Missão cumprida: “Ocupação Zuzu” é visitada por 90 mil no 50º aniversário do Golpe!

Os números acabam de me chegar às mãos e eu exulto.

Depois de superar a marca dos 43 mil visitantes, na sua temporada paulistana, a “Ocupação Zuzu” ultrapassou as 45 mil presenças no Paço Imperial, de onde saiu de cartaz no último 2 de novembro. Com isso são cerca de 90 mil visitantes.

Missão cumprida: 50 anos depois, mantém-se mais viva do que sempre a história da vida, da arte, do pioneirismo, do heroísmo de minha mãe, em sua obstinada busca de meu irmão sacrificado, drama escrito com tintas sangrentas próprias de uma tragédia grega.

Uma nova geração de brasileiros viu, soube e conferiu de perto a moda inspirada, linda e singular da estilista mineira Zuzu Angel, primeira e única a propor a ‘moda com brasilidade’, legítima, descolonizada; conheceu o martírio de meu irmão, Stuart Angel Jones, de minha cunhada, Sonia Angel, e de seus jovens companheiros idealistas, a quem o Brasil tanto deve esse privilégio de que hoje usufruímos e se chama liberdade! De dizer, ser, pensar, agir, debater, escolher, votar.

São 90 mil novas consciências informadas de nosso país.

Parabéns Zuzu! Obrigada, Itaú Cultural, fundamental e principal parceiro nessa empreitada!

Zuzu AngelZuzu Angel em foto de Antonio Guerreiro / Acervo Instituto Zuzu Angel

Depois do sucesso do Enem, Henrique Paim, o ministro da Educação, recebe título “Educador do Ano 2014”

O Ministro da Educação, Henrique Paim, é o Educador do Ano 2014! O título foi-lhe conferido ontem em reunião dos membros da Academia Brasileira de Educação.

Paim tem mesmo do que se orgulhar. Um Enem bem sucedido, reunindo simultaneamente cerca de 9 milhões de estudantes de um país continente como o Brasil, é proeza extraordinária para qualquer grande Nação mundial. Além do Pro-Uni, do Pronatec e de tantas outras iniciativas bem sucedidas de seu ministério.

A data da solenidade de entrega ainda não foi marcada, mas será como sempre no Rio de Janeiro, cidade sede da Academia – ABE.

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Casamento florido com agapantos e o requinte de Yolandinha Barros Barreto

Eles são lindos, são jovens, são empreendedores e são apaixonados. Vão ter um bebê em fevereiro e se casaram da maneira mais bonita, íntima, feliz e elegante que se possa cogitar.

Rodolfo Barros Barreto e Marcela Furlan disseram “sim” no sábado, convite para as seis e meia da tarde, horário de verão bombando em Ipanema.

Foi no apartamento da família dele, um segundo andar no Arpoador, espuminha do mar em frente quase batendo na barra da saia do vestido da noiva, visão loura, adentrando o salão pelo braço do pai, ao som do sax de Guilherme. Só o sax. Ah, requinte!

Eles se conheceram em Santa Catarina, Jurerê Internacional, a mais famosa concentração de mulheres lindas do planeta na atualidade.

A beleza deu o tom. A começar pelas mães dos noivos, com seus vestidos longos bordados. O de Yolandinha Barros Barreto, um Elie Saab ameixa, tom da moda, que por coincidência combinou com o jardim vertical de agapantos e vandas, ocupando toda a estante da parede principal da entrada, onde Yolanda costuma exibir sua coleção de vidros e enfeites raros.

Os 2.250 agapantos lilás e brancos, perfumados, vieram da fazenda. As vandas, brancas e roxas, de Holambra.

Na grande biblioteca foi colocada pista de  dança em quadrados de cristal de luz âmbar. Sabedoria de Yolanda, que, assim, além de proteger o piso, agradou aos jovens. Depois do sax, o DJ Mamede assumiu as rédeas do espetáculo e fez-se o baile.

As festas de Paulo e Yolanda têm um diferencial que as tornam singulares. Não é o poder, não é o dinheiro, não é a elegância, não é a juventude, não é a beleza, muito menos é a fama que determina a ambicionada inclusão na lista de convidados. A fórmula, de química perfeita, é simples e de ingrediente único, assim explica Yolanda: “Só recebo quem eu gosto”.

E é tão fácil reunir todos que se ama numa mesma festa!

Os da família e os antigos amigos, da velha guarda, chegam cedo. São sempre pontuais. Seis e meia estavam todos lá, recebidos à porta pelos Barros Barreto, com carinho enorme, afetividade.

Os mais glamourosos costumam ser retardatários, sabem que precisam economizar fôlego (e pés) pois a noite e a dança prometem longo esforço, de muitas horas. Daí que começam a chegar às oito, oito e meia, nove, dez…

E o elenco da festa, então, vai ganhando outra fisionomia, num rodízio revigorado de personagens. Os de agora mais fosforescentes, destacando-se, a sempre deusa Aparecida Marinho, a Papá, de renda verde esmeralda, corpo justo, saia franzida e uma esmeralda magnífica a cintilar retangular no dedo.

Os amigos são os habituais, Patrícia Laport, Isabelle de Ségur, os Bandeira de Mello, Tania Caldas, Edgar Moura Brasil, Cristiana Malta e Ary Sucena, Jonja e Kitty, Tony Souza Silva e Gisela Zingone, Monica Marinho, Pedro e Teresa Avvad, os Seiler, Paulo e Angela Rocco…

Mas aquela não era uma festa habitual. Paulinho confessava: “Acho que estou mais tenso que meu filho”. São pais amorosos, presentes, dedicados.

Yolanda, detalhista, pensou em tudo. Até no técnico plantonista, das 5 da tarde às 5 da manhã, em caso de enguiço do elevador, que não anda lá muito católico. Um olho na missa, outro no sacristão. Enquanto observava a circulação dos garçons, ela convidava as amigas a conhecerem seu novo trabalho: um livro com fotos do Rio de Janeiro, já devidamente ampliadas e exibidas na parede da sala. É uma mulher talentosa.

A cerimônia da juíza Maria Vitória teve aquele seu tradicional tom solene, conferindo à ocasião a gravidade, a importância e a emoção que efetivamente tem. Noivos, pais, irmãos, amigos, todos se comoveram. E o sax sublinhando, insisto.

Buffet da Ecila, irrepreensível. Como sempre é nos coquetéis, almoços e jantares naquela casa. Champagne e bebidas alcoólicas, só após a solenidade.

E fez-se a alegria!

yolandinha 1

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Papa Francisco recebe o líder do MST, João Pedro Stedile!

stedile e o papa E agora, o que vão dizer a bancada ruralista e o deputado Ronaldo Caiado? O Papa Francisco teve um encontro no Vaticano com o líder do Movimento Sem Terra, João Pedro Stedile na semana passada!

Sim, é verdade verdadeiríssima, apesar de a mídia nacional desconhecer (ou ter ignorado) o que a foto acima atesta.

O encontro mereceu matéria de primeira página no jornal italiano Il Fatto Cotidiano e foi reportado na página do MST e nos blogs Viomundo e O Escrivinhador, com  tradução de Moisés Sbardelotto.

A reportagem, constando também de uma entrevista, destaca a importância de Stedile como liderança na organização dos agricultores, com 1,5 milhão de membros, e lembra que o MST foi imortalizado em imagens históricas do fotógrafo Sebastião Salgado em sua “caminhada de 30 anos feita de vitórias e de derrotas”.

Entre outras coisas, enfatiza que João Pedro é um marxista ligado à Teologia da Libertação, que jamais usou gravata e “desempenhando o papel de porta-voz de uma realidade pobre, em busca da sua própria emancipação”.

Ele foi um dos organizadores do Encontro Mundial de Movimentos Populares acontecido semana passada no Vaticano, na sala do Velho Sínodo, onde sugeriu até a canonização de “Santo Antônio… Gramsci”, para desconforto de vários presentes.

Ao falar, Stedile explicou que o MST cultiva uma relação “leiga” com o poder, ou, como disse, de “autonomia absoluta”. Por isso, na última eleição brasileira, apesar de não se envolver muito no primeiro turno eleitoral, depois apoiaram Dilma Rousseff no segundo.

Pincei e sintetizei trechos da entrevista:

Como nasceu o encontro no Vaticano?

“Foram movimentos sociais da Argentina, formados por amigos do papa Francisco, com os quais o MST começou a trabalhar, que possibilitaram esse encontro mundial no Vaticano, reunindo 100 dirigentes populares de todo o mundo, sem confissões religiosas. A maioria não era católica. Um encontro muito proveitoso”.

Uma declaração sua sobre o Papa

“O papa deu uma grande contribuição, com um documento irrepreensível, mais à esquerda do que muitos de nós. Porque afirmou questões de princípio importantes como a reforma agrária, que não é só um problema econômico e político, mas também moral. De fato, ele condenou a grande propriedade. O importante é a simbologia: em 2.000 anos, nenhum papa jamais organizou uma reunião desse tipo com movimentos sociais”

O que resulta desse encontro?

“Do encontro com Francisco, nascem duas iniciativas: formar um espaço de diálogo permanente com o Vaticano e, independentemente da Igreja, mas aproveitando a reunião de Roma, construir no futuro um espaço internacional dos movimentos do mundo”.

“Para combater o capital financeiro, os bancos, as grandes multinacionais. Os “inimigos do povo” são esses. Como diria o papa, esse é o diabo. Mesmo que todos nós vivamos o inferno”.

“Os pontos traçados do encontro de Roma são muito claros: a terra, para que os alimentos não sejam uma mercadoria, mas um direito; o direito de todos os povos de terem um território, seu próprio país, pense-se nos curdos de Kobane ou nos palestinos; um teto digno para todos; o trabalho como direito inalienável”.

No Brasil, vocês apoiaram a eleição de Dilma Rousseff. Qual é a sua opinião sobre o governo do PT e o seu futuro?

“A autonomia, para nós, é um valor importante. O PT geriu o poder com uma linha de “neodesenvolvimentismo”, mais progressista do que o neoliberalismo, mas baseada em um pacto de conciliação entre grandes bancos, capital financeiro e setores sociais mais pobres”.

“A operação de redistribuição da renda favoreceu a todos, mas principalmente os bancos. Agora, porém, esse pacto não funciona mais, as expectativas populares cresceram”.

“O ensino universitário, por exemplo, integrou 15% da população estudantil, mas os 85% que ficaram de fora pressionam para entrar. Só que, para responder a essa demanda, seria preciso ao menos 10% do PIB, e, para levantar recursos desse tamanho, se romperia o pacto com as grandes empresas e os bancos”.

Então?

“O governo tem três caminhos: unir-se novamente à grande burguesia brasileira, como lhe pede o PMDB, construir um novo pacto social com os movimentos populares ou não escolher e abrir uma longa fase de crise”.

“Nós queremos desempenhar um papel e, por isso, propomos um plebiscito popular para uma Assembleia Constituinte para a reforma da política. A força do povo não está no Parlamento”.

Finalizando:

“A nossa ideia, no início, era a de realizar o sonho de todo agricultor do século XX: a terra para todos, bater o latifúndio. Mas o capitalismo mudou, a concentração da terra também significa concentração das tecnologias, da produção, das sementes. É inútil ocupar as terras se, depois, produzirem transgênicos. Não é mais suficiente repartir a terra, mas é preciso uma alimentação para todos, e uma alimentação sadia e de qualidade”.

“Hoje visamos a uma reforma agrária integral, e a nossa luta diz respeito a todos. Por isso, é preciso uma ampla aliança com os operários, os consumidores e também com a Igreja. Somos aliados de qualquer pessoa que deseje a mudança”.

O melhor que a arte brasileira já produziu, a partir de amanhã, na Pinacoteca de São Paulo!

Esta é para São Paulo onde amanhã, a partir das 11h, a Pinacoteca recebe em seu 2º andar o melhor da arte brasileira, com a mostra “Coleções em Diálogo: Museu Mariano Procópio e Pinacoteca de São Paulo”.

São cerca de 50 obras dos artistas que fundamentam a história da arte brasileira, destacando-se a obra que ilustra o convite “Tiradentes supliciado”, de Pedro Américo, 1893.

Com aplausos para o grande esforço do diretor do Museu Mariano Procópio, o empreendedor Douglas Fasolato, e a gente pode bem avaliar a importância de seu mérito.

O Mariano Procópio reúne na cidade mineira de Juiz de Fora uma das mais expressivas coleções do país. Sobretudo do que diz respeito ao Império. No entanto, este tesouro vinha sendo mantido, ao longo das décadas, praticamente na clandestinidade, muito além da clássica discrição que caracteriza Minas Gerais.

Porém, desde que o jornalista e genealogista Fasolato assumiu a condução do Mariano Procópio, as portas do museu abriram-se para exposições extra muros de seu acervo (já que a obra de reforma iniciada não permite exibições no prédio) e também eventos culturais na grande área do parque magnífico.

A atual administração dinamizou os espaços e franqueou o acervo, chegando agora à excelência de suas realizações, ao conseguir a proeza de levar parte da coleção até um dos mais nobres espaços de exibição do país, a Pinacoteca de São Paulo.

Juiz de Fora tem, neste evento, a oportunidade de um resgate de sua própria importância histórica. Pois o Museu Mariano Procópio reflete a expressão da trajetória da cidade, aquela que lhe valeu o epíteto de “A Manchester Mineira”, pelo grande impulso desenvolvimentista industrial dado a Minas e ao Brasil, pela sua tradição econômica e aristocrática, à época dos barões do café, e sua fortíssima influência política no país, em vários momentos brasileiros.

O Museu Mariano Procópio e sua rica coleção são síntese da memória brasileira.

A visita à Pinacoteca de São Paulo é oportunidade imperdível, que eu altamente recomendo, não só por influência de meu honroso título de “juizforana honorária”, como porque julgo estar prestando a quem aprecia a arte brasileira o melhor dos serviços.

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“Tiradentes supliciado”, de Pedro Américo, 1893. Foto: Isabella Matheus — com Lucia Medeiros.

Na Library do Copa, cenário mais elegante do Rio, jantar puro luxo para um ícone de São Paulo

É sem dúvida o mais elegante ambiente carioca do momento. Lá foi celebrado o mais harmonioso dos “casamentos”: o da Tradição do Copacabana Palace com a Sofisticação do antiquário Arnaldo Danemberg.

Estou falando da Library, espaço inaugurado não faz muito onde foi a antiga portaria do prédio do Anexo do Copa.

Com sua porta giratória, paredes revestidas de boiserie, marcenaria impecável, balaústres de madeira torneada separando os dois níveis do local, cenário de tal forma requintado que merecia mesmo tratamento muito especial.

Foi o que levou a diretora do hotel, Andréa Natal, a consultar Danemberg sobre como ocupar um espaço de tal forma singular. O antiquário não pensou duas vezes: “Eu faria uma Library!”.

Andréa deu carta branca e Arnaldo montou ali a mais bela das bibliotecas.

Lá estávamos, naquela noite única, 38 convidados privilegiados, ouvindo histórias como essa que contei, enquanto drincávamos o champagne Veuve Clicquot Ponsardin e confraternizávamos, no contexto desta alta temporada do Casa Cor 2014, no jantar oferecido pelas famílias Orlean e Danemberg ao arquiteto Dado Castello Branco, ícone da arquitetura de interiores paulistana.

Uma noite de pessoas elegantes, sobretudo de gente realizadora. Aqueles nomes que botam o Brasil para acontecer. Como fazem os Orlean, família que produz unida.

A Orlean é hoje a mais prestigiada empresa de revestimentos, tecidos, papeis de parede, persianas, cortinas. Com quatro lojas imensas, ela está no Rio de Janeiro, em Niterói, e em São Paulo. Sempre nos endereços mais valorizados. Representa com exclusividade, no Brasil, 20 das melhores marcas de papel de parede e tecido do mundo. Em todos os grandes eventos de arquitetura e design do país ela está. E investe de tal forma junto aos profissionais do setor que este ano levou 70 deles a Paris, dentro de seu Programa Visionaire, com evento no Louvre.

Jacob e Simone Orlean recebiam os convidados, ao lado de seu filho, Marcelo. Um clã verdadeiro.

Arnaldo e Katia Danemberg, com sua filha, Paloma, levam avante a missão de manter o prestígio do antiquário “Arnaldo Danemberg”, tradição de seriedade que já chegou à terceira geração.

Arnaldo se distingue no antiquariato pela sua cultura e o domínio total de tudo o que se refere à História da Arte e do Mobiliário. Sem esquecer que é uma pessoa agradabilíssima, perfeito ser social. É sempre um prazer estar com ele, seja em sua loja ou no convívio em sociedade. Prazer que se estende à Kátia e à Paloma, que é linda,e vai se casar este mês.

As imagens do jantar de lugares marcados, tão exclusivo, aí estão abaixo. Vocês poderão notar a presença de importantes sobrenomes paulistas, como Setúbal, de Bruno Setúbal, da família proprietária da Deca, uma empresa do Grupo Itaú; o sobrenome Penteado, do vice-presidente da Unidade de Negócios da Deca, Raul Penteado; e o diretor de Marketing da empresa, Bruno Antonaccio.

A chamada aristocracia social carioca também disse presente com sobrenomes Nabuco, Müller, Gouthier, Moura Brasil, Mayer, Pinto Guimarães, Aché, Leão Teixeira, Qüentel etc…

No entanto, a personagem mais falada, comentada e elogiada, em todas as conversas, não compareceu ao jantar pequeno. Mesmo assim, consegui sua foto e a incluí entre as dos demais convidados, como vocês verão no quadro de fotos abaixo…

Trata-se de Madame Mesa de Ping-Pong, criação conjunta de Dado Castello Branco e Etel Carmona, que está sendo pela primeira vez exibida ao público, justo no Casa Cor carioca, olé!

Executada em Nogueira Americana e Jequitibá, “Madame” Ping-Pong é très chic. Ela traz detalhes de latão polido nas bases e nas gavetas, enquanto a rede, o baldinho e os cases das raquetes são de couro. Puro luxo, como só mesmo o Dado e a Carmona, a mais celebrada das designers do país, poderiam conceber.

Quem for ao Casa Shopping da Barra da Tijuca vai encontrar Ping-Pong no Pavilhão da Piscina, no ambiente criado pelo Dado, que as pessoas estão elogiando horrores. A iluminação, com luminárias pendentes, rasgos e leds embutidos, é do Maneco Quinderé, o light designer tudibom do Rio de Janeiro.

A mesa do jantar no Copa tinha cabeceiras duplas. Uma delas, presidida por Simone Orlean e Arnaldo Danemberg. A outra, por Katia Danemberg e Jacob Orlean. Tive a alegria especial de ser situada à direita do amigo de 30 anos, o anfitrião Arnaldo. Andréa Natal, ao lado da hostess, Simone.

Assim, pude conversar com Danemberg, muito satisfeito com as vendas aquecidas em seu business de antiquariato; com a empresária Simone Orlean, que se mostrou confiante com os rumos de seu negócio e os do país, nesta nova etapa de nossa economia, e com a bela diretora geral do Copa, Andréa, bem na minha frente, que falou com entusiasmo do hotel super cheio, temporada de fim de ano já lotada. Dela, colhi uma notícia super fofa para vocês.  Aí vai:

Andréa faz projeto de uma ceia de Natal absolutamente magnífica na sua Library, com os mesmos móveis do Danemberg e um décor natalino de Antonio Neves da Rocha, viva!

Para poucos e bons participantes, naturalmente..

orlean danemberg

Library do danemberg

orlean danemberg 2

Em tempo de divisão de classes, o Rio dá o exemplo e Zona Sul dá “aquele abraço” na Zona Norte

Em plena temporada de altas bobagens divisionistas, em que tem gente que briga para fazer o Brasil ou todo azul ou todo vermelho, quando na verdade ele é verde, é amarelo, é azul, é branco, é vermelho, é cor de rosa, é cor de abóbora, é marrom, é bege, é roxo, é preto, é cinza, enfim, é de todas as cores e tonalidades que a natureza pode produzir e nossos olhos conseguem enxergar, pois o Brasil é multi racial, multi cultural , multi legal, multi fraterno…

Pois bem, nessa época em que há quem queira só andar na calçada da direita ou só na da esquerda, há também quem gosta de variedade. Quem gosta, por exemplo, de trocar a Zona Sul pela Zona Norte. Trocar o risoto do Gero e o baby beef do Rubayat, por um croquete de jiló em Brás de Pina ou um bolinho de rabada na Praça da Bandeira.

Assim, certo grupo de pessoas de cabeça aberta e alma ampla atendeu ao convite da dupla sempre inovadora Boni de Oliveira-Ricardo Amaral e resolveu transgredir, rompendo preconceitos e padrões gastro-geográficos.

O encontro foi às 11 de uma manhã de sábado, na “Adega Pérola”, da Rua Siqueira Campos, em Copacabana, entre pratinhos de marinados vários, e os chopes já começando a saltar do balcão.

De lá, a turma convidada por Ricardo Amaral embarcou numa van confortável, ao som do samba da Grande Rio de 2014, que Boni pôs pra tocar e é mesmo de arrepiar. Foi um “esquenta” e tanto no “vou daqui, vou pra lá, sou feliz em Maricá”.

E lá foi a gente ser feliz no “Da Frente”, um boteco que faz sua honra e glória por ser situado de frente pro badalado “Aconchego Carioca”, mas, em se tratando de petiscos, fica bem à frente.

O “Da Frente”, que é comandado por mãe e filha, até ganhou o prêmio do festival Comida di Boteco 2014, na categoria Petiscos!  Por ordem, saboreamos: o Bolinho de Rabada, o Puta Rica (um bolo frito de arroz com linguiça, donde a gente conclui que sem linguiça deve ser a variedade das “Pobres”), a Coxinha de Camarão (com catupiry). o Croquete de Strogonofe com Molho de Batata Palha. Cerveja e cachaça premier grand cru, escolhida pelo sommelier a bordo, do grupo.

Próxima parada, o “Original do Brás”, o preferido do Luís Carlos da Vila saudoso, em Brás de Pina, onde fomos brindados com um “croquete de jiló com linguiça, de se comer ajoelhado e rezando”, segundo o guia Paulo Mussoi, o grande coordenador desse Circuito de Botequins e Bares, que faz uma preleção sobre cada casa que visitaremos, quando ainda estamos a bordo da van.

Parada seguinte, a quarta do sábado, finalizando o circuito, no Bar da Portuguesa, em Ramos, sobre a qual comento abaixo dessas fotos.

P.S. às 12h44 de 03/11/2014: Dirimindo dúvidas, o passeio foi no sábado véspera da eleição. Não foi após a eleição. Foi naquele auge da campanha, quando todos se batiam, cada um pelo seu candidato. Porém ninguém discutiu nem falou em política. Havia aecistas e dilmistas, no grupo e creio que nos bares, no entanto, prevaleceu o desejo de confraternizar, estar junto e prestigiar o que de melhor a Zona Norte tem a oferecer a todos nós, cariocas.

cIrcuito de botequins

E cá estamos nas fotos o grupo de audazes curtidores deste Rio de boas surpresas, reunidos pela dupla Boni-Amarall, numa cruzada pelos bares da Zona Norte, guiados pelo Paulo Mussoi, com o pomposo título de Diretor de Relacionamento de Bares do Jornal Biricotico, distribuído a todos os participantes do passeio (www.facebook.com/biricotico).

Fazia parte de nossa trupe (ou tropa), um fabricante de cachaça e grande especialista no assunto (o do chapéu nas fotos), que serviu de sommelier das branquinhas a cada escala do grupo, integrado por Beth e Miguel Pires Gonçalves, Iná Arruda, Priscila Clark Galdeano, Gisella e Ricardo Amaral, Boni, nós (tô eu aí bem do lado do Boni, viram?) e outros agradáveis companheiros de copo, de garfo e de boas risadas, com direito a um isopor com picolés no retorno da van.

Os registro foram feitos no último botequim visitado, o tradicional “Bar da Portuguesa”, onde degustamos travessas com torresmos de barriga aberta e sardinhas fritas, dois quitutes clássicos da casa super cheia, mesas invadindo a varanda, para glória e alegria daquele sábado à tarde em Ramos.

Nas fotos, também, os donos do Portuguesa, que nos receberam com grande simpatia e a hospitalidade que só botequineiros de tradição sabem ter, assim como foi nas demais casas visitadas durante o circuito. Com os agradecimentos extensivos ao fidalgo Boni que não nos deixou pagar a “dolorosa”.

Quem quiser saber o que foi a ditadura tem hoje oportunidade indo à mostra Ocupação Zuzu, no Paço Imperial, em seu último dia.

Status

Quem quiser saber o que foi a ditadura tem hoje oportunidade indo à mostra Ocupação Zuzu, no Paço Imperial

Está lá tudo exposto no Paço Imperial, até seis da tarde: a vida, a moda, a luta de Zuzu Angel e de meu irmão , Stuart, sacrificado pela ditadura, a dita-tortura, a dita-morte, a dita-indiferença de tantos brasileiros, que sequer compaixão puderam ter porque a Censura proibia que fossem informados dos fatos.

Estão lá as fotos, os fatos, os poemas, as cartas, os documentos, as provas, as vozes, os filmes, o choro, o drama.

Estão lá o suplício, a tragédia, a dor e o sofrimento de minha família.

Estão lá os modelos ícones do primeiro desfile de moda política do mundo e inclusive o vestido de noiva política, em que o costureiro da casa Versace agora, digamos, “se inspirou”, para o casamento de Angelina Jolie.

Está lá a réplica do ateliê de Zuzu na garagem da casa da Nascimento Silva.

Está lá seu depoimento em áudio ao historiador Helio Silva contando como foi o suplício e a morte de seu filho Stuart.

Querem saber o que foi a DITADURA terrível no Brasil, que vocês, mesmo vivos e saudáveis, não viveram e não souberam porque não lhes permitiram saber? Corram, corram ao Paço Imperial no Centro.

A Ocupação Zuzu levou 45 mil visitantes ao ItaúCultual em São Paulo e outros tantos milhares ao Paço Imperial, e hoje é a última oportunidade de visitá-la aqui no Rio de Janeiro.

Espero vocês lá.

Hoje há performances de atrizes lendo as CARTAS DE ZUZU e usando vestidos réplicas dos criados por ela.

OCUPAÇÃO PAÇO 3

 sonia angel 3

De cabelos curtinhos, na primeira fila, Sonia Angel, minha cunhada, assistindo a desfile da moda de minha mãe, Zuzu Angel, na Bergdorf Goodman, em Nova York. Foi barbaramente torturada, arrancaram-lhe os seios com alicate, lhe deram um tiro nas costas e seu corpo foi encontrado numa vala comum no cemitério de Perus, em São Paulo, quando Luiza Erundina era prefeita. Isso era a ditadura, para quem não sabe.

Manifestação pró-golpe faz até Zumbis levantarem das tumbas nesta semana de finados

A manifestação acontecida em São Paulo, com pouco mais de dois mil, e em outros pontos do país, com meia dúzia de três ou quatro, foi convocada por uma ONG americana, pedindo intervenção militar no Brasil e usando, como logomarca, a fachada e o nome da White House. Uma audácia, um atrevimento, uma interferência em nossa soberania.

Fico imaginando se uma ONG da América Latina passasse um abaixo assinado pedindo um golpe militar nos EUA para depor o presidente da República deles. Iam dar gargalhadas.

Aqui, os desinformados se escandalizam e ASSINAM!!!! E ainda há quem saia de casa e empunhe cartaz dizendo “Não somos otários”. Dá vontade de virar pro lado e rir.

Olavo de Carvalho, o “filósofo”, foi um dos que distribuíram a convocação americana para o abaixo assinado, pelo Twitter, neste movimento que tem como agitador mor o “intelectual” Lobão.

Maus perdedores no voto, contaminados pelo vírus golpista da velha UDN, que julgávamos debaixo de 7 palmos e agora ressurge das tumbas, nesta semana de Finados, com seus Zumbis encarnados em Lobões, Telhadas e Bolsonaros, dançando um Thriller à la Michael Jackson, porém sem qualquer talento. São só palavrões, grosserias, mau gosto, ignorância. Um festival de baixos instintos.

Como fato a registrar, ficam as imagens pinçadas nos faces e twitters, em decorrência dessas manifestações…

cão chupando manga

Na legenda do Face está escrito:

“É sempre a mesma”

intervenção“Meia dúzia de três ou quatro”.

mega sena

“Só acertei um número. QUERO RESORTEIO!!! FORA MEGASENA!!!”

Este acima pede Impeachment da Mega Sena

 

herzog

Lobão (@lobaoeletrico) Twitter

O próprio Lobão retuitou essa charge em que ele debocha do enforcamento de Herzog, morto no Dops paulista

 

Nordestino é agredido por desejar melhoras de Dilma… a que ponto chegamos!

Prossigo aqui com a série de depoimento de leitores fiéis deste blog, incomodados com as hostilidades que enfrentam nas mídias sociais.

Antes, vou lhes apresentar Jamill. É um rapaz nordestino, sensível, inteligente, fascinado pelo mundo da moda, da beleza e da sofisticação. Especialmente, é um admirador do mito social Carmen Mayrink Veiga, de quem ele é sócio fundador do Fã-Clube. Sabe tudo sobre os fatos que envolvem a história da vida e da elegância daquela que é referência na alta moda e na chamada alta sociedade.

Conheci Jamill através de um e-mail, quando me escreveu pedindo-me que intermediasse seu contato com a “diva” Carmen. Atendi o pedido e logo ele e Carmen estabeleceram uma boa relação, falando-se por telefone frequentemente. Hoje, chego a pensar que Jamill sabe mais sobre Carmen do que eu. Ou até do que ela própria!

Agora vejam o comentário que ele acaba de enviar a este blog:

“Hilde,

Infelizmente, fui chamado de “analfabeto”, de “pobre coitado”, e outras ofensas meio pesadas, por eu ser nordestino e por ter “curtido” a página da Dilma Rousseff e desejado, numa postagem, melhoras para ela depois que se sentiu mal após o debate. Meu voto é na Dilma, mas, eu não ataco em nada os que votam no Aécio.

A verdade é que, por mais que ataquem a presidente e seus eleitores, muita coisa melhorou no Nordeste depois que o Lula e a Dilma entraram no poder. Não é um mar de rosas, como é a ideia que jornalistas sociais vendem em benefício próprio, enquanto comercializam agendas, eventos e livros com endereçamento, sobre a fantasia dos nordestinos que gostariam de ser alguém com sobrenome tradicional e tal.

A realidade é muito dura e nada tem a ver com ilusões. Porém, descontando os exageros, o povo passou a ter dignidade. Muitas vezes, os comerciantes, industriais, se juntavam para comprar insulinas para diabéticos, remédios, que eram doados ao povo de suas cidades, aos funcionários, na época do FHC. O salário mínimo aumentava R$ 6,00 no ano. Está bem que o FHC fez algo bom com o Real, mas, na prática, é preciso enxergar as boas mudanças ocorridas desde que o Lula e a Dilma entraram na presidência: qualquer pessoas da Paraíba pode viajar de avião agora, com o Bolsa Família, as famílias moram juntas (antes o marido tinha de ir para o sudeste, de ônibus, 3 dias de viagem, para trabalhar e enviar dinheiro por carta – que muitas vezes se perdia -, pelo Correio, para casa) e podem aumentar o comércio local, comprando comida nos mercadinhos, e roupas.

Hoje, todos têm uma televisão, uma moto, um carro, seja para o trabalho rural ou para estudarem e, o principal, podem usar água de poços artesianos. O acesso às universidades ficou muito mais fácil. Pessoas que antes pediam comida nas portas e feiras livres, hoje têm filhos universitários e conseguem ter dignidade, isso era algo inimaginável na época do FHC.

Eu tenho muita pena do povo pobre, me refiro aos que antes moravam em casas de taipa (madeira e barro), esperando o dinheiro chegar pelo Correio. Mesmo os que são muito ricos deveriam pensar o mesmo, pois, não se sabe do dia de amanhã.

Eu voto na Dilma para ajudar a todos que vi melhorarem de vida, para que todos sejamos cada vez mais iguais e apesar das ofensas de ser chamado de “analfabeto” e “pobre coitado” por eu ter “curtido” e desejado melhoras à presidente na página dela, eu não tenho dúvidas de que a desigualdade social diminuiu e que as pessoas, hoje, são mais felizes e têm boas oportunidades para o hoje e para o amanhã, votando Dilma 13.

Graças a Deus tenho a sorte de ter bons pais que me deram educação e outros “luxos”, mas, não sou egoísta de pensar somente em mim. Sugiro que a maioria das pessoas, ao invés de irem a NYC para estreia na Broadway, que possam visitar interior nordestino e conhecer, conversando com as pessoas, essas mudanças que eu citei e como o Bolsa Família e outros recursos são bem aplicados para aumentar o comércio local e a produção de cada família.

Obrigado pela atenção.

Abraço do seu leitor e fã da linda Carmen,

Jamill.”