colunadahilde@gmail.com
Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito
Apesar das insinuações precipitadas de que o embaixador Sebastião Rego Barros teria cometido suicídio horas atrás, a afirmativa não procede. Sebastião, tratado por Bambino pelos amigos mais próximos, estava de saída para um almoço de trabalho, com companheiros da empresa espanhola de satélite que ele presidia, adequadamente vestido de terno e gravata, quando resolveu consultar um livro na grande estante na parede de sua sala de jantar, que fica num nível mais alto do que a sala de estar, portanto, em situação mais perigosa para quem se aproxima do parapeito.
A janela estava aberta. Ele precisou descalçar os sapatos para subir na cadeira estofada e acessar a prateleira alta. Ao alcançar o livro, desequilibrou-se e, não tendo onde se apoiar, mergulhou janela afora, caindo do 11º andar do Edifício Balada, no complexo de prédios do Edifício Chopin.
Foi um choque terrível para sua mulher, Tite, que estava em casa. Imediatamente, um de seus melhores amigos, o embaixador Marcio de Oliveira Dias, que mora três andares abaixo, subiu para tentar confortar a família. Marcio contou que sua mulher, Sonia Romano, viveu situação parecida dias antes, ao tentar pegar um objeto e cair de uma cadeira próxima à mesma janela correspondente, em seu apartamento.
Uma fatalidade impressionante, que tirou a vida de um diplomata brilhante, já aposentado, com 75 anos, mas ainda com muita vida a ser vivida, um bom cargo, tudo pela frente.
Em honra do ex-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Antenor de Barros Leal, e Silvia, o cônsul-geral do Canadá, Sanjeev Chowdhury, abriu a casa branca do Jardim Pernambuco, onde a bandeira canadense com a folha vermelha de maple tremula no jardim em frente e, nos fundos, palmeiras plantadas por Burle Marx sugerem um Éden tropical.
Bom diplomata, Sanjeev pediu aos homenageados os nomes que gostaria de ter com eles à mesa, para a reunião íntima. Antenor e Silvia tiveram o cuidado de sugerir amigos comuns, e assim se fez uma reunião agradável, em que todos se sentiram perfeitamente à vontade, e os assuntos se sucederam, abordados com descontração, sem restrições ou cerimônias, total sinceridade. É bom quando é assim, não acham?
Como é do hábito da casa, algumas horas antes do jantar, às quatro da tarde, os convidados receberam, por email, o cardápio do que estava sendo preparado. E já chegamos antecedendo as delícias que nos estavam reservadas, preparadas pelo chef canadense 5 estrelas Quentin Glabus.
Como entrada, gaspacho branco, amêndoas temperadas e torradas, azeite de oliva extra virgem e rúcula. A cada colherada da sopa, eu conjeturava: “bom seria se o prato fundo não tivesse o fundo”. Em seguida, peito de pato grelhado, acompanhado de macarrão à base de arroz selvagem canadense, rabanete conservado em vinagre e purê de agrião. O pato, macio, naquela tonalidade rosada que se espera e dificilmente se obtém, hummm, coisa boa.
Passamos à carne de porco feita de duas maneiras, servida com vagem pochée e maçãs conservadas em conhaque. E o porquinho jovem suculento, ui! E a costelinha com aquela gordura tênue em volta, ai!…
A sobremesa era torta de xarope de maple com chantilly de baunilha e morangos canadenses embebidos em uísque. Uma sobremesa de embriagar.
Houve discursos, que sequer foram discursos. Foram de fato um ‘rasga coração’ entre amigos de verdade. Sanjeev falou da acolhida ao chegar ao Rio de Janeiro, há quatro anos, quando Antenor de Barros Leal foi o primeiro a recebe-lo, a lhe abrir as portas da nobre casa do empresariado carioca, com generosidade e fidalguia.
Antenor falou da coragem e da dignidade com que Sanjeev Chowdhury exerce sua função diplomática e sua própria vida. Lamentou sua partida, com Kiet, dentro de um ano, de volta ao Canadá, como é praxe na diplomacia canadense, e manifestou a torcida pelo seu retorno ao Brasil (e esperamos todos que venha como embaixador de seu país).
Foi quando aproveitamos, todos à mesa, para combinar que estaremos presentes à posse de Sanjeev em seu próximo posto, num dos quatro cantos do mundo. O reitor Arapuan torce para que o posto seja nas Ilhas Maurício…
O lindo casal Arapuan e Roberta, enquanto jantava, embalava sua pequena Alice, 40 dias de idade e já debutando na vida social, demonstrando traquejo. Não chorou, não fez nhemnhem e não estranhou ninguém. A menina Alice nasceu para brilhar nos salões!
O decano do Corpo Consular, Sanjeev Chowdhury, Silvia, exibindo o presente do governo canadense ao casal, e Antenor Barros Leal e Kiet To
A pequena Alice, em primeiro plano com os pais, Roberta e Arapuan da Motta, Cintia e Marcos Troyjo, Adriana e André Gomes Leal, nós e os homenageados com os anfitriões
Os Barros Leal, Antenor, Silvia, André e Adriana, entre os anfitriões, o cônsul-geral do Canadá, Sanjeev Chowdhury e seu companheiro, Kiet To
Roberta e o reitor Arapuan Motta Netto
Cintia e Maros Troyjo
Silvia e Antenor Barros Leal
Kiet To e o chef canadente Quentin Glabus, que assinou o jantar degustation
A pequena Alice, a pupila do senhor reitor Arapuan da Motta Netto
Francesca Romana é uma nobre jovem senhora que tem uma frutífera pareceria com uma jovem senhora nobre, princesa Lelli de Orléans e Bragança. Aliás, Lelli é duplamente nobre, pois dispensa o título princesa na assinatura de suas obras de arte.
Foi assim, aspirando ares aristocráticos, no mais aristocrático dos endereços do Rio de Janeiro, o Edifício Tucuman, na Praia do Flamengo, construído em 1939, com projeto do mesmo arquiteto J. Gire, do Copacabana Palace, por encomenda da família Guinle, que um grupo pequeno de eleitos almoçou ontem, com vista para os jardins de Burle Marx e a Baía da Guanabara.
Elegância externa e interna, pois a vista prosseguia para as paredes da sala de jantar, com grandes painéis pintados por Lelli, reproduzindo a mesma vista, porém há uns bons dois ou três séculos atrás, quando a natureza se mantinha absolutamente intocada.
Uma tarde tropical.
Não, the guest of honnor não era Fernanda Montenegro, a diva maior de nossa cena, ali presente, usando colar e brincos vintage assinados pela mesma Francesca, delicadeza própria de uma grande dama. O centro do almoço e das atenções gerais, a ‘homenageada’, era a mesa posta para o almoço com a nova linha de louças assinadas por Francesca Romana Diana e Lelli de Orléans e Bragança.
Fernanda Montenegro entre Lelli e Francesca
Com imagens do Rio antigo, e algumas paisagens do passado de Minas Gerais e São Paulo, a louça, desenhada em tons sépia, reproduz trabalhos de dona Maria da Baviera, ou melhor, princesa imperial Dona Maria Elisabeth da Baviera de Orleans e Bragança, que praticava a arte da pintura em porcelana.
Foi num armário da casa de Itaipava de Andrea de Morgan-Snell, a saudosa avó de seu namorado, Louis Albert de Moustier (presente, ajudando-a a entreter os convidados), que Francesca encontrou a louça assinada por dona Maria e resolveu se inspirar nela para a sua terceira coleção com as porcelanas Schmidt, a tradicional fábrica de Pomerode, em Santa Catarina.
Ela e Lelli já lançaram uma linha deslumbrante de borboletas, uma outra, elegante, com o mosaico da calçada de Ipanema e, de ante em ante, chegaram agora à capotante linha de vistas antigas do Rio (Rio 450 anos, uau!) e também de Minas e São Paulo.
A mesa foi posta com alguns pitacos de Antonio Neves da Rocha (outra presença na tarde), que jogou um xale de seda indiano, arroxeado e ouro, deixando perceber as laterais do tampo de madeira. Castiçais de prata inglesa. Bulbos de orquídeas recheavam o centro de mesa poderoso, de prata também, refletido em espelho, copos de artesanato de prata de Bali e copos de vidro bico de jaca. Tudo para fazer sobressair a louça, que Francesca exibia e descrevia com o brio de quem enaltece um filho recém-nascido.
Das louças, passamos à sala íntima, onde, sobre mesa brasileira antiga, estavam dispostos os colares, brincos e as pulseiras da nova coleção, misturando soutaches, pedras e ferragens importantes, puro bom gosto. Na parede de fundo, um quadro de Joãozinho Orléans e Bragança aprovava a seleção.
Na varanda, foi posta a mesa para café da manhã, mesclando as duas louças das coleções anteriores, e as cadeiras de lona traziam impressas suas estampas. Já posso antever a parceria Lelli-Francesca com maravilhosos tecidos de decoração no mercado…
Bem, não vou descrever o apartamento de la Romana, porque é um playground de belezas. Só bom gosto, e o cheirinho da sala pink, hummmmm….. era de vela Granado pink!
No grande salão de estar, onde ficamos degustando as delícias de Roberta Pederneiras no buffet volante (não, queridos, a mesa lindamente posta não era pra comer, era pra ver), o baixíssimo som ambiente, com levadas dodecafônicas (Schoenberg?), uma composição de timbres – ai, coisa mais chique! – partia de imperceptível smartphone posicionado estrategicamente sobre mesa lateral ao sofá.
Ah, Francesca vestia um wrap dress de jersey imprimé com a calçada preta e branca da Praia de Ipanema (igual à sua louça da linha anterior), com pulseira e colar pb da sua nova coleção de soutaches trançados, que ela lançou dias atrás no Village Mall, em primeira mão para o Principado da Barra.
Roberta Pederneiras, Melissa Jannuzzi e Francesca Romana, vestindo seu wrap dress estampado com a imagem de sua coleção de louças Ipanema e usando os acessórios de sua nova linha com soutaches trançados
Francesca entre Marcela e sua mãe, Karina Vassilcovsky
A louça com a padronagem do calçadão de Ipanema
As palmeiras imperiais do Jardim Botânico e nossas bananeiras pintadas por Lelli também viraram louça Schmidt da Francesca, que agora já pensa em exportação do produto, com boa entrada no mercado nacional
Borboletas revoam em pratos e cups – esta louça by Francesta/Lelli é hit
Torsade de cordões de seda, contas de cristal e discos de pedras brasileiras, no colar turquesa da nova coleção
Pulseiras de seda e metal fechadas com ímãs, brincos de seda, pedras, metal – um festival de fios de seda colorida contrastando com as pedras e contas em cores que inspiram um verão radioso
De nada adiantou a histórica política amistosa com los hermanos, desde os primórdios do presidente Jânio Quadros. Sim, Cuba declarou guerra ao Brasil mas… no mundo da beleza!
Dada a conhecida relação cordial dos dois países, as misses brasileira, Isis Stocco, e cubana, Heidey Fass, foram colocadas no mesmo quarto de hotel no Japão, onde participam do certame Miss Beleza Internacional 2015. Eis que Isis, após ter tido uma discussão com sua room mate, por causa da bagunça, ao retornar para o quarto encontrou seu vestido do desfile completamente destruído, todo pi-co-ta-di-nho! Mexe com as cubanas, mexe!
Guerra é guerra!
A cubana, com a cara mais limpa do mundo, diz que não foi ela. Teria sido a própria Isis, pra chamar atenção! Os organizadores do concurso colocam panos quentes e abafam o caso, enquanto as misses do bem, da Venezuela e do Canadá, prometem emprestar um vestido pra ela.
Não foi só o vestido, o celular de Isis também sumiu, assim como todos seus biquínis, lindos de capotar, que ela levou para “causar” na piscina do hotel em Tóquio. A cubana disse que não foi ela. Investigações prosseguem sem levar a qualquer dado conclusivo. Na falta de câmeras, testemunhas ou gravações, sugiro pedir a Miss Cuba pra mostrar a mão e ver se ela está amarela.
Isis Stocco, a brasileirinha de Maringá, ainda tem a esperança de recuperar o prejuízo. Ela é cotada para entrar na seleção das 10 finalistas e, caso eleita, trará para casa 100 mil dólares, assinará contrato com várias grifes e fará o roteiro dos países do certame, Cuba incluída.
Já imaginaram se, coroada ‘Miss Beleza Internacional’, a brasileira Isis Stocco chegar ao Aeroporto José Martí, em Havana, e levar outro toco? Sendo recebida pela cubana miss Heidey Fass, com um buquê de flores envenenadas que a farão dormir para sempre? Ah, mas este é outro conto de fadas…
Miss Brasil, Isis Stocco, não se cansa de levar toco no Japão
Via EnviouchegouNews
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O Brasil não está assim tão mal na fita, quanto querem fazer parecer grande parte da mídia e os não nacionalistas, que pretendem nos entregar de bandeja e, se possível, bem tostadinhos e com um tomate na boca.
Segundo acaba de divulgar a New World Health, empresa de consultoria especializada no tema, ocupamos o 12º lugar na lista dos 20 países onde estão as maiores fortunas particulares do mundo. Aliás, somos o único entre os sul-americanos a frequentar esse clube exclusivo dos 20+.
A pesquisa, batizada de “W20”, calcula a “riqueza individual total” das nações a partir de uma estimativa da soma da riqueza de seus habitantes, juntando dinheiro, ações e propriedades. O total de nossa riqueza individual é US$ 2,687 trilhões, segundo esse estudo da New World Healt, que não esclarece os critérios usados para realizar sua estimativa.
Os Estados Unidos vencem de cabeça, com uma riqueza particular estimada em 48,734 trilhões, seguidos da China, com 17,254 trilhões de dólares. Depois vêm Japão, com 15,230 trilhões, Alemanha, 9,358 trilhões, e Reino Unido, com 9,240 trilhões de dólares.
França em 6º, Itália em 7º, Canadá em 8º, Austrália em 9º, Índia na 10ª posição e, antes de nós, a Espanha.
Na lista dos 20+, estamos na frente, nessa ordem, de Coreia do Sul, Suíça, México, Noruega, Bélgica, Rússia, Indonésia e Suécia, no 20º.
E a gente fica sem saber se celebra ou se chora, pois, apesar da expressiva distribuição de renda realizada nos últimos anos no Brasil, a concentração entre muito-poucos-pouquíssimos ainda é perversa, com as fortunas transbordando (para dentro) em poucas travessa de prata, quando poderiam encher muitos pratos.
O afortunado Brasil, bem tostadinho e com tomate na boca, tal e qual querem entregá-lo..
Via EnviouChegouNews
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Passei o domingo vendo estrelas. E não estava a bordo de qualquer nave espacial. Encontrava-me confortavelmente instalada em mesa de quatro lugares, florida com rosas, diante de talheres de vermeil, indecisa entre brioches ou croissants, frios e queijos vários, petit fours, docinhos em tamanho perfeito para serem pinçados com os dedos, macarons, quindinzinhos, éclairs au chocolat, mini tartes de frutas vermelhas. Tudo pequenino, torradinhas amanteigadas mais finas do que hóstias, sucos de melancia e de laranja, garçons a toda hora oferecendo a escolha de café, chocolate quente ou um sortimento de chás e infusões.
Tudo isso sob uma carreira de lustres de cristal Baccarat com inúmeros braços, que tentei contar, mas sempre me perdia no meio da soma, pois tinham pelo menos três andares de cristais cada um. Estaria eu no palácio da Sissi? Ou no daquela Maria… a Antonieta? Não, eu estava na Casa da Julieta, a de Serpa, onde ontem encerrava-se a temporada do Chá – Uma Tarde na Ópera. Ah, que sorte a minha ter ido!
Confesso a vocês que não sou habituée do canto lírico. Sequer grande conhecedora. Vou ocasionalmente a uma ou outra ópera do Municipal ou Lincoln Center. Já estudei a respeito, mas não sou uma frequentadora assídua da ópera. Até ontem…
Deixei a Casa da Julieta sentindo-me amante graduada do bel canto, pronta a assistir a quantas óperas estejam em cartaz na cidade.
Com sua sensibilidade de educador, o produtor geral Carlos Alberto Serpa teve a audácia de aceitar este projeto, que antes de tudo é de formação de plateias, levado pela cantora mezzo soprano Carla Odorizzi, atriz do elenco permanente da sua Casa de Cultura e Arte Julieta de Serpa e integrante do corpo lírico do Teatro Municipal.
Casada com Fernando Portari, tenor de renome internacional, Carla conseguiu atrair o marido para o projeto, e ele assina a direção geral. A direção musical, também excelente, é do maestro Cláudio Ávila, que executa o piano durante o show.
Magníficos, como sempre, os figurinos de Beth Serpa. O ótimo Quarteto de Cordas ´”Ópera in Concert” é formado por membros da Orquestra Sinfônica Cesgranrio.
O espetáculo é um medley de várias árias conhecidas, ligadas por um mestre de cerimônias, o clown, ora romântico ora bufão, que explica as óperas que virão, contracena com alguns personagens e entretém a audiência entre as apresentações. O ator Thiago Prado exerce deliciosamente a função de nos guiar neste “passeio pelos momentos mais marcantes das grandes óperas e operetas” – conforme Serpa define no programa.
Adjetivos, adjetivos, adjetivos. Não há como economizá-los no entusiasmo em que me encontro. Na verdade, era minha segunda ida ao Chá com Ópera na mesma semana. Fui na sexta, encantei-me, e insisti por uma mesa no domingo, mesmo sabendo da lotação esgotada. O mesmo aconteceu com Idinha Seabra Veiga, outra entusiasta, ali em mesa próxima à minha.
O espetáculo abre com O Guarani, de Carlos Gomes, apenas instrumental. Belo começo. O ator pede que não nos assustemos, pois “não vai começar A hora do Brasil“. E relata o que vem por aí. Entra Carmen, cantando a ária Habanera, da ópera mais famosa de Bizet, e ficamos sabendo que o autor morreu pensando que a ópera fora um fracasso, pois ela só emplaca três meses depois, numa récita em Viena. É a mais encenada das óperas. Carla Odorizzi fulgurante no papel. Os figurinos de espanholas de Beth brilham.
Entra o tenor poderoso Ivan Jorgensen em La Donna è Mobile, do Rigoletto. “Bravo!”, dizem à sua saída (figurino lindo, hein, bravo, Beth!).
Puccini vem com A valsa de Musetta, de La Bohème, pela soprano Lucia Bianchini. “A jovem libertina canta sobre o prazer que sente ao perceber todos os olhares de desejo que se voltam para ela nas ruas”, explica o programa. Sim, porque o espetáculo é acompanhado de programa com textos resumidos, de fácil leitura, sobre cada ópera e a ária cantada, escritos pelo próprio produtor geral, Serpa.
Momento de pura emoção: o Va Pensiero, cantado por todo o elenco, da ópera Nabucco, de Verdi, sobre a opressão do povo hebreu pelo rei da Babilônia, Nabucodonosor. O coro de escravos canta, lembrando-se de sua distante Israel. Por analogia e por ter sido escrita durante a ocupação austríaca no norte da Itália, Va Pensiero tornou-se o hino nacionalista dos jovens revolucionários italianos, como vimos no filme O Leopardo, de Visconti.
É a vez de Carla Odorizzi arrancar muitos “Bravos!” com sua interpretação magistral em Sansão e Dalila, ária Mon Coeur s’Ouvre à ta Voix, em que a filisteia Dalila seduz o hebreu Sansão, o entorpece e corta seus cabelos.
Lucia Bianchini canta e interpreta lindamente A Ária das Jóias, da ópera Fausto, de Charles Gounod. O diabo consegue, através da fraqueza da vaidade, ajudar Fausto a conquistar Marguerite. O pretendente envia a ela uma caixa de jóias em cujo o diabo coloca, estrategicamente, um… espelho!
Segue-se Nessun Dorma, de Puccini, em sua ópera Turandot, com o tenor Ivan Jorgensen também como primoroso ator. Momento de deleite. E que belo figurino!
O Intermezzo é A Cavalleria Rusticana, de Mascagni, apenas instrumental. Sucedida pelo clown Thiago, que nos fala da ousadia de George Gershwin de, em 1935, montar uma ópera, em Nova York, apenas com cantores negros. É Porgy and Bess, drama sulista, em que a soprano Tatty Caldeira canta Summertime. Afinadíssima. Projeção vocal perfeita! Cantora popular, é a primeira incursão de Tatty no lírico, e ela tira de letra.
Momento operetas do austríaco Franz Lehár. São três. Giuditta, interpretada por Carla Odorizzi, fogosa, fulgurante, requebrante, tocando até castanholas, como cantora de cabaré na África. E um vestido de baile todo de leques! O figurino de Beth Serpa acontece.
Outro que, do popular, debuta no clássico: o tenor Santiago Villalba, em seu solo A Terra dos Sorrisos, como o príncipe chinês abandonado e sofredor Sou-Chong. Em seguida, a conhecidíssima A Viúva Alegre, duo com a mezzo Odorizzi e o tenor Vilalba – delícia! O par cantando, valsando, no pequeno palco, e deleitando a plateia. É a única ária apresentada numa versão em português.
Para tudo terminar com La Traviata, de Giuseppe Verdi, o elenco todo em cena interpretando Il Brindisi (O Brinde), na grande festa promovida pela prostituta Violeta Valery, em que o aristocrata Alfred Germont se apaixona por ela.
Época em que nos salões das cortesãs se reunia a fina flor da masculinidade parisiense. E todos na festa brindam ao amor. Uma vibração contagiante. A plateia do Chá com Ópera se entusiasma, ergue seus copos de água e de suco de melancia, suas xícaras de chá e de chocolate, e brinda junto. Todos participam, a seu modo, do baile no casarão de Violeta, a mais famosa cortesã de Paris! Ulalá, c’est magnifique!
Ao final, Carla Odorizzi vem agradecer a todos naquele último dia, na última récita. Anuncia que, devido à grande procura, talvez façam mais uma apresentação. E no dia 16 de dezembro farão um espetáculo no Imperator. Vou ficar atenta para adquirir meu e-ticket. É imperdível, in-faltável.
E aplausos também para Belita Tamoyo, mencionada no programa, que contribuiu muito na seleção das árias apresentadas, conforme Beth Serpa me contou.
Belita entende de tudo. De ópera, de gastronomia, de fazer amigos e de ser a eterna primeira-dama da Cidade Maravilhosa.
Dado o sucesso e os pedidos de reservas, a Casa Julieta estuda a possibilidade de promover nova récita na próxima semana. No dia 16 de dezembro, o espetáculo estará no Imperator, récita única. A torcida é para que ele se estenda em temporada, em grande teatro, dando a todos a oportunidade de assistirem a uma encenação operística de tal forma cativante.
As cantoras Lúcia Bianchini, Carla Odorizzi e Tatty Caldeira
A Carmen, interpretada por Carla Odorizzi
O tenor Ivan Jorgensen, em sua emocionante interpretação do príncipe Calaf, Nessun Dorma, em Turandot
Tatty Caldeira interpreta Summertime, na Porgy and Bess, de George Gershwin
A emocionante apresentação de Va Pensiero, da ópera Nabucco, que serviu de hino revolucionário da resistência italiana à ocupação austríaca
Coberta de brilhantes, A Viúva Alegre, plebeia agora enriquecida pela herança do marido banqueiro, reencontra o primeiro amor aristocrata, e a nova condição financeira permite o casamento e que sejam felizes para sempre. Mezzo soprano Carla Ororizzi e tenor Santiago Vilalva, já convidado para cantar em outra ópera, sucesso!
Lucia Bianchini, uma deliciosa e insolente Musetta, em La Bohème, de Puccini, que a cantora popular Della Reese gravou belamente em versão americana, como Don’t you know . (Escutem abaixo, que máximo. Era com essa gravação que mamãe, que tinha uma “vitrola” no quarto, nos despertava na casa da Rua Nascimento Silva em Ipanema).
Carla Odorizzi e sua deliciosa, requebrante, Giuditta, da opereta de Lehár.
Para mim (e muitos), o ponto alto da tarde: Sansão e Dalila, com Jorgensen e Odorizzi
O Gran Finale, com O Brinde, da Traviata, protagonizado por Lucia Bianchini, como Violeta, e todo o elenco – todos arrancam do público aplausos de pé: cantores, músicos, o ator, a iluminação, as direções de arte e musical, produção geral e os figurinos O mestre de cerimônias, que liga os quadros, ator Thiago Prado
Fotos de Hildegard Angel e, do Facebook, de frequentadores da Casa Julieta de Serpa, Claudinha Gonzalez e Nivaldo Brito
Via EnviouChegouNews
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Não será a primeira nem a última vez em que comparo a Barra da Tijuca a um Principado, como, por exemplo, o Principado de Mônaco, com um IDH altíssimo, com seus aristocratas (os grandes pioneiros, que desenvolveram o bairro com seus altos investimentos), suas aristogatas, sua corte, seus endinheirados e todo o elenco que envolve um mundo encantado, um mundo de princesas, guardando-se, naturalmente, as devidas proporções tradicionais, culturais e dinheirais… em euros…. entre os dois ‘principados’.
As princesas da Barra são tal e qual as da Disney em filme da Sessão da Tarde, com Julie Andrews e Anne Hathaway, que, como a princesa de Genovia, em O Diário da Princesa, é chiquérrima, grifada e bem cuidada dos pés à cabeça.
As princesas de Genovia, ops!, da Barra da Tijuca viveram uma tarde de conto de fadas, celebrando o aniversário de sua princesa master, a encantadora Nina Kauffmann, que, para isso, escolheu um palácio de verdade: o Belmond Copacabana Palace Hotel.
Um almoço no restaurante mais très chic do Rio, o Cipriani, pois Nina não faz por menos. Ela era a grande e única anfitriã, e recebia bem acompanhadíssima, ao lado da diretora-geral da marca Christian Dior no Brasil, a bela francesa morena Delphine Di Menza. A dama Dior era das poucas que não se vestiam de branco, conforme pedia o convite. Estava de azul.
Não sei se foi de propósito, mas acabou sendo uma forma delicada de deixar à vontade algumas convidadas distraídas que não vestiram branco. Afinal, ‘Miss Dior’ Delphine também era parte no evento, com a Dior patrocinando brindes da marca distribuídos no almoço.
O champagne borbulhou, as amigas estavam very, very excited. A aniversariante vestiu várias marcas, pois assessora todas: Valentino, Dior, Gucci, Animale, distribuídas pelo vestido, sapatos, bolsa, casaco. Marcelo Hicho fez o look princesa, inspirado em Grace Kelly.
Em nossa mesa, várias soberanas do Principado da Barra. Estavam: Heliana Lustman, casada com o maior empreendedor imobiliário da região, Carlos Carvalho; Nayla Carvalho, casada com Carlos Felipe de Carvalho, herdeiro da Carvalho Hosken; e a própria Nina Kauffmann, aniversariante, centro da homenagem e líder social do Principado da Barra da Tijuca.
As fotos de Miguel Sá mostram…
Nina Kauffmann, princesinha social da Barra
Um bolo à altura de qualquer grace kelly
Nina cercada de quatro cavalheiros: Carlos Lamoglia, Amaro Leandro, Heckel Verri e Marcelo Hicho
Heliana Lustman, Hilde, Lamoglia e Eliana Moura
Auriette Middleton e Cristina Caetano
Beatriz Velloso, Vania Santhiago, Beth de Lucca, Tereza Macedo e Sabrina Rebello
Christina e Thatiana Hadlich
Claudia Dutra, Alice Tamborindeguy e Zizi Baptista
Joana Lowndes e Nayla Carvalho
As damas Dior: Cris Pinheiro Guimarães e Delphine Di Menza
Bianca Bloise, Veronica Berman e Karina Nigri
O brinde!
Sonia Simonsen e Tania Pereira
Terezinha Matta e Maninha Barbosa
Raquel Verri
Eliana Moura e Heliana Lustman
Joana Nolasco
As ‘graces kelly’ na mesa de Nina Kauffmann: Nayla Carvalho, Joana Lowndes, Michelle Sander, Nina e Heliana Lustman, toda de Chanel
Joana Lowndes e Heliana Lustman
Rayka Hanna e Soledady Carrara
Cristina Aboim e Renata Fraga
Os irmãos Raquel e Heckel Verri
Nina Kauffmann e Alberto Sabino
Sabrina Rebello, Patrice Pessoa, Soledad Carrara e Luciana Niederauer
Hilde e Heliana Lustman
Carol Rajão e Dani Monteiro
A bolsa de princesa da soberana da Barra Heliana Lustman
Beth de Lucca, Claudia Cury e Claudia Lobo
Nina Kauffmann e Viviane Cohen
E todos ganhamos presentes, brindes, caixinhas; e ganhamos shows ao vivo, desde os drinks no bar até o final, na library, com cantores eruditos e populares, um deleite total. Para o paladar, os olhos, os ouvidos.
Happy Birthday, Nina! Parabéns ao amado Principado da Barra, onde morei no Jardim Oceânico em meus 20 anos, do qual guardo ótimas lembranças!
No próximo post, o quadro comparativo entre os dois “principados”, o da Barra e o de Mônaco, e vocês vão se impressionar com as semelhanças…
Depois da duquesa Sarah Ferguson, mais uma celebridade internacional de dimensão estratosférica empresta sua imagem à organização Vigilantes do Peso: Oprah Winfrey. A parceria acaba de ser anunciada, hoje mesmo, “para inspirar pessoas do mundo inteiro a levar uma vida mais saudável e mais gratificante”.
A duquesa de York, depois de engordar muito, recuperou a forma com os Vigilantes e virou sua “embaixadora”
Oprah, que é vítima histórica do chamado “efeito sanfona”, provou da eficiência do programa emagrecedor dos Vigilantes do Peso, que prioriza a saúde e o bem-estar geral, e decidiu investir um substancial capital na empresa, participando do conselho administrativo, colaborando com ideias para programas e produtos futuros.
Isto é: além de ficar magrinha, quer ficar ainda mais riquinha: “Eu acredito no programa, tanto que resolvi investir na empresa e ser sócia da sua evolução”.
O que os Vigilantes do Peso (Weight Watchers) fizeram pela Oprah
Winfrey comprará ações recém-emitidas, representando 10% das ações em circulação, e terá a opção de poder adquirir um adicional de 5% das ações totalmente diluídas. Sua copntribuição à marca Vigilantes do Peso consistirá em comunicar sua própria experiência vitoriosa na utilização do programa e também em inspirar as pessoas, com seu incrível dom de convencimento e o grande alcance de sua voz, para que vivam bem e melhor.
Com a participação de Oprah Winfrey no conselho, a Weight Watchers International Inc. acredita que multiplicará suas franquias, bem como a venda de seus produtos e publicações. Ela é uma força da natureza… midiática!
OPRAH WINFREY AND WEIGHT WATCHERS JOIN FORCES IN GROUNDBREAKING PARTNERSHIP (PRNewsFoto/Weight Watchers International,)
Oprah Winfrey une forças com os Vigilantes, mais beleza, mais dinheiro