Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

ARTRIO COMEÇA DIA 4 COM FÔLEGO PARA SE MANTER NO 1º LUGAR DO PÓDIO

Vem aí a terceira edição da ArtRio, iniciativa do quarteto Brenda Valansi, Luiz Calainho, Elisangela Valadares e Alexandre Accioly, de 4 a 8 de setembro. O evento vai ocupar os armazéns 1 a 5 e anexo 4 do Píer Mauá.

O primeiro dia, o 4, será restrito a convidados. A partir do dia 5, o público. Este ano com a participação de representantes de 14 países – Brasil, Alemanha, Argentina, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México, Reino Unido, Peru, Portugal, Suíça e Uruguai – e fôlego para se manter no pódio de maior evento do gênero na América Latina.

O Comitê de Seleção das galerias participantes avaliou sua relevância no mercado, os artistas que representam, exposições realizadas por ano e participação em outras feiras de arte.

Ano passado, 74 mil pessoas visitaram a Art Rio, com suas 120 galerias tendo isenção de impostos nas vendas. Inclusive as muitas galerias estrangeiras participantes.

TOMA POSSE NOVA DIRETORIA DA ACADEMIA NACIONAL DE AGRICULTURA

A Academia Nacional de Agricultura já tem nova diretoria. O novo presidente Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, tomou posse na sede da Sociedade Nacional de Agricultura, no Rio.

A Academia Nacional de Agricultura reúne personalidades destacadas do agronegócio brasileiro.

Também assumiram suas cadeiras, a diretora-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Elizabeth Farina, o ex-ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, o vice-presidente da FGV, Sérgio Franklin Quintella, e o engenheiro José Milton Dallari, um dos criadores do Plano Real, em 1994.

Em seu discurso, o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Antonio Alvarenga, proclamou que “os produtores rurais são os heróis de nossa economia, trabalham duro e enfrentam dificuldades de toda ordem para alimentar os 200 milhões de brasileiros e ainda gerar excedentes exportáveis de U$ 100 bilhões de dólares por ano”.

Assistindo e aplaudindo, o ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, Tirso Meirelles, presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte, e o secretário de Estado de Agricultura do Rio de Janeiro, Christino Áureo…

Agricultura-IMG_5561CHRISTINA ALVARENGA E ROBERTO RODRIGUESCristina Alvarenga e Roberto Rodrigues

Agricultura-IMG_5591ANTONIO CHRISTINA ALVARENGA E CRISTIANO AUREOAntonio e Cristina Alvarenga e Christino Áureo

Agricultura-PAULO PROTÁSIO E ROBERTO RODRIGUES

Paulo Manoel Protásio e Roberto Rodrigues

Agricultura-MG_5550ANTONIO ALVARENGA E TIRSO MEIRELLES

Antonio Alvarenga e Tirso Meirelles

Fotos de Sebastião Marinho

EMERGÊNCIA MÁXIMA: O ESTADO E AS RUAS PRECISAM SENTAR-SE À MESMA MESA E PACTUAR A PAZ

Fui ontem ao MAR. Não gostei. Ao chegar, um PM queria impedir minha aproximação do museu, pois havia uma manifestação na porta, com inclusive pessoas de rostos cobertos, alguns black blocks, e muitos policiais militares em situação, indumentária e posição de combate.

O PM avisou: “Eles estão atirando pedras, já jogaram muitas pedras, podem atingir as senhoras”. Olhei ao redor e não vi sequer uma pedra no asfalto. O policial não devia estar dizendo a verdade. Fui em frente, com o broche espetado no tailleur preto, empunhando como escudo minha bolsinha e calçando meus scarpins. Eu e minha amiga. Rápidas, atravessamos manifestantes, batemos nas costas de mascarados para nos darem passagem, eles deram, desviamos de black blocs, tudo bem.

O que me deu medo foram os PMs, com seus elmos/capacetes a esconder os rostos, os coletes à prova de balas, o armamento, homens enfileirados lado a lado, formando uma parede impenetrável de escudos, lembrando um campo de guerra.

E eu lá, com minha bolsinha, meus scarpins, tailleur e broche, pedindo, “dá licença”, “dá licença”. Não tive medo dos vândalos, tive medo dos PMs.

Quando ultrapassei a barreira intransponível de escudos e capacetes, com meu look “mulherzinha confiável”, vi um homem jogado na calçada do MAR, cercado por policiais, parecia amarrado. Cena degradante. Minha amiga disse: “Acho que é um bêbado”. Não era, era um índio. Soube quando vi no YouTube que ele dizia palavras indígenas, no momento de sua prisão, não sei se de súplicas, de raiva, de protesto ou o quê.

Não sei também o motivo da violência contra ele. Sei apenas que isso precisa acabar. Sei que é emergencial sentar e fumar um cachimbo da paz com a sociedade. Sei que é preciso se firmar correndo um pacto com estes que invadem as ruas.

Sei que é preciso mais que depressa se designar representantes, de ambos os lados, que possam sentar-se à mesma mesa e conversar. Sei que precisamos discutir os pontos vários das reivindicações, definir quais são elas, traçar cronogramas e organogramas, pautas e calendários, promessas e dívidas. Objetivos e objetividades. Antes que tudo isso degringole para coisa nenhuma.

Temos, nós todos temos, independente do lado que frequentemos, uma prioridade comum: a Democracia. Bem precioso que precisa ser tratado com cuidado, delicadeza, atenção e zelo. Para que nenhum aventureiro lance mão. Está aí o mau exemplo egípcio como um alerta, depois do entusiasmo daquela exuberante Primavera Árabe.

Problemas, dramas, tragédias, erros a corrigir, temos sim, incontáveis, numerosos. Vamos resolvê-los. Pelo menos tentar.

Que o Estado do Rio de Janeiro seja o primeiro no país a tomar a iniciativa. Que as entidades civis se mobilizem. A Frente Pró-Rio, a Firjan, os sindicatos, OAB, Associação Comercial, universidades, academias em geral, associações de bairro etc. Que os cabeças dos gritos das ruas se apresentem, os Black Blocs, os Rafuckos, enfim, quem mostra a sua cara. E também quem a esconde. Os partidos políticos. Os poderes constituídos no Estado. Vamos sentar, conversar, fazer acordos.

E quem se negar a isso, que sejam divulgados os nomes. São eles, certamente, os manipuladores do caos em nome das conveniências próprias. Aqueles que desejam tirar proveito das indignações do povo em benefício de ambições políticas (ou outras) pessoais. Os “puxadores de tapete” profissionais. Os golpistas “sempre alertas”, em plantão permanente. Que sejam identificados e excluídos desse processo.

Mas, por favor, não queremos mais ver nem índio, nem branco, nem negro, nem estudante, nem policial, nem artista, nem ninguém machucado, humilhado, maltratado, amarrado ou jogado num canto de uma calçada cercado de meganhas. Em nome de nada.    

O evento de ontem no MAR era uma recepção aos participantes da 23ª conferência anual do Conselho Internacional de Museus – ICOM, órgão da Unesco, que desta vez acontecia no Rio.

Um evento de suma importância para a cultura do Rio de Janeiro, do Brasil. Um privilégio disputado por qualquer cidade do mundo, sediar esse encontro, que reúne entre nós os mais importantes nomes da museologia, da História, da Memória, em todo o Planeta.

O governador e o prefeito convidavam juntos, mas não foram. Os manifestantes julgavam que eles lá estavam. E gritavam graves desacatos, ofensas, palavras feias, que ecoavam lá em cima, na laje do MAR, onde os convidados, estrangeiros e brasileiros, testemunhavam o constrangimento.

A Secretária de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, Adriana Rattes, era anfitriã. Estavam presentes, o presidente do IBRAM, Angelo Oswaldo de Araújo Santos; do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida; do ICOM, Hans-Martin Hinz; a diretora de Museus do Estado do Rio de Janeiro, Mariana Várzea; a diretora do IBRAM, Eneida Braga Rocha.

NÃO À TOA, WISH QUER DIZER DESEJO!

Não por acaso, a Wish tem uma clientela consolidada. Ela propõe a moda para a mulher clássica, que  vai renovando o guarda-roupa peça a peça, sem exageros. Roupas duráveis, complementares, afinadas com as tendências, mas sem desafinar nas extravagâncias. Vestem bem, encaixam direito no busto, nas costas, nos braços. As mulheres se sentem bem dentro delas. A modelagem é sempre boa, independente do manequim, a roupa cai direito. Enfim, a Wish é o paraíso para a mulher com corpo de mulher. Peito, quadril, braço, bumbum, barriguinhas, tudo fica bem, inserido nas suas roupas. Que mulher não sonha com isso? Não à toa, Wish quer dizer Desejo. 

Por tal motivo, embora algumas convidadas tenham se atrapalhado com o trânsito, a chuva e a manifestação de protesto em São Conrado não impediram o sucesso do lançamento da  primavera-verão, Sweet Collection, da Wish, na Galeria 444 de Ipanema.

As amigas clientes prestigiaram a happy hour e se deliciaram com os macarrons nos mesmos tons rosa chiclete, verde menta e amarelo claro da coleção leve e fluida, que veio adoçar nossa primavera. São peças das marcas Tracy M, Nine West, Marc New York, Tahari, Kasper e Jones New York, emulando vibrações otimistas para a atual temporada. A dupla dinâmica black&white em imprimés, evocando linhas arquitetônicas e as artes, em listras e poás.

Vera Cougo recebia com aquela sua conhecida hospitalidade, espumante francês Louis Perdrier e grande entusiasmo. E as vendas só bombando. Tania Caldas, que fez a lista das convidadas da tarde, ajudava a recepcionar. E a press agent Elzinha Barroso completava a equipe de mulheres bem relacionadas Wish.

Tania Caldas, cinco quilos mais magra, tão bonita quanto no tempo em que foi casada com Jorginho Guinle, contava que, no dia 29, fará o lançamento da coleção Bianca Gibbon, na mesma galeria…

Wish-MG_5433- MARIA CORTEZMaria Cortez, a filha de Tania Caldas e Raul Cortez, que vive em Sampa, em temporada no Rio

Wish-MG_5470- ROSAMARIA MURTINHO

Rosamaria Murtinho

Wish-MG_5453- ILDE LACERDA SOARES

Ilde Lacerda Soares, impecável, clássica

Wish-IMG_5502- MARILIA BOARETO E SUA FOTO AO FUNDO

A modelo Marilia Boareto, tendo sua própria foto ao fundo, veste blusa adquirida por Rosamaria Murtinho

Wish-IMG_5408 - COOKIE RICHERS  ANDREIA BELO JARDIM E INGRID VASCONCELLOS

As chiques vestem Wish: Cookie Richers, Andrea Belo Jardim e Ingrid Vasconcellos

Wish-IMG_5404 - NOELIA GUIMARÃES E GISELA AMARAL

Noelza Guimarães e Gisella Amaral

Wish-IMG_5391 - FATIMA DE ABREU BRIZOLA

Fátima de Abreu Brizola

Wish-IMG_5352 - FATIMA MARTINS

Fátima Martins

Wish-IMG_5338 - NELITA LECLERY  GUSTAVO GONÇALVES E VERA COUGO

Nelita Leclery, Gustavo Gonçalves e Vera Cougo

Wish-IMG_5336 - LELIA GONÇALVES

Lelia Gonçalves Maia, mulher com estilo

Wish-IMG_5332 - REGINA MARTELI

Regina Martelli

Wish-IMG_5329 - CRISTINA GALDEANO

Cristina Galdeano

Wish-IMG_5326 - TANIA CALDAS E REGINA PINTO

Tania Caldas e Regina Pinto

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Teresa Gibbon

Wish-IMG_5286- ANNA SILOS

Embaixatriz Anna Gutierrez de Silos

Fotos de Sebastião Marinho

NO RIOCENTRO, CONGRESSISTAS SÓ PODEM URINAR A PARTIR DE DUAS DA TARDE!

Acontece neste instante, às 10 horas desta manhã de quinta-feira, no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o evento Construir 2013, constando de palestra matinal no auditório e feira, reunindo as personalidades mais importantes deste segmento no país. Está em pleno funcionamento. Porém, os banheiros daquele centro de convenções só serão abertos às 14 horas! Quem quiser construir qualquer matéria fisiológica que aguarde até lá.

Num português mais claro: o participante do evento que pretender defecar ou urinar deve agendar este interesse para após as 14 horas, quando enfim serão abertas as portas das instalações sanitárias do maior centro de convenções do Estado!

A empresa que terceiriza a exploração do local economiza nos funcionários para lucrar, sem calcular o grave prejuízo que dá à imagem da Cidade do Rio de Janeiro. E ainda dá uma explicação tosca: “É porque a feira só abre às duas da tarde”, conforme um funcionário que não se identificou, sem explicar se a empresa supõe que os frequentadores do auditório aberto para as palestras matinais não possuem aparelho digestivo e muito menos o urinário.

A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro precisa agir rapidamente contra o abuso desta empresa que explora o Riocentro, que, com medidas absurdas e ridículas como esta, arranha a imagem de nosso turismo, podendo atingir a economia da Cidade Maravilhosa.

NOSSO MUSEU DA MODA É O ÚNICO SENDO MONTADO NO MOMENTO NO MUNDO!

O Rio de Janeiro é a bola da vez. Depois da Copa das Confederações e da JMJ, outro grande evento está sendo sediado na Cidade Maravilhosa, ou melhor: na Cidade das Artes,  projeto magnífico do francês Christian de Portzamparc, que insere o Rio de Janeiro, definitivamente, no circuito da alta arquitetura contemporânea internacional.

Trata-se do importantíssimo encontro anual mundial do ICOM (International Council of Museums), que reúne os mais conceituados museólogos, conservadores, autoridades e restauradores ligados a museus importantes do mundo inteiro!

Convidada pelo Costume Committee do ICOM, fui à Cidade das Artes fazer uma palestra, para esta plateia exigente e super selecionada, sobre a Coleção Zuzu Angel de Moda, que serve de base ao projeto do museu de moda, parceria em curso reunindo a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, o Instituto Zuzu Angel e a Fundação Getúlio Vargas.

Falei sobre a coleção, a história de Zuzu Angel, sua obra, vida, drama, luta, pois é impossível falar da moda de Zuzu sem falar sobre ela inteira, com seus documentos, fotos, correspondências e tudo o que significou a saga da estilista que fez de sua moda estandarte de sua vida, seus encantamentos e dramas.

A palestra seguinte foi de Luiza Marcier, a muito bem articulada diretora do museu, que falou com clareza,  apresentando ao público este projeto em fase de implementação, no Solar da Marquesa de Santos, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

Emocionei-me ouvindo Luiza discorrer sobre nossa parceria, pois já lá se vão mais de quatro anos de trabalho, entusiasmo, expectativa, empenho para dar ao Rio de Janeiro, ao Brasil, seu primeiro museu da moda brasileira, com uma coleção que foi reunida durante décadas, com muito cuidado, dedicação.

Graças também e sobretudo ao desprendimento dos doadores, pessoas que amam a moda, verdadeiros mecenas culturais representativos da sociedade brasileira, que estarão presentes no museu da moda pelo seu gesto e por suas peças únicas.

Ali veremos, através da moda que vestiram, vários matizes de brasileiros notáveis, em épocas diversas, ambientes contrastantes, atividades diversificadas, mas todos protagonistas no cenário brasileiro em que viveram ou vivem.

Como base principal do museu, a Coleção Zuzu Angel.

Porém, o caleidoscópio fashion será amplo. Na parte dos internacionais, a Coleção Carmen Terezinha Solbiatti Mayrink Veiga contempla grandes obras dos maiores mestres da alta costura europeia da segunda metade do século 20.

Uma variedade de peças de brasileiros, como Dener, Mena Fiala, Clodovil, Isabela Capeto, Ronaldo Fraga, Guilherme Guimarães, Glorinha Pires Rebelo, Jerson, Liliane Sirkis/Casa Colette, Lucília Lopes, Casa Canadá, Mary Angélica, José Ronaldo, Markito, Silvia Souza Dantas, Victor Dzenk, Sta. Ephigênia, Carlos Tufvesson, Tony Palha, entre muitos outros e outros nomes de nossos inspirados criadores dos séculos 20 e 21.

De vestido da princesa Diana à roupa do Velho Guerreiro Chacrinha…

Os estrangeiros que os brasileiros vestiram e vestem, em que ocasião, onde, como, quando e com quem.

A história da roupa. Puxando o fio da roupa para o fio da memória, da História… o princípio museológico de uma peça. Um registro, através da moda, que perpetua tempos passados, o tempo presente e vai perpetuar o futuro.

Tudo isso é importante. Eu me emocionei naquela manhã no congresso do ICOM. Todos se emocionaram. Foi uma manhã maravilhosa, em que pude apresentar um pouco da trajetória da grande mãe, guerreira e estilista, Zuzu, à gente de toda parte do mundo, que nunca antes havia ouvido falar sobre esta história fascinante. Um motivo para me emocionar bastante. Vocês me conhecem bem.

Ao fim da palestra, a presidente do Costume Committee do ICOM, a dinamarquesa Katia Johansen, anunciou que o nosso museu da moda do Rio de Janeiro, que se saiba, é o único no mundo que está sendo construído e montado no momento.

E na segunda-feira, dia 19, começa, no Copacabana Praia Hotel, o II Curso de Museologia de Moda, pela mestra Johansen. Um workshop de quatro dias. Imersão até o pescoço na moda, no sonho, nos têxteis e nas técnicas de exibição e montagem de uma exposição de moda.

Oportunidade rara de ouvir e aprender, os ensinamentos de uma das maiores especialistas no assunto no mundo, diretora das Coleções Reais da Dinamarca, como lidar, cuidar e expor da melhor maneira possível as peças de moda preciosas.

De 19 a 22 de agosto. Informações zuzuangel@zuzuangel.com.br

1157466_10201849917753911_1780224103_nCom a diretora do museu da moda, Luiza Marcier, em foto que surrupiei de seu Facebook, em que ela fala, cheia de orgulho, do “Museu Zuzu Angel da Moda Brasileira”

Foto de Vivian Fava

A LONGA TRAVESSIA DE EDNEY SILVESTRE

Noite de autógrafos de Vidas provisórias, do Edney Silvestre, lançamento da Intrínseca, na Travessa. A fila enorme já era uma travessia pelo Shopping Leblon, que começou uma hora e meia antes das 19h30m marcadas no convite, já com gente esperando desde cedo.

F de Fila, de Fernanda Montenegro e Fátima Bernardes, entre as primeiras a chegar, por isso não precisaram esperar muito. Já o William Bonner foi dos últimos e penou hora e meia de espera na fila.

Algumas pessoas chegavam, calculavam o tempo da demora, saíam para jantar esperando a fila diminuir, e voltavam para conseguir seus autógrafos.

Edney, aquele jeito cativante dele de sempre: super gentil, atendendo a todas as pessoas com carinho, dedicando alguns dedinhos de prosa a cada uma. Um homem galante. Sempre foi.

Zuenir Ventura, cansado, ficou durante bom tempo, cumprimentou muito tempo, mas não pôde esperar todo tempo. Foi embora sem o autógrafo.

Edney ainda promoveu um pequeno debate sobre o livro, em que ele fala de um casal na época da ditadura, relata o que foi viver naquela época, quando quem pensava diferente era obrigado a deixar o país.

Já passava de meia-noite quando, enfim, o Edney completou sua travessia literária, naquela noite interminável na Travessa.

Edney-Nélida Piñon e Luciana Villas BoasNélida Piñon e Luciana Villas-Boas

Edney-Luciano Saldanha  Mirtia Gallotti e Maria BeltrãoLuciano Saldanha com sua mãe, Mirtia Gallotti, e Maria Beltrão

Edney-Edney Silvestre e Alice MariaEdney Silvestre e a super jornalista Alice Maria

Edney-Chico Pinheiro e Edney Silvestre

Chico Pinheiro e Edney Silvestre

Edney-Betty Faria

Betty Faria

Edney-Cassia Kiss e Fernanda Montenegro

Cassia Kiss e Fernanda Montenegro

Edney-Bete Lago e Regina Martelli

Beth Lago e Regina Martelli

Edney-Ana Paula Araújo e Gilberto Scofield

Ana Paula Araújo e Gilberto Scofield, o personagem do momento no Rio, sabiam?

Edney-Salvador e Regina Velloso PintoSalvador e Regina Velloso Pinto

Fotos de Marco Rodrigues

FERNANDO HENRIQUE NO COPA EM SUA CRUZADA PARA LIBERAR AS DROGAS

São muitos os flagelos da Humanidade. E agora temos também as agudas mudanças climáticas. Mas a droga, esse instrumento vil, cruel e impiedoso de degradação humana, talvez seja o mais imediato e próximo de todos nós.

Estão aí as multidões de crackeiros, caminhando como zumbis errantes, a qualquer hora do dia ou da noite, cada vez mais numerosos, nas linhas de trens, estradas, zonas urbanas, rurais, por toda a parte.

Vou contar então de um evento muito importante. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em sua cruzada pela liberação das drogas, reuniu-se às oito e meia da manhã, para breakfast no Copacabana Palace, com um grupo de alto nível, trazendo à pauta a discussão.

Após as colocações de FHC, a reunião foi aberta a opiniões dos presentes, entre eles um grupo de médicos top do país, tais como Barros Franco, Paulo Niemeyer Filho, Claudio Domenico, Jacob Kligerman, Fernando Vaz, Celso Portela, Otavio Vaz, Felllipe Mattoso, Delta Madureira,Jair de Castro e vários diretores do Samaritano e do Pró-Cardíaco, hospitais que organizaram o encontro.

Moderado por Ancelmo Gois, o evento deixou como saldo a constatação de que a política repressiva usada na maior parte do mundo e liderada pelos EUA não trouxe resultados palpáveis no controle do problema, em que pesem a montanha de dinheiro investida nisso e o morticínio gerado pela política de repressão, entre traficantes, consumidores, policiais e exército.

E a discussão direcionou-se para uma outra alternativa, que não seria a legalização das drogas nem a liberdade para os traficantes. A proposta: uma política pró ativa de esclarecimento sobre os problemas das drogas e do tratamento do usuário.

Esse tipo de investimento no esclarecimento e na repressão ao uso indiscriminado já mostrou-se um sucesso no Brasil em relação ao tabagismo. E os números falam alto: nos últimos 10 anos, o número de fumantes na população brasileira caiu de 35% para 15%. O que nos dias de hoje significa passar de 70 milhões de pessoas fumantes para 30 milhões.

Nessa política antitabagismo, as verbas e o investimento em pessoal foram alocados no esclarecimento e não na repressão. Evidência extremamente significativa, que deve ser levada em consideração e servir como parâmetro também para uma ação antidrogas.

Ouvido a respeito por este blog, o professor Carlos Alberto Barros Franco lembra que o cérebro humano é constituído de centros do prazer, cujo objetivo é trazer prazer e bem viver: “As drogas, nas quais a nicotina do cigarro e o álcool se incluem, atuam nesses centros, oferecendo um prazer rápido, mas cobram um custo psico-fisico-social impagáveis. Tal fato não pode ser negado”.

“Por outro lado – prosseguiu Barros Franco – ao ser retirado o prazer que as drogas conferem, o dependente precisa substituir esse fato prazeiroso por outro, que estimule os centros do prazer e torne a vida agradável. Criminalizar um dependente químico e condená-lo a prisão em condições precárias, sem qualquer apoio médico, é condená-lo a se tornar um dependente ainda mais grave e, quando sair da prisão, ser também dependente dos traficantes, além das drogas”.

Fernando Henrique Cardoso entre Ancelmo Gois e Barros FrancoFernando Henrique Cardoso entre Ancelmo Gois e Barros Franco

LANÇAMENTO DO LIVRO “UM SÉCULO DE MODA”, DE JOÃO BRAGA!

Eu e o Instituto Zuzu Angel temos o prazer de convidar vocês, queridos amigos leitores ou leitores amigos, para o lançamento do livro Um século de moda, do historiador João Braga!

Sinceramente, é um livro indispensável em qualquer biblioteca de moda que se preze!

Neste sua nova obra, Braga, que é um dos pensadores mais respeitados da moda brasileira, contextualiza as mudanças e o desenvolvimento neste cenário fashion entre os anos 1901 e 2000, no Brasil e no mundo.

Simples e objetivo, fácil e agradável de ler, o livro é uma contribuição a mais, como fonte de pesquisas e estudos, para o meio acadêmico, os especialistas e para os LPMs (Loucos Por Moda) em geral.

Quando: 22 de agosto, quinta-feira
Horário: 16h
Onde: Copacabana Praia Hotel – Aquele hotel simpático, na Francisco Otaviano, 30, esquina com N.S. de Copacabana, a rua que liga o Arpoador à Avenida Atlântica.

Nos vemos por lá!

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Um século de moda, livro indispensável em qualquer biblioteca de moda que se preze!

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João Braga, um dos maiores e mais respeitados nomes da moda brasileira. História da moda é com ele mesmo!

JE VOUS SALUE, MARIES!

A Rudge agora tem uma filha, que veste roupas leves, floridas, coloridas, de modelagens bem menos amplas, ousando vestidos sem mangas, com alcinhas, braços totalmente à mostra, fresh e muito jovial. Ela se chama Marie.

O lançamento da marca Marie, um nascida da “costela” da Rudge, foi ontem, no Rio Design Leblon, juntando muitas gerações de jovens avós e jovens mães, que vestem Rudge, e jovens filhas, as novas adeptas da Marie. “Todas elas jovens?”, vocês perguntarão. Claro, meus amores, pois vejam na alegria, nos sorrisos delas, na disposição de sair de casa para celebrar, comemorar o advento de mais uma grife carioca e saudar esta Maria. Isto só pode ser evidência de juventude.

Vistam a moda da Rudge ou vistam a Marie, elas são todas Marias.

Je vous salue, Maries!

 

Marie-Mariza Coser Anna Maria e Andrea Rudge_4Mariza Coser, Anna Maria Rudge, a dona da marca, e Andrea Coser Rudge

Marie-Ana Tamoyo e Olga Oakim_57

Ana Tamoyo e Olga Oakim

Marie-Andrea Carvalho e Regina Marcondes Ferraz_49

Andrea Carvalho e Regina Marcondes Ferraz

Marie-Beth Gadelha e Carmem Ricci Mack_88

Beth Gadelha e Carmem Ricci Mack

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Duda e Maria Manoela Rudge

Marie-Duda Rudge e Juliana Burlamaqui_43

Duda Rudge e Juliana Burlamaqui

Marie-Heloísa Fabriani e Marilda Rudge_39

Heloisa Fabbriani e Marilda Rudge

Marie-Leila Galvão e Paulo Antonio Rudge_31

Leila Galvão e Paulo Antonio Rudge

Marie-Lili  Betina e Luiza Fernandes_25

Lili, Betina e Luiza Fernandes

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Nicole Rudge e Glorinha Paranaguá

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Wallcy Gomes de Almeida, mãe de Claudio Gomes, e Mary Hoffmann

Fotos de Miguel Sá