Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

No vapor dos Pascolatto ou na frota de Maria de Médicis, os Verri trouxeram seu chic para o Brasil

O Brasil não conhece o Brasil / O Brasil Leste Oeste o Brasil…. diz a música.

E não nos conhecemos mesmo. Com nossa ignorância quase arrogante, pouco sabemos de nossa História, nossas raízes, origens ancestrais, bravos fundadores e aqueles que se bateram por essa terra imensa. Porém, se pesquisarmos, quantas revelações…

Desde que travei contato com a moda de Heckel Verri, identifiquei nela essências da mãe de todas as modas: a França!

Ao conhecer o próprio estilista, percebi refinamento raro de encontrar nessas paragens tropicais.

Não é apenas na moda à la Audrey Hepburn, criada pelo excelente estilista maranhense Heckel, a elegância dos Verri está em suas atitudes do dia à dia, nas companhias que escolhem, nos pequenos e grandes gestos, no que dizem e – importante – no que silenciam.

Curiosa, vesti meu trench coat Burberry de Sherlock e fui pesquisar a genealogia dos Verri, ou melhor, Verry, na França, onde, em 1º de dezembro de 1581, nasceu Jehan Verry, filho de Jehan Verry e Jehanne Lauvansome, na cidade histórica medieval de Angers, capital Anjou, no departamento Maine-et-Loire, cortado pelo rio Maine, com importante movimento portuário, a 297 km de Paris e a 118 km de Pornic, no Oceano Atlântico. A mesma Anjou que Maria de Médicis governou, com auxílio de seu capelão Richelieu.

Maria de Médicis, rainha regente da França e Navarra, teve importância fundamental na colonização francesa do aprazível Maranhão, terra natal do designer Heckel Verri. Foi ela quem permitiu aos religiosos da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos participarem da esquadra francesa, constituída de três navios, que chegou em 26 de julho de 1612 a uma enseada maranhense, sendo a ilha menor batizada Sant’Ana (a santa do dia), depois Ilha do Maranhão e por fim São Luís, em homenagem ao rei santo de França, Luís IX. Nela foi encostado o navio e desceram os oficiais e os tripulantes franceses, lá se estabelecendo…

Dessa forma teria começado, em minha versão, a história dos Verry, neste nosso maravilhoso Brasil.

Além de colonizar a região, sem grande dificuldade, pois um dos oficiais falava o idioma indígena, os franceses interagiam simpaticamente com os índios do Maranhão e levaram vários deles a Paris, sendo que três foram batizados pelo bispo de Paris. Foi uma sensação na corte, quando o índio Itapucu, que passou a ser chamado Luís Maria, levou os amigos da tribo ao Palácio do Louvre e discursou para o rei de França em seu idioma! Os demais dois silvícolas foram Uaruajá, batizado de Luís Henrique, e Japuaí, que ganhou novo nome, Luís de São João.

Os padrinhos foram o próprio monarca Luís XIII e Maria de Médicis. Os nobres franceses não viam nossos índios com asco, muito menos repugnância, como ainda hoje alguns brasileiros os encaram. Eles os observavam com curiosidade e grande encantamento, assim como aconteceu com os franceses de Villegagnon, no Rio de Janeiro.

O período da França Equinocial, nas terras do Maranhão, se estendeu até 1615, quando os portugueses retomaram seus domínios, mas os Verry já lá teriam fincado sua presença, entre as pioneiras famílias do Nordeste

Há na Europa outro ramo dos Verri, este com i, que pode ser de origem ainda mais antiga que a francesa, estabelecido em Milão, onde até hoje os Verri são grandes e históricos produtores de moda e de tecidos e dão nome a ruas e praças milanesas. Não foi na frota de Maria de Médicis que seus descendentes chegaram ao Maranhão. Vieram séculos depois, de barco a vapor, nos anos 1930, junto com os Pascolatto. Eram três irmãos Verri. Um desembarcou no Rio, um em São Paulo e um no Rio Grande do Sul. O do Rio, Aníbal Verri, tomou o rumo do Maranhão e lá se casou com uma maranhense, fazendo sucessores…

Uma família com ramificações na França, os Verry, e na Itália, os Verri, e ambas vieram, igualmente, desembarcar no Maranhão! Pudera, são 640 quilômetros de praias tropicais, floresta amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas.

Esta semana, os Verri reuniram-se, mais uma vez, para distinguir o Rio com suas doces maneiras. Eram os 80 anos da matriarca Cleuba Verri. Os convites foram expedidos com mais de um mês de antecedência, porque assim é o protocolo. O local era o mais bonito da cidade, a Casa Julieta de Serpa. Um Tea-Cocktail-Party, com direito a um espetáculo teatral musical pela companhia de atores da Casa celebrando os 450 anos do Rio. Sem dúvida, dos melhores programas que uma anfitriã pode oferecer às pessoas de sua estima.

Tradição é tradição.

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Foto de família: a matriarca Cleuba com os filhos Raquel, Heckel e Anibal Verri

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Carmen Mayrink Veiga e Raquel Verri Shapiro

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Heckel Verri e Loudes Catão

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Eliana Moura e Gloria Severiano

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Padre Jorjão e Idinha Seabra Veiga

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Serpa, Belita Tamoyo e Maria Alice de Araujo Pinho

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Cecília Dornelles e a aniversariante

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Carmen Mayrink Veiga, Heckel Verri e Cleuba Verri

IMG_7954 MUSICAL RIO DE JANEIRO - Cópia

A apoteose final do show dos 450 anos

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O beijo do filho Heckel

Ilka Bambirra e Vera Bangel

lka Bambirra e Vera Bangel

IMG_8027CLEUBA VERRI COM O GRUPO DO MUSICAL

Cleuba homenageada pelo elenco de cantores dançarinos

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Bolo em três níveis, texturizado em point d’esprit

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A sofisticação da Casa Julieta de Serpa

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Doces do pâtissier do restaurante Paris

IMG_7823 GLAUCE ZACHARIAS E CLEUBA VERRI - CópiaGlaucia Zacharias e Cleuba Verri

Isis Penido e Vera Bangel

Isis Penido e Vera Bangel
Cleuba Verri (2)

Cleuba Verri

Belita Tamoyo, Beth Serpa e Maninha Barbosa (1)

Belita Tamoyo, Beth Serpa e Maninha Barbosa

Amaro Leandro, Emilia Froes e Vera Bangel (1)

Amaro Leandro Barbosa, Emilia Froes e Vera Bangel

Carmen Mayrink veiga e Carlos SerpaCarmen Mayrink Veiga e Carlos Alberto Serpa

Cleuba Verri com a filha Raquel Shapiro e o genro Henrique Shapiro e as netas Rebeca e Thammy Shapiro (1)

Cleuba com a filha, Raquel e o genro, Henrique Shapiro, com as filhas, Rebeca e Thamy Shapiro

Cleuba Verri e o filho Anibal

 

Cleuba e o filho, Anibal Verri

Cleuba Verri e Sueli Bedran

Cleuba Verri e Sueli Bedran

Lucy Sá Peixoto, Beth Serpa e Isis Penido

Lucy Sá Peixoto, Beth Serpa e Isis Penido

Marcela Verri (1)

Marcela Verri

medalha de Nossa Senhora- presenteado pelas amigas

 

A Medalha de Nossa Senhora das Graças presenteada pelas amigas à aniversariante Cleuba e abençoadas na hora por Padre Jorjão, presente

Monica Faria e Frederica Bastian Pinto

Mônica Faria e Frederika Bastian Pinto

as irmãs Gloria severiano Ribeiro e Clara Magalhães

As irmãs da fé, Glória Severiano Ribeiro e Glória Magalhães

Beth Serpa, Margareth Padilha e Katia spolavori

Beth Serpa, Margareth Padilha e Katia Spalavori

Gisela amaral. Heckel Verri e Cleuba verri (1)

Gisella Amaral, Heckel e Cleuba

Heckel verri e Lourdes Catão

Heckel Verri e Lourdes Catão vestindo Heckel Verri

Joana teixeira e Celina farias (1)

Joana Teixeira e Celina de Farias

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Lembrança da festa: doces do Maranhão

Ilka Bambirra, Margareth Padilha, Monica Faria e Carmen Mayrink Veiga

 

Ilka Bambirra, Margareth Padilha, Monica Faria, Carmen Mayrink Veiga

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As cunhadas Raquel e Ruth Szapiro

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Cleuba Verri e Sonia Romano

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Maria Alice de Araujo Pinho e Cecília Dornelles

Lourdes Catão

Lourdes Catão by Verri

medalha de Nossa Senhora- Raquel Shapiro e Clara Magalhães entregam

Raquelk coloca no pescoço de sua mãe a medalha presenteada pelas amigas, enquanto Clara Magalhães anuncia o presente da joia Agnus Dei

FOTOS DE MARCELO BORGONGINO E SEBASTIÃO MARINHO

Charlotte Olympia, a quase brasileira que chegou ao Olimpo dos grandes da moda

Uma das designers de sapatos que mais causam no mundo na atualidade é a filha de brasileira Charlotte Olympia Dellal, que  construiu uma marca de acessórias reconhecida internacionalmente, através de muita criatividade e charme.

Vencedora do Prêmio Britânico da Moda 2011 como designer de acessórios, Dellal ficou famosa pelas suas plataformas Dolly (à la Carmen Miranda) e as influências kitsch, combinando o humor britânico e a estética das bombshell hollywoodianas.

Ela se lançou em 2006 e exibiu sua primeira coleção de sapatos em fevereiro de 2008, abrindo a primeira loja de sua marca em 2010, na Maddox Street de Londres, seguida por uma loja em Nova York, em 2012 e, mais recentemente, em Los Angeles, a maior loja delas todas, em junho de 2013.

Charlotte Olympia colaborou com Victoria Beckham na sua linha de moda, Victoria, criou sapatos para a Agent Provocateur, e criou uma coleção de edição limitada, Charlotte’s Web, com Olympia Le Tan.

Nascida na África do Sul, em Cape Town, a filha mais velha do bem sucedido incorporador de imóveis Guy Dellal  e da brasileira Andrea de Magalhães, que chegou a ter uma certa fama como modelo com o nome profissional Rio, Charlotte Dellal estudou no London College of Fashion em 1998.

Apesar de sua intenção inicial ter sido fazer corselets (espartilhos), ela desenhou o primeiro par de sapatos quando fazia o curso de moda. Ela chegou a trabalhar por pouco tempo, em 2000, com a editora de moda do Daily Telegraph, Hilary Alexander, antes de se matricular na Cordwainers School para estudar design de sapatos. Charlotte Olympia estagiou com o estilista Giambattista Valli antes de lançar a primeira coleção.

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Charlotte Olympia personifica o conceito de suas criações estética bombshell + retrô kitsch + humor britânico

Charlotte-Olympia-Polly-Leopard-Platform-PumpsLeopardo + pink + plataforma, um dos hits de Charlotte Olympia

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A aranha é uma de suas inspirações recorrentes, spider Charlotte no par de slippers para smoking

charlotte-olympia.jpg 3Charlotte Olympia bem humorada e com dentes afiados

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Plataformas douradas e guizos, para aquela mulher que não quer, ab-so-lu-ta-men-te, passar sem ser notada. Charlotte entende todas as manhas femininas…

 

 

Vestido de Lady Gaga no Oscar não era Azzedine Alaïa, era releitura de Jeanne Lanvin!

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O que é o acaso! Lady Gaga brilhou na noite do Oscar com as luvas vermelhas e esse vestido branco de Azzedine Alaïa, a quem ela rasgou elogios pela criatividade. E não é que, uma semana depois, o mundo da moda inteiro recebe o convite para a abertura da exposição celebrando Jeanne Lanvin, no Palais Galliera, em Paris, trazendo a foto, justamente, do mesmo vestido, em preto, mas de Lanvin, dos anos 20!

O vestido de Lady Gaga no Oscar não era Azzedine Alaïa, era releitura de Jeanne Lanvin!

No Dia Internacional da Mulher, Paris homenageia pela 1ª vez com uma expo a Grande Dama da sua alta moda

Contando com a colaboração de Alber Elbaz, diretor artístico da Lanvin, o Palais Galliera abre no domingo uma exposição em que presta homenagem à mais antiga casa de moda francesa ainda em atividade. Será a primeira mostra de moda em Paris dedicada a Jeanne Lanvin (1867-1946), apresentando mais de uma centena de modelos das sensacionais coleções de moda do Palais Galliera e do acervo Lanvin.

Mademoiselle Jeanne começou sua carreira como modista em 1885 e, em 1889, abriu a boutique “Lanvin Modes”, Rue Boissy d’Anglas, 16. Em 1893, ela adquiriu seu imóvel da Rue du Faubourg-Saint-Honoré, 22. Em 1897, nasceu sua única filha, Marguerite, que se tornou sua principal fonte de inspiração. Em 1908, Jeanne Lanvin alcançou o sucesso com a nova ideia de roupas para crianças. No ano seguinte, ela abriu o departamento para Jovens Senhoras e Mulheres. Neste mesmo ano, filiou-se ao Syndicat de la Couture e ingressou no fechadíssimo mundo das maisons de alta costura francesas, sucedendo-se, na maison, os departamentos de noivas, lingeries e peles. Em 1920, vieram as seções de decoração de interiores e roupas esportivas. Jeanne Lanvin também abriu lojas em Deauville, Biarritz, Barcelona, Buenos-Aires, Cannes e  Le Touquet…

Inspirada pelo azul intenso dos afrescos de Fra Angelico, esta se tornou a cor favorita de Lanvin. Em 1927, ela celebrou os 30 anos da filha, criando o lendário parfum Arpège, com a embalagem ilustrada por sua imagem com Marguerite, desenhada por Paul Iribe, no flacon redondo, criado por Armand Rateau. A mesma logo é apresentada até os dias de hoje nas criações de Lanvin.

Jeanne Lanvin usava diários de viagem, uma variedade de tecidos étnicos e uma vasta biblioteca de livros de arte, para satisfazer sua curiosidade e inspirar-se na criação de tecidos, padronagens e cores exclusivas. Sua moda se traduz em arte nos tecidos, bordados, acabamentos, galões, enviesados, modelagens, enfim, em todo o virtuosismo do ofício de uma grande costureira. É o clássico francês à perfeição, com os vestidos em estilo bem século 18 –  busto esbelto, cintura baixa, saia ampla – contrastando com a linha tubular do Art Déco com seus padrões geométricos pretos e brancos, a profusão de fitas, cristais, pérolas, e borlas de seda.

Uma grande capacidade de trabalho e uma compreensão intuitiva da modernidade explicam apenas parcialmente o sucesso extraordinário dessa mulher discreta.

Alber Elbaz e o Palais Galliera promovem esse fascinante encontro dos fashionistas do terceiro milênio com Jeanne Lanvin, a grande dama da haute couture parisiense, na mais emblemática das datas: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. E que Mulher!

lanvinLanvin-1928Jeanne Lanvin, modelo de 1928

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Jeanne Lanvin, la grande dame da moda francesa

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Madame Lanvin e a filha, Marguerite, sua fonte de inspiração

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A logo LANVIN, de Paul Iribe, para o clássico parfum Arpège

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Ilustração de Paul Iribe sobre o mesmo tema mãe e filha, até hoje motivo da logo da marca

 

 

 

Partiu John Fairchild, legenda da moda internacional, mas pode me chamar de Condessa Louise

Morreu, aos 87 anos, depois de longa doença, mais uma legenda da moda internacional, John B. Fairchild. Foi ele quem transformou o Women’s Wear Daily, de um árido jornal comercial, numa força do setor produtivo internacional de moda.

John, que deixou viúva, Jill, três filhos homens e uma mulher, dirigiu os negócios editoriais da família por mais de 30 anos inclusive como  fundador da revista W e, anteriormente a isso, editor chefe do WWD, onde começou nos anos 1960, como repórter em Paris, enviado por seu pai, Louis W. Fairchild, que presidia a empresa.

Morreu  com o reconhecimento não só de ter revolucionado o WWD, mas a própria indústria da moda, tirando da sombra dos ateliers de costura importantes designers e os transformado em celebridades, fazendo justiça aos seus talentos. Entre os que ele ajudou a projetar, estão  Bill Blass, Oscar de la Renta e o jovem Yves Saint Laurent.

O Grupo Fairchild Publications tinha outros produtos, diários e semanais, da moda à eletrônica. Da moda, ele cobria todas as áreas especificamente. Acessórios, sapatos etc.

John Fairchild também escreveu sobre moda com o pseudônimo de Condessa Louise J. Esterhazy, na WWD e na última  página da W. Um personagem de fina ironia, que alfinetava dos fashion designers aos alpinistas sociais, com grande verve e deliciosa inteligência.

Entre seus achados, numa coluna de 1995, ele se referia a Hillary Clinton como “Madame penteado de bobbies”, a Barbara Bush como “Madame honradez”, e falava em “homens de meia idade sempre com jeans desbotados” e “crianças nos aviões que deveriam ser embarcadas como carga”.

Ele acintosamente incomodou os amigos insistindo certa vez que o falecido Oscar de la Renta acrescentou “de la” ao seu nome, um rumor que Oscar veementemente negava.

Mas também tinha muitos admiradores.

“É difícil neste momento, que é o mais democrático da história do jornalismo de moda, compreender o poder que John Fairchild emanava e o medo que ele inspirava” disse Anna Wintour da Vogue numa nota distribuída sexta-feira pelo WWD. “Os designers literalmente se curvavam em reverência à sua passagem. Contudo, eu me lembro dele como um delicioso e maleficamente engraçado companheiro de almoço, marido e pai devotado e um anglófilo totalmente engajado às coisas inglesas. Vou sentir sua falta”.

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Conheci John Fairchild na redação do  Women’s Wear Daily, em Nova York. Um breve encontro. No final dos anos 70, representei no Brasil o jornal WWD, diário, e também a W, que inicialmente foi um jornal com papel branco de qualidade, impressão off set, mas não em tamanho tabloide como o outro, e de circulação quinzenal. Era representante com cartão sépia impresso e tudo. Eu o achei simpático e cordial. Entre minhas atribuições como representante, esteve a responsabilidade de receber a editora de moda Etta Froyo, vinda de Nova York, e assessorá-la em sua pauta no Rio de Janeiro. Mais um ítem no currículo que passou em minha vida…

Kristin Thomas: “Mulheres com mais de 50 anos se tornam invisíveis para a sociedade”

Bandeiras são para serem levantadas. Lutas, para serem disputadas. Que graça tem a vida sem elas? A atriz Kristin Thomas, no entanto, pensa diferente. Ela disse hoje numa entrevista à TV  BBC que o preconceito de idade tem sido um desastre para as atrizes mais velhas em Hollywood e não há como lutar contra isso. Devido a isso, as atrizes ainda perdem os papeis para mulheres mais jovens, queixou-se Kristin, reclamando da falta de personagens para mulheres na faixa dos 50: “Não vou chateá-los com todas essas histórias de mulheres mais velhas que não conseguem trabalho no cinema, mas é verdade, é um desastre”.

Quando perguntaram porque seria “chato” comentar o assunto, ela respondeu: ”Porque  isso não vai mudar nunca”. E prosseguiu: ”Enquanto a média de vida não alcançar a faixa dos 150 anos ou por aí, acho que as mulheres de 50 ou mais não serão consideradas viáveis. É o que penso, é o que é. Lamento  muito”.

Há dois anos, Kristin queixou-se de que uma atriz de sua idade é invariavelmente escalada para coadjuvante, pois “há sempre uma jovem de 20 ou 30 para o papel principal e você é situada ao lado delas”. Prosseguiu: “Você fica se vendo envelhecer na tela, que nada esconde, tudo revela”. Por fim, revelou estar considerando a hipótese de uma cirurgia plástica, já que as mulheres de sua idade se tornam “invisíveis” para a sociedade.

No teatro, porém, a coisa não vai tão mal para Kristin, que em abril vai substituir Helen Mirren no papel de Rainha Elizabeth II, na peça The Audience, após encerrar temporada de Electra no Old Vic londrino.

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 Kristin Thomas: invisível para a sociedade, apesar de grande atriz

Vídeos inéditos do evento histórico que lançou o movimento Aliança Pelo Brasil, Em defesa da Soberania Nacional

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Eu não poderia deixar de brindar os cariocas e também todos os brasileiros, neste  450º Aniversário da Cidade do Rio de Janeiro, com um presente à altura da comemoração.

Dessa forma, estou postando aqui os vídeos inéditos de um acontecimento importante e pontual, reunindo várias entidades de forte expressão, com apoio da maioria das centrais sindicais, que há de ficar para a história das lutas soberanas do nosso país: o lançamento do Manifesto ALIANÇA PELO BRASIL – EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL – acontecido esta semana no Clube de Engenharia.

O objetivo é defender a Petrobrás, a Engenharia Nacional, as empresas de construção e os cerca de meio milhão de empregos gerados por elas contra a voracidade estrangeira, que, com apoio de uma mídia oportunista, aproveita-se de um momento de fragilidade (ou até cria/acentua essa fragilidade) para tomar de assalto o nosso setor de óleo e gás e a própria atividade empresarial.

O presidente do clube, Francis Bogossian, abriu o evento pedindo atenção ao momento “gravíssimo” que atravessa a Nação e a seus possíveis desdobramentos futuros, prevendo o risco da paralisação dos investimentos da Petrobrás para o emprego de 500 mil trabalhadores do ramo de engenharia. Para ilustrar, recorreu à imagem: “Não se pode punir os filhos pelos erros dos pais”, e lembrou que a Petrobrás responde por 10% do PIB e 80% dos investimentos do PAC, envolvendo, sobretudo, obras de infraestrutura.

Finalizando seu introito, propôs: “Para salvar bancos, criou-se no Brasil o Proer. Por que não criar um programa para a engenharia nacional, obviamente sem deixar de punir corruptos e corruptores?”.

Em seguida, falou o engenheiro José Carlos de Assis, coordenador do Movimento,  expondo sua Justificativa, que aqui está, inicialmente em texto, prosseguindo através da fala do próprio engenheiro Assis, no vídeo abaixo.

Justificativa do movimento: Coordenador José Carlos de Assis

Defesa da Petrobrás e das políticas centrais para o petróleo, principalmente o Pré-Sal:

  1. Garantia do Tesouro, através do BNDES, de assegurar os recursos necessários para as necessidades de caixa de curto prazo e para sustentar os programas de investimento em curso da Petrobrás (mais de 10% da economia brasileira) tendo em vista o objetivo de evitar perdas na paralisação de obras e investimentos, preservando-se a estrutura do emprego em torno da cadeia do petróleo;
  2. Comprometimento explícito do Governo com o modelo de operadora única no regime de partilha do Pré-Sal e com a política de conteúdo nacional de equipamentos, sempre tendo em vista a geração e preservação do emprego no Brasil;
  3. Comprometimento do Governo com a defesa da Engenharia Nacional, evitando a ruptura da cadeia de pagamentos e recebimentos por simples suspeitas de irregularidades na operação Lava Jata, colocando como condição fundamental o pagamento das folhas salariais na cadeia do petróleo e do setor público;
  4. Comprometimento do Governo com as políticas de mobilização dos recursos do pré-sal para educação e saúde públicas;

 

Abaixo, a série de apresentações começa com a de Reynaldo Barros, presidente do Crea-RJ, sucedido pelos demais anunciados pelo presidente da mesa.

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O Ex-ministro Roberto Amaral foi enfático: na sua avaliação já houve um golpe de Estado no País, que estaria sendo dirigido atualmente por um Congresso conservador (o presidente da Câmara) ancorado pela mídia, em detrimento do que o povo decidiu nas últimas eleições.

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O físico Luiz Pinguelli Rosa, da Coppe/UFRJ, lembrou que a Petrobrás foi alvo da espionagem dos Estados Unidos.

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O presidente do Crea-RJ, Reynaldo Barros (na foto com Francis Bogossian) contabilizou em 30% do PIB a participação conjunta dos setores de óleo, gás e engenharia na economia nacional.

Petrobrás José Carlos Assis e Roberto Saturnino Braga

José Carlos de Assis e Roberto Saturnino Braga – Foi uma tônica nos discursos dos participantes a punição dos envolvidos nos episódios de corrupção na Petrobrás.

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Na primeira fila do auditório do Clube de Engenharia, o combativo engenheiro Ricardo Maranhão

 Fotos de Marcelo Borgongino

 Manifesto ALIANÇA PELO BRASIL – EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL

A Nação se defronta com um dos maiores desafios de sua história abalada que está por forças internas e externas que ameaçam os próprios alicerces de sua independência e de sua soberania. As investigações policiais em torno de ilícitos praticados contra a Petrobras por ex-funcionários corruptos e venais estão dando pretexto a ataques contra a própria empresa no sentido de transformá-la de vítima em culpada, assim como de fragilizá-la com o propósito evidente de torná-la uma presa fácil para a fragmentação e a desnacionalização.

A Petrobras é a espinha dorsal do desenvolvimento brasileiro. A cadeia produtiva e comercial do petróleo e do setor naval, por ela liderada, representa mais de 10% do produto interno bruto, constituindo a principal âncora da indústria de bens de capital. É uma criadora e difusora de tecnologia, de investimentos e de produtividade que beneficiam toda a economia brasileira. Foi graças aos esforços tecnológicos da Petrobras que se descobriram, em 2006, as reservas do pré-sal, e é ainda graças a sua tecnologia original de produção que o Brasil já retira do pré-sal, em tempo recorde, cerca de 700 mil barris diários de petróleo, que brevemente alcançarão mais de 2 milhões, assegurando autossuficiência e a exportação de excedentes.

Deve-se à Petrobras a existência de uma cadeia produtiva anterior e superior do petróleo e da indústria naval, induzindo o desenvolvimento tecnológico da empresa privada brasileira, gerando emprego e renda que, no caso de empresas nacionais, significa resultados que aqui mesmo são investidos, desdobrando-se em outros ciclos de produção e consumo na economia.

Tudo isso está em risco. E é para enfrentar esse risco que o movimento social e político que estamos organizando conclama uma mobilização nacional em favor da Petrobras, instando o Governo da República a colocar todos os instrumentos de poder do Estado em sua defesa, de forma a mantê-la íntegra, forte e apta a continuar desempenhando o seu papel de líder do desenvolvimento nacional e a enfrentar, por outro lado, o desafio do seu enfraquecimento planejado por forças desnacionalizantes e privatistas internas e externas.

Ao lado da defesa da Petrobras vemos o imperativo de proteger a Engenharia Nacional, neste momento também ameaçada de fragmentação e de liquidação frente ao risco de uma desigual concorrência externa. Repelimos com veemência eventuais atos de corrupção ocorridos na relação entre empresas de engenharia fornecedoras da Petrobras, e seremos os primeiros a apoiar punições para os culpados, mas somos contra a imputação de culpa sem provas, e a extensão de culpa pessoal a pessoas jurídicas que constituem, também elas, centro de geração de centenas de milhares de empregos, de criação de tecnologia nacional e de amplas cadeias produtivas, e de exportação de serviços com reflexos positivos na balança comercial.

Todos que acompanham negociações internacionais conhecem as pressões que recaem sobre o Brasil e outros países em desenvolvimento no sentido de abertura de seu mercado de construção pesada a empresas estrangeiras. Somos inteiramente contrários a isso, em defesa do emprego, da renda e do equilíbrio do balanço de pagamentos. Se há irregularidade na relação entre as empresas de construção e a autoridade pública que sejam sanadas e evitadas. Mas a defesa da Engenharia Brasileira implica a preservação da empresa brasileira à margem de qualquer pretexto.

Não é coincidência os ataques à Petrobras, ao modelo de partilha da produção que a coloca   como operadora única do pré-sal, à política de conteúdo local, à aplicação exclusivamente na educação e na saúde públicas dos recursos do pré-sal legalmente destinados a esses setores,   à Engenharia Brasileira como braço executivo de grande parte de seus investimentos, e também ao BNDES, seu principal financiador interno, que tentam fragilizar rompendo sua relação com linhas de financiamento do Tesouro: tudo isso faz parte não propriamente de ataques ao governo mas de uma mesma agenda de desestruturação e privatização do Estado em sua função de proteger a economia nacional.

É nesses tópicos mutuamente integrados que concentramos a proposta de mobilização nacional que estamos subscrevendo, e que está aberta à subscrição de outras entidades e de todos os brasileiros que se preocupam com o destino de nossa economia e de nosso país. Estamos conscientes de que o êxito dessa mobilização dependerá da participação do maior número possível de entidades da sociedade civil, de partidos políticos e das cidadãs e cidadãos individualmente. E é da reunião de todos que resultará a afirmação da Aliança pelo Brasil em defesa da Petrobras, do Estado social-desenvolvimentista e de um destino nacional de prosperidade.

Leia mais no Portal do Clube de Engenharia

Domingo dos 450 anos, teremos veleiros ao mar do Rio, a frota de Estácio de Sá e o famoso Cisne Branco!

Para celebrar os 450 anos do Rio, a Marinha do Brasil  faz no dia 1° de março um festão no mar! Constará de uma Parada Naval na orla da cidade, evento iniciando às 10h, com sete navios partindo das proximidades do Forte São João e indo até o Leblon.

Além disso a Marinha vai apoiar a Grand Regatta Rio 450, em parceria com a Academia Brasileira de Vela Educativa. A largada está prevista para a uma da tarde, nas proximidades da Escola Naval, seguindo até a Lage da Cagarra, de onde retorna ao ponto inicial, cumprindo cerca de 20 milhas náuticas em seu trajeto!

Tomara que faça bom tempo, pois será um lindo domingo, com o mar azulão servindo de fundo às velas brancas tremulantes de navios veleiros fabulosos, como o nosso mais famoso, o Cisne Branco, e outros, que reconstituirão a viagem da frota de Estácio de Sá!

Por fim, constando de ciclo de palestras, workshop e exames de habilitação abertos aos candidatos a Arrais e Mestre, haverá o III Encontro Nacional de Segurança do Velejador, com início às duas da tarde na Diretoria de Portos e Costas da Marinha. .
Segue abaixo a agenda

Programa de eventos náuticos para o dia 1° de março de 2015.

07h  – chegada do Cruzeiro Bertioga-Rio, de veleiros que reconstituirão a expedição marítima de Estácio de Sá (ABVC);
07h30 – salvas de tiros (Fortaleza de São João e  NV Cisne Branco);
07h45 – início da cerimônia de entrega da chave da Cidade (Prefeito do Rio);
08h15 –  início da apresentação da Banda Marcial do 1° Batalhão de Guardas (Exército);
09h00 – início da visitação à Fortaleza de São João;
09h15 – início dos Exames de Habilitação Náutica (Capitania dos Portos – RJ);
09h30 – largada da Grand RegattaRIO 450 de remo em canoas polinésias (BRAVA’A)
09h45 – início da apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais (Marinha);
10h – Parada Naval RIO 450 (Comando de Operações Navais);
11h30 – Cerimônia de Premiação da Grand Regatta RIO 450 de remo em canoas polinésias;
13h00 – largada da Grand RegattaRIO 450 (ABraVela), de veleiros Classe Oceano;
14h00 – início do Ciclo de Palestras sobre Segurança da Navegação (Diretoria de Portos e Costas);
17h30 – Cerimônia de Premiação da Grand Regatta RIO 450 de veleiros Classe Oceano; e
18h – Show musical de encerramento.

Querem saber a agenda do prefeito do Rio de Janeiro no aniversário de 450 anos da cidade?

 Agenda oficial do prefeito Eduardo Paes – ANIVERSÁRIO DE 450 ANOS DA CIDADE

Domingo, 01 de Março

 

Prefeito abre as comemorações pelos 450 anos de fundação do Rio de Janeiro em alvorada festiva no local onde a cidade foi fundada, na Urca, e recebe veleiros que refizeram o caminho de Estácio de Sá em 1565

 

7h – O prefeito Eduardo Paes abre os festejos do aniversário da cidade em uma cerimônia cívico-militar na Fortaleza de São João, na Urca, onde a cidade foi fundada. Durante a solenidade, vinte veleiros, que partiram de Bertioga e refizeram o mesmo percurso feito por Estácio de Sá em 1565, chegarão ao Forte. Um ator caracterizado como Estácio de Sá, que estará ao lado de um militar descendente do capitão que foi o primeiro governador do Rio de janeiro, entregará uma chave simbólica da cidade ao prefeito.

ATENÇÃO: Não haverá estacionamento no local, somente espaço para embarque e desembarque.

 

Local: Fortaleza de São João – Avenida João Luís Alves – Urca.

 

Prefeito participa da missa solene no Santuário Arquidiocesano de São Sebastião, com a presença de relíquias ligadas à origem da cidade

8h30 – O prefeito Eduardo Paes participa de missa solene no Santuário Arquidiocesano de São Sebastião, a paróquia dos frades Capuchinhos, na Tijuca. A celebração será presidida pelo Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, que abençoará três relíquias do Rio: a imagem de São Sebastião, padroeiro do Rio; os restos mortais de Estácio de Sá; a pedra fundamental da fundação.

Local: Paróquia dos frades Capuchinos – Rua Haddock Lobo, 266 – Tijuca.

 

Prefeito corta bolo de aniversário com 450 metros na Rua da Carioca

 

10h – O prefeito Eduardo Paes participa da tradicional festa de aniversário da cidade do Rio de Janeiro na Rua da Carioca. Este ano, o bolo servido aos participantes terá 450 metros (um metro para cada ano de fundação do Rio). Nos anos anteriores, o bolo media cerca de dez metros. A imagem peregrina de São Sebastião será levada ao local pelo Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta. Também haverá apresentação de componentes da escola de samba Estácio de Sá.

ATENÇÃO: Este ano haverá local reservado para imprensa.

Local: Rua da Carioca, entre a Rua Ramalho Ortigão e Praça Tiradentes – Centro. Referência: Em frente ao Cine Íris.

Prefeito inaugura Palácio Rio 450, em Oswaldo Cruz

11h30 – O prefeito Eduardo Paes inaugura a terceira sede administrativa da Prefeitura do Rio, o Palácio Rio 450, em Oswaldo Cruz. O casarão é uma construção de 1920, que foi totalmente restaurada pela RioUrbe. O imóvel tem dois andares, com 182 metros quadrados no total. As duas sedes atuais da Prefeitura do Rio – o Centro Administrativo São Sebastião e o Palácio da Cidade – ficam na Cidade Nova e em Botafogo, respectivamente. A nova sede terá um gabinete de onde o prefeito da cidade poderá despachar.

Local: Rua Carolina Machado, 920 – Oswaldo Cruz.

Ao lado da presidenta Dilma e do governador Pezão, prefeito inaugura Túnel Rio 450

16h – Com a presença da presidenta Dilma Rousseff e do governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes inaugura o túnel Rio 450, no Centro do Rio. Batizado em homenagem aos 450 anos da cidade, o túnel é o primeiro subterrâneo na cidade. Com três faixas em operação em sentido único, do Centro para o Viaduto do Gasômetro, o túnel de 1.480 metros de extensão vai integrar a Via Binário do Porto, primeira grande obra viária do Porto Maravilha entregue pela Prefeitura do Rio à cidade, em 2013. 

ATENÇÃO: Só terão acesso à solenidade os profissionais de imprensa credenciados pela assessoria de imprensa da Presidência da República. 

Não será permitido estacionar no canteiro de obras e, por medida de segurança, TODOS deverão usar calça comprida e sapatos fechados. 

Os profissionais de imprensa deverão chegar com 1 (uma) hora de antecedência.

Ponto de encontro: Esquina da Rua Silvino Montenegro com Via Binário do Porto, em frente ao AquaRio e próximo ao Moinho Fluminense.

Ao lado da presidenta Dilma, prefeito entrega a inédita Medalha 1º de Março a personalidades que fazem parte da história do Rio em Cerimônia Oficial de Comemoração dos 450 anos no Palácio da Cidade

18h – Ao lado da presidenta Dilma Rousseff e do governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes entrega, pela primeira vez, a Medalha 1º de Março, condecoração feita para personalidades que prestaram bons serviços à cidade. Na ocasião, também serão anunciados os cariocas históricos que terão seus nomes inscritos no Livro de Heróis e Heroínas da Cidade do Rio. Durante a Cerimônia Oficial de Comemoração dos 450 anos do Rio de Janeiro, no Palácio da Cidade, serão apresentados a medalha comemorativa dos 450 anos, feita em parceria com a Casa da Moeda, e o Selo Comemorativo, produzido pelos Correios.

ATENÇÃO: Só terão acesso à solenidade os profissionais de imprensa credenciados pela assessoria de imprensa da Presidência da República

Os profissionais de imprensa deverão chegar com 1 (uma) hora de antecedência.

Local: Palácio da Cidade – Rua São Clemente, 360 – Botafogo

Nos 450 anos do Rio, Parque Guinle ganha praça revitalizada, como a cidade merece!

Toda sombreada por flamboyants e árvores centenárias, com um lago onde deslizam cisnes, gansos, patos, a praça do Parque Guinle, em Laranjeiras, é das mais belas e inspiradoras da cidade.
O Parque Guinle, vocês sabem, fica diante do Palácio das Laranjeiras, construção neoclássica de 1920, residência oficial do governador (que atualmente só o utiliza para recepções) e serve de hospedagem ao presidente da República (raramente). Ali está o conjunto histórico de prédios sobre pilotis de Lúcio Costa, usando paredes de cabogó. Enfim, é um recanto precioso do Rio de Janeiro.
Contando com a atenção vigilante de sua Associação de Moradores, que sempre recorre aos órgãos públicos quando necessário, a praça do parque se mantém bem cuidada, um brinco, como diriam nossas avós.
Hoje, neste 26 de feverê, a praça foi contemplada pelo programa Rio de Praças, da Prefeitura, que, através da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, entregou a revitalização do espaço infantil da pracinha, com novos brinquedos feitos de madeira de reflorestamento –  escorregadores, gangorras, balanços – bem como os antigos equipamentos de ferro, recuperados e pintados. Sem esquecer o piso de areia varridinha e a iluminação melhorada, com novos pontos de luz.
O secretário Marcus Belchior, de Conservação, compareceu à entrega, no Parque Eduardo Guinle (é o nome todo do Parque, sabiam?), e disse: “a praça é o quintal do carioca”.  Lembrou daquele nosso hábito, quando nos encontramos, de dizer “passa lá em casa”, mas que, de fato, “o novo encontro só ocorre mesmo nas praças públicas”, e por isso mesmo “as praças, locais aprazíveis, merecem um olhar diferenciado”. E concluiu, o secretário Belchior: “Não estamos medindo esforços para criar uma nova realidade em todas as praças do Rio”. Vejam que gracinha a praça do Parque Guinle, digna mesmo do Rio 450!
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 Crédito da foto: Daniel Coelho