Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

Dom João VI, Carlota Joaquina, Leopoldina, Domitília, Amélia e Lily Marinho lembradas na noite do Casarão Cesgranrio

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O Casarão Neoclássico do Rio Comprido abriu as portas na segunda noite das inaugurações para outra degustação cultural. No cardápio, como primeiro prato, a remontagem do espetáculo sobre a Chegada da Família Real, que foi apresentado há seis anos na mansão do Cosme Velho, de Roberto Marinho, em jantar de Lily Marinho, celebrando os 200 anos da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil. Leia aqui.

Lily distribuiu 150 convidados em mesa única em U, dividida em dois planos, no ambiente do jardim, tendo um grande plotter, ao fundo, reproduzindo um óleo de  Nicolas Antoine Taunay, pintor que veio na Missão Francesa.

O menu repetiu as preferências da Corte, os pratos eram de época, ingleses, de prata. Os convidados assistiram ao espetáculo enquanto jantavam. Garçons serviam de casaca e luvas. Todos do staff da Casa Julieta de Serpa, bem como os atores da encenação.

À entrada, os convidados eram saudados por um Napoleão Bonaparte fabuloso – a cauda de sua capa de veludo e arminho descendo escadaria abaixo – fazendo alusão ao responsável pela vinda da família real para nossa terra. Hebe Camargo, Fernanda Montenegro, Marília Pêra, Christiane Torloni, Leticia Birkheuer, um time de divas disputava as atenções com os flamingos dos jardins.

O vice-presidente da República, José Alencar, e dona Marisa. O príncipe dom Pedro de Orléans e Bragança, e dona Fátima, representando seus antepassados. O cônsul-geral de França, Hugues Goisbault. Os mais importantes empresários do país. As herdeiras do Bradesco e do Itaú. 

O impacto da apresentação, a expressão cultural, histórica e diplomática da iniciativa,  a beleza da noite, o conjunto da obra, o jantar, o espetáculo artístico valeram para a anfitriã Lily Marinho a comenda da Ordem do Rio Branco, proposta pelo Vice Presidente da República, José Alencar. Para o professor Carlos Alberto Serpa, houve o convite para reapresentar sua encenação em Brasília, no Ministério das Relações Exteriores, com toda a Corte da República aplaudindo o desempenho da Corte monárquica de Portugal.

Pois numa noite iluminada pelos spots do jardim, que refletiam sobre uma grande escultura de Nossa Senhora da Glória e um laguinho com fonte redonda, e refrescada por uma chuvinha necessária nesse tempo seco, os Serpa deram a um minúsculo grupo de aliados, parceiros e colaboradores da Fundação Cesgranrio o privilégio de reviverem aqueles momentos únicos até então. 

Era o Segundo Ato da inauguração do Casarão Cultural Cesgranrio, que na manhã de hoje teve seu evento final da abertura, com bênção de Dom Orani Tempesta, concerto campal de Orquestra Sinfônica e breakfast.

E aguardem o Grande Jantar de Gala de Maria Antonieta, em data a ser marcada.  

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Carlota Joaquina, descrita como “horrenda”, pelos historiadores, e Dom João VI desembarcam no Brasil. Os figurinos são de Beth, o texto do próprio Serpa.

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Dona Maria, a Louca, vê fantasmas, enquanto Dom João VI empreende um reinado com muitas realizações, trazendo grandes progressos para o país com sua estada aqui

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Carlota Joaquina, a rainha fogosa, chamava o Brasil de “terra de negros e carrapatos”, mas, segundo seu texto na peça, bem que era chegada num afro de Debret

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Dom Pedro I se encanta pela princesa austríaca Leopoldina, a primeira Imperatriz do Brasil…

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… e no início tudo são flores…

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… até surgir a sensual paulista Domitília, a Marquesa de Santos, aqui à direita na foto

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Morre Leopoldina e a corte europeia providencia uma nova imperatriz para o Brasil: dona Amélia, neta de Maximiliano José, rei da Baviera, e neta pelo lado paterno de Josephine Bonaparte

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Dom Pedro I repudia a Marquesa por Amélia

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Ao final da encenação histórica, o entusiasmo da plateia é grande

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Em seguida… a Cesgranrio Jazz Band

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A crooner Sara… não, não é a Vaughan, é a Sara Marques mas a voz também é uma delícia

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Serpa e a educadora Maria Helena Guimarães, que voou de Campinas especialmente para a celebração, abrem a dança. No  governo FHC, Maria Helena coordenou o  Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, que implantou o sistema de avaliação no ensino brasileiro com o Provão…

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… O swing era bom… da orquestra e dos dançarinos…

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… Maria Helena, que trabalhou com o ministro Paulo Renato de Souza, chegou a ser cotada para substituí-lo, quando ele deixou a pasta…

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… ela entende de Educação e de Evolução

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O maestro Eder Paolozzi da orquestra Cesgranrio

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O baterista Ayres com os cantores Sara Marques e Santiago Villalba

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Beth Serpa, a Dama do Casarão, vestiu-se toda no tom saumon, até no colar Art-Déco. Muito chic.

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Paula Almeida, de Pucci turquesa, como uma onda no mar

Dom João Gisela Amaral e Berh Serpa

Gisella Amaral veio direto do aeroporto, de São Paulo, onde passou a noite no velório do cunhado, Henrique Amaral, irmão caçula e grande parceiro do Ricardo em vários empreendimentos. Ela abraçou os amigos, assistiu ao espetáculo e foi pra casa fazer companhia ao marido, sem jantar nem ouvir a orquestra de jazz.

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Carlos Alberto Serpa cercado pelas jovens e talentosas atrizes da companhia estável de teatro da Casa Julieta de Serpa: Etiene Mascarenhas, Camila Lourenço, Roberta Spindel, Luisa Schukrig, Ana Padilha, Dedeh Melo 

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Maninha e Leleco Barbosa

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As professoras Nilma Fontanive e Vanessa Garciadom Santiago Villalba e Belita Tamoyo

O cantor ator Santiago Villalba e Belita Tamoyo

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Professor Antonio Celso, prestes a ser empossado Imortal da Educação, e Monica Pereira

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Com minha querida amiga Lilian Gurgulino, que já embarcou para Paris

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Roberto e Maria Judith Lins e Imacaia Galvão

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 Paula Almeida, Sara Marques e Mariza Monteiro

Fotos de Marcelo Borgongino

Fim de ArtRio, IDA e Joia Brasil, com sucesso total contrariando partidários do ‘quanto pior melhor’

Reunindo algumas das importantes galerias internacionais e as mais importantes do país, a ArtRio 2015 encerrou hoje sua 5ª edição, com uma frequência alucinante, filas descomunais, vibração que contagia e grandes vendas contrariando as previsões dos partidários do quanto pior melhor.

Eram 11 países representados – dos Estados Unidos ao Uruguai, passando por França, Itália, Espanha, Argentina, Japão, Reino Unido, Portugal, e as pequenas em territórios e grandes em colecionadores, Suíça e Luxemburgo. Muitas galerias novas, artistas novos em que o mercado aposta suas fichas, e os marchands rindo de orelha a orelha (as galerias estrangeiras principalmente).

A ArtRio é uma generosa Zona Franca das Artes, onde não se paga imposto. E isso mesmo nessa época de crise, em que o país cata farelo e sobe imposto até da cesta básica.

Com suas cestas básicas de arte contemporânea abastecidas, desfilaram os mais belos nomes do nosso cenário, tornando o shopping cultural do Cais do Porto ainda mais atraente e vibrante. Na verdade, mais do que vibrante, pulsante, com aquela inacreditável multidão, que acorreu ao Píer Mauá todos esses dias, feliz por participar de um evento de tal prestígio e qualidade.

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Andrea Marques

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Light designer Maneco Quinderé

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Cris Pinheiro Guimarães

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Silvio Tendler, o documentarista

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Julia Morales e Dominique Valansi

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Laura Dias Leite e Aparecida Marinho

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Aline Fanju

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Antonia Leite Barbosa e Katia Mindlin

IMG_1538 luciana caravello e alexandre mazza _AGi9_Murillo Tinoco_pGalerista Luciana Caravello e Alexandre Mazza

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 Sabrina Correa entre Dayse Stewart e Narcia Lema

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Carol Machado & baby girl

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Alexandre Barillari

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Paulo Lopes e Ana Maria Tornagui

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Guida e o ecológico Carlos Minc

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Galerista Luciana Sève

IMG_1593 ney latorraca_AGi9_Murillo Tinoco_pNey Latorraca, o mito

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Carolina Jabor, cineasta

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Elsaine Von Blanckenhagen em dois momentos Sheika do Qatar. Na foto acima com Nicolas Martin Ferreiro

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Beto Silva foi de saia e blusa

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Antonia Frering

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Momento Sudbrack

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Glenda Kozlowski e Luís Tepedino

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Adriana Mattoso e Mario Cohen

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Antonio Calloni e Ilse Rodrigues

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Erika Mader

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Totia Meirelles

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Julio Bueno

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Ingra Liberato

Fotos Murillo Tinoco e Udo Kurt

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Simultaneamente à ArtRio 2015,  aconteceu, no Pavilhão 4, a IDA, em sua segunda edição, uma feira de design voltada sobretudo para o mobiliário, ambientes, iluminação. Tudo a ver com o momento em que acontece, também na cidade, a Casa Cor. Sem esquecer a parte de design de joias, com o Joia Brasil em sua 16ª edição nacional, como sempre liderado pela Anna Clara Herrmann, com os joalheiros super satisfeitos com a visibilidade e os contatos.

Eram 14 artistas joalheiros e uma multimarca de joias espalhados em 11 vitrines concebidas pelo cenógrafo e arquiteto Mario Santos.

Anna Vivacqua, com suas joias tattoo. Bia Vasconcellos, famosa pelos aneis soberanos e que desta vez aconteceu com um colar de turmalinas. Francisca Blanquier Lessa Bastos, que tem suas joias vendidas em  Miami e em NY. Gianfranco Cacciola, que utiliza o ródio negro em suas peças. Isabella Escudero, causando com seu colar “Raízes”. A Joyá de Lara Máder. Leilah Costa, Lídice Caldas com seu colar “Cristo”, Lucia Lima arrebentando com seus colares patuás que estão no SoHo – NY.

A coleção “Terra Brasilis”, de Luisa Schröder em parceria com a joalheria paulista Grifith. O brinco “Gaiola” de Nelusha Araújo. A pedra Agathas Geodo, usada nas joias de  Nely Mazorra. Camila Cunha e Maria Frering e suas joias “astronômicas”. Joias místicas de Yara Figueiredo.

Muito bom, muito bom.

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A joalheira carioca Henriqueta Hermanny e a baiana-pernambucana Lúcia Lima

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Os pátuas famosos de Lúcia Lima

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Úrsula Corona

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Geraldo Lamego

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Patrícia Mayer, Viviane Grabowsky e Solange Medina

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Lidice Caldas e Yara Figueiredo

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As joias de Yara e Lidice

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Rosane Nashbar e Fernanda Guelmann

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Tania Caldas e Gustavo Gonçalves

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Zulma Mercadante entre  Orlando Diniz e Ursula Corona

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Paula Bergamin e Gianfranco Cacciola

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Beatriz Andrade e Leilah Costa

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Camila Cunha e Maria Frering

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Joanna Furtado e Iná Arruda

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Bia Vasconcellos

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Anna Clara Herrmann e Fernando Jannuzzi

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Philipa Fontenelle Georgia Bonisson e Bebel Sades

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Amanda e VanVan Seiler

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Luisa Schroder

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Nely Mazorra, Gianfrancesco Cacciola e Anna Vivacqua, a das inspiradas joias tattoo

Fotos Vera Donato

 

Rio ganha palacete neoclássico com proposta de revitalizar toda uma região da cidade

IMG_3148Este casarão neoclássico do Rio Comprido, da Fundação Cesgranrio, no passado pertenceu aos Rocha Miranda, família das mais tradicionais e elegantes do Estado do Rio de Janeiro. Seus dois grandes salões, batizados com os nomes dos patronos da Cesgranrio, respectivamente os professores Newton Sucupira e Heitor Gurgulino, serão destinados a eventos culturais. Exposições, concertos, encenações, leituras.

Quando Carlos Alberto Serpa ousou o desafio de restaurar o imóvel, totalmente abandonado, corroído pelo tempo, aos pedaços, ninguém poderia supor no que ele se transformaria. Para isso, bastaram 13 meses, tendo o arquiteto Jorge Delmas à frente de seis equipes de empreiteiros e o apoio fundamental de Beth Serpa.

A abertura acontece em três etapas. Na quinta-feira, houve a inauguração dos dois salões, com descerramento das placas e dos retratos dos patronos.

Serpa, de improviso, falou do apoio, em seu início de carreira como educador e gestor na área de ensino, recebido do professor Newton Sucupira, primeiro a acreditar em seu sonho de criar a Fundação Cesgranrio, e posteriormente do professor Heitor Gurgulino.

A professora Maria Judith Sucupira Lins agradeceu em nome do pai, já falecido. Em seguida, falou o presidente da Academia Mundial de Arte e Ciência, com sede na Califórnia, nos Estados Unidos, o professor Heitor Gurgulino.

Acompanhado de sua Elizabeth Taylor particular, a Lilian, Heitor agradeceu a homenagem contando como, em 1970, ele, reitor da Universidade de São Carlos, conheceu Serpa, então um jovem professor, mas já com função importante no setor de orçamentos universitários do MEC.

Dois anos depois, Heitor dirigia o Departamento de Assuntos Universitários do Ministério e Serpa era vice-reitor da PUC quando foi comunicá-lo de sua eleição, pelas 10 universidades integrantes da Fundação Cesgranrio, como seu primeiro presidente.

Isso foi há mais de 43 anos. Nesse tempo, além desta sólida e sincera amizade, cresceu e se consolidou com extraordinário sucesso a Fundação Cesgranrio, “espalhando frutos de suas realizações por todo o território nacional”, palavras do orador.

Heitor enfatizou: “Graças às mãos firmes e fortes do professor Serpa, sua inteligência brilhante, extraordinária capacidade, criatividade fora do comum e a especial generosidade de seu coração… dons esses que Deus lhe deu… até o dia de hoje!”.

Falou com a propriedade de quem conhece bem e de perto – amigo-irmão. E com a isenção de quem já andou na idade bem mais longe, pelo menos 15 anos à frente, nos seus 87 anos “bem vividos”, como fez questão de frisar, ao lado da companheira de olhos azuis, cujo brilho jamais se extingue.

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Heitor e Lilian, com o vestido na cor da bandeira da Cesgranrio

Carlos Serpa, Heitor e Lilian Gurgulino

O presidente da Fundação Cesgranrio, Carlos Alberto Serpa, o presidente da Academia Mundial de Arte e Ciência, Heitor Gurgulino, e Lilian Gurgulino, brilho nos olhos azuis que jamais se extingue…

No programa daquela noite, a apresentação da peça, escrita por Serpa, Le Sacre, sobre Napoleão Bonaparte. A encenação abrangeu os dois salões, fazendo com que o público se deslocasse de um para o outro. Muitos aplausos, cumprimentos aos atores, ao autor, à figurinista Beth, e estavam definitivamente abertas para o Rio de Janeiro e a cultura brasileira as portas daqueles salões magníficos, com seus lustres de cristal rutilante.

Passamos ao jantar, com serviço e menu da Casa Julieta de Serpa, mesas com toalhas de damasco dourado. Uma noite linda!

Os convidados eram os membros da Academia Brasileira de Educação, membros dos conselhos de Cultura e de Educação da Fundação Cesgranrio e de seu corpo de funcionários e alguns poucos amigos. O acadêmico Gabriel Chalita, secretário de Educação da Cidade de São Paulo, voou especialmente para vir comemorar mais esta conquista de seu amigo Serpa.

Uma celebração exclusiva, agradável, memorável.

No dia seguinte, a festa continuou, com mais comemoração, mais teatro, jazz, dança, jantar e amigos.

Na segunda-feira, nove e meia da manhã, o cardeal arcebispo Dom Orani Tempesta estará lá abençoando a imagem de Nossa Senhora da Glória, escultura de Mazeredo em mármore Carrara branco, no jardim da Fundação, seguindo-se concerto da Orquestra Sinfônica Cesgranrio e breakfast para os convidados.

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Beth Serpa, na primeira noite de abertura do Casarão Cesgranrio

Carlos Alberto Serpa, Arnaldo Niskier, padre Josafá e Gabriel Chalita

Professores Carlos Alberto Serpa, Arnaldo Niskier, Josafá Carlos de Siqueira (reitor da PUC) e Gabriel Chalita

Carlos e Angela Muniz. Maria José e Ronaldo Cavalheiro

O secretário de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz e Ângela, e Maria José e Ronaldo Cavalheiro

Carlos Serpa e Antonio Celso Pereira - reitor da PUC

Serpa e o ex-reitor da UERJ, Antonio Celso Pereira

Carlos Serpa e Marcelo Calero secreta municipa da cultura

Carlos Alberto Serpa e o secretário de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Calero

Elaine Freitas, Aline Souza Nakajima e Vanessa Garcia

Elaine Freitas, Aline Souza Nakajima e Vanessa Garcia

Jorge Delmas e Leticia Migani

O arquiteto Jorge Delmas e Leticia Migani

José e Carol Ribeiro , Cristina e Claudio Aboim

José Carlos e Carol Murta Ribeiro, Cristina e Cláudio Aboim

Leandra e Marcos Simões

Leandra e Marcos Simões

Leandro Bellini,Vanessa Garcia e Urbano Lopes

Leandro Bellini, Vanessa Garcia e Urbano Lopes

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Maria Célia Moraes e seu chanelzinho, na corte de Napoleão

Maria José Cavalheiro

Maria José Cavalheiro

Pietro Novelino

O professor Pietro Novelino 

Francis Bogossian, Walter Moraes e Heitor Gurgulin

Francis Bogossian, Walter Moraes e Heitor Gurgulino

Carlos e Angela Muniz

Carlos Alberto e Angela Muniz

Maria Celia Moraes e Ruth Niskier

Maria Célia Moraes e Ruth Niskier, que na mesma tarde recebeu as amigas no Copacabana Praia Hotel para palestra do cineasta Cacá Diegues

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Miriam Dauelsberg e Margareth Padilha

Paulo e Eva Alcantara Gomes e José Dias

Paulo e Eva Alcântara Gomes e José Dias 

Roberto Boclin, José Pinho, Carlos Serpa, Paulo Alcantara Gomes e José Dias

Roberto Boclin, João Maurício de Araújo Pinho, Carlos Alberto Serpa, Paulo Alcântara Gomes e José Dias

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Roberto e Letícia Migani

Roberto e Maria Judith Sucupira Lins

Roberto Hugo e Maria Judith Lins

Angela Muniz e Hildegard Angel

Angela Muniz e eu

Angela e Carlos Muniz e Marcelo Calero

Angela Muniz, os secretários Muniz e Calero
discurso de Carlos Serpa

Serpa discursa, assistido por Beth Serpa, Carol e Murta Ribeiro, Gurgulino e Lilian, Boclin ao fundo

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Gurgulino descerra seu retrato

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Na foto da parede, com o fardão de acadêmico da Educação

Maria Judith Sucupita Lins inaugura o salão com o nome do sócio Fundador da Cesgranrio- Newton Sucupira-

Maria Judith Sucupira Lins, descerra a cortina que encobre o retrato de seu pai, professor Newton Sucupira

 

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Abaixo, vejam as cenas da peça Le Sacre, sobre a trajetória de conquistas de Napoleão Bonaparte, até sua coroação como Imperador da França na Catedral de Notre Dame, reproduzindo a  cena da pintura histórica a óleo, de Jacques-Louis David, retratando o momento em que Bonaparte toma a coroa das mãos de Pio VII e se auto-coroa, restando ao Papa apenas abençoar a coroação.

A pintura de David sintetiza todos os padrões do neoclassicismo e não poderia haver referência artística mais adequada para inaugurar um casarão neoclássico, que se propõe a ser um centro propagador de arte e cultura e instrumento de revitalização de toda uma região da cidade – Rio Comprido, Santo Cristo, Catumbi – que, no início do século passado, abrigou as grandes residências, point dos saraus da aristocracia.

O Casarão Cesgranrio ambiciona, juntamente com o Centro Cultural Le Buffet, logo em frente, com os dois teatros deste complexo prontos e em pleno funcionamento, fazer daquela região o SoHo carioca.

Disposição, talentos, organização, competência e ambição para isso já há.

Agora é cumprir o percurso.

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O crieur  de libré (Caio de Paiva), embaixador Bernadotte (Roberto Padula) encanta-se por Desirée (Etiene Mascarenhas)

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Napoleão e seu irmão, Louis (Gustavo Chermont)

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Napoleão (Bruno Torquato) cumprimenta Josephine

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As cunhadas de Josephine (Dedeh Melo) carregam sua cauda

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A coroação, conforme o quadro famoso de Jacques-Louis David, visto abaixo

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Napoleão Bonaparte, já com a coroa, que teria um cravo da Coroa de Cristo, faz seu juramento 

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A espada usada na encenação é réplica da original, e tão pesada quanto… coitado do cardeal (Flavio Back).

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Papa Pio VII (Josias Azeredo) prepara Napoleão para receber a coroa

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… e abençoa Napoleão. Foi o que lhe restou fazer.

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Será que os imperadores de fato eram tão bonitos como estes do ato?

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E a beleza dos figurinos? Réplicas precisas, supervisionadas por Beth Serpa.

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Só restou a esta súdita, diante de espetáculo de tamanha beleza para os olhos, beijar a mão do soberano

Fotos de Marcelo Borgongino

Na Casa dos Cocares, da Casa Cor, um almoço com muito cacique e pouco índio…

Só mesmo uma paulistana bem articulada como Marina Linhares para realizar o mais carioca dos almoços da Casa Cor, na Villa Aymoré. Em vez de receber para drinks e depois levar os convidados para almoçarem no restaurante (assinado pelo sempre impecável Luís Fernando Grabowsky), ela optou por receber como se fosse em sua própria casa.

Abriu as portas da Casa dos Cocares, com projeto interior e decoração dela, e celebrou o Rio de Janeiro, o montão de amigos que tem por aqui e, importante, seus parceiros homenageados: o antiquário Arnaldo Danemberg, a designer Etel Carmona e a Entreposto, dos revestimentos.

São de Danemberg várias das peças de mobiliário antigo, que ele garimpa na França, na Inglaterra, em Portugal. O armário estante, logo na sala pequena do living, que Marina emoldurou com estante de madeira branca bem contemporânea ocupando a parede inteira, e “causou” geral – só elogios. A mesa-bureau, a mesa redonda com cadeiras, algumas das caixas da Coleção Danemberg, que criaram fama. Sem esquecer a apaixonante caixa de engraxate, encostada à parede sob a janela do quarto do casal. Prática, antiguinha, linda.

Das peças de design de Etel Cremona, vistas por toda a parte, destaco a poltrona estruturada sobre um par de Gs. Poderia se chamar Poltrona G, de Gouthier. Foi nela que a embaixatriz Laís Gouthier reinou com seu olhar de Raio Triple X. Viu tudo, percebeu tudo, definiu tudo, com sua grande elegância de soberana sem soberba. The right woman in the right seat. 

Ninguém nem perguntou porque Marina Linhares batizou seu espaço de Casa dos Cocares, pois cocares havia, os mais lindos possíveis, nos locais mais variados. Um enorme, tipo cacique, amarelão, dominando uma parede. Na Casa dos Cocares, nós conhecemos os cocares-colares, apresentados como objetos decorativos, sobre as mesinhas laterais e cômodas, confeccionados pela Ecoarts com resíduos de uma floresta nativa do Norte de  Mato Grosso, na Amazônia Legal.

A Ecoarts nasceu da sensibilidade de Zulmira Martins, mãe de sete filhos, que percebeu o potencial daquela região, e se lançou no sonho de, com a ajuda de um coletivo e de sua filha Márcia Martins, transformar o lixo florestal em luxo total.

Então, com açaí tingido, buriti, casca de coco, jarina, paxiuba, cipó, tucuma, madeira natural, penas, cordas, e utilizando tingimentos delirantes, eles fazem esculturas, objetos, anéis, colares e… cocares lindos de capotar.

Márcia Lima estava lá e me deu o cartão. Em São Paulo seu produto está na Interni. No Rio, ele não está. Se quiser conferir, vá na Casa dos Cocares, na Casa Cor, e caia pra trás. Ou então acesse www.ecoarts.com.br

O almoço consistiu primeiro em  batidinhas etc no chalé com drinks, montado na porta da casa da Villa. Depois, todos entraram todos para o coquetel. Garçons circulantes e convidados idem, de espaço em espaço, investigando, assombrados com o talento de “essa paulista que sabe das coisas”. O quarto revestido com tecido da Entreposto, e outra estamparia usada nos enquadramentos sobre a cama. O banheiro,também revestido, com um festival de gavetas sob a bancada. O aproveitamento do muro natural de pedra, como parede dos fundos da sala. A sabedoria de harmonizar o étnico com o contemporâneo e o passado, através de um denominador comum: a beleza.

Muito bom, Marina, muito bom!

As comidinhas eram da Laurinha Pederneiras. Buffet. Prato pequenininho. Entrada servida em copinho de cachaça. Tudo micro, em pequenas dosagens, comme il faut para quem vai comer em pé, circular, conversar, ver, ser visto e sair elogiando horrores.

Praticamente todos os caciques do mundo da arquitetura e da decoração cariocas estavam lá. Um almoço com muito cacique e pouco índio. Se é que teve índio.

Marina Linhares e Paola Ribeiro

A anfitriã Marina Linhares e Paola Ribeiro

Paula Bergamin (Paisagista), Bebel Palhares e Fernanda Pessoa de Queiroz

A paisagista Paula Bergamin, Bebel Palhares e Fernanda Pessoa de Queiroz

Bebel Palhares entre Tininha e Gilda Tostes

As Irmãs Covering, ops!, digo Irmãs Tostes, Tininha e Gildinha, que representam a Entreposto no Rio de Janeiro, com Bebel Palhares

Silvia Vidigal Ramos com Lissa e Etel Carmona

Silvia Vidigal Ramos com Lissa e Etel Carmona

Sandra Haegler

Sandra Haegler

M+írcia Martins (cocares) e Patr+¡cia Issler

Márcia Martins, a artista dos cocares, e Patrícia Issler 

Lissa Carmona e Heloisa Amaral Peixoto

Lissa Carmona e Heloísa Amaral Peixoto

La+¡s Gouthier

Laís Gouthier, em seu posto privilegiado de embaixatriz, na poltrona da Cremona, com estrutura lateral de madeira em forma de G: Poltrona Gouthier!

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Outra foto da Laís na ‘Poltrona G’, de Gouthier, agora sem sua ‘Bolsa G’, de Goyard, para atrapalhar a visão da peça, que de fato é uma reedição de poltrona de Lina Bo Bardi, pela Etel Carmona.  😉

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José Hugo Celidônio, o ‘Master Chef dos Chefs’, e Marialice

Daniela Manassero, Lucimara Faria e Kelly CordesDaniela Manassero, Lucimara Faria e Kelly Cordes

Gabriela Danemberg e Roberto Zuccolo (2)

Paloma Danemberg, grávida de Rafaela, e Roberto Zuccolo

Carlota Gasparian, Carol Kovarik e Adriana Pedrosa

Carlota Gasparian, Carol Kovarik e Adriana Pedrosa 

Arnaldo Danemberg, Hildegar Angel, Luciano Dalla Marta e Naomi Abe 1O homenageado Arnaldo Danemberg, eu mesma (que passei à categoria das baixinhas depois que eliminei qualquer tipo de salto de minha vida… e dos meus pés) e os arquitetos top de São Paulo, Luciano Dalla Marta e Naomi Abe 

Antonio Neves da Rocha

Antonio Neves da Rocha folheia um livro de arte para o click de Marco Rodrigues

Anna Camurri, Cadas Abranches e Mariana Mascarenhas

O trio lentes negras: Anna Camurri, Cadas Abranches e Mariana Mascarenhas

Ana Claudia Moreno e Francisco Amorim

Ana Claudia Moreno, que é loura, e Francisco Amorim, que também é

Ana Maria +ìndio da Costa e Marina Linhares

Marina Linhares, que, além do bom gosto e do prestígio conquistado como arquiteta e decoradora de interiores,  é muito bonita e chic, recebe Ana Maria Índio

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O estojo de engraxate inglês antigo, no quarto do casal

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A sobreposição de mesas de centro, redonda e em forma de flor, em madeiras diversas


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The Covering young ladies, Gildinha Freire e Tininha Tostes, com a decoradora Ana Maria Índio da Costa

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Danemberg contava a Ana Luiza Jardim que homenageia seu avô, João Henrique Vieira da Silva, no Espaço do Restaurador

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Marina Linhares e Sandra Haegler. Elegância SP-RJ


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No arremate do décor, Arnaldo Danemberg fez as vezes de corrimão, para a amiga embaixatriz Laís Gouthier descer a escadinha de pedra

Fotos de Marco Rodrigues (com algumas colaborações de minzinha)

Ministro elogia “espírito democrático” das manifestações do 7 de Setembro e presidenta veste calças compridas

O modo ordeiro como se deu hoje, nas várias capitais, a celebração do 7 de Setembro, em nada lembrando as exaltadas manifestações políticas populares recentes, levou o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, a elogiar o “espírito cívico e democrático que marcou o desfile do 7 de Setembro”.

Para o ministro, a data expressou o espírito de patriotismo: “O 7 de Setembro mostra que é possível construir um país tolerante, que convive com a diversidade, a pluralidade de pensamento, a diversidade cultural e de opções”.

edinho silvaO ministro Edinho Silva

Ele considerou positiva a participação popular: “Tivemos manifestações contrárias, manifestações favoráveis e é assim que se constrói uma democracia. Essa construção desse sentimento democrático no 7 de setembro, na manutenção de uma tradição como o desfile, eu penso que foi muito importante”, ressaltou.  / Fonte: Blog do Planalto

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 A presidenta Dilma Rousseff usou a roupa certa, que é aquela que lhe vai bem: calças compridas e sapatos scarpin com saltos baixos quadrados.

 

Papa facilita as anulações de casamento

CIDADE DO VATICANO (Reuters) – O papa Francisco reformulou os complicados procedimentos de anulação de casamento da Igreja Católica, uma decisão ansiosamente esperada por muitos casais de todo o mundo que se divorciaram e voltaram a se casar fora da Igreja.

O Vaticano declarou nesta segunda-feira que o papa redigiu um documento conhecido como Motu Proprio – “de sua própria iniciativa”, em latim – que altera a maneira como os católicos obtêm anulações.

Os detalhes do documento, que deve aperfeiçoar e simplificar o procedimento, serão divulgados na terça-feira durante uma coletiva de imprensa no Vaticano.

papa

Uma anulação, conhecida formalmente como “decreto de nulidade”, é o veredicto de que um casamento não é válido nos termos da lei da Igreja porque certos prerrequisitos, como livre arbítrio, maturidade psicológica e disposição de ter filhos, não foram cumpridos.

A Igreja de 1,2 bilhão de fiéis não reconhece o divórcio. Os católicos que se divorciam e se casam novamente em cerimônias civis são considerados ainda casados com seu primeiro cônjuge e vivendo em pecado, o que os impede de receber sacramentos como a comunhão.

Do Brasil 24/7 / (Por Philip Pullella)

Angélique, cadê você?

Sabedoras de minha amizade e meu carinho por ela, as pessoas me cobram, perguntam: “Cadê a Angélique?”, “onde está a Chartouny?”. Sentem falta do look luxuoso da nossa darling libanesa from Belém do Pará, de suas jóias capotantes e sua inacreditável coleção de vestidos de baile haute couture assinados por Elie Saab.

Tenho a dizer que a querida Angélique recupera-se de uma queda, que a deixou debilitada e com algumas fissuras, mas logo deverá estar de volta ao convívio social carioca. É a nossa torcida, são as nossas orações, as boas energias, é o pensamento positivo de todos que ela sabe cativar com sua doçura e a hospitalidade das rosas vermelhas nos belos jantares de lugares marcados e toalhas de renda. Grande Angélique!

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Angélique, em breve de volta ao convívio de seus amigos

Foto Marcelo Borgongino

 

Arnaldo Danemberg, Comendador do Bom Gosto, será celebrado dia 10 no Casa Cor

No dia 10, o Casa Cor vai ter dono: Arnaldo Danemberg. Na quinta-feira 10, além de o antiquário ser homenageado no almoço de Marina Linhares, na Casa dos Cocares, na Villa Aymoré, ele será celebrado no coquetel do arquiteto Raphael Costa Barros, que se inspirou em Arnaldo em seu Estúdio do Restaurador / AD. O próprio Danemberg caprichou, cedendo suas peças, para que o espaço ficasse a beleza que está.

Raphael Costa Barros é da novíssima geração carioca de arquitetos. Enquanto Marina Linhares é da nova safra paulistana. Ambos nomes que despontam e acontecem em grande estilo. Todas as gerações se encantam com a categoria das antiguidades de Danemberg e a seriedade de seu trabalho.

Os ventos sopram favoráveis para Danemberg, que, mês passado, recebeu em Brasília, por indicação do Itamaraty, a Ordem de Rio Branco no grau Comendador.

Danemberg vem realizando, nos últimos anos, um trabalho de recuperação do mobiliário histórico dos palácios de Brasília, peças referenciais do design brasileiro, que estavam abandonadas e esquecidas em repartições ou almoxarifados.

Graças à ação diligente da equipe orientada pelo Ministério das Relações Exteriores, com a colaboração de Danemberg, este acervo foi recuperado, restaurado e retornou aos prédios, onde desde sempre deveriam estar, leiam-se os palácios da Alvorada e do Planalto (principalmente) e também do Itamaraty.

Tais prédios tiveram suas decorações originais descaracterizadas, passando por sucessivas modificações, submetidas a variados estilos e caprichos e, pela primeira vez, ganharam minuciosa recuperação de suas características originais e de seu acervo histórico.

Desde a retirada de carpetes, revelando pisos de madeiras nobres, ao restauro de móveis assinados pelos maiores designers brasileiros, localizados em estado de grande precariedade. Foi praticamente um trabalho de “arqueologia”.

Mérito silencioso, não valeu alardes nem reportagens, mas mereceu a honrosa Ordem do Rio Branco, entregue ao agora comendador Danemberg pelo embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, na presença da Presidente da República e do Ministro das Relações Exteriores.

katia, arnaldo e palomaKatia, Paloma e o agora comendador Arnaldo Danemberg – Valeu!

Foto Paulo Jabur

 

 

10 boas razões para o Teatro Municipal nunca mais barrar homem de saia na portaria

Em O Globo de hoje, a coluna Gente Boa, da Cleo Guimarães, conta que o bailarino Jaime Bernardes, acompanhante da Deborah Colker, foi barrado na portaria do Teatro Municipal, na estreia do Grupo Corpo, porque usava saia. Precisaram emprestar um par de calças e só assim ele pode adentrar o recinto dionisíaco. O profissional da porta, certamente, cumpria ordens, não sei se da produção do evento (e logo o Grupo Corpo!!!) ou se do protocolo do teatro.

Fato é que, em ocasiões outras, o Municipal já foi mais flexível neste item. Foi lá que, em evento do passado, Caetano e Gil estiveram ambos num black-tie usando saias longas. Causaram certo alarido, mas o mundo não caiu, acreditem. Cleo pode procurar no arquivo de O Globo, que encontrará as fotos.

Homens usarem saias não é grande novidade. O primeiro no país, que se saiba, foi o artista plástico, ou melhor, o multiartista Flávio de Carvalho, no que chamou de sua Experiência Nº 3, atravessando o Viaduto do Chá vestindo um traje com saiote e blusa de mangas bufantes, em contestação ao fato de os homens serem obrigados a usar terno num país tropical.

Saias masculinas não são coisa nova sobretudo em se tratando de show business. Talvez, se o portador da saia em questão fosse um famoso não tivesse sido “barrado no baile” do Grupo Corpo. Quem sabe se fosse um dos bacanas abaixo, teria ele sido obrigado a trocar de vestimenta? O que vocês acham?

Confiram o desfile de celebridades masculinas de saiote e reflitam…

10 razõe3s

 

mick jagger mini

Marinha do Brasil realiza resgaste, salvando 220 migrantes no Mar Mediterrâneo

Neste momento em que tantos líderes europeus envergonham seus países, a Marinha brasileira nos dá razões para nos orgulharmos.

Nesta sexta-feira, cerca de 13h30  (18h30 na Itália), a corveta “Barroso”, da Marinha do Brasil, navegava no Mar Mediterrâneo, a 170 milhas da Sicília, Itália, com destino a Beirute, no Líbano, quando recebeu um comunicado do Centro de Busca e Salvamento Marítimo  italiano, sobre a existência de um barco com risco de afundar com cerca de 400 migrantes, rumo à Europa.

O Centro de Busca italiano solicitou ao navio brasileiro que se aproximasse da embarcação, a cerca de 150 milhas de Peloponeso, na Grécia. Ele chegou ao local após uma hora de navegação.

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Dois navios-patrulha italianos de pequeno porte se juntaram a eles e, impossibilitados de receberem os migrantes a bordo, a Guarda Costeira italiana solicitou o apoio da Marinha do Brasil para efetuar o resgate e seu transporte para o porto italiano de Catânia.

O comandante da Marinha do Brasil prontamente autorizou a prestação desse apoio, a fim de salvaguardar a vida daquelas pessoas e a transferência dos migrantes para a corveta brasileira acaba de ser completada, tendo sido recebidas 220 pessoas: 94 mulheres, 37 crianças e 4 bebês de colo, muitos deles extremamente debilitados. Já é noite no local, porém o mar está calmo, facilitando a operação em curso.

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Segundo as informações recebidas, os resgatados não comiam e não bebiam água há dois dias. Eles foram devidamente alimentados a bordo e tratados de assaduras, desidratação e, até, fraturas 

Com uma tripulação de 191 militares a bordo, a corveta “Barroso” saiu do Rio de Janeiro em 8 de agosto para substituir a Fragata “União” na Força-Tarefa Marítima da ONU no Líbano, a fim de atuar como Navio Capitânia do comandante da Força-Tarefa, cargo exercido por um almirante brasileiro desde 2011, e realizar tarefas de interdição marítima e capacitação da Marinha libanesa.

O  navio permanece no Líbano até fevereiro de 2016.