ary fontouraO ator Ary Fontoura é um patrimônio de talento, seriedade, competência, correção. Um privilégio para nossas artes: aplausos de pé!

Há uma tendência no público, que assiste às novelas e na imprensa que a cobre, de concentrar sua atenção e seus comentários apenas nos protagonistas das tramas principais. Assim, ou falam do desempenho do Félix ou da Valdirene ou do César e vamos ficando por aí.

Perdem-se, nesse ciclo repetitivo, registros de atuações soberbas e o devido reconhecimento a grandes artistas, aos quais as artes cênicas de nosso país muito devem, como é o caso de Ary Fontoura.

“Um ator confiável” é a definição perfeita para ele. Tê-lo num elenco é um sossego pra qualquer autor ou diretor. Dá conta do recado de todo e qualquer personagem. E com maestria!

Incorporados na tela da TV por Ary Fontoura, seus personagens tornam-se, automaticamente, inesquecíveis. Assim foi com o avarento seu Nonô, de Amor com amor se paga; o Ubirajara Martins, de Dancin’ Days; o prefeito Florindo Abelha, em Roque Santeiro; o Silveirinha, de A favorita; o autoritário coronel Artur da Tapitanga, em Tieta; o Pitágoras, deputado corrupto, de A indomada.

Mas o personagem mais marcante, para mim, de Ary Fontoura, foi o vivido por ele na peça Alice no País DivinoMaravilhoso, de Paulo Afonso Grisolli e Sidney Miller, no Teatro Casa Grande.

Suzana Faini, Tamara Taxman, a Dudu, depois Dudu das Frenéticas, eu, tínhamos todas 18 anos ou em torno disso, e dividíamos personagens, já que Grisolli e Sidney nos testaram para os papéis de Alice e de Rainha, porém, generosamente indecisos, acabaram loteando as personagens entre todas nós, sem dispensar ninguém!

Assim, Alices havia cinco (a principal era a Tetê Medina) e Rainhas éramos quatro, que passávamos o tempo todo embaladas dentro de um saco branco de pano, com o Ary Fontoura em pé no meio, brotando de dentro dele (acho que era a Lagarta).

De vez em quando, uma de nós punha a cabeça de fora, apontava o dedo na direção de uma das Alices e berrava: “Cortem-lhe a cabeça!”. Era o nosso texto. E o Ary, moleque, volta e meia dava uma chutadinha, lá dentro, nas rainhas encolhidas.

Dentro desse espírito democrático de divisão do papel, que tanto reduziu nossas falas e nossa participação, dividíamos também o camarim divertidíssimo, onde passávamos horas diante do espelho, como se nos preparássemos para ser Lady Macbeth, e não rainhas ensacadas.

Na hora de limpar a maquiagem, depois do espetáculo, era o mesmo frege.

Então que acontecia a melhor parte da festa. A grande performance do Ary Fontoura, quando ele, com sua ironia, encostava-se no alisar da porta e anunciava: “Meninas, o coronel paulista chegou!”.

O “coronel paulista” em questão era o meu atual marido, o Francis, então com 25 anos, mas já começando a calva, e com uma Mercedes bordô, modelo antigo, com placa de São Paulo. Naquele tempo, ter uma Mercedes, mesmo que de modelo velho, era o ó do bobó. Donde meu jovem namorador ralador foi logo promovido pelo Ary a “coronel paulista”.

Hoje, todas as vezes que nós dois encontramos o ator, nos referimos a isso e rimos muito.

Tudo isso pra lhe dizer, Ary, que ontem, em Amor à vida, você mais uma vez mereceu aplausos de pé e bis. O capítulo foi todo seu. E tantos outros capítulos já havidos, desta e das muitas outras novelas de que participou.

Parabéns à emissora pelo privilégio de tê-lo em seu elenco, aos autores e diretores pela sorte de poderem escalá-lo e aos seus colegas, que contracenam com um ator talentoso, correto e firme, que troca emoções, sem cometer manhas, rasteiras nem subterfúgios.

PS: Manhas, tentativas de rasteiras e subterfúgios rolam demais por trás dos panos das ribaltas, das câmeras das TVs e dos filmes, onde as vaidades se sobrepõem, vocês é que não ficam sabendo…