Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

A NOITE DE AUTÓGRAFOS DE FELIX RICHTER NA TRAVESSA

Na Livraria da Travessa do Shopping Leblon o escritor, galerista e fotógrafo Felix Richter autografou seu livro O conto azul de Leonardo da Vinci em noite de lançamento.

A obra de ficção aborda a relação das pessoas com a arte e questiona a linha de tempo da arte, do clássico ao contemporâneo, de forma leve e descontraída. Prestigiando a noite de autógrafos, Luiz Nabuco, Aparecida Marinho, Laura Dias Leite, as Basto todas, Antonio Rodrigues dos Santos, Ricardo Stambowsky e muitos mais, que rapidamente esgotaram a mais de uma centena de exemplares disponíveis na livraria…

Felix-016 Felix Richter - Cristiana Pinheiro Guimarães - Gigi BastoFelix Richter, Cristiana Pinheiro Guimarães e Gigi Basto

Felix-052 Pedro Paranaguá - Fernanda Basto - Ricardo StambowskyPedro Paranaguá, Fernanda Basto e Ricardo Stambowsky

Felix-113 Laís Gouthier - Felix Richter

Laís Gouthier e Felix Richter

Felix-077 Constança Basto

Constança Basto

Felix-003 Beth Affonseca - Paula Cleofas - Carol Affonseca

Beth Fonseca, Paula Cleophas e Carol Fonseca

Felix-021 Maria Ivone Nauenberg - Mariana Fonseca

Maria Ivone Nauenberg e Mariana Fonseca

Felix-050 Paulino Basto - Naná Paranaguá

Paulino Basto e Naná Paranaguá

Felix-147 Victoria Rodrigues dos Santos

Victoria Rodrigues dos Santos

Felix-155 Erick Figueira de Mello - filhos Luiza e Felipe

Erick Figueira de Mello e filhos Luiza e Felipe

Fotos de Paulo Jabur

DOS DRINKS AOS PETITS FOURS, SEM ESQUECER O AMUSE BOUCHE

Primeiro, o champagne Don Pérignon servido no bar…

Houve um tempo em que os promotores de festas costumavam dar suas receitas para os eventos bombarem. Invariavelmente, eles diziam: “Bebida farta, gente bonita, música boa e festa sem penetra não bomba”. Virou até um lugar comum: a medida pra se dizer se o festão carioca era bom era a incidência de penetras…

Pois eu vou mudar essa fórmula. Pra mim é o seguinte: para um evento elegante no Rio de Janeiro ter o sabor e o charme típicos cariocas é indispensável um atraso da Gisella Amaral. Nem que seja um atrasinho de pouco mais de meia hora, como foi no último jantar chiquérrimo sentado de Beth Winston para Dino Trapetti, no salão reservado do restaurant Cipriani do Copacabana Palace….

Porque, o que seria das conversas sem esse piece of conversation? “Oh, quem está faltando nessa mesa?”. “A Gisella e o Ricardo”. “De novo?!”. “Não, é que ela tinha um compromisso antes, e ele ficou em casa esperando…”. E aí vai a conversa rendendo. Um lembra um atraso de Gisella em outro jantar sentado. Outro faz a ressalva de que os atrasos são porque ela está sempre envolvida com a caridade, as missas, ocupada em fazer o bem. Mais alguém observa que na Europa, porém, onde a pontualidade é fundamental, Gisella não se atrasa jamais. Aí, a socialite irônica-ferina espeta: “Mas na Europa a pontualidade é sagrada, e Gisella é uma santa!”. E, em plena apoteose de comentários, chega a Gisella, leve, linda, em seu frescor abençoado, sorridente, distribuindo beijos e carinhos sem ter fim, e sempre situada no melhor lugar da mesa a esperá-la. E ao Ricardo. E todos os reverenciam com alegria…

Foi por isso que, no jantar da Winston, no auge dos comments, antes da chegada dos darling Amaral, eu propus: “Um brinde aos atrasos de nossa Gisellinha! E que eles sempre se repitam, para que o Rio de Janeiro não perca um de seus maiores animadores das conversas dos jantares e um dos seus momentos mais charmosos: a entrada de Gisella, sempre ansiosamente aguardada!”. Todos brindaram, achando a maior graça. O Dino, a Yolanda Figueiredo, o Sérgio, o Gigi, o Kleber, o Renato Garavaglia, a Giovanna, a Kiki, o Ivan Aaron eteceteras…

E eis que desponta no fundo da pérgula a Gisella, toda de branco, dando bye-bye, se aproximando, gazela, e logo adentrando o jantar, para Ricardo chegar cinco minutos em seguida, completando a alegria. Eles fazem a festa!…

Assim foram logo abertos os trabalhos pantragruélicos, com muita disposição, com os apetites acentuados pela demora amaralesca, o que foi ótimo, pois um longo menu nos esperava.

O cardápio – Tortellini verde de vitela e cogumelo porcini com manteiga de trufas; filé de robalo com risotto de cavaquinha e limão siciliano; lombo de cordeiro com crosta de alcachofra, batatas torneadas e suflê de espinafre; degustação de sorvete; verrine de chocolate branco e manga; café e petits fours. Sem esquecer o amuse bouche inicial. Tudo regado a vinhos por quem entende de fato…

No mais, papo de reminiscências, histórias do Rio Antigo. Não, não estou falando de Chiquinha Gonzaga. Coisas mais pra pertinho. Odile, Angela Diniz, Doca Street, Odete Lara, fatos alegres e tristes, que todos nós vivemos e testemunhamos…

Dino presidia uma mesa, no gargarejo da vitrine pra piscina. Beth, a outra, redonda. Yolanda estava absoluta com seu cacho de solitários nos dedos. Obra da Iara filha, a talentosa designer cantante. Gisella toda de renda branca. Winston, de negro, como prefere e lhe cai muito bem. Kiki, bicolor, fazendo chic. Iolanda, com jaqueta de brim cheia de colagens e aplicações, muito bonita, obra e graça dela mesma.

E eu embalada nas minhas sedas imprimées de penas de faisão, da próxima coleção do Heckel Verri, que também terá dragões. O rapaz está mesmo inspirado

DINO1 DINO2Fotos de Eduardo Costa

CANAPÊS VARIADOS PARA SABOREAR NESTE DOMINGO SOLAR, À BEIRA MAR (OU DA PISCINA)

Fileira com três socialites* numa sessão de Lincoln no Shopping da Gávea e, ao lado, uma dita mequetrefe* com um saco cheia de pipoca. A socialite* da ponta reclamou: “Seu barulho comendo pipoca está me incomodando”. E a mequetrefe*: “E o cheiro de seu perfume a mim”. Foi-se o tempo em que os mequetrefes* deixavam-se intimidar pela aristocracia*…

(*sem fazer juízos de valor sobre socialites* ou mequetrefes*, apenas utilizando com ironia os termos em voga*, querendo identificar segmentos sociais, evidência e anonimato, e não elevar ou diminuir, entendam-me bem, por favor)

Saindo da mesma sessão, do mesmo Lincoln, no mesmo Shopping da Gávea, anotei: o jornalista político Wilson Figueiredo, a jornalista Carmen Aurélia e o senador Francisco Dornelles com Cecília, ainda mais em forma do que sempre, retornando de mais uma temporada no Kurotel...

O senador Dornelles desceu a escada rolante, de saída do cinema, e não viu que o neo-petista José de Abreu, próximo candidato a deputado federal, confabulava numa mesa de lanchonete ao pé da escada, com sua assessoria política, que lhe rezava o beabá da futura atividade. Se ambos se tivessem visto e falado, Zé teria ganho um grande mestre político e Chico um excelente discípulo…

Zé de Abreu ainda tinha a lhe zumbir nos ouvidos os aplausos frenéticos do público, pela apresentação momentos antes da impagável comédia Bonifácio Bilhões, de João Bethencourt, com que ele tem feito lotar as sessões do Teatro Vanucci (logo em frente), ao lado de Tadeu Mello e Márcia Cabrita

HILDE E ZÉ DE ABREUOlha eu aí, gente, cumprimentando o Zé de Abreu após a sessão do Bonifácio Bilhões, em que rolei de rir junto com a plateia, e me emocionei, quando a Márcia Cabrita, ao final, anunciou minha presença e disse que eu fui a primeira atriz a viver, no palco, o papel dela (Alzira), na peça de João Bethencourt, em 1975 (na verdade, começamos a ensaiar em 75 mas estreamos em 1976). E aí, veio o Zé, no mesmo palco, e falou que foi por causa da morte de minha mãe (assassinato) durante a temporada da peça que eu abandonei a carreira, e falou do meu irmão, e foi aquela emoção, a plateia aplaudindo, Francis (meu marido) apertando minha mão pra eu segurar o choro, e eu segurei mais ou menos, pois, desta vez (a primeira), o Francis estava sem lenço no bolso… (Foto Renam Brandão)

Bem, prosseguindo as amenidades dominicais, que a gente também merece…

Guilhermina Guinle nem ligou para as bolas pretas do Country Club na quarta-feira. Aliás, se é que ficou sabendo delas. Pois estava e continua em temporada solar com o namorado advogado Antonelli, na Ilha de Fernando de Noronha, totalmente inacessível…

O casal mais feliz do momento é Alicinha Silveira e Marco Rodrigues. Depois de uma viagem por Nepal, Taj Mahal, Paris, papapapá, foram agora para Jericoacoara, no Ceará, de onde voltaram hoje, com sorrisos que dão voltas de 360º…

1 – O máximo foi o jantar de aniversário do Doug Mayhew, autor do festejado livro Inside Favelas, que recebeu com seu partner forever Roberto Caballero.

2 – O jantar do Doug foi assim: sentado, dois garçons servindo. É bom porque a conversa rola. Jantar buffet só é bom quando o jantar é chato, porque você pode ir se servir e fazer uma pausa na chatice das conversas. Ou dos silêncios…

3 – Comida de casa. Da cozinheira do lar. Canapês criativos inventados pela própria Claudia, tudo uma delícia. Jantar óóóótimo. Com o Ó assim, bem aberto, pra vocês perceberem o quilate do elogio. Pra tudo terminar num irresistível cheese cake, pois o Doug é americano e soube transmitir direitinho a receita da família dele pra Claudia.

4 – Ocupando-se em não deixar farelo sobre farelo: Antonie e Michaela de Charbonnière, Valerie Le Heutre, Pedro e Nando Grabowsky (passaram Réveillon em Cartagena, onde encontraram a Manu e o barãozinho de Waldner e a temporada estava ótima, havia váááários brasieliros, eram festas e mais festas e coisa e tal), Ted e Teresa Seiler (animada porque vai casar a filha Carol, em novembro, na Locanda della Mimosa com o filho da Rosa Cordeiro Guerra, duas famílias amigas que se unem), Vera Bocayuva, Bel Augusta…

5 – Houve “Parabéns pra você” em português e em inglês, porque agora o Rio é internacional, inglês, português, francês, espanhol, italiano…

blocoO carnaval come solto No Rio de Janeiro, em todas as janelas, segurem esse bloco aí passando debaixo da minha

MARIA BETHÂNIA, A ABELHA RAINHA, VAI À BAHIA REVERENCIAR A RAINHA DO MAR

Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar, e eu tanto pedi a Yemanjá uma inspiração para homenageá-la à altura neste sábado que ela, carinhosa, me atendeu. E melhor: por email!

Assim, diretamente da singela Santo Amaro da Purificação, na Bahia, acaba de chegar a informação eletrônica, muito bem ilustrada por fotos, de que, “vestida de branco e carregando rosas vermelhas”, Maria Bethânia – a legítima embaixadora de Yemanjá na cultura musical brasileira – apareceu hoje, por volta de meio-dia, pelas ruas da cidade do clã Veloso, e foi direto para a igrejinha (de fato, uma igrejona) onde são arrumadas as imagens católicas antes de seguirem para a Procissão de Nossa Senhora da Purificação.

A cantora enfeitou o andor de sua santa de devoção, Santa Bárbara, que às três da tarde saiu carregada pela cidade do recôncavo baiano, encerrando assim os festejos religiosos em torno de Nossa Senhora da Purificação, que acontecem desde o dia 25 de janeiro, assim como em todos os anos, na terra da saudosa dona Canô.

bethaniaFotos Kanal 00

MODA E CARNAVAL MIRIM DA GIBBON

Bianca Gibbon recebeu clientes e amigas nas suas lojas em clima de carnaval.  Tarde divertida com direito a marchinhas de carnaval escolhidas pela DJ Scarlet e grupo de samba. A coreógrafa Carla Campos fez uma apresentação com passistas mirins e todo mundo caiu no samba…

Bianca-IMG_3357Carla Mazzelli, Nicola Mazzelli e Rafael Penna

Bianca-IMG_3318

Daniele Tavares e o filho Miguel

Bianca-IMG_3307

Maria Augusta Japiassu com a filha Maria Antonia

Bianca-IMG_3269

Luis Felipe Sampaio

Bianca-IMG_3265

Isabel Setembrino

Bianca-IMG_3193

DJ Michele Molon e Bianca Gibbon

Bianca-IMG_3182

Bianca e Maria Carolina Gibbon

Bianca-IMG_3180

Mirna Brasil Portela e Manuela Porto

Bianca-IMG_3290

Hora do ziriguidum

Bianca-IMG_3343

Tania Caldas e Henriqueta Hermanny

Fotos de Sebastião Marinho

DEPOIS DE DOIS ANOS DA MORTE DE JOSÉ ALENCAR, VIÚVA ACEITA O PRIMEIRO CONVITE!

Foi o primeiro convite aceito por Mariza Gomes da Silva para um compromisso social noturno, desde que tirou o luto pela morte do marido, o ex-vice-presidente da República José Alencar Gomes da Silva, que faleceu em março de 2011. Era o aniversário da boa amiga do casal, Maria Célia Moraes, que comemorava com festa animada para 80 convidados.

O violinista Allirio Mello tocou antes e depois do jantar, do clássico, passando pelo chorinho à música dos anos 60 e 70, fazendo todo mundo dançar a noite inteira. Eduardo Lages, chegando do navio da excursão de Roberto Carlos, assumiu o teclado junto com Allirio e foi um show à parte. Para completar, Claudio Condé se juntou a eles para cantar Feelings. João Carlos de Almeida Braga, recém saído de uma cirurgia, não quis deixar de levar seu abraço. Ruth e Arnaldo Niskier, Glória e Luiz Severiano Ribeiro, Priscila Szafir e mais e mais.

Os aniversariantes de janeiro foram festejados junto com Maria Célia, com bolinhos individuais. Na lista dos celebrados, Maria Emir Broto, Sergio Alevato, Ignez Costa e Silva, Angela Muniz e Ana Amélia Faria. A farra estava tão boa que ninguém queria deixar o violinista parar de tocar…

mariacélia

mariacélia2 mariacélia3

mariacélia4

Fotos de Sebastião Marinho

VEJAM SÓ COMO EU ESTOU BONITINHA NA REVISTA

Como  contei a vocês, estou chegando do Kurotel em Gramado. E qual não foi a alegria e o afago ao ego (o meu), quando constatei lá que a entrevista principal da última edição da revista do Kur era justamente a que dei há dois meses.

A revista, que é distribuída nacionalmente, e também para o exterior, a todos os clientes presentes e passados do spa, estava no meu apartamento, é óbvio, e nos de todos os demais hóspedes. E eu tive, meus amores, minha semana de famosa. A famosa do Kurotel!…

O mais divertido foi quando, enquanto esperava para ser atendida pelo dr. Luis Carlos Silveira, no Tratamento de Revitalização que faço anualmente quando vou lá, recebi um post da senadora gaúcha Ana Amélia Lemos no Twitter: “Estou lendo sua entrevista na revista do Kurotel. Você está linda”. Eu respondi: “E eu estou aqui”. E ela: “Eu também!”. Eis que Ana Amélia me aparece ao fundo do corredor, uau!

Não era a única senadora por lá. O senador Francisco Dornelle também lá estava, com Cecília e a filha, Mariana. Família encantadora.

Bem, antes de contar a vocês o que foi essa temporada (mais uma), vou introduzi-los no tema transcrevendo a entrevista, que eu acho que ficou bem legal e também porque minhas fotos estão ótimas e eu quero que vocês me vejam assim, bonitinha…

hilde kur 1

hilde kur 2

VOTE: AS MAIS BEM-VESTIDAS DA SEMANA!

É chegada a hora de conferir nossa seleção pra lá de especial das mulheres mais charmosas e elegantes que figuraram pelos principais eventos da última semana. O resto você já sabe: está em suas mãos! Portanto, escolha sua preferida e não deixe de votar na enquete ao final deste post. Vote quantas vezes quiser e achar necessário! 😉

Lembrando que a eleição vai até quarta-feira (6)…

3, 2, 1… Valendo!

AS MAIS BEM-VESTIDAS DA SEMANA - 26 de janeiro a primeiro de fevereiroLegendas: Lucia Lima, Sonia Romano e Tânia Caldas no aniversário de Lucy Sá Peixoto e Sérgio Carvalhal, na loja Rajasthan; Bárbara Pittigliani no aniversário de Gisele Fraga oferecido por Beto e Luciana Pittigliani, no Leblon; Bebel Palhares e Paula Nabuco na abertura da exposição “Eduardo Sued – Colagens e Objetos”, na Mul.ti.plo Espaço Arte, no Leblon; Miriam Gagliardi no aniversário de Liliana Rodriguez, em Copacabana; Glaucia Zacharias e Stella Maris Moraes no aniversário de Maria Célia Moraes, em Ipanema; Gisella Amaral no lançamento do livro “Senhora dos Ares”, de Pedro Siqueira, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon; Kiki Garavaglia no aniversário de Dino Trappetti, no Restaurante Cipriani, no Copacabana Palace; Lisandra Souto e Bel Augusta no soft opening da Miu Miu, no Shopping Village Mall

[poll id=”21″]

FASHION BUSINESS SE FUNDE AO RIO-À-PORTER!

O que eu prognostiquei aqui que um dia aconteceria e, aliás, até propus que seria o mais sensato de ser feito, enfim, aconteceu: os eventos Fashion Business e Rio-à-Porter, as duas feiras de negócios de moda que acontecem no Rio de Janeiro, vão se fundir num só salão!

Já não era sem tempo! Pouco a pouco os eventos se adequam à realidade do mercado e às conveniências gerais dos produtores. E não o contrário. Vamos ver como será no que se refere ao calendário das datas dos lançamentos, que foi mexido e remexido à revelia de grande parte dos confeccionistas.

O anúncio acaba de ser feito numa nota conjunta divulgada pelas assessorias de imprensa dos dois eventos, a Inpress Porter Novelli e a Approach.

Eu a transcrevo abaixo:

Rio-à-Porter e Fashion Business se unem para formar novo salão de moda

O Rio de Janeiro ganha um novo salão dedicado a negócios de moda em 2013. Criado a partir da unificação de dois dos principais eventos da cidade, o Rio-à-Porter e o Fashion Business, o novo salão terá gestão da Dupla Assessoria e da Escala Eventos, e será coordenado por um comitê estratégico, que discute políticas para o desenvolvimento da moda no Rio. Fazem parte do Comitê o Governo do Estado do Rio de Janeiro; a Prefeitura do Rio de Janeiro; a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN); a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT); o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE); o Instituto Nacional de Moda e Design (IN-MOD); o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado do Rio de Janeiro (SINDITÊXTIL); o SINDIROUPAS; a Luminosidade Marketing e Produções; a Escala; e a Dupla Assessoria.

O objetivo é fortalecer a organização da cadeia produtiva de Moda no estado do Rio de Janeiro, impulsionando seu potencial de movimentação e geração de negócios e, em consequência, o desenvolvimento estratégico da economia criativa. O salão unificado nasce fortalecido pela soma de marcas que integravam o Fashion Business e o Rio-à-Porter.

A primeira edição do salão de negócios será realizada no Centro de Convenções Sul América entre os dias 16 a 19 de abril, em paralelo ao Fashion Rio, evento oficial do Calendário de Moda Brasileiro. Sob direção da Luminosidade, o Fashion Rio apresentará as coleções de Primavera | Verão de 15 a 19 de abril e as de Outono | Inverno de 4 a 8 de novembro.

Nas próximas semanas, serão comunicados os detalhes e planos estratégicos do evento.

 

A ROUPA NOVA DO REI BRASIL – UMA FÁBULA PARA TODAS AS ÉPOCAS

Quando postei, na noite de quarta-feira, no meu ímpeto de pessoa impulsiva, que por vezes age mais como as vísceras do que com o bom senso, a minha fala pronunciada no debate no auditório da ABI, no Rio de Janeiro, em que foi levantada a bandeira pelo cancelamento do julgamento do dito Mensalão (que eu chamo de Mentirão), logo em seguida pensei: “Estou frita!”.

Afinal, neste espaço falo amenidades, belezas, coisas aprazíveis, delícias, não é para estar aqui guerrilhando ideias, disseminando propostas que 99,99% do meu leitorado não abraçam e, até mesmo, ferozmente repudiam.

Mas Alea Jacta Est (a sorte está lançada). Durante toda a minha vida procurei respeitar as pessoas como elas são. E elas sempre me respeitaram e demonstraram gostar de mim com meu jeito e minha bagagem. E minhas opiniões. Mesmo que delas discordem. E vice-versa. Isso se chama civilidade democrática. Bacana.

Era madrugada. Fui dormir pensando: “Pronto, não vou ter mais acessos no meu blog”. E o que aconteceu? Ontem, meus acessos dobraram! E foram milhares os que curtiram o post controverso, em que proponho um pensamento contraditório a tudo que até agora foi publicado na grande mídia sobre o dito Mensalão (que eu chamo de Mentirão). Sem esquecer as centenas de comentários no meu Blog e nos sites e blogs de outros jornalistas que o reproduziram, entre eles, o  Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, Blog do Miro, Viomundo, Correio do Brasil, Blog do Zé, Brasil 247, #Dilmanarede e inúmeros espaços de grande importância e grande acesso na internet.

Dado, sobretudo, o teor dos comentários do post, que se vocês tiverem curiosidade ou tempo recomendo ler, sabem como eu me senti? Como aquele menino da fábula que gritou “o Rei está nu!”, e todos se sentiram liberados para declarar, abertamente, sua opinião contrária à daqueles ao seu redor…

Leiam abaixo.

A ROUPA NOVA DO REI BRASIL – UMA FÁBULA PARA TODAS AS ÉPOCAS

(Livre adaptação minha para a Roupa Nova do Rei, fábula primorosa e épica sobre os costumes humanos, de autoria do dinamarquês Hans Christian Andersen, leitura preferencial de minha infância).

O Rei era muito vaidoso. Um vaidoso de marca maior. E tinha um fraco especial por roupas novas. Com calções e mangas bufantes, mantos arrastando pelo chão. Quanto mais comprido melhor. Sua grande distração e o ponto alto de seu reinado era quando desfilava por seus domínios com suas roupas novas. Os arautos corriam todos os vilarejos avisando a data e a hora, colocavam cartazes, e todos os súditos eram obrigados a estar ali a postos para assistir à passagem da nova roupa real.

O Rei vaidoso, filho de pais excêntricos, que o batizaram com o nome de uma árvore exótica, de um continente remoto, o Pau Brasil,  já tinha provado dos talentos dos maiores alfaiates do mundo. Os Saint-Laurents, Givenchys, Dolce&Gabbanas, Armanis, Versaces da época, todos já tinham estagiado no palácio costurando uma roupa nova para o Rei. Quem seria o próximo?

E foi nesse momento de majestosa indecisão que apareceu lá pelos lados do reino um vigarista de terras distantes, tremendo 171, que, sabedor da fraqueza do soberano, fez-se passar por um alfaiate muito famoso lá de onde vinha e prometeu ao Rei que criaria para ele a mais linda das roupas que jamais ele tivera ou sonhara ter. Um modelito haute couture, refinadérrimo, que sairia muito caro, caríssimo, pois necessitava aviamentos especiais, linhas de ouro e prata, miçangas de diamantes, esmeraldas, safiras, colchetes de platina e por aí foi.

Encantado com tantas extravagâncias, o Rei lhe fez todas as vontades. O pilantra, então, guardou no seu baú todo aquele tesouro, e lá ficou diante do tear tecendo com fios imaginários e bordando com pedras inexistentes dias e dias.

Fazia isso com tal zelo, pompa, arrogância, ares de importância e convicção, que as pessoas, para não se fazerem passar por idiotas, confirmavam que, sim, elas o viram costurando a roupa do Rei!

Até que chegou o dia de “Monsieur” estilista vestir o Rei para a grande parada. O povo lotava as ruas ansioso. As bandeirolas, a expectativa, os cochichos: “Será que a roupa dele vai ser mais bonita do que aquela do Gucci?”, perguntavam-se alguns. Alguns até faziam bolo de apostas: “Joguei todas as minhas economias naquela veste do Calvin Klein, com manto clean. Pra mim vai desbancar a desse Monsieur estrangeiro”.

E estava o povão nesse tit-ti-ti, enquanto o Monsieur costureiro provava, diante do espelho, a roupa no Rei, cercado dos usuais nobres puxa-sacos.

O REI ESTÁ NUO Rei Brasil, inicialmente inseguro e intrigado diante daquela roupa invisível, que o estilista, afetado, requintado, sofisticado, exibia com tantos salamaleques, misturando o idioma local com várias palavras afrancesadas, porque era très chic, começou a ficar impressionado e, já que nada enxergava, julgando estar sofrendo ou de catarata ou de Alzheimer, pra não dar bandeira, exclamou: “Que lindas vestes! Você fez um trabalho magnífico!”.

Os aspones em volta fizeram coro, em francês, naturalmente (porque era très chic, repito)…

Primeiro vieram as bajulações em “ique”. “Magnifique”, disse um. Seguido em coro por “Fantastique”, “Féerique”, “Aristocratique”, “Monarchique”, “Mirifique”

Depois, repetindo o ritual de sempre, nas provas das roupas, vieram os elogios em “ant”: “Éclatant”, “Éblouissant”, “Resplendissant”,”Étincelant”, “Flamboyant”, “Brillant”, “Rutilant”, “Rayonnant”, “Puissant”, “Imposant”, “Important”, “Mirobolant”, “Marquant”, “Étonnant”...

Em seguinda, com terminação em “el”: “Sensationnel”, “Surnaturel”, “Solennel”…

Por fim a apoteose dos “eux”: “Somptueux”,”Merveilleux”, “Radieux”, “Fastueux”, “Lumineux”, “Luxueux”, “Majestueux”, “Glorieux”, “Fameux”, “Prestigieux”, “Miraculeux”, “Prodigieux”,”Fabuleux”, “Courageux”

Teve um, que não havia decorado o vocabulário francês distribuído pela assessoria real para ser pronunciado pela corte e soltou uns “Jabaculeux”, “Congelê” (provavelmente referindo-se ao frio que o rei desnudo estaria sentindo em pleno inverno), “Vexamê”. Mas, no meio de tantas palavras rococós, ninguém percebeu e também ficaram valendo como elogios.

Foi assim, cercado de suspiros de admiração, com o ego lá em cima, espetado mais alto do que o rubi no topo de sua coroa, que o Rei sai, nuzão, de cetro na mão, e foi desfilar sua banha, depois de consumir dois javalis no almoço, diante da multidão.

O povo até achou esquisito o rei pelado virar-se, pra lá e pra cá, como se segurasse um manto (o estilista ensinou-o a fazer assim), fazendo pivôs com sua capa aristocrática, pretensamente coberta de pedras preciosas.

Sim, porque os jornais locais já haviam descrito a roupa detalhadamente, até os croquis haviam sido divulgados em detalhes (o vigarista era bom desenhista) e todos sabiam como a roupa efetivamente era (ou seria).

Como não a enxergaram, todos daquele reinado temeram sofrer ou de catarata ou de Alzheimer e, para não dar bandeira, exclamaram: “Que marrrravilha!”. “Ah, esta bateu o Fendi disparado”. “Nem o Ferragamo faria melhor”. “Que Dior que nada, estilista bom é o estrangeiro”. Por fim: “Estou ferrado, perdi todas as minhas economias!!!”…

Até que um menino, sim, uma despretensiosa e desimportante criança, apontou para o Rei com os olhos bem abertinhos e gritou: “O Rei está nu!”.

E todos os olhos do Reino se abriram. E todos constataram que não tinham catarata, muito menos Alzheimer, e que estavam certos em seu julgamento inicial sobre o quão ridículo era aquele espetáculo de salamaleques falsos, pivôs pelados e manto fictício balançando pra lá e pra cá.

O Rei estava nu, nuzão, “nuzinho, pelado, nu com a mão no bolso”, como dizia a canção da abertura da novela.

E o povo pôde ver com os próprios olhos e pensar com a própria cabeça e julgar com o próprio juízo. E riu e gargalhou e se fartou. E cantou e dançou, gozando o “grande mico” do Rei.

E naquela noite, naquele reino, houve uma festança inesquecível, com todos opinando, comentando o quão ridículo e lastimável era ter um Rei tão vaidoso a ponto de achar que podia dominar as mentes de um reino inteiro.

Pois, seja num reino de contos de fadas ou num reino de contos de mídia, não basta mais do que um único dedo que aponte para qualquer castelo construído sobre as fundações da mentira começar a desmoronar.