Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

LAURA LIMA, A MAIS BEM-VESTIDA DA SEMANA!

Vocês votaram e elegeram Laura Lima como A Mais Bem-Vestida da Semana, com 2.235 votos (56% da preferência)!

Na ocasião em que foi fotografada por Sebastião Marinho, Laura prestigiava o casamento de Paulo Fernando Marcondes Ferraz e Callíope Arrigone. Para a noite especial, a bela optou por um longo cor café au lait todo bordado com poás dourados. Como complemento, clutch cintilante, no mesmo tom.

A ararinha amou! 😉

LAURA LIMA A MAIS BEM VESTIDA DA SEMANA

Resultado final enquete:

enquete

MARCOS FIGUEIREDO: O MINEIRINHO QUE TRATA OS MAIORES TENISTAS DO MUNDO

O US OPEN, o mais importante torneio de tênis dos Estados Unidos, que começa no próximo dia 26, terá uma participação brasileira nos bastidores. Marcos Figueiredo, o mineiro dono do spa Relaxing Studio London, foi mais uma vez convocado para trabalhar na preparação e na recuperação dos atletas australianos, que vão participar do torneio. O time tem o lendário tenista Todd Woodbridge como treinador.
“O Todd está super contente com meu trabalho e com os outros membros da minha equipe. Além de massagem, eles estão fazendo tratamentos dentários e personal training também com a gente.O plano é que eu seja o massagista não só do US Open mas de todos os torneios de Grand Slam, ou seja Wimbledon, Roland Garros e Australian Open“, diz Figueiredo, que, antes de se mudar para Londres, mantinha estreita amizade com outra celebridade que, em poucos meses, também se tornou lendária no Brasil: o novelista João Emanuel Carneiro, autor da retumbante Avenida Brasil.
toddTodd Woodbridge e Marcos Figueiredo
Todd Woodbridge e Marcos Figueiredo em dois momentos em férias em Paris, diante do museu do Louvre e no gramado do Museu das Artes Decorativas

BORBULHANTES

Tania Caldas convidando para happy hour amanhã4, na Wish de Ipanema: nova coleção primavera-verão 2013/2014…

Na quinta, o leiloeiro Horácio Ernani vai homenagear a padroeira Imperial de Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro leiloando par de brincos de esmeralda e brilhantes, oferecido por Beth Sena, dona da joalheria Lafite. Os recursos levantandos vão para as obras sociais da Irmandade…

E hoje, no Fasano, Marcella Virzi e Betina de Luca – tão talentosas, essas garotas! –  recebem para o lançamento de sua nova coleção Tahiti…

 

A FESTA DO MEU AMIGO ZÉ DO BLOG… O OUTRO ZÉ ;)

Gustavo Gonçalves recebeu em seu belo apartamento na Fonte da Saudade, para celebrar o milésimo post do blog de seu bom amigo José Ronaldo Muller.

Um entra e sai de 150 convidados, abastecidos com espumante, uísque e um bar de drinques temáticos à base de Gray Goose.

O DJ era o Tony Dorea, direto de Saint Tropez, que lotou a pista de gente com Fôlego Forever. Tivessem os bravos presentes 40 Forever, 50 Forever, 60 Forever ou até mesmo 70 ou 80 Forever, os animados dançantes sacudiram as ossaturas até quatro da manhã…

Foi ótima a festa do meu amigo Zé… Do meu outro amigo Zé. Ambos os Zés, aliás, têm blog, mas de conteúdos bem diferenciados 😉

Zé-60-Gustavo Gonçalves  Giovanna Priolli e José Ronaldo Müller

Giovanna Priolli entre anfitrião, Gustavo Gonçalves, e homenageado, José Ronaldo Müller

Zé-1-Claudia Melli  João Orleãns e Bragança  Marialice e Zé Hugo CelidônioClaudia Melli, João Orléans e Bragança, Maria Alice e Zé Hugo Celidônio

Zé-19-Nelita Leclery  Vera Bocayuva  Ari Quaglia

Nelita Leclery, Vera Bocayuva e Ari Quaglia

Zé-22-Bianca Gibbon e Henriqueta Hermanny

Bianca Gibbon e Henriqueta Hermanny

Zé-27-Eduardo Pereira  e Alexia Wenk

Eduardo Pereira e Alexia Wenk

Zé-36-Alexandre Mazza e Bia Teixeira de Mello

Alexandre Mazza e Bia Teixeira de Mello

Zé-44- Tania Caldas e Renato Garavaglia

Tania Caldas e Renato Garavaglia

Zé-46-Nelo Marraccini e Gisele Fraga

Nelo Marraccini e Gisele Fraga

Zé-48-Gabriela e Marcelo Itagiba e Célia Pessoa

Gabriela e Marcelo Itagiba e Célia Pessoa

Zé-56-Giovanna e Mario PriolliGiovanna e Mario Priolli

Zé-61-Beth Vianna Pinto  Rosangela e Carolina Magalhães Pinto

Beth Vianna Pinto, Rosangela e Carolina Magalhães Pinto

Zé-69-Luiz Xavier e Fatima Tostes

Luiz Xavier e Fátima Tostes

Zé-72-Lucia Guanabara e Josa Nascimento Brito

Lucia Guanabara e Josa Nascimento Brito

Zé-77-Ithamara Koorax  Gustavo Gonçalves e Claudia AlencarIthamara Koorax, Gustavo Gonçalves e Claudia Alencar

Fotos de Miguel Sá

A NATA DAS ARTES EM NOITE DE VERNISSAGE

Foi um entra e sai de convidados na Mul.ti.plo Espaço Arte, no Leblon, conferindo a exposição Pintura em Fluxo, de Daniel Feingold, em noite de abertura. Beatriz Milhazes, Carlos Vergara, Beth Jobim, Angelo Venosa, Carlos Zilio e Teresa Salgado prestigiando o vernissage.  Há 26 pinturas de Daniel, em esmalte sobre papel inéditas no Brasil, produzidas entre o final da década de 1990 a meados dos anos 2000. Em setembro, mostrará nova série no MAM…

Multiplo-Luis Carlos Nabuco  Bebel e Paulo Niemeyer_111Luis Carlos Nabuco, Bebel e Paulo Niemeyer

Multiplo-Angelo Venosa e Elizabeth Jobim_082

Angelo Venosa e Beth Jobim

Multiplo-Beatriz Milhazes e Laura Burnier_077

Beatriz Milhazes e Laura Burnier

Multiplo-Bebel Niemeyer e Paula Nabuco_122

Bebel Niemeyer e Paula Nabuco

Multiplo-Carlos Zilio e Daniel Feingold_083

Carlos Zilio e Daniel Feingold

Multiplo-Jorge Davis e Cristina Magalhães Pinto_023

Jorge Davis e Cristina Magalhães Pinto

Multiplo-Lucia Guanabara  e Luiz Carlos Nabuco_096

Lucia Guanabara e Luiz Carlos Nabuco

Multiplo-Maria Luz e Stella Silva Ramos_051

Maria Luz e Stella Silva Ramos

Multiplo-Paulo Simões_031

Paulo Simões

Multiplo-Ricardo Navenberg  Anna Caldas e Josa Nascimento Brito_097

Ricardo Nauenberg, Anna Caldas e Josa Nascimento Brito

Multiplo-Simone Roriz  Liliana Rodriguez e Nestor Rocha_095

Simone Roriz, Liliana Rodriguez e Nestor Rocha

Multiplo-Teresa Salgado e Carlos Vergara_038

Teresa Salgado e Carlos Vergara

Multiplo-125

Multiplo-124

Fotos de Miguel Sá

EXPO NO FASHION MALL

Celebrando a parceria do Fashion Mall com a ArtRio, foi nesta segunda o coquetel de abertura da exposição do fotógrafo americano Steve Miller. Quitutes do chef Pascal Jolly do restaurante Chez L’ami. Aí vão alguns registros…

ArtRio-Cecília Coderch  Márcia Mello e Nina SonsolCecília Coderch, Márcia Mello e Nina Sonsol

ArtRio-Brenda Valansi (dir. ArtRio) e Luiz Calainho

Brenda Valansi e Luiz Calainho

ArtRio-Brenda Valansi (dir. ArtRio) com sua filhinha Helena

Brenda Valansi e sua filha Helena

ArtRio-Roberto Cardim e Patricia Barros

Roberto Cardim e Patricia Barros

ArtRio-Laura Burnier e o chef Pascal Jolly

Laura Burnier e o chef Pascal Jolly

ArtRio-Susi Cantarino  Marisa Graça e Ronie Mesquita

Susi Cantarino, Marisa Graça e Ronie Mesquita

Fotos de Marco Rodrigues

FAMÍLIA REAL NO OUTEIRO DA GLÓRIA

Com a ilustre presença do príncipe dom Antonio de Orleans e Bragança, houve a representação do dia em que dom Pedro II decretou como Imperial a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, com a Família Real presente ao templo.

A encenação foi parte das festividades de homenagem a Nossa Senhora da Glória, que esta semana acontecem no Outeiro, tendo no elenco o primeiro cast da Casa Julieta de Serpa. A saber: Vitor Martinez, como dom Pedro II, Flávia Veiga, como a imperatriz Teresa Cristina, Etiene Mascarenhas, como a princesa Isabel, Caroline Monlleo, como a condessa de Belmonte, e Carlos Maia, como Rafael, o mordomo de dom Pedro II desde que nasceu.

Os provedores da Irmandade da Glória, Ronaldo e Maria José Goytacaz, recebiam junto com o professor Carlos Alberto Serpa, responsável pela encenação, e o pároco, padre Sergio Couto…

Outeiro-2Z6A0709xO príncipe dom Antonio de Orleans e Bragança com os atores que representaram a Familia Real

Foto de Renato Antunes

Enquanto isso, na Praça do Lido, a artista plástica Mazeredo inaugurava a escultura de São Francisco de Assis que o Papa Francisco abençoou durante sua visita ao Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana. Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, inaugurou a escultura e, no seu discurso, chamou a atenção para o dia de Santa Clara de Assis…

Mazeredo-IMG_2631

Vera Dias, dom Orani Tempesta, Mazeredo e padre Anísio

Mazeredo-IMG_2642~01

Padre Anísio e Mazeredo

1971, CARTA INÉDITA DE ZUZU: “FUTURO MOSTRARÁ MEU FILHO COMO O TIRADENTES DA ÉPOCA DOS COMPUTADORES”

Hoje, aqui no Rio de  Janeiro, o dia foi cinza. Do lado de fora da janela, do lado de dentro de mim. Pior: foi um dia Cisa, sigla terrível para Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica,  definida como a “Gestapo” brasileira pelo ex-soldado da Aeronáutica José Bezerra da Silva, que serviu na Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador, primeiro militar que assume ter assistido ao assassinato de meu jovem irmão estudante, Stuart Edgar Angel Jones, naquele local, e de maneira que me deixou devastada. E que há de deixar também vocês.

Leiam aqui a matéria completa da Folha

Por ocasião deste testemunho único de um militar (enfim!), corroborando o que todos já sabíamos e até esta ocasião os militares da época e seus simpatizantes negavam, vou divulgar hoje documentos históricos, inéditos, que fazem parte da memória política brasileira e vocês precisam conhecer.

Terezinha, a destinatária da carta de minha mãe vista logo abaixo, escrita em 17 de agosto de 1971, com meu irmão já morto, é a mulher de um general comandante da época.

carta zuzu

Alceu Amoroso Lima, que envia uma correspondência para Zuzu Angel, foi o nosso grande intelectual, pensador católico:

doc4

Antonina Murat Vasconcellos, mãe da então militante perseguida, presa, torturada, hoje cineasta consagrada, Lucia Murat, dá seu depoimento sobre mamãe, logo após seu “acidente” provocado. Um relato de bastidor:

carta zuzu1

carta zuzu2

Aí está o original, com a assinatura de Nelson Weneck Sodré, para o prefácio do livro “Eu, Zuzu Angel, procuro meu filho”, com os documentos reunidos pela minha mãe, que o  ditou à minha tia Virginia Valli, sua irmã e grande companheira e apoio na busca de Stuart – o Tuti. Tive a alegria de conseguir fazer editar e lançar, no então Teatro Casa Grande, essa obra conjunta, de minha mãe e minha tia, em 1986, 10 anos após a morte de mamãe, pela Editora Record, de Alfredo Machado, e posteriormente reeditá-la, pela Editora Philobiblion.

doc1

doc2

doc3

Por fim, divulgo para vocês, a carta entregue por Zuzu ao secretário de Estado americano Henry Kissinger (juntamente com um dossiê sobre a morte de Stuart)+, por ocasião de sua vinda ao Brasil, em fevereiro de 1976.

Dois meses e duas semanas depois, Zuleika Angel Jones, a Zuzu Angel, foi assassinada pelas mesmas forças que executaram o seu tão amado filho.

doc5

doc6Zuzu Angel, mesmo sendo Túnel, ainda não conseguiu ver uma luz, em seu final, que identifique e responsabilize os responsáveis pelos horrores vividos naquela tragédia brasileira, que tragou tantos jovens idealistas, seu filho, sua nora, outros filhos e ela própria.

Com os parabéns à Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, que, enfim desvenda uma nesga de luz em crônica escuridão.

 

CENAS DE UM BELO CASAMENTO NESTE 10 DE AGOSTO NA URCA

Foi hoje, na Igreja Nossa Senhora do Brasil, na Urca, com recepção sob Teto Solar, o casamento de Maria Maria Griffith e Leonardo Franco, o ator protagonista do seriado Preamar, que Estevão Ciavatta  dirigiu (os três excelentes: Leonardo, o seriado e o diretor) e o canal HBO apresentou, produzido pela Pindorama. Foi belo, foi leve, jovial e feliz.

DSC_0891 Maria Maria  - Casamento LEONARDO FRANCO e MRIA MARIA - Agosto 2013 - Foto CRISTINA GRANATOMaria Maria Griffith

DSC_0863 Maria Maria e Valentina Franco - Casamento LEONARDO FRANCO e MRIA MARIA - Agosto 2013 - Foto CRISTINA GRANATOMaria Maria Griffith, a noiva, e Valentina Franco

DSC_1020  Leonardo Franco e sua filha Maria Flor - Casamento LEONARDO FRANCO e MRIA MARIA - Agosto 2013 - Foto CRISTINA GRANATOLeonardo Franco e a filha, Maria Flor

DSC_1219  - Casamento LEONARDO FRANCO e MRIA MARIA - Agosto 2013 - Foto CRISTINA GRANATOOs noivos Maria Maria e Leonardo Franco

DSC_1427  Thiago Lacerda , Vanessa Lóes e Gael - Casamento LEONARDO FRANCO e MRIA MARIA - Agosto 2013 - Foto CRISTINA GRANATOThiago Lacerda e Vanessa Lóes, padrinhos, com o filho Gael

DSC_1375 Maria Maria e Leonardo Franco - Casamento LEONARDO FRANCO e MRIA MARIA - Agosto 2013 - Foto CRISTINA GRANATOMaria Maria e Leonardo Franco

DSC_1333 - Casamento LEONARDO FRANCO e MRIA MARIA - Agosto 2013 - Foto CRISTINA GRANATOO strip-cake enfeitado com frutas vermelhas

DSC_1275 Maria Maria e Leonardo Franco com  Maria Flor e Valentina - Casamento LEONARDO FRANCO e MRIA MARIA - Agosto 2013 - Foto CRISTINA GRANATOA família enfim sós: Maria Maria, Leonardo Franco, Maria Flor e Valentina

Fotos de Cristina Granato

UM PEZÃO DE BOI PARA GERENCIAR E AINDA COM GRANDES CHANCES DE SER GOVERNADOR DO RIO

Ontem, passei a tarde na minha casa da Usina, ouvindo trinados de passarinhos. Há oito anos, quando deixei de frequentá-la, o que mais se ouvia era o zumbido de balas cruzando os ares da Tijuca ou de explosões de granadas ou do alto-falante da Associação de Moradores da Favela do Borel, ecoando por toda a região, autorizando quem poderia subir ou descer o morro, de acordo com as ordens dadas pelo tráfico.

À noite, tínhamos ontem um coquetel a duas quadras de nosso prédio em Copacabana. Meu marido sugeriu que fôssemos a pé. Há poucos anos, seria um ato de loucura. Na volta, 11 da noite, ainda paramos para tomar um sorvete na esquina, assim, vestidos pra festa, meu marido de terno e gravata.

No coquetel, um dos convidados, morador do Recreio, justificou o atraso com o engarrafamento provocado por um carro que atravessou na frente do BRT, na Transoeste, provocando acidente.

A Transoeste! Conheci há duas semanas, quando fui a uma festa ‘julina’ em Guaratiba.
Que beleza! Ela liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz e a Campo Grande, e o trajeto, que era feito em duas horas, agora leva pouco mais de meia. Para isso, foi aberto, entre o Recreio e Guaratiba, o Túnel da Grota Funda, projeto há anos sonhado, várias vezes licitado, jamais executado. Praticamente uma lenda urbana.

Outra lenda era a da linha 4 do Metrô, que um dia ligaria Ipanema à Barra. Mitologia tão remota quanto o 13º trabalho de Hércules. As obras, no entanto, já acontecem céleres, com conclusão prevista para dezembro de 2015 e o início de operação para 2016.

Só muita má vontade ou aguda deficiência visual não enxerga, logo que se atravessa o Túnel Zuzu Angel rumo a São Conrado, a reurbanização da Rocinha, a abertura das ruas na comunidade, o complexo esportivo com passarela de Oscar Niemeyer.

No Pavão Pavãozinho e Cantagalo, em Ipanema, quase cinco mil moradias agora têm rede de esgoto e elevador ligando à estação do Metrô. Qualidade de vida também para os pobres. Inclusão social.

Complexo do Alemão. Há o de antes e o de depois. Não dá para compará-los. Este novo tem cinema, creches, áreas de esportes, sistema de esgoto, tratamento de água, teleférico, transformando a vida de 300 mil pessoas.

O Porto Maravilha, recuperação sonhada há 30 anos, revolução da Zona Portuária só possível graças ao esforço conjunto federal, estadual, municipal, é o que diz o nome: maravilhoso! Para ele acontecer, foi necessário mudar até o Plano Diretor da Cidade. E vocês já foram ao Museu de Arte do Rio, o MAR?

Lembro da reinauguração do Teatro Municipal, totalmente restaurado e em tempo recorde, com presença do Lula presidente, como uma noite de emoção e demonstração de competência.

Quando estive no Parque de Madureira, nem acreditei. Fui apenas dar uma espiada e passei a tarde. Palco para shows, pista de skate, quadras, fontes para banho, lotado de gente sem medo de ser feliz. É a ‘praia do subúrbio’, necessidade sempre tão apregoada.

Por tudo isso, quando vejo esses atuais movimentos do governador Sérgio Cabral, reconsiderando posições e voltando atrás quanto a decisões polêmicas, como a do Quartel da Evaristo da Veiga e outras, acho acertadíssimo!

Cabral, animal político, percebe que, para se dar um passo à frente, muitas vezes têm-se que dar dois, três ou quatro passos atrás. É o jogo da conciliação, que se faz no dia a dia das costuras entre partidos, entre lideranças, e agora ele vê necessário exercê-lo em linha direta com a população. Nada mais que isso.

O povo do Rio de Janeiro dispensou, como intermediários, líderes, associações de classe, formadores de opinião, partidos. Resolveu falar pela própria boca, agir pelos próprios instrumentos.

Pode não ser todo o povo, mas é algum povo. Algum povo bem barulhento, que saiu dando chute, quebrando vidraça, armando camping, repercutindo na mídia, incomodando. Enfim, tem representatividade. Não pode e não deve ser ignorado. Sérgio Cabral sabe disso.

Há o outro povo, formado por jovens, que se manifestam nas ruas com civilidade e pelo mesmo motivo. Desabafar é bom, é saudável, transformador.

Há também o povo que não está na rua, que não dá chute em poste nem quebra vitrine, mas que gostaria de estar lá fora, bradando ao ar livre, concorda com esse tipo de manifestação e com o conteúdo dos protestos anti Cabral, anti tudo.

Há ainda o povo influenciável, mobilizado pelo Facebook, os programas de rádio, o noticiário de TV, jornais, as conversas, que viveu momentos de euforia naquela onda de catarse revoltosa, no discurso contra corrupção e desgoverno, mas que começou a se cansar, desde as cenas de lojas invadidas e saqueadas, mobiliário público destruído, engarrafamentos no trânsito etc.

Há os oportunistas, há as milícias, há o tráfico querendo ir à forra, pois a bandidagem também é uma parcela do povo.

Há de tudo.

O que não pode haver é falta de memória. E não há como negar: Sérgio Cabral fez e está fazendo um grande governo, costurando as parcerias com o governo federal e o municipal, habilidoso.

As realizações são todo dia. As UPPs, para mim, são as mais visíveis e transformaram o nosso cotidiano, nos deram sossego. Semana passada, foi o Hospital Estadual do Cérebro, dirigido pelo neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, um privilégio para o Rio de Janeiro.

No aspecto político, o que está em questão, desde o início desses protestos, sabemos, não é Sérgio Cabral em fim de governo e que, ao ser reeleito, declarou a disposição de não mais se candidatar a cargo algum. O alvo é a sucessão, é o Pezão.

Mas o Pezão é um sucesso. Será preciso muita pólvora no barril para implodi-lo. Onde ele põe a mão, digo, o Pezão, as coisas acontecem. Vão pra frente.

Está aí a série de obras acima mencionadas, que, por ele ser dublê de co-tocador do Governo e tocador de suas obras, têm as suas pegadas.

Cabral empenha-se para, no arrefecer da tempestade, recuperar o prumo, retomar espaços estratégicos, construindo sua trincheira com inaugurações sucessivas, evidenciando o que foi realizado, refrescando a memória do eleitor sobre o já feito e o que há por ser entregue à população, ainda neste seu mandato.

Para isso, tem contado muito o auxílio do vice-governador Pezão. Um pezão de boi pra trabalhar, gerenciar e realizar. Qualidades raras em políticos, bons para fazer discurso, levar o povo no bico, mas, na hora de botar a máquina pública pra andar, é aquela dificuldade, não conseguem. Não têm cancha administrativa.

Outra coisa que deve incomodar a concorrência: Pezão passou os dois governos incólume, sem ter o nome vinculado pela mídia a escândalos.