HOMENAGEM À TORLONI NO FESTIVAL DO RIO

Hoje à noite, no Pavilhão do Festival do Rio, a atriz Christiane Torloni vai ser homenageada pelo Global Shift Awards. O nome da atriz foi escolhido como figura pública, do mundo das artes, com imagem em prol de causas ambientais e não vinculada a partidos políticos ou iniciativas do Governo. Além da Torloni, serão homenageadas outras personalidades brasileiras que se destacam na defesa de causas ambientais. O empresário Israel Klabin também será premiado.

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Foto de Veronica Pontes

O LOOK DA REGINA NO FESTIVAL DO RIO

 

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Eis o look de Regina Duarte que causou no Cine Odeon na sessão de gala do filme Gata velha ainda mia no Festival do Rio. O filme, exibido ontem, participa da mostra Première Brasil Hors Concours – Longas de Ficção. Dirigido por Rafael Primot, conta a história de uma escritora decadente e amarga, vivida por Regina Duarte, que resolve finalmente dar uma entrevista para uma jovem jornalista que mora em seu prédio para falar de sua volta à literatura depois de longo tempo. O filme focaliza as mulheres, as dificuldades de se relacionar, de envelhecer e sobre o processo de criação dos escritores.

Foto de Felipe Felizardo

O QUE ROLOU DE MAIS BACANA NO PARATY ECOFASHION 2013!

Em sua terceira edição, o Paraty EcoFashion, evento que discute alternativas sustentáveis de consumo e produção na moda e no artesanato local, agitou o pequeno centro histórico de Paraty neste final de semana! O Blog da Hilde e o Instituto Zuzu Angel estiveram comigo lá e contamos agora pra vocês o que rolou de mais bacana!

Na Praça da Matriz, uma enorme tenda foi montada para que estilistas e artesãos locais e de outros estados do Brasil pudessem expor e comercializar seus produtos, todos com a proposta da sustentabilidade.

Adoramos as peças da Artuso, da artista plástica local Germana Artuso, que realiza um trabalho super autoral com joalheria, reutilizando pedaços de cerâmica e vidro. Nesta nova coleção, em especial, ela também passou a utilizar borracha de pneu em seus acessórios. Cada peça é única, feito obra de arte, com colagens e pinturas sobre superfície.

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Já a designer pernambucana Patrícia Moura exibiu belíssimos e sofisticados colares feitos de ramir, palha de arroz e sisal, todos resultantes do trabalho de capacitação que realizou com mulheres de Paraty, em parceria com o Instituto Colibri e a Associação Cairuçu.

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Trabalho de Patricia Moura com artesãs locais, o Instituto Colibri e a Associação Cairuçu.

Outra marca bacana que encontramos na feira, foi a Desudelã, da argentina Desirée. Apaixonada por Paraty, ela escolheu a cidade para viver e criar. Desirée possui extrema habilidade com o crochê! Com a técnica ela produz desde casaquinhos fofos, passando por porta-moedas em formato de ovo, morangos para fruteiras, forros coloridos para banco de bicicleta até instalações com big palmeiras e bananeiras.

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Desudelã

Já as bordadeiras da Praia do Sono produziram bolsas com bordados do rosto do autor Graciliano Ramos, homenageado da FLIP deste ano. Uma graça! O grupo costuma retratar nas peças o seu cotidiano através de bordados naif, como peixinhos, rede de pescadores, barcos, palmeiras.

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Bordadeiras da Praia do Sono

Enquanto isso, a poucos metros dali, a charmosa Casa de Cultura de Paraty tornou-se o palco de debates, abrigando o Ciclo de Palestras EcoModus, onde profissionais da área discutiram o papel da moda neste novo milênio. Patricia Sant’Anna, da Tendere, falou sobre a força da moda como economia criativa e a importância de políticas públicas para seu incentivo.

Renato Imbroisi me contou sobre sua experiência com as tecelãs do Muquem, em Minas Gerais, e da vivência que teve com artistas locais de Paraty, gente como Jubileu e Lucio, artesãos de máscaras originalíssimas, e o casal dona Madalena e seu Valentim, do Quilombo do Campinho, que realizam um lindo trabalho de cestaria e bolsas com taboa, além de talhar delicados bichinhos em madeira.

Imbroisi é um dos maiores especialistas em artesanato no país e leva sua experiência sobre o assunto também à África, onde dá consultoria junto a comunidades produtivas de vários países do continente africano. Tomamos um suco de frutas à beira da piscina da inspiradora Pousada da Marquesa,quando pude beber um  pouco do grande conhecimento sobre o assunto de Renato, que recentemente publicou um grande estudo sobre a renda brasileira.

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Casa de Cultura de Paraty

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Renato Imbroisi com os mestres Jubileu e Lucio

E por falar em máscaras, o segundo andar da Casa de Cultura abrigou a belíssima exposição “Raízes de Paraty” sobre a arte local, onde os visitantes podiam interagir com as obras, vestindo e brincando com as máscaras. Já no andar debaixo, uma homenagem à minha mãe, Zuzu Angel, com a muito bem montada exposição de painéis fotográficos “Zuzu Angel, eu sou a moda brasileira”.

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Exposição “Raízes de Paraty”

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Exposição “Zuzu Angel, eu sou a moda brasileira” faz um retrospecto da obra de Zuzu Angel

Mas as homenagens à estilista minha mãe não pararam por aí. Eu também participei de um bate-papo, que resultou emocionante, em que relembrei sua vida, obra e luta.

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A palestra sobre Zuzu Angel, em que estamos as professoras Celina de Farias e Lucia Acar, do Instituto Zuzu Angel, e eu, no palco da Casa da Cultura de Paraty

Outra figura que deu o que falar foi a indiana Kavita Parmar. Ela criou uma plataforma criativa, premiada mundialmente, em que repensa o valor afetivo do produto de moda na vida dos consumidores nesses tempos de fast-fashion, em que são consumidas peças “sem alma”, descartáveis, que duram apenas uma estação, fabricadas aos montes na China. Você algum dia já parou pra se perguntar o que há por trás deste processo de produção, quem produziu aquela peça, por que mãos ela passou até chegar a você? Qual o nome do costureiro, do modelista, da pessoa que bordou aquela florzinha, que imprimiu aquela estampa? A ideia é que cada roupa contenha uma etiqueta com um “QR code” costurado, onde o celular da pessoa que a comprou possa rastrear um pouco mais sobre a história daquele produto, sua origem e os nomes de quem o confeccionou. Uma bela tentativa de humanizar a moda. Aquela peça, sem dúvidas, deixará de ser apenas um produto e passará a ter outro valor, quando soubermos que por trás dela alguém, ou muitos, suaram a camisa para produzí-la.

Tive o prazer de conversar e conhecer mais de perto o trabalho de Kavita Parmar em um almoço no restaurante Banana da Terra em uma bela tarde ensolarada de sábado.

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Com Kavita Parmar

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O “QR code” das roupas, ideia premiada de Kavita Parmar

Uma pena que o evento só tenha durado um final de semana. Mas ano que vem tem mais e nós, certamente, o Instituto Zuzu Angel, meu blog e eu, estaremos lá novamente. Enquanto isso, vamos pensando e fomentando a sustentabilidade!

Com os parabéns à Bernadete, que, com tino, esforço e muita competência, ao lado de seu parceiro e marido, o Pedro, leva avante este sonho de, na bucólica Paraty, a cada ano, fazer o EcoFashion alçar voo, nas asas de um frágil Colibry, com o auxílio e o apoio de várias empresas e instituições dotadas de grande sensibilidade social. Aplausos para todos os envolvidos!

Fotos de Marina Giustino e Nadja Von Melentovytch

BRASÍLIA VAI TREPIDAR NA QUARTA-FEIRA

Circulam nos meios jurídico e empresarial os convites para a inauguração, na próxima quarta-feira, às 19h, em Brasília, do escritório do top potiguar Antenor Madruga Filho, em sociedade com Luciano Feldens.

Antenor, que durante 12 anos exerceu o cargo de Advogado Geral da União, foi sócio do escritório Barbosa, Müsssnich & Aragão, de 2007 até maio deste ano, atuando nas áreas de Contencioso, Ética Corporativa e Penal Empresarial.

antenor madruga filhoAntenor Madruga Filho

Ele foi também Secretário Nacional de Justiça, Diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça, Adjunto do Procurador-Geral da União, membro do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e coordenador da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).

Sua experiência internacional inclui a atuação como Presidente do Grupo de Peritos em Cooperação Internacional e Vice-Presidente da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional.

Chefiou a delegação brasileira nas negociações de tratados de assistência mútua judiciária em matéria penal entre Brasil e Alemanha, Espanha e China, tendo participado da negociação de vários outros tratados.

Antenor foi Consultor do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC).

Compõem o novo escritório, juntamente com Madruga e seu sócio, Luciano Feldens, os advogados Ana Belotto, Guilherme Werneck Ramos, Rafael Ferreira de Siqueira, Raphael Correia e Daniela Christovão.

Brasília vai trepidar…

CASAMENTO DO PRESIDENTE DA CÂMARA

henrique_alves_noiva_jotaoliveirafoto google/ bocão news

Foi com festa fechadíssima para 120 pessoas o casamento, em Natal, do presidente da Câmara, deputado Henrique Alves e a jornalista Laurita Arruda (foto acima). Ela usou um André Lima. A cerimônia foi na casa de Felipe, filho de Fernando Bezerra, donos da Construtora Ecocil. Fernando é cotado para ser governador. É ex-Ministro da Integração.

O casamento consistiu, na verdade, numa bênção religiosa, pois Henrique, já casado anteriormente na igreja católica, não pode celebrar segundas núpcias.

SYLVIA BANDEIRA, UMA PERSONALIDADE SEDUTORA, NA TRAVESSA

Burburinho na Travessa de Ipanema, fila enorme na sessão de autógrafos de Sylvia Bandeira, que lançava seu livro Mamãe costura e esta noite vou te ver pela Editora Apicuri, com direito a salgadinhos regados a vinho e champagne de Murilo Avellar. No livro, Sylvia, 35 anos de carreira, conta histórias desde criança, passando pela adolescência e as conquistas de mulher.

A atriz ganhou mimos e flores e se encantou com a caneta Mont Blanc, presente do marido, Carlos Eduardo, que usou para dar autógrafos. Foram mais de 300 convidados prestigiando. Amigos de fé. Marília Pêra, Jacqueline Laurence, Alcione Mazzeo, Isabelita dos Patins, Edwin Luisi, Renata Fraga, Liliana Rodriguez.

Sylvia é uma personalidade sedutora. Uma pessoa real num mundo de irrealidades, caras, poses, bocas e famas. Isso a distingue e aproxima de todos, fazendo-a amada por quantos a conhecem mais de perto, e que passam a torcer por ela e admirá-la como pessoa e como talento de fato. Uma legião enorme de admiradores. Entre eles, eu, por exemplo!

Bandeira-DSC_8469  Sylvia Bandeira e Edwin LuisiSylvia Bandeira com Edwin Luisi

Bandeira-DSC_8464  Sylvia Bandeira e Vânia Badim

Com Vania Badin

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Com Luís Alberto Py, autor da orelha do livro, que deve ser lido, pois é um relato encantador, que prende a atenção do começo ao fim

Bandeira-DSC_8419 Gisela Amaral e Sylvia Bandeira

Com Gisella Amaral

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Com Tony Mayrink Veiga

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Com Antonio Pitanga

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Com o jornalista Luiz Carlos Lourenço

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Com Fernando Reski, gravando entrevista para o programa de TV Gente carioca

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Lavinia Vlasak

Bandeira-DSC_8255  Beth Serpa e José Lamego

Beth Serpa e Geraldo Lamego

Bandeira-DSC_8407 O casal Edmar Fontoura e Katia Spolavori

Edmar Fontoura e Katia Spolavori

Fotos de Cristina Granato e Daniel Marques

OS ATORES DE JULIETA REGADOS A CHÁ DE ANGÉLIQUE PARA HILDE (2)

Como faz todos os anos, minha amiga Angélique Chartouny prestou-me uma homenagem reunindo meus amigos. Desta vez foi com um happy-hour-só-mulheres, na Casa Julieta de Serpa. Chá e sucos com direito a um show espetacular relatando os grandes momentos da história do cinema de Hollywood. Foi bonito, comovente, amigo e terno. E o show é uma experiência daquelas que a gente não pode perder a oportunidade de ir conferir, aplaudir e recomendar. Palavra de Hildezinha, e nela vocês confiam 😉

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Angélique Chartouny

Chá-Cinthya Ventura  Joana Maria Teixeira  Calliope Marcondes Ferraz  Hilde e  Fátima TostesCinthya Ventura, Joana Maria Teixeira, Callíope Marcondes Ferraz, eu e Fátima Tostes

Chá-Ariadne Coelho e Giovanna Priolli IMG_9149Ariadne Coelho e Giovanna Priolli

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Beth Serpa e Alayde Rocha Neves

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Mariza Coser e Andrea Rudge

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Monica Clark

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Lucia Regina de Lucena e Vilma Guimarães Rosa

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Isis Penido

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Maria Luiza de Mendonça e Margareth Padilha

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Isa Chloris Alvarenga e eu

Chá-IMG_8954Monica Clark, Andrea Rudge, Mariza Coser, Angélique Chartouny, Isa Alvarenga, eu e Conceição ‘Mimi’ Bueno Brandão, representando minha mãe, Zuzu Angel, de quem foi contemporânea em Belo Horizonte e uma das maiores amigas (e Mimi também teve um filho perseguido político)

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Celina de Farias e Alda Soares

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Mariza Gomes da Silva, que disse à Angélique há um mês, quando foi convidada, que viria de Belo Horizonte especialmente para o chá de aniversário, e veio!, eu toda contente com o carinho dela, a joalheira Henriqueta Hermanny (rainha das pedras lindas e límpidas) e a embaixatriz Michele Corrêa da Costa

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Lucia Grossi e Sonia Simonsen

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Embaixatriz Michele Corrêa da Costa e Cookie Richers

Chá-IMG_8930Sonia Simonsen, Monica Clark, Hilde mostrando o colar de quartzo rosa presenteado pelas amigas, que fizeram “little cow” e compraram na Agnus Dei (design da Chiara Magalhães), e Renata Fraga

Fotos de Veronica Pontes e Marcelo Borgongino

CHÁ COM SHOW DE ANGÉLIQUE PARA HILDE

O Chá na Julieta de Serpa, oferecido por Angélique Chartouny, foi um presentaço não apenas para mim, mas para todas as 60 convidadas brindadas com a apresentação do show Hollywood especialmente para nós. Uma vibração extraordinária. Alegria contagiante. E todas saíram sob o impacto daquele show de talento, perfeição, profissionalismo, vozes impecáveis. Que bom saber que no Rio de Janeiro há em cartaz uma encenação de tamanha qualidade, em que podemos ir e levar os amigos sem susto nem receios, seguros de que faremos o melhor dos programas, e que a Broadway até perde, porque o show, meus amores, ainda tem a vantagem de ser com notáveis artistas brasileiros. O que prova o nível de amadurecimento e profissionalismo de nossos artistas.

Parabéns à Angélique querida, e não a mim, a aniversariante, que nos proporcionou momentos maravilhosos. Aos artistas da Casa Julieta, diretor, produção, à figurinista Beth Serpa, ao empresário e gestor cultural Carlos Alberto Serpa, por seu tino e coragem de investir no que é puro amor e entusiasmo, pois teatro, sabemos, não dá camisa a ninguém.

E parabéns a mim, pelo privilégio de ter e cultivar tantas amizades maravilhosas ao longo da vida. E lá estavam elas, mais uma vez, me afagando, apoiando, acompanhando. Muito obrigada!

No final, chegou a segunda grande surpresa da tarde, que me emocionou, depois do “Hello Hilde” (vide abaixo): meu marido, Francis, que não avisou e foi me prestigiar!

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Chá-IMG_8718Eu, o bolo e, em volta, Mimi Bueno Brandão, Maria Lucia Gautiero Jardim, Heloisa Lustosa, Lucy Sá Peixoto, Chica Dutra, Isa Chloris Alvarenga, Vilma Guimarães Rosa e os artistas da Companhia Julieta de Serpa de Teatro

Chá-IMG_8758Serpa cumprimenta e as amigas aplaudem – olha lá a Odaléa Brando Barbosa (a casa dela é aquela rosa, da família do César, em Amor à vida)

Chá-IMG_8471A grande surpresa foi quando meus amigos atores-cantores-dançarinos da Companhia Julieta de Serpa trocaram a letra de “Hello Dolly” para Hello “Hilde” e vieram me saudar na mesa cantando a música. Eu AMEI! Por pouco não saí dançando com eles também. Mexe comigo, mexe!

Chá-IMG_8538Ao fim da sequência belíssima sobre Walt Disney, Cinderela, Branca de Neve, Bela e os príncipes foram a-plau-di-dís-si-mos. O show é imperdível.

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Chá-Show Hollywood (9)As sequências do show inspiradas em Carmen Miranda e em “Cantando na chuva”. Demais! Demais! E os figurinos de Beth Serpa são absolutamente impecáveis. Profissionalismo em todos os detalhes..

E OS FAVORITOS AO OSCAR DO FESTIVAL DO RIO SÃO A PM, OS MANIFESTANTES E O JOÃO VELHO

A noite do Odeon para convidados da grande prémière do Festival de Cinema do Rio foi na verdade a estreia do Festival da Polícia. Porque, em vez de artistas, o que mais se viu brilhando no red carpet foi a PM. Havia policiais para compor os casts de várias produções cinematográficas. Um épico da polícia. Tropa de Elite perde.

Foram diversos batalhões ‘de choque’. Mas os batalhões de chiques tiveram que entrar em disparada pelo tapis rouge, aos aplausos de “vaca”, “piranha”, “safada”, “cachorra” e outros adjetivos de baixo “escalão”, e saíram pelo tapete vermelho dos fundos do cinema. Socorro! Onde está o glamour?

Assim, não houve a usual sessão de caras, bocas, fotos, holofotes, entrevistas, no tapetão do lado de fora, para a galera do sereno assistir e ir ao delírio. Ela delirou foi com os manifestantes, que estão cada vez mais criativos e promovem verdadeiras performances, num teatro do oprimido como nem o Boal jamais imaginou, fazendo caricaturas políticas, trocando letras de músicas conhecidas, como “Não me convidaram para essa festa rica”, arremessando rolos de papel higiênico “para limpar a sujeira” do foyer do Odeon, que seriam “os convidados globais”, e também mirando nos apresentadores de microfone, vestindo black-tie, que eram acompanhados de sonoros gritos de “vaca”, “bruxa” e demais carinhos.

Houve também a “hora da fogueira”, quando cercaram uma pilha de papel higiênico e tocaram fogo, como num ritual tribal, em plena Cinelândia, enquanto um deles dava saltos e sacudia o corpo e seus companheiros gritavam, numa suposta sessão de exorcismo, “sai desse corpo que não te pertence!”, nominando vários políticos municipais, estaduais e federais. É, gente, a coisa fugiu mesmo do controle.

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Os manifestantes não são muitos, mas parecem obstinados, ferrinhos de dentista, carrapatos empedernidos, daqueles que nem fósforo em brasa consegue desgrudar da pele e que não se encabulam de fazer qualquer grosseria pesada.

Daí que não vemos mais em tais efemérides no Rio sequer as equipes fofas do CQC e do Pânico, antes cativas. Pois, se eles são chatos e inconvenientes, os manifestantes sabem ser muito mais. E verdade é que poderia sobrar pra eles também…

Já que não podem usar máscaras, os manifestantes levaram bonecos de rostos mascarados, espetados em cabos de vassoura, e passeavam com eles para lá e para cá, sem serem incomodados pela polícia. E diziam pros PMs, provocando: “Boneco mascarado pooooode”. Ou então: “Tira a máscara do boneco, ele pode ser preso”. “Ó, não prende não, o boneco é ‘di menor’, olha o Conselho Tutelar”. Um deboche total com a corporação.

Nossos policiais tiveram um desempenho extraordinário. Digno de uma Noite do Oscar no Chinese Theatre em Los Angeles. Com nervos de aço e autocontrole de ferro, se mantiveram impassíveis, com fisionomia de paisagem. Nem a guarda da Rainha da Inglaterra faria igual. Enfrentaram tanta descompostura, tanta, que um PM mais esquentado teve um treco, um surto, um tique tique nervoso, e começou a chutar o alambrado de ferro a esmo, derrubando as grades. Foi um pânico geral, um salve-se quem puder, e o povão, do lado de fora, mais os convidados elegantes, no lado do tapete vermelho, debandaram geral. Nessa hora deu medo.

Resumo da ópera: as manifestações viraram o grande hit da temporada carioca. São criativas, teatrais, sem limite e, pra quem gosta de MMA, muito violentas, assustadoras mesmo. Basta vestir capacete, joelheira, tornozeleira, cotoveleira, ombreira, enfim, o kit Robocop que você tiver em casa, e ir assistir a esses espetáculos trash gratuitos, que rolam no Rio de Janeiro a todo vapor, a cada evento que atraia mídia. Mas, aviso, não leve máscara, pois senão pode levar porrada também.

PS: Assim como gostam de acusar e generalizar, os manifestantes precisam se informar melhor sobre as pessoas que atacam, acusam, ofendem. Vou dar dois exemplos pescados nesse episódio do Odeon.

A engajada atriz de esquerda Letícia Sabatella foi uma das agredidas verbalmente. Logo ela, das poucas do meio artístico nacional que mantém uma posição política totalmente independente e corajosa (e elas devem ser três ou quatro, se tanto). Não é exibida, não é desfrutável e é legítima, na contramão da bobajada que muitos artistas dizem e fazem.

Quem se manifesta precisa se informar, não dá para misturar assim o trigo com o joio.

Outro que ficou pasmo com a agressão foi o João Velho, filho do Paulo César Pereio com a Cissa Guimarães. Teve uma hora que ele foi lá fora fumar um cigarrinho e ouviu tanto desaforo que resolveu ir tomar satisfação. Os “homens de preto” do Odeon tentaram segurar, mas o rapaz não se fez de rogado: “Vou lá resolver essa parada”. E foi. “Por que é que vocês estão me xingando? O que eu fiz? Sou trabalhador como vocês”. Um manifestante perguntou: “O que você acha da Globo ter sonegado impostos?”. Ele: “Se é verdade, acho péssimo”. E voltou para o cinema.

João Velho, meu novo velho ídolo, não à toa é filho do Pereio e sobrinho do meu saudoso amigo Pingo, o combativo homem de cultura dos Pampas!

odeon 2Fotos e relato a esta colunista de Anselmo Silva, meu repórter do sereno

 

DEPUTADO ANDRÉ CORRÊA RECLAMA QUE O ESTADO DO RIO DE JANEIRO SE COMUNICA MAL

deles e delasO deputado André Corrêa, no centro da foto, é o entrevistado que estará na berlinda no programa Deles & Delas, no sábado, 22 horas, na CNT, entrevistado pelos apresentadores Leleco Barbosa e Alda Soares, por mim (de blusa azul) e pelo professor Antonio José Vieira de Paiva Neto, subsecretário de Gestão da Rede e de Ensino.

Segundo André, líder do governo na Alerj, o Estado do Rio de Janeiro se comunica mal com a população, que desconhece várias conquistas deste governo, como o fato de o piso salarial de professor do Rio de Janeiro ser atualmente o mais alto do país.

Outro fato não sabido e anunciado na entrevista pelo deputado André Corrêa é que todos os cargos técnicos da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro passarão agora a ser exercidos por funcionários de carreira, escolhidos pelo critério da meritocracia, e não mais por indicações políticas, como sempre aconteceu. Inclusive os subsecretários, caso da função do subsecretário presente no estúdio. Um grande progresso, que contribuirá para a qualidade do ensino no Estado.

André é um deputado bem articulado, preparado, que faz lembrar aqueles parlamentares de antigamente. Um político que defende bandeiras. Nos últimos anos, ele abraçou a defesa da moda, com a elaboração da Lei da Moda, reduzindo o ICMS e conferindo grande impulso à produção, às feiras e exposições. Agora, volta seu olhar para a moda no campo da cultura e da memória. O que é alentador.