Dona Mariza Gomes da Silva diante do busto do marido José Alencar (foto de Erica Bohmer)
Dona Mariza com o casal Ilza e Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal
Dona Mariza Gomes da Silva diante do busto do marido José Alencar (foto de Erica Bohmer)
Dona Mariza com o casal Ilza e Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal
Existe um catálogo internacional de compras online, chamado Vivre, que só oferece o melhor do melhor. Integrar a sua lista de ofertas é tipo um passaporte para ser convidado para editoriais de moda das melhores revistas. Poucas marcas brasileiras já figuraram nele. O joalheiro Cacá de Souza está no último, apenas com um par de brincos de búzios de ouro. A Glorinha Paranaguá está sempre, com suas clutches. E agora descobri ali um designer brasileiro baseado em Miami, Luis Morais, que faz joias excêntricas e provocativas e cuja coleção é procurada por muitas celebridades, como Madonna, Mick Jagger e Keith Richards!…
Há 10 anos, Luis cria suas joias, sempre com inspiração dark, combinando magistralmente caveiras com diamantes, couro com pérolas. Um mix único, elegante e unissex, pois suas joias podem ser usadas tanto por homem como por mulher. Claro que o fato de ser brasileiro neste atual momento conta ponto e Luis costuma ser cantado em verso e prosa nos editoriais de moda como “vindo de um país conhecido pela dança, o ritmo e a espiritualidade”. É justamente o significado espiritual de suas peças que encanta, com sua estética e o material de qualidade, como as esmeraldas nossas, por exemplo…
Todas as boas revistas de moda americanas (fiz a pesquisa) já fizeram editorial sobre ele, mas ainda não encontrei as joias de Luis Morais em loja alguma por aqui. Confiram no quadro abaixo…
ESTE ANO não vai ter Arraiá do Lula, em Brasília, mas vai ter o do Zé Dirceu, em São Paulo. Preparem as prendas, pois será hoje, no Condomínio Vale de Santa Fé, em Vinhedo, o “Arraiá do Zé Dirceu e da Eva” (a namorada dele, Evanise Santos), que vão receber muitos amigos com música caipiria, sô! E a pergunta que não quer calar: será que o Lula vai com a Marisa Letícia?…
Lembram que comentamos por aqui a coleção outono/inverno 2012 da Prada na Milano Fashion Week? O verão mal começou na Europa, mas a marca já se antecipa e libera uma prévia da campanha para a próxima estação. Um clima sessentinha com pitadas futuristas domina boa parte da coleção, cheia de tubinhos, geometria, pelos e maxi paetês…
Os cliques são do super fotógrafo Steven Meisel e as modelos, Frida Gustavsson, Kelly Mittendorf, Ondria Hardin e Antonia Wesseloh. Vejam que linda é a campanha…
Neste Corpus Christi, que tal ocupar os ouvidos com um primor de afinação,uma perfeição? É para aliviar os problemas e purificar. Ouçam o quinteto vocal Carmel A-Cappella cantando a primavera d’As quatro estações de Vivaldi…
Para isso, acessem no link abaixo enviado pela leitora pianista Maria Luiza Nobre…
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Nossa embaixatriz Solange Greco da Fonseca, consulesa do Brasil em Milão ao lado do cônsul-geral e embaixador Luiz Henrique da Fonseca, conhece todas as manhas do receber bem. Sabe desde abrir a casa para um jornal formal, cheio dos protocolos, assim como para uma reunião leve, descontraída e sem afetações. Receber é uma arte que poucos sabem conjugar em todos os seus matizes, como Solange. Daí que, tendo lançado no Brasil seu belíssimo livro de etiqueta, ela agora lança, na Itália, a versão em italiano: “Etichetta e Protocollo – Suggerimenti da un’Ambasciatrice amica”. Leia-se: Etiqueta e protocolo – Sugestões de uma embaixatriz amiga. Já em fase de lançamento, o livro mereceu uma excelente matéria no site Grazia.It, da revista italiana feminina de maior prestígio, a Grazia…
Afirmando que a etiqueta não é um conceito arcaico, Solange tranpõe as regras teóricas do protocolo para a vida cotidiana, valendo-se de sua experiência de mulher que viajou muito e serviu como embaixatriz do Brasil, ao lado do marido, em vários países, aprendendo a se adaptar a sociedades diversas, adequando-se às diferentes regras de vida e de comportamento, de acordo com a cultura local. Não é um livro para quem queira nem quem precise aprender, mas para quem esteja simplesmente interessado em aprimorar seu relacionamento com o próximo…
Confiram abaixo alguns trechos da entrevista com Solange feita pela jornalista Delphine Hervieu…
O que é etiqueta?
A etiqueta é um conjunto de regras para se comunicar bem em sociedade. A etiqueta torna a vida mais simples. Não precisa ter receio: elas têm o objetivo de facilitar a vida cotidiana, indicando por exemplo como receber de modo apropriado.
Você tem uma etiqueta pessoal?
Não. A etiqueta é um código geral, porque toda a sociedade humana é governada dentro das boas maneiras. O ponto chave é o “menos é mais”, não se precisa apregoar o próprio conheceminto do protocolo, basta agir de acordo, mas com naturalidade. Por exemplo, se trabalhar em casa, vestir-se como se fosse trabalhar num escritório, porque estará pronta para abrir a porta se alguém tocar a campainha. O mesmo vale para quem come sozinho: prepara a mesa como se estivesse esperando um amigo. É um sinal de respeito por si mesmo e custa pouco esforço.
Qual é, segundo a etiqueta da alta sociedade, a primeira coisa a se fazer ao acordar?
Escovar os dentes de modo a estar pronta para falar.
Você acha que na nossa sociedade falta um senso de “savoir faire”?
Decisivamente sim. Talvez os pais trabalhem muito e não tenham tempo para transmitir tradições e boas maneiras.
A etiqueta é um conceito global ou um guia de comportamento local?
Naturalmente que há algumas coisas sempre válidas, como por exemplo apresentar sempre a pessoa menos importante a aquela mais importante (não o contrário!), porém conforme a cultura existem diferenças. Se vai numa viagem de negócios ao Japão deve dar seu cartão de visitas segurando-o com as duas mãos e não com uma, como fazemos no Ocidente. Aquilo que eu considero normal não o é para um oriental e vice-versa. Outro exemplo: na Finlândia as pessoas não se tocam como se faz na Itália. Antes de dar um beijo no rosto precisa haver já uma grande intimidade.
A mesa deve estar vestida de acordo com a importância daquilo que vestimos?
Sim, se você dá importância à pessoa que convidou. Qual é a razãode seu jantar ou do seu almoço? Quer impressionar alguém? Homenageá-lo? Vista-se e à sua mesa de modo adequado, de acordo com o conjunto.
Escolhi esta quinta-feriadão para conversar com vocês sobre o luxo. Topam?
Atualmente, no mundo do consumo, há três tipos de luxo.
1 – O luxo do pobre, que quer se sentir tendo acesso ao luxo dos ricos.
No Brasil, com a ascenção da classe média baixa, que subiu um degrau, e da classe pobre, que virou C, este é o mercado de luxo com perspectivas de ser o mais lucrativo. A estratégia de conquistá-lo costuma ser montar um ponto de venda (loja) atraente, com cara de loja de rico, em local valorizado, e recheá-lo com produtos acessíveis (baratos mesmo) importados da China, com cara de luxo de rico, mas que quando você olha de pertinho vê que estão longe disso. Para perceber, porém, tem que ter olho experimentado…
2 – O luxo do novo rico, que quer se sentir tendo luxo de rico antigo.
O novo rico, por força de sua pouca experiência em se tratando de luxo, guia-se pela marca. A marca famosa, a marca que sai nas revistas. Hoje em dia, a maioria dessas marcas há muito abandonou seu público alvo original, que eram aquelas pessoas exigentes e sofisticadas, acostumadas a consumir o caro, e passou a mirar o neo-rico. Assim, usa como “iscas” as celebridades da TV, as BBBs e correlatas, sempre convidadas para os lançamentos da bolsas grifadas etecetera e tal…
3 – O luxo do rico antigo, que sempre soube o que é de fato bom e não quer ser confundido.
Este é um luxo cada vez mais restrito aos “compradores bem informados”. Aqueles que se vestem sob medida e sabem o endereço do melhor camiseiro, do melhor alfaiate e do melhor atelier haute-couture. Aqueles cujos produtos que usa são praticamente personalizados. Aqueles que se preocupam com acabamento e qualidade porque sabem o que é acabamento e qualidade. Então, as joias que compram não são aquelas “bonitinhas” fabricadas em massa, vindas das feiras de joias em Basel, Bangcok e Hong Kong. Compram nas joalherias mais fechadas, peças únicas, com pedras de grande valor, pureza e qualidade. Assim como seus sapatos e suas bolsas não são obrigatoriamente os das grandes marcas, nem são obrigatoriamente os dos preços extorsivos…
Querem um exemplo? Leiam o que, no item bolsas, Athina Onassis indica, na Vogue internacional, numa daquelas listas do tipo “Não posso viver sem…” : A carteirinha de bambu de Glorinha Paranaguá!…
Isso mesmo, a carioca Paranaguá das bolsas, com sua boutique charmosa e chic de Ipanema, onde podem ser encontrados todos os nomes internacionais elegantes que aportam na cidade, e também as brasileiras elegantes, que viajam e obrigatoriamente levam, como presentes, aos amigos lá de fora, uma bolsa de Glorinha Paranaguá…
Então, meus queridos, entenderam as tres variações de luxo, no mercado contemporâneo de consumo?…
Abaixo, o quadro com as bolsinhas de bambu (e outras da Glorinha) que Athina Onassis curte…
(Aliás, na última Hola! estão Tatiana Santo Domingo e Bianca Brandolini com carteiras de Glorinha no casamento de Matilde Borromeo com o príncipe Antonios Fürstemberg, no Palácio Borromeo, na Isola Bella, no Lago Maggiore)…