Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

MARGARET THATCHER, PULSO FIRME NA POLÍTICA E NA MODA

Margaret Thatcher, a eterna “Dama de Ferro”, além de grande personalidade no mundo da política, também marcou a moda, influenciando milhares de mulheres com seu estilo clássico e elegante.

Quando começou a ganhar grande visibilidade, assim que foi eleita primeira-ministra britânica, em 1979, contratou uma consultoria de moda para a aconselhar sobre seu look (na época, uma novidade), que logo ficou mais elegante e suavizado, favorecendo-a. Foi um trabalho tão bem orientado que Margaret chegou, algumas vezes, a entrar para a lista das Mais Bem-Vestidas do Mundo, na eleição famosa de Eleanor Lambert que hoje é conduzida pela revista Vanity Fair

O guarda-roupa de Mrs. T condizia com a sua visão política, extremamente conservadora. Tailleurs de linha reta, blusas com laçarotes no pescoço, vestidos de seda com mangas compridas, broches, brincos e colares de pérolas e uma famosa bolsa preta de mão da Asprey ajudaram a consolidar seu look como primeira-ministra britânica (1979-1990).

Margaret demonstrou que é possível ser mulher e ter pulso firme, sem perder a feminilidade. Thatcher era raramente vista de calças. Para se impor no mundo da política, dominado essencialmente pelo sexo masculino, a primeira-ministra optou pelo uso da saia, ao contrário de muitas mulheres que chegam ao poder e costumam, às vezes inconscientemente, equiparar sua aparência à de um homem, para que assim possam demonstrar firmeza e atitude.

Margaret Thatcher1 Margaret Thatcher2Fotos: reprodução

LILIAN GURGULINO, NOSSA LIZ TAYLOR MAIS BONITA DO QUE A LIZ TAYLOR!

Bem, não vou chover no molhado, ficar repetindo os elogios rasgados de sempre aos dotes extraordinários dos anfitriões Elizabeth e Carlos Alberto Serpa nas recepções em sua residência, onde, pra que lado se olhe, tudo é beleza, tudo acaricia a vista, desperta a sensibilidade, instrui, cultiva.

E também não vou ser redundante em informações do tipo que “a cada jantar a mesa Serpa é uma expectativa à parte, encantando sempre”. Ou que neste último jantar, por exemplo, a mesa era toda de pássaros. Aves de porcelanas inglesa e alemã empoleiradas ao longo de todo o centro de mesa de prata. Aves pintadas à mão na louça francesa do jantar. E aves preciosas nos aneis dos porta-guardanapos de prata, passarinhos em coloridos esmaltados, cravejados de cristais. Estes são a última extravagância de Beth, trazida de sua mais recente viagem a Paris e estreada naquela noite de lugares marcados, 16 comensais.

E já que não vou falar disso tudo de que acima já falei, vou colocar o foco sobre o principal: a homenageada Lilian Gurgulino, com seus olhos cor de violeta, sua beleza indiscutível e perene, naquela noite celebrando seu 79º aniversário!

Só podia mesmo ser obra de um nascimento em 1º de Abril, esta mulher, ao longo de oito décadas, a cada dia tornar-se ainda mais bela, mais ágil, mais brilhante e encantadora, como acontece com Lilian Gurgulino. E acrescente-se às qualidades a da franqueza, que apenas a auto-confiança do passar dos anos confere.

Eis que Lilian, ao fim daquele jantar ritualístico, cheio de mâitres, garçons, luvas, dolmans, travessas de prata, cristais, menu personalizado diante de cada comensal, sucessão de vinhos finos bem harmonizados pelo sommelier do restaurant Paris, enfim, eis que, depois daquele perfeito espetáculo e da saudação do dono da casa à homenageada, a principal ave à mesa levanta voo:

Era a Lilian, um verdadeiro oiseaux de paradis, espetacular em sua mousseline lilás no tom dos olhos (garota esperta), com ametistas nos brincos, anel, broche e pulseira, e põe-se a trinar maravilhas…

Ela voa liberta e desembaraçada, falando de sua vida menina, desde quando, na sua Rio Claro do interior paulista,13 anos, foi escalada para ser mestre de cerimônias de uma premiação e, assistida por Anselmo Duarte, mereceu dele o convite para ingressar no cinema nacional já como estrela!

O pai de Lilian, além de sequer a confiança da resposta, deu-se ao direito de considerar o convite ofensa. E nunca mais disso se falou na casa da família tradicional do interior paulista.

Coube à jovenzinha Maria Della Costa fazer o papel no filme, revelando-se, e, dali pra frente, seguir e brilhar na carreira de atriz.

Poucos anos depois, um professor chegou à mesma Rio Claro e também se encantou pela paulistinha de olhos violeta, e também fez-lhe ao pai uma proposta.

A proposta era de felicidade eterna até que a morte os separasse. O que o professor Heitor Gurgulino tem cumprido religiosamente nesses 53 anos. Nem é preciso dizer. Basta perceber o brilho nos olhos de Lilian, seu sorriso sempre pronto a se manifestar, o viço da pele. Elementar, caro Watson, indícios de uma mulher perfeitamente feliz!

Tudo isso nosso pássaro Lilian foi contando com desembaraço, leveza de pluma, largueza de espírito, humor. Prendendo nossa atenção por um tempo que parou o tempo. Um tempo que nem sei o tempo. Hipnotizou-nos no lilás dos seus olhos, do vestido e do poente de Rio Claro.

Ao fim, aplausos, risos, brindes com Veuve Clicquot e eu, que tinha o privilégio de estar sentada bem ao seu lado à mesa, cochichei-lhe ao ouvido. “Lilian, você é a Liz Taylor ainda mais bonita do que a Liz Taylor”.

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Fotos de Marcelo Borgongino

DEPOIS DAS CHARRETES DE PAQUETÁ, QUE TAL REMOVER O CRISTO REDENTOR?

O bondinho de Santa Teresa deu problema, descarrilhou? Fácil, arranquem os trilhos, importem um  bonde high tech de ponta e coloquem no bairro um exemplo seguro de progresso e modernidade. Dane-se o bucolismo local. Pro espaço o charme, a história, a cultura, a memória do Rio de Janeiro.

(Quiseram fazer. Mas os moradores locais se insurgiram contra, foram à mídia e cortaram o mal antes que acontecesse. Lá estão ainda os inspiradores bondinhos de antanho, com novos motores).

Os cavalos de Paquetá estão magros, mal tratados? Removam-se as charretes! Dane-se o bucolismo local. Pro espaço o charme, a história, a cultura, a memória do Rio de Janeiro.

É o que querem fazer agora em Paquetá, os algozes de sempre da cultura brasileira. A Secretaria de Defesa de Animais, em vez de fazer valer a lei e punir os que maltratam os 49 animais desnutridos, vota pelo fim da única atração turística da ilha, do único item que a torna aprazível e sedutora.

Ah, estão assaltando no entorno do Cristo Redentor? É melhor agirem rápido, antes que algum gênio tenha a ideia de remover a estátua do Cristo para evitar a ação dos bandidos na área. Olha que o Papa vem aí e seria um vexame ele chegar e encontrar o Corcovado com o topo pelado. Vai que pensam que os assaltantes até o Cristo levaram, né?

Mas eu faço a maior fé no na Secretaria de Cultura, no Iphan e correlatos, eles hão de agir, antes que eu peça: “Tragam o meu balde, quero vomitar!”.

TRAGAM-ME O BALDE, QUERO VOMITAR! QUE RESPONSABILIDADE A CAIXA TEM NAS MILHARES DE MORTE POR DENGUE?

Quero vomitar porque vejo o retrato do saneamento público de nosso país dar uma marcha à ré aos tempos anteriores a Oswaldo Cruz e seu esquadrão de Mata-Mosquitos e voltarmos à estaca zero, ou à estaca de menos zero, com o mosquito da dengue proliferando, milhares de pessoas em óbito nos hospitais, estas as que deram “a sorte” de ter um diagnóstico.

Outras tantas milhares morrendo sem sequer saber o porquê, com os médicos tontos, não chegando ao diagnóstico, muitas vezes difícil. E mais milhares de brasileiros partindo deste mundo, vítimas da picada, sem acesso a qualquer tratamento.

Sem esquecer os que sobrevivem depois de dias de internação, sofrimento, angústia, dor e toda a sorte de precariedade.

Vômito por ver como o saneamento do Brasil regrediu nas últimas décadas, sem qualquer investimento por governos sucessivos…

Lembrando que o FGTS foi criado para proporcionar a Habitação e o Saneamento, saindo o dinheiro, parte do patrão, parte do empregado, especificamente para esse fim. O objetivo era atender aos menos favorecidos.

E com esse objetivo criou-se, então, o Banco Nacional de Habitação, BNH, presidido pela deputada Sandra Cavalcanti, visando a aplicação desse dinheiro, com uma diretoria de Habitação e outra de Saneamento.

O BNH foi extinto no governo de José Sarney e a verba do FGTS continuou a ser recolhida, passando a ser enviada para a Caixa Econômica Federal.

Que tal investigar o montante de aplicação feito pela Caixa Econômica Federal em Habitação e Saneamento, desde que passou a receber essa m ontanha de dinheiro do FGTS?

É bom apurar isso, pois não será justo a Caixa, que historicamente sempre foi conhecida como a “Mãe dos Pobres do Brasil” passar a ser tida, desde agora, como a “Madrasta Morte” das vítimas da dengue no país…

 

VOTE: AS MAIS BEM-VESTIDAS DA SEMANA!

É chegada a hora de conferir a nossa super seleção das mulheres mais elegantes e charmosas que circularam pelos principais eventos da cidade na última semana. O resto, você já sabe, está em suas mãos! Portanto, escolha sua preferida e não deixe de votar na enquete ao final do post.

Lembrando que a votação vai até quarta-feira (10).

Capricha, hein! 😉

As Mais Bem-Vestidas da Semana - 24 de março a 5 de abrilLegendas: Patrícia Mayer, Priscila Szafir, Ingrid Guimarães, Chris Ferracciu e Karina Vasicolvski na abertura mostra Artefacto 2013, no Casa Shopping – Fotos de Murillo Tinoco e Miguel Sá; Celina de Farias, Michele Correa da Costa e Sonia Simonsen no almoço de Páscoa de Cristina e Claudio Aboim – Fotos de Sebastião Marinho; Elzinha Barroso no aniversário de Lilian Gurgulino – Foto de Marcelo Borgongino

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DEPOIS DA TEMPESTADE A BONANÇA: ADILSON GOMES DE OLIVEIRA VOOU PARA REGINA!

Sexta-feira cinzenta, triste e chorosa no Rio de Janeiro, em que enquanto é velado, no Hospital Samaritano, o corpo do já saudoso médico Aderbal Maia, outro grupo, mais reduzido, de pessoas de expressão da cidade vela, na Capela 1 do Cemitério São João Batista, o falecido ontem à noitinha, ex-secretário da Receita Federal, Adilson Gomes de Oliveira.

Viúvo há pouco mais de três meses de sua amada Regina, Adilson não suportou a saudade. Vítima de um AVC em julho passado, Adilson não falava, não conseguia escrever, mas lia avidamente e marcava, nos livros, as frases que expressavam seu sentimento. Regina era aquela sua companheirona amorosa em dedicação integral. Ele não aguentou o peso da ausência, apesar do conforto da dedicação total da filha, Aninha, que se empenhou em substituir a mãe em cada detalhe de seus cuidados, uma graça, um exemplo de filha querida.

Ontem, pouco mais de seis da tarde, Adilson debruçou-se na sacada de sua cobertura sobre a Rua Visconde de Pirajá e. apenas com o peso de seu corpo e um impulso forte. partiu voando em direção àquela com quem deve agora estar. A mulher de sua vida.

Acredito que não foi só a ausência de Regina que inspirou a Adilson esse voo fatal. Também deve ter contado a forma massacrante com que se cumpriu sobre eles o vaticínio de que, depois da bonança vem a tempestade…

Nos anos 70 e 80, Adilson e Regina viveram um turbilhão de felicidades, festas, glórias, convites, aclamações, solicitações (que eles sempre se empenhavam em atender, pois eram extremamente generosos), rapapés, cercados por um grupo divertido de amigos, muitos leais outros nem tanto.

Adilson, homem poderoso do Ministério da Fazenda. Regina, filha do professor Aloysio Salles, a maior estrela da medicina nacional, na área da clínica médica, tendo no seu currículo o título de “o médico dos presidentes da República”. E isso desde JK. Era também o médico dos mineiros, a família Magalhães Pinto inteira, por exemplo, numa época em que havia o Banco Nacional e Minas Gerais ainda usufruia do ranço do prestígio de ter mandado no Brasil.

Aloysio Salles dirigia o Hospital dos Servidores do Estado RJ, que era o hospital de excelência da América do Sul (acredite quem quiser!). Aloysio Salles presidiu várias vezes a Academia Nacional de Medicina. Era um gênio do diagnóstico. E era mesmo.

Eram três poderes que se somavam: a glória profissional do dr. Aloysio; a influência dos Gomes de Oliveira no Ministério da Fazenda e o charme + simpatia + temperamento aberto e generoso dos casais Dalila & Aloysio, Regina & Adilson. Tudo era bonança.

Com a doença de Adilson, Regina, mal orientada, pediu a tutela do marido. Com isso, a pensão foi suspensa desde julho passado e até hoje não voltou a ser paga, graças à interminável burocracia da gestão pública. E eles se viram sem dinheiro, nenhum tostão, sem condições de arcar com os custos altos das consultas médicas, de todo o tratamento de Adilson.

Regina precisou entregar todas as joias à leiloeira Dag Saboya para pagar as despesas com o AVC do marido.  E já falava em vender o apartamento, de propriedade dela, para continuar a manter Adilson bem cuidado.

Viviam com a pensão de Regina, também funcionária aposentada do Ministério da Fazenda, e que em dezembro passado morreu, vítima de uma pancreatite, enfrentando problemas financeiros sérios para ter um atendimento médico digno –  que ironia!

Adilson, decepcionado diante de todo esse quadro: a saudade de Regina; a pensão ainda não paga, mesmo depois da morte de sua mulher; infeliz com o pouco caso do Ministério da Fazenda, onde hoje ninguém sabe quem ele foi, que cargos teve (nem conhecem, é outra geração); entristecido com a ausência dos supostos amigos…

Dos amigos alegres, encantados, sorridentes, das noites de dança, cantoria e violão, pois Adilson adorava um samba de qualidade, pouquíssimos restaram. José Rodolfo e Lúcia Câmara, entre eles.

O enterro será às 14 horas.

regina-e-adilsonRegina e Adilson: unidos para sempre

FERGIE, A GAROTA PROPAGANDA DA HUGO BOSS

Celebrando a marca no Rio, a Hugo Boss festejou ontem em dois tempos, com a presença da cantora americana Fergie, do grupo Black Eyed Peas. Do coquetel da loja no Shopping Leblon, Fergie seguiu para a festa no Joá, onde comandou as pickups e dançou sem parar. Também presentes, o modelo Alex Lundqvist, que fez várias campanhas da Hugo Boss, Fernanda Paes Leme, Debora Nascimento, Fiorella Matheis,  Eriberto Leão, Rodrigo Simas e Bruno Gissoni. Nas fotos, o coquetel no Shopping Leblon…

Hugo Boss-IMG_7992-pFergie e Mark Brashear

Hugo Boss-IMG_8034-p

Renato Rique e Fergie

Hugo Boss-IMG_7889_pRafael e Caroline Castello com Elena e Endre Pech

Hugo Boss-IMG_7908pMark Brashear e Priscila Leão

Fotos AGi9 Murillo Tinoco

MORREU O DOUTOR ADHERBAL MAIA

21h58m

Morreu esta noite o médico neurologista Adherbal Maia, que, por 40 anos, ocupou a função de diretor do Hospital Samaritano. O mais importante e influente diretor de hospital que o país já teve.

Um abnegado da medicina, missionário de seu trabalho, era a primeira voz escutada pelos pacientes ao despertar às seis horas. Era ele, em sua ronda matinal, de quarto em quarto, checando os prontuários, conversando com a enfermagem, trocando ideias com os médicos e visitando os pacientes, levando a eles a energia de seu bom humor, do astral sempre alto, assim como elevado era seu tom de voz.

E despertar, hospitalizada no Samaritano, pelo som do vozeirão do dr. Adherbal, já era um elixir de melhora. Já animava e ajudava na recuperação.

Era atencioso, desdobrava-se para atender a todas as solicitações, quebrar os galhos, sempre nos limites da responsabilidade e da seriedade médica. Deu ao Samaritano, ao longo de sua administração, um nível de excelência único entre os demais hospitais do país. Pois era uma excelência amiga, pessoal, de hotel cinco estrelas. Não havia impessoalidade no Samaritano.

Se é que isso possa parecer impossível – mas, creiam-me, não era –  com o dr. Adherbal Maia, íamos para o Samaritano, mesmo que por doença, com prazer. Sabíamos que ali encontraríamos segurança, confiança, qualidade e amigos. Desde os rostos da portaria a cada um dos enfermeiros, o pessoal da limpeza, da copa, do restaurante.

Com a venda do Hospital Samaritano ao Grupo Amil, este teve a sabedoria de condicionar a presença do dr. Adherbal Maia no hospital, supervisionando, por um período de transição, cinco anos, acredito, para que a clientela habitual não sentisse o trauma da ausência daquele que era a “alma da casa”.

Pois, mesmo com o novo décor, o Samaritano bem sabia que Adherbal Maia agregava valor.

Ele estava internado no Hospital Samaritano desde sábado, quando sofreu um infarto. Ontem, foi para o quarto. Hoje, pouco mais de sete da noite, outro infarto, fulminante e fatal. Estava aos cuidados de seu médico particular, o dr. Fernando Espíndola. Morreu em casa. A sua casa. O Samaritano.

O velório acontece esta noite no Samaritano e a cremação amanhã pela manhã.

Com o abraço carinhoso à sua viúva, a querida Priscila.