Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

A GRANDE POLÊMICA DA SPFW ENVOLVE GLORIA KALIL E FAUSE HATEN

A polêmica deflagrada durante o atual São Paulo Fashion Week gira em torno da crítica feita pela jornalista de moda Gloria Kalil ao desfile do designer Fause Haten

Ela disse o que pensou, ele, em seu Facebook, respondeu o que achou que devia, se colocando…

Ambos sem ofensas…

Triste foi ver o nível baixíssimo dos comentários no Facebook, as grosserias, humilhações, os impropérios…

Como as pessoas estão más, secas de valores, insensíveis e, mesmo, ignorantes sobre o esforço que significa, para um profissional de imprensa, expressar com sinceridade o que pensa, e, para um profissional de moda, realizar uma coleção, assumir riscos, os custos, os grandes compromissos que envolvem um “espetáculo de moda”, pois apresentações de moda, não só no Brasil como em qualquer lugar do mundo se tornaram espetáculos, o desgaste pessoal, o desgate mental e financeiro e sob todos os aspectos, a expectativa dos aplausos e das críticas…

Tudo tão delicado, tão sensível, um violino…

Ambos merecem nosso respeito, pois ambos podem, no turbilhão da criação, às vezes, deslizar…

A jornalista, sem tempo para refletir precisamente sobre cada texto, no moto-contínuo das apresentações de moda, tendo que comentá-las praticamente em tempo real, esse tormento imposto pela internet, que supostamente é uma vantagem…

Às vezes, uma palavra a mais ou a menos, uma vírgula colocada depois ou antes pode amenizar ou enfatizar o que queríamos ou não desejávamos afirmar da forma tal…

O estilista, que literalmente pariu o melhor de si, de seu talento, de sua criatividade, de seu esforço, de seu investimento, às vezes com altos compromissos financeiros para tal ainda a serem saldados, na expectativa apenas dos aplausos…

Enfim, nervos à flor da pele, emoção palpitando, de lá e de cá, dela e dele…

Ambos merecem mais consideração dos facebuqueiros, que mais parecem bucaneiros sem causa, doidos para esvaziarem a munição de suas invejas e raivas no coração de quem quer que seja. Nem Fause nem Glorinha merecem isso…

E eu os convido, aos dois, para um vinho branco geladinho, com vista para a praia mais linda do Rio, a de Copacabana, da janela de meu apartamento, e para rirmos, falarmos de moda, brindarmos aos bons momentos daqui para a frente e selarmos a continuidade da amizade de vocês..

Pois mal momento, mal jeito, não quer dizer desamor nem briga. Apenas um percalço contornável pelo vinho, pelo riso, pela vista bonita…

Fotos de Zé Takahashi/Ag. Fotosite

Crítica da Gloria Kalil: http://chic.ig.com.br/moda/noticia/fh-inverno-2013

Desabafo do Fause: http://www.facebook.com/fausehatenoficial/posts/452997774747052

QUANDO NOSSOS JOVENS TERÃO DIREITO A CONHECER SEUS PRÓPRIOS HERÓIS?

O CENTRO DE DIREITOS Humanos de Petrópolis apresenta na sexta-feira o filme Batismo de sangue, que conta a história da participação dos frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura civil-militar, no final dos anos 60…

UM DESSES frades foi Frei Tito, enviado para o exílio na França, onde, atormentado pelas imagens das torturas terríveis a que foi submetido, que o perseguiam, acabou cometendo o suicídio…

ESTA HISTÓRIA e tantas outras até hoje não são contadas em nossos livros escolares. A verdadeira História do Brasil é sonegada aos jovens de nosso país, em nome não se sabe dos interesses de quem e do quê…

PARA ESCONDER as “vergonhas” e culpas sabe-se lá de que grupos e de quais  organizações de tal forma poderosos que, até hoje, no Estado democrático em que vivemos, ainda prevalecem e se mostram eficazes, no papel de silenciadores dos fatos históricos do nosso país…

QUEM CONTA e revela, como sempre, são apenas os emissários culturais. Os homens e as mulheres do cinema, do teatro, da música, da literatura, das artes plásticas, da moda. Os educadores não têm à mão as cartilhas com que educar suas crianças e seus jovens. Estas não são produzidas. Os professores do ensino médio, empenhados, projetam filmes, levam os alunos ao cinema, propõem trabalhos escolares, indicam livros, fazem o que podem para essa história não passar em branco. Todos os nossos respeitos a eles…

Mas que projeto será este de poupar a realidade dos fatos às mentes das novas gerações?…

E ainda há o agravante de que até hoje existe o medo. Pois, quando não há a apuração das responsabilidades com as devidas punições, há medo…

QUANDO VEJO jovens briosos vestirem camisetas com rostos de heróis e ídolos emprestados, de guerras e lutas alheias, de outros povos e países, até me revolto. E nós, nossos mártires, nossos heróis? Tão corajosos, destemidos e belos, que esses jovens sequer conhecem ou ouviram falar? Aos nossos jovens é negada a referência heróica de seus próprios recentes antepassados. A única imagem de um bravo resistente do passado que lhes é dada como registro é a do barbado Tiradentes, e tão longe se vai o tempo!…

DEPOIS DELE, tantos homens corajosos, tantas bravas mulheres tombaram e padeceram pela soberania brasileira. Nomes omitidos, rostos proibidos, lacrados, selados, mascarados, tarjados pela Lei do Silêncio. E a gente que, na maior ingenuidade, enche a boca para falar de Estado de Direito, para falar de Estado Democrático. Que Estado de Direito é este que não permite seja contada no colégio a história de 30, 40 anos atrás? Continuam a varrê-la para debaixo do tapete e, com a mesma pá com que catam as poeirinhas remanescentes, atiram sobre o passado a cal do esquecimento ad eternum

NOSSOS JOVENS vivem e sonham com os heróis emprestados. Quando eles terão direito a conhecer seus próprios heróis?

Que vergonha, Brasil!
Que omissão, Ministério da Educação!
Que tristeza, educadores, escolas, projetos, telecursos, que vergonha, vergonha, vergonha!

COMO OCORREU NO HAITI, UM MILAGRE CATÓLICO EMERGE DO OLHO DO FURACÃO SANDY

Grandes tragédias, grandes milagres. Ocasiões não para perder a fé, mas para reafirmá-la. E os sinais para isso estão por toda a parte, basta manter os olhos e a sensibilidade atentos para tal.

Em Queens, deu-se o milagre. E esta foto que estou postando aqui foi tirada no incêndio no Breezes Point, que destruiu ontem um bloco inteiro de casas, uma centena delas, completamente arrasadas, sem deixar vestígio, pois o fogo deu-se na hora exata do furacão, impedindo os bombeiros de agirem…

Hoje, na hora do “rescaldo”, tudo estava destruído, menos esta imagem de Nossa Senhora das Graças, a mesma da Medalha Milagrosa

Quando houve o terremoto no Haiti, vocês devem estar lembrados, houve um fenômeno, que eu, católica, também chamo de milagre. Entre os escombros da Igreja completamente desmoronada, onde, entre outros que sucumbiram soterrados estava a brasileira Zilda Arns, restou apenas, impassível, sólida, segura, com a firmeza de 21 séculos de convicção religiosa, apenas esta cruz católica, com a imagem intocada de Nosso Senhor. O crucifixo onde sucumbiu Jesus por nós restou ali, sinalizando que ele permanece o Senhor de todas as nossas lutas e razões, de nossos percalços e esperanças…

E um minuto de silêncio e piedade por todos aqueles que agora se afligem com os medos e danos causados pela fúria da natureza no lado Norte desta nossa América…

O ENCONTRO DE DOIS MESTRES GENUÍNOS DESTE PAÍS: RONALDO E PAULO

Nós, deste blog, somos fãs assumidas de Ronaldo Fraga! Não à toa…

Ronaldo é dos poucos criadores de Moda (M maiúsculo) deste país nos dias de hoje que sabe traduzir o Brasil com sensibilidade e sem tropeçar na obviedade. Qualquer tema vira poesia em suas mãos. Um de seus grandes diferenciais é reconhecer o poder e a beleza naquilo que é singelo, naquilo que é simples e naquilo em que ninguém (ou muito poucos) se importaria em falar a respeito. São os “Josés” e “Marias” do Brasil, o Rio São Francisco, as casinhas de barro, o Sertão, os artesãos, nossos artistas anônimos…

Deve ser por isso que o trabalho de Ronaldo toca a gente. Ele é carregado de verdade e sentimento. Ronaldo vai além da Moda. E este deveria ser o papel primordial da Moda, porém, no meio do caminho ela se perdeu, embriagada pelas frivolidades das aparências e das formas apenas pelas formas, que também são importantes, mas são o acessório e não o fundamento. Sacaram?…

E o que vemos hoje em dia? Coleções facilmente descartáveis, sem sentimento, que nada somam ou enriquecem. Sim, é claro que todos precisam ganhar dinheiro. É claro que a Moda também é business. Mas ela é business multiplicado e a longo prazo se for porta-voz, tiver conteúdo, além de ser sensível e bela. Aprendam isso, crianças… e os adultos também…

Só assim a Moda brasileira vai além, faz-se internacional“A Moda brasileira só pode ser internacional se for legítima”, um doce para quem lembrar o nome da *dama da Moda brasileira, autora desta frase dita em 1971…

E sabem qual foi a inspiração para o inverno 2013 de Ronaldo Fraga, desfilado ontem, na São Paulo Fashion Week?…

Mestre Paulo Marques de Oliveira, um artista de 85 anos, do paupérrimo Vale do Jequitinhonha. Não frequentou a escola, autodidata, aprendeu a ler e escrever sozinho e, ao longo de sua vida, alimentou um caderninho com desenhos e histórias instigantes dos mais diversos assuntos, sobre o que viu, ouviu e aprendeu. Uma espécie de cahyer de voyages da grande viagem que é a própria vida vivida. Temas como astronomia, culinária, matemática e o que mais você quiser saber. Tudo isso foi reunido e publicado em um livro intitulado “Ô fim do cem, fim”

Paulo afirma: “Quem ler este livro; não ficam arrepindido… porque é um livro que intende de tudo que existe dentro da ôca universal… ao qual os insinos são coisas que esta geração nunca vio falar”…

Inspiradas pela ousadia e a criatividade da obra de Paulo Marques de Oliveira e pela coleção de Ronaldo Fraga, resolvemos apresentar nossos looks preferidos do desfile sobrepostos às páginas do livro, com os desenhos que inspiraram as estampas, as texturas e os bordados da coleção…

Viajem, pois, todos vocês, queridos leitores de nosso cotidiano, na obra de Paulo e na obra de Fraga e, garantimos, não ficarão arrepindidos...

PS: Ah, esse danadinho do Ronaldo Fraga que descolou um “Bispó do Rosário” todinho só pra ele!…

Fotos de Zé Takahashi e Marcelo Soubhia/Ag. Fotosite

NA NOITE DO ADDRESSES, UM ODOR DE PERFUME JOY, DE PATOU, NO AR… ERA A LEMBRANÇA DE JOSEPHINA JORDAN

O Addresses começou lá atrás, por iniciativa de Josephina Jordan, que detinha um patrimônio único dos mais preciosos endereços da cidade, dos melhores fornecedores e prestadores de serviços, os mais sérios, caprichosos e confiáveis. Aqueles em que se podia apostar na palavra e no fio da barba, porque cumpriam o que prometiam, entregavam o serviço na data certa, e sempre tudo impecável, maravilhoso…

Assim era a casa da Josephina, onde tudo funcionava como uma sinfonia de Bach. Logo, quando enfim ela se dobrou às súplicas das amigas e lançou seu primeiro livro Addresses foi aquele sucesso, um tremendo frisson, e logo a primeira edição se esgotou, vindo depois as seguintes…

Com a morte de Josephina, a querida Zefa, houve um interregno, para sua filha, Dalal Achcar, em seguida, recomeçar, com outras amigas, a bela missão de democratizar as informações imprescindíveis sobre o que há de qualidade no Rio de Janeiro…

Depois, ambiciosas, ampliaram a distribuição desse conhecimento. Quando o selo Addresses lançou os magníficos guias de Paris e de Istambul foi um sucesso extraordinário…

Agora, as sabidas sócias resolveram fundir os conhecimentos e as dicas dos três  guias num só, e ontem lançaram o Addresses Rio, Paris e Istambul, revisto e atualizadíssimo, trazendo as assinaturas de Dalal Achcar, Kátia Mindlin Leite Barbosa, Martucha Carneiro da Rocha, Ângela Gouvêa Viera, Bettina Haegler e Cristina Almeida, o time imbatível da Editora ADDRESSES

Como previ, a noite na Livraria da Travessa congestionou o Shopping Leblon. Em frente à livraria, a ambientação do arquiteto Erick Figueira de Mello: “Coloquei um tapete persa vermelho para lembrar Paris e muito verde porque estamos no Rio”. O buffet era Pederneiras, verbete que o guia Addresses Rio recomenda…

Na fila de autógrafos, dezenas de amigos e as famílias das autoras. O estilista Heckel Verri, que inaugura sua nova loja em novembro no São Conrado Fashion Mall, adquiriu os três guias. “Sempre uso, principalmente o do Rio, que tem tudo que preciso”, falou Heckel

No guia de Paris, a novidades são os restaurantes orgânicos e as lojas de consertos de roupas e de malas, uma infinidade de informações…

Monica Ridolfi usa o Addresses Paris. ”Tem sempre uma novidade, na hora de viajar jogo na mala”…

Entre os convidados da noite ,os que fizeram mais sucesso foram os meninos Felipe Leite Barbosa Saboya e Konstantin Mueller Litchfield, netos de Kátia Leite Barbosa e Juju Mueller. Eram os mais paparicados da noite. Mais até do que as Six Addresses Ladies

Fotos de Sebastião Marinho

BETH E SERPA: A FELICIDADE NA COR CORAL

Beth e Carlos Alberto Serpa comemoraram suas Bodas de Coral ontem, com Missa em Ação de Graças, na Igreja do Outeiro da Glória, seguida de coquetel na Casa Julieta de Serpa

Igreja decorada com rosas e gérberas na cor de coral, coro maravilhoso, a lua redondona iluminando tudo e a imagem de Nossa Senhora da Glória cintilando em seu vestido novo do Guilherme Guimarães, conferindo ainda mais luz à cerimônia celebrada por três padres: Omar, Edivino e o pároco do Outeiro da Glória, Sergio Costa Couto

Dom Cipriano Chagas, presente, preferiu assistir à cerimônia no banco, entre os fiéis, mas foi ao altar abençoar os noivos, com os demais religiosos, na hora da confirmação dos votos…

Serpa confirmou suas juras, com sua voz firme e forte, de tenor, ao microfone. Beth, com sua timidez famosa, falou bem baixinho, um mumúrio, e ainda empurrou o microfone bem longe, para não ser ouvida. Os presentes riram, os padres riram, todos riram. E padre Sérgio comentou com humor: “Ninguém ouviu, mas nós quatro aqui no altar estamos de prova que ela disse seus votos sim, viram?”. E todos riram ainda mais. Esta é a Beth. Discretíssima Beth Serpa

Padre Edivino falou uma mensagem especial para o casal. O pároco Sérgio contou que Serpa é o mais antigo membro da Irmandade da Glória, pois a frequenta desde os seis anos de idade, na companhia de sua mãe saudosa, a Irmã dona Julieta, que impunha a presença do menino, mesmo não sendo usual crianças participarem dos encontros da Irmandade. Porém, sem ele, dona Julieta não ia e ponto final!…

Serpa, que vestiu a cor coral na camisa e no lenço do blazer, fez belíssima declaração de amor à Beth. Falou da cumplicidade deles na vida a dois. Disse que Beth tem estado muito presente em bons e maus momentos. Que os aconselhamentos dela sempre deram certo e que sempre que não os seguiu não se deu bem. Elogiou o jeito muito meigo e especial dela de mandar nele, dizendo “se eu fosse você…”, em lugar de impor, resultando em 35 anos de perfeita harmonia e cumplicidade

Depois da missa, todos foram para o coquetel na Casa de Cultura Julieta de Serpa, também decorada em tons vários de coral, tal e qual as joias da Beth e o palazzo pijama imprimé que ela vestia. Música ao vivo com Felipe Smith no teclado, bolo de parabéns, champagne e muitas delícias na noite…

Fotos de Marcelo Borgongino

CLAUDIA MELLI, UMA NOVA PROMESSA DA ARTE CARIOCA

Final de tarde de sábado no Jardim Botânico ir a um vernissage na galeria de Heloisa Amaral Peixoto é um dos programas mais deliciosos no Rio. “Entre o perto e o distante” é a exposição de Cláudia Melli que abriu no sábado passado desta primavera…

O entardecer em queda e, do lado de fora da galeria, suco de tomate, vinho rosé e um saudável mate para os convidados. Claudia Melli é uma excelente desenhista, que trabalha com nanquim sobre o vidro, criando imagens que se confundem com fotografias em branco e preto…

O colecionador Gilberto Chateaubriand compareceu. Ele é um dos admiradores do trabalho de Melli, uma nova promessa da arte carioca, que acaba de conquistar o Prêmio Aquisição do II Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea…

Após o vernissage alguns convidados continuaram com os drinks no próprio atelier da artista. Um lindo recanto no Jardim Botânico…

Fotos de Ari Kaye                                                                Texto de José Ronaldo Müller

E A ARTE EMBRIAGOU NOITE ADENTRO NA ATLÂNTICA COM CHOPE E BISCOITO

O Shopping Cassino Atlântico promoveu noite de vernissage múltiplo, com  todas as suas galerias fervendo com exposições individuais ou coletivas, num clima festivo noite adentro…

O artista múltiplo Dudu Garcia, DJ e pintor, abriu sua individual na Galeria Patrícia Costa. Telas grandes com um atraente colorido terroso, cheio de pigmentos e tons ocre, que ilumina, de modo impressionante, o quadro, as áreas de foco do artista e a percepção de quem vê. Dudu, sem exagero, é tipo assim um “Caravaggio” da arte brasileira contemporânea: Dudu, o pintor da luz!…

Na Galeria Inox, os irmãos Guilherme e Gustavo Carneiro apresentaram a individual “O circo do interior,” do artista carioca Smael, com direito a performance do Senhor Palhaço, o que fez do vernissage um happening divertido. Total entretenimento…

Na Galeria Eliana Benchimol, a individual “Multiespacial” do argentino Jorge Pereira deu o toque Mercosul à noite. Artista renomado no mercado latino-americano, Pereira conferiu um prestígio a mais ao evento…

Na Galeria Athena Contemporânea, a coletiva “Manobras poéticas”, com curadoria de Vanda Klabin, apresentou 10 artistas com um ponto em comum: seu diálogo com a natureza. Destaque para Zezão, André Andrade, Joana Cesar, Anna Paola Protázio e a paulista Ana Prata

E para o pódio mesmo vai a curadora Vanda Klabin, renovada, cheia de sua energia habitual e de felicidade, depois de um grande susto. Percalços comuns a quem está vivo, e esta é a melhor notícia…

Naquela noite, o shopping aderiu à contemporaneidade também no serviço do bufê e trocou os tradicionais garçons circulando com bandejas de vinho, próprios dos vernissages, por corners com muito chope e saquinhos de biscoito de polvilho.  Esperamos que pare por aí a modernidade, pois, se a mudança for no ritmo do que aconteceu com o serviço das empresas aéreas, em breve teremos que levar aos vernissages os próprios lanchinhos… 😉

Fotos de MAria Eugenia Colombo, Gianne Carvalho, Divulgação