Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

IRMÃS AMORIM DE BRASÍLIA PARA O LEBLON

Sophie Charlotte, Thaila Ayala e Lilia Cabral entre as globetes que emprestaram (well, não foi bem um empréstimo, vocês sabem…)  suas imagens à inauguração de uma loja carioca da joalheira de Brasília, Carla Amorim, que, com sua irmã, Kelly Amorim, lançou uma coleção em homenagem à cidade: “Rio”. No Shopping Leblon…

Amorim-IMG_6519-Sophie Charlotte e Thaila Ayala-AGi9_Roberto Valverde_pSophie Charlotte e Thaila Ayala

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Lilia Cabral entre Carla e Kelly Amorim

Fotos de AGi9-Roberto Valverde

ROÇA IN RIO: NA FALTA DE ELOGIOS EM PORTUGUÊS, VOU ELOGIAR EM CAIPIRÊS!

Não há mais como elogiar Gisella Amaral. Em se tratando da querida Amaralita, ao longo desses meus anos de colunismo, já esgotei meu repertório de elogios. Em português, em francês e em inglês!Daí que hoje vou elogiar em caipirês, ;))))

Nhá Gisella arrecebeu as cumadri e os cumpadri prum arrasta pezão e pezim, cum o professô Patrick nos comandu du baile e a banda Celebrare, com direito a comis e bebis, abrindo os trabaios do Roça in Rio no Joqui Crub.

Us trocadu arrecadadu com os ingressu foi tudim pros cofrim  du  Banco da Providência, aquele criado por um santim di nomi dom Helder, tão lembradu?

Antes du show, cumadris Gisella i Moniquinha Clark, outra daminha do bem di nosso arraiá do MEIÓ high, juntas cum arcebispo Dom Orani Tempesta i dona Marina Araújo, subiram ao palco pra entregá aos patrocinadô uma placa bacana dos 10 anos do Roça in Rio. Só graúdos: Itaú, Bradesco, Chevrolet, Vale, Antartica, Rio Sul, Unicafé, Firjan, Patrimóvel, Concremat, Icatu, Souza Cruz, Dufry.

Aí tevi aquilo qui + gosto: sorteio di brindi, viva!!!! A sortuda da nhá Lucia Grossi ganhou jaqueta Via Flores. Nhá Katia Spolavori levou brinco Agnus Dei.

Depois o DJ Thomaz Magalhães arrepiou as ‘marias cebolas’ fazendo elas rodopiarem as tranças e as saias, deixando os ‘ferdinandos’ de nosso Brejo Seco in Rio louquim, louquim, jogando longi os chapéus de páia.

Tudo por obra, graça, esforço, suor e obstinação das incansáveis Gisella Amaral e Monica Clark, grandes mulheres da comunidade católica carioca.

Ih, esqueci o caipirês! Mas elas merecem. Parabéns, meninas, vocês não existem. Ou melhor, se não existissem, a gente pediria a Papai do Céu pra inventar correndo.

Hoje, o Roça in Rio abre para o público com muito arrasta-pé até domingo…

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Fotos de Sebastião Marinho e Marcelo Borgongino

SCARLET E EU, DUAS GAROTAS CERTAS NUM ELENCO PELO AVESSO

Foi em 14 de julho de 1976, exatamente três meses depois da morte de Zuzu Angel, minha mãe. Era o governo Geisel. No Country Club acontecia a festa em que todas as pessoas importantes do Brasil estavam ou dariam tudo para estar: os 40 anos de Walter Clark. O mais poderoso dos mais poderosos. O homem que reinava absoluto na TV Globo. Num tempo em que Roberto Marinho lhe dava carta branca e poder total e em que Boni ainda nao lhe fazia a sombra que depois fez. Walter era o Superman do Brasil.

E eis que me veio a sorridente e esfuziante Scarlet Moon. Éramos duas jovens jornalistas praticamente da mesma idade. Ela já com um programa de entrevistas, acho que na TV Rio. Eu já colunista de O Globo. Scarlet toda contagiante, com aquela voz firme, forte e sedutora, apresentou-me a um homem de terno ao seu lado, certa de que eu, colunista social, adoraria fazer aquele contato: “Hilde, este é o Roberto, filho do Médici“. Eu gelei. Fiquei desconcertada, porém, mesmo patologicamente tímida como era, consegui dizer (juro, até hoje não sei como reuni tamanha coragem): “E eu sou a irmã do Stuart Angel“.

Foi uma chuveirada de granito. Ele se afastou. Scarlet, desconsolada pela gafe da apresentação, pediu um milhão de desculpas e, no dia seguinte, fez o gesto que valeu pela vida inteira: telefonou e me convidou para dar uma entrevista ao seu programa, câmeras e microfone abertos para falar sobre Stuart e mamãe. Era a ditadura. Lá fui eu. Aos 26 anos.

Foi muito emocionante. Chorei no começo, no meio, no fim. Falei o que tinha para dizer. O que ia no meu coração. O que era possível falar. Foram centenas de manifestações. Tenho o vídeo. Tenho tudo. Os cartões, os recados, os registros dos telefonemas. É só questão de procurar. Mas pouco importa. Importa que esse episódio me ligou à Scarlet indelevelmente. Ela foi corajosa.

Éramos duas vítimas das circunstâncias. Eu, uma vítima sangrando a céu aberto. Ela, uma vítima casual, que, mesmo sem sangrar, estava ali no Country, exercendo como eu a profissão, exercendo a vida, exercendo a convivência com os poderosos, própria da atividade, exercendo a obrigatória e constrangedora alienação dos salões. E em seguida redimindo-se por isso.

Duas garotas certas num elenco pelo avesso.

Eu aqui escrevendo e lembrando como fui, tantas vezes, mal interpretada e mal tratada por ter um amigo homônimo do tal Roberto, o Bob Médici, agente de turismo, casado com a Alice, presenças constantes em minhas colunas, que nem parentes distantes eram do Garrastazu (bate na madeira, tóc, tóc, tóc).

Gozado é que, pela minha cabeça ingênua, sequer de longe, jamais passara a hipótese de uma ilação equivocada ou maliciosa das citações daquele casal em minhas colunas daquele tempo.

É aquela história. Quem está na chuva é pra se molhar.

scarlet 3Anos 70, Scarlet em cena, na peça Os desquitados, no Teatro Aurimar Rocha. O humor da época: em sua camisola, ilustrada com uma maçã, se lê “Light my fire”…

 

HOMENAGEM A GIL EM NOITE DE AUTÓGRAFOS

Homenageado da noite, Gilberto Gil acabou se empolgando e autografando alguns livros na sessão de autógrafos de A linha e o linho, lançado pela editora Escrita Fina Edições, na Livraria Cultura do Shopping Fashion Mall.

Idealizado pela editora Laura Van Boekel, o livro traz a letra da música A linha e o linho, de Gil, com ilustrações de bordados, um trabalho artesanal de Marcela Fernandes de Carvalho, que autografou os mais de 100 exemplares vendidos na noite.

Gilberto Gil ficou cerca de uma hora no evento, posou para fotos com fãs e até cantou junto, quando o cantor Dhenni Santos interpretou a música A linha e o linho para o compositor e convidados, surpresa preparada pela editora.

Entre os que estavam lá, a afilhada de Gil e Flora, Nina Rosa Monteiro de Carvalho, filha de Lilibeth Monteiro de Carvalho e Walter Rosa, Roberto D’Ávila com sua mulher, Ana Victoria Lemann, filha de Jorge Paulo, Gabriel Pensador, filho da Belisa Ribeiro, e Cesarina Riso, mãe da Villa Riso ;)…

LivroGil-Gilberto e Flora Gil com afilhada Nina Rosa Monteiro de Carvalho.jpg1Gilberto e Flora Gil com sua afilhada, Nina Rosa Monteiro de Carvalho, filha de Lilibeth e Walter Rosa

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O casal Roberto D’Ávila e Ana Victoria Lemann

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A ilustradora Marcela Carvalho e a editora Laura Van Boekel

LivroGil-Cesarina Riso e Alex Shoumatoff

Cesarina Riso e Alex Shoumatoff

LivroGil-Flora Gil com afilhada Nina Rosa Monteiro de Carvalho (8) anos - filha de Lilibeth e Walter Rosa

Flora Gil e Nina Rosa Monteiro de Carvalho

LivroGil-Marcus Vinicius dos Santos e Gabriel Pensador

Marcos Vinicius dos Santos e Gabriel Pensador

LivroGil-autógrafo

Gil se empolgou e autografou alguns livros

LivroGil-Gilda Mattoso e Flora Gil

Gilda Mattoso e Flora Gil

LivroGil-capa do livro

A capa

LivroGil-ilustração do livro

Ilustração bordada

Fotos de Marcelo Borgongino

ALCIONE: FESTÃO JUNINO E NOVO CD

A Marrom Alcione já preparando a sua tradicional festa junina com comidinhas da culinária maranhense que enchem de água as bocas dos privilegiados convidados. A big festa está marcada para dia 17, quando ela vai também comemorar o aniversário de sua irmã e empresária Solange Nazareth.

Antes, no dia 14, Alcione dará entrevista coletiva no Vivo Rio para falar do seu novo CD, Eterna alegria, com show de lançamento dia 21, naquele espaço. No disco, músicas dos bambas Arlindo Cruz, Xande de Pilares, Jorge Aragão, Ana Carolina, Francis Hime, Max Vianna e uma parceria de Djavan e Zeca Pagodinho.

Na agenda de Alcione, shows por todo o país. Depois do Rio, tem São Paulo, dia 5 de julho, no HSBC Brasil, e Belo Horizonte, dia 13 de julho, no Credicard Hall…

alcioneAlcione

A TURMA DOS PRÊMIOS DO BINGO DO BEM NO ROÇA IN RIO

É hoje o coquetel beneficente de lançamento do Arraial da Providência no Jockey Club. O Roça in Rio vai animar o final de semana do clube, de 7 a 9 de junho, com muito forró, quadrilhas, comidinhas típicas e o tradicional Bingo do Bem. Várias lojas bacanas estão participando com suas doações para o bingo e um time de voluntárias está ajudando as coordenadoras a recolher os prêmios: Andrea e Tavinho Rudge, Ana Verol de Moraes, Clara Magalhães, Constança Castello Branco, Eliza Ferraz, Gloria Severiano Ribeiro, Renata Fraga, Sumaya Neves, Suzana Portella, Tania Carvalho, Tania Caldas e Teka Dunin…

Na lista de doadores que já contribuiram: Portfolio, Tutto Per La Casa, Wish, Frank Joias, Lafite, K&T, Henriqueta Hermanny, Via Flores, Punto, Casa Alberto, Fundição Filomena, Grupo Severiano Ribeiro – Kinoplex, Gávea Hair – Studio de Beleza, Cristal Hair, Salon Prime, Lola Cosmeticos, CW, Pricci Joias, SP Jewelry, Gato de Botas, Bianca Gibbon Adulto e Infantil, Rapasthan Joias, Salão Maria Carioca, Lilac Acessorios, Snob Antiguidades – Scherer, Glorinha Paranagua, Otica Arnaldo Gonçalves, Santa Ephigenia, Bia Lopes Chemises, Maios Aguia –  Catalina, Loja de Inverno, Mixed, Trousseau, Claudia Simoes, INT Lingerie, Dashie, Lafry Joias, F Quartilho Antiques, Agnus Dei, Amsterdam Sauer, Victor Dzenk, Iodice Moda Feminina, Carmem Steffens, Caudalie, Bum Bum Moda Praia, Katz Chocolates, Heckel Verri, Loungerie, Cd da Cantora Ithamara Koorax, Vip´s Motel, Roberto Simões, Drop´s, Lucci, Study and Fun Viagens, Doação Isabela Carvalho, Doação Mariza Coser, Doação Graça Lisboa, Doação Idinha Seabra, Pobre Juan, Gero,  Capricciosa, Alessandro & Frederico, Quadrucci, QBar, Esch Café, Hotel Sol Ipanema, Tereza Xavier Joalheria, Blue Man, Daniela Martins, Suva Home, Marcia Kemp, Via Vida, Kieh´s, ITX, A Garrafeira, Elle et Lui, Bolsa de Joias Lidia de Oliveira, Uma televisão doada pela ULTRA PLANNA Taxi Aereo, Uma televisão doada pela SCK Seguros, Camisa do Fluminense autografada e doada pelo Fred, Camisa autografada pelo Pelé doada pela Vivo, várias estadias no Club Med, vários restaurantes no Lagoon, um quadro do Horácio Ernani, Eduardo Guinle, H.Stern, Ginseng, Rio Sul Shopping, Chilli Beans , Churrascaria Rascal., Bianca Marques, Margareth Padilha, Boticario,  Dermage e Schutz…

TRENCH COAT, UM CLÁSSICO QUE NUNCA SAI DE MODA!

Para estes dias de chuva durante o outono/inverno e neste friozinho ameno do Rio de Janeiro, o trench coat é a peça ideal!

De uniforme militar a ícone de estilo, o trench coat  tornou-se um clássico indispensável nos guarda-roupas masculino e feminino.

Em inglês, trench coat significa “casaco de trincheira”. Seu modelo original (até hoje Aquascutum e Burberry disputam de quem seria a autoria do casaco) foi inicialmente usado por soldados ingleses na Guerra da Crimeia (1853-1856) e na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Feito de tecido impermeabilizante na cor cáqui, tiras com fivelas nos punhos, fenda traseira, pala nas costas, ombreiras, aba abotoada num ombro só e bolsos fechados com tampas, sua função era a de auxiliar os combatentes na acomodação de seus pertences e protegê-los da chuva.

burberry_trench_coat_ww1Propaganda da Burberry durante a Primeira Guerra Mundial

Hoje, o trench coat ganha novas versões em couro, seda, estampadas, coloridas e até metálicas. Mas o grande must, o clássico dos clássicos, sem dúvidas, continua sendo o modelo cáqui em gabardine. Se você pretende adquirir uma peça dessas, não pense duas vezes! Este é um bom investimento, pois trata-se de um casaco atemporal, que irá durar por muitas e muitas estações.

trench

Você pode usá-lo com calça jeans e tênis, meia calça e sapatilhas, vestidos, saias, ternos, o que quiser! O trench coat atribui elegância e charme a qualquer look, especialmente quando usado de forma despretensiosa, com as mangas dobradas e a faixa da cintura amarrada com um nó.

Abaixo, o trench coat imortalizado em dois clássicos do cinema. Com Humphrey Bogart em Casablanca (1942) e na famosa cena do beijo na chuva, com Audrey Hepburn e George Peppard, em Bonequinha de Luxo (1961):

trench cinema

 

Trench coat elas

Trench coat eles

Fotos: reprodução

ISABELA CAPETO INGRESSA NO MERCADO PODEROSO DA RELOJOARIA!

Olhem que bela notícia para o mundo da moda brasileira! Isabela Capeto, nosso grande talento carioca, lança este mês sua linha de relógios. Desenvolvida para a rede Chilli Beans, Isabela criou peças delicadas, com pulseiras trançadas, que serão distribuídas para todo o Brasil, nas lojas Chilli Beans, e também em Portugal, Colômbia, Arábia Saudita e Estados Unidos. Serão quatro modelos by Capeto, misturando couro, tachas e dourados.

Não é a primeira parceria Capeto-Chilli Beans. Isabela já criou uma linha de óculos para a cadeia de lojas, que foi um verdadeiro frenesi de vendas. Abaixo, uma avant-prémière do relógio da Capeto…

ChilliBeansporIsabelaCapeto3

THE GREAT GATSBY, MINHA OPINIÃO SOBRE O FILME

Nunca, jamais, em tempo algum se viu, numa tela de cinema, cenas de festas tão espetaculares. De cortar o fôlego. Apoteóticas, inacreditáveis, surpreendentes, puro encantamento. Com recursos que só mesmo os efeitos especiais do terceiro milênio poderiam proporcionar, as festas de The Great Gatsby fazem as da primeira versão do filme parecerem singelos convescotes domésticos. Até porque as festas da vida real, nas últimas décadas – as de casamento sobretudo -, se aprimoraram de tal forma, sofisticaram-se tanto, que as grandes festanças de antigamente, tão faladas e decantadas, hoje em dia só podem ser consideradas dentro do contexto da época em que aconteceram. Não há mais comparação possível.

O mundo ficou over. Tudo é grandioso, grandiloquente, high definition, tri dimensional, a regra do ‘menos é mais’ se tornou apenas um conceito do passado, para ser declinado com certa ponta de esnobismo, nada mais que isso.

O mais é muito mais. E a atual versão de The Great Gatsby ilustra isso de forma magistral. O Gatsby ‘fancy’ da primeira versão poderia passar, nos tempos de hoje, por um príncipe de elegância, sem pôr nem tirar. Porque os deslizes do outsider Robert Redford tentando ingressar naquele inatingível mundo esnobe e refinado, apresentado no filme de há 39 anos, eram, aos olhos de hoje, sutis, discretos, praticamente imperceptíveis.

Daí que o Gatsby 2013 precisa de, para ser crível, a cada weekend, promover festas que valem por uma temporada inteira do Cirque de Soleil, com trupes de bailarinos, contorcionistas, equilibristas, figurinos fantásticos, orquestras, uma mis-en-scène de enlouquecer. Sem esquecer a “sessão conquista” de Gatsby, em que, para reencontrar Daisy, ele transforma um pequeno chalé num mercado de flores e macarons, um over que nem Joãosinho 30, no auge dos seus exageros na Beija Flor nos anos 80, não ousaria promover.  E fica tudo lindo, pois o bom gosto excede nessa produção.

Os figurinos de Prada enchem os olhos. A beleza estonteante de Leo di Caprio. Carey  Mulligan é uma gracinha, mas, sinceramente, não chega aos pés de Mia Farrow da primeira versão, e a opinião não é apenas minha, ouvi isso primeiro de Luiz e Glória Severiano Ribeiro, anfitriões de sessão avant prémière do filme, em sua cabine privada, quando Glória recebeu um grupo só de mulheres.

Aos adeptos da beleza, da alegria, das festas de encher os olhos, da sofisticação, do refinamento, The Great Gatsby é um programa obrigatório.

De certa forma, o roteiro, baseado em obra de Scott Fitzgerald, soa ingênuo quando coloca como questão principal a incapacidade de uma sociedade de ricos fúteis e vazios manifestar solidariedade e amor ao próximo, movida exclusivamente por seu egoísmo e sua arrogância, cujo combustível é o preconceito e a convicção de que o mundo é dividido em duas castas, uma delas para servi-la.

Ingênuo porque, conceito de tal forma ultrapassado e defasado, que soa distante e anacrônico.

Ingênuo porque, conceito de tal forma real e consolidado, que soa evidente e insuperável.

the great

 

THE GREAT LUIZ!

Glória Severiano Ribeiro, essa doce young lady de nossa melhor sociedade, abriu a  cabine de cinema de sua petite orangerie no Jardim Pernambuco para a mais esperada avant prémière da temporada: a do filme The Great Gatsby!

Ser convidada para as sessões privadas de cinema de Glória é tipo assim uma condecoração, um prêmio, uma medalha de honra ao mérito social, que garante lugar no pódio das most beloved do high carioca.

Porque ela faz tudo com tamanho amor, se coloca plenamente em cada evento que realiza, com tanta delicadeza e classe, e sempre com um ritual que todas obedecem e respeitam, que ser convidada é uma tremenda distinção.

Glória convidou para uma projeção às 5 da tarde. Elas começaram a  chegar  pontualmente às 4,30 e foram recebidas com aquele clássico coquetel, servido pelo copeiro da casa, com sanduichinhos micro, canapés, sucos de frutas e refrigerantes.

Tolerância de 15 minutos para os atrasos das retardatárias, e não mais que isso.

Elas já estão todas lá, na sala de cinema decorada pelo saudoso Helio Fraga, com imensos posters dos grandes astros e grandes divas do cinema – Greta Garbo, Lauren Bacall, Liz Taylor, Rock Hudson, Gary Cooper, Humphrey Bogart  – poltronas de couro cinza super confortáveis, com direito a rodadas ininterruptas de cestinhas de pipoca que o copeiro traz sem-parar-sem-parar durante toda a exibição…

Duas Jujus: Muller e Almeida Magalhães, Solange Ribemboim, Maria Helena Chermont de Britto, Marcia Muller,  Maria Pia Marcondes Ferraz, Bebel Niemeyer, Cristina Lips, Ana Cecília Magalhães Lins, Angélique Chartouny, Henriqueta Gomes, Cristiane Almeida, Ana Paula Leão Teixeira, Alice Médici, Luiza Prettyman, Eliana Moura, Beth Serpa, Antonia Frering, Mirna Bandeira de Mello e as irmãs de Glória, Clara Magalhães e, vinda de São Paulo, Maria Pia Trussardi, homenageada da tarde.

Terminada a sessão de Gatsby, aplausos, suspiros, comentários, elogios e muitos docinhos e tortas para todas, saídos diretamente da cozinha anexa da chef Raffinha, filha de Glória.

Civilizadas, elas aceitam um pedacinho de torta, mordem um brigadeiro, fazem nhamnham (com sonoplastia da Ana Maria Braga, por favor), reviram os olhos de delícia e contentamento, tomam um cafezinho com dois dedos de prosa, despedem-se de Glória e de todas e partem saltitantes, antes de os maridinhos chegarem em casa do trabalho.

E o mesmo faz Glória, encerrando os trabalhos e retornando para a casa principal ao lado, à espera do amor de sua vida, o seu Gatsby: The Great Luiz, lindo, elegante, trabalhador, sério, apaixonado por ela em todos os dias desses 39 anos de casados, nos quais só tem proporcionado tudo de bom e generoso à Glória (a começar pela família esplendorosa que constituíram juntos), e sem sequer um pinguinho dos defeitos do Gatsby do filme…

Se é que eu posso dizer que o Leo Di Caprio tem algum defeito, não é, meus amores?

THE GREAT LEO / THE GREAT LUIZ / THE GREAT GLÓRIA

the great luiz

 A MANSÃO DO GATSBY / A CABINE DE CINEMA DA GLÓRIA

as jujus