Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

Preparem o coração : ‘Em Busca da Verdade’ – o Documentário para ser assistido por todos sobre a Ditadura de 64

Documentário apresenta as principais investigações da Comissão Nacional e das Comissões Estaduais da Verdade sobre as graves violações de direitos humanos ocorridas durante a Ditadura de 1964. Preparem o coração.

Tonia Carrero, Eva Wilma, Odete Lara, Norma Bengell e Cacilda Becker – a primeira linha de nossas grandes atrizes conscientes e corajosas

 

Convivendo com gays no universo da moda, Ruth Joffily descobriu que ‘todo amor merece brilhar’

“Todo amor merece brilhar” é o livro da professora Ruth Joffily  na plataforma da Bookstart para ser editado em papel e em e-book.

 

Ruth Joffily é uma voz a ser ouvida e considerada. Sua sensibilidade é reconhecida. Seu currículo é qualificado. Fez Comunicação na Universidade Federal Fluminense. Trabalhou como estagiária no Globo. Foi editora-assistente na Claudia Moda e editora das revistas Desfile e Desfile Coleções, da Bloch. Estagiou nas revistas de fotonovelas Sétimo Céu e Amiga, posteriormente integrou a editoria de moda. Criou o primeiro curso de jornalismo e produção e moda no Centro Cultural Cândido Mendes, em Ipanema, onde. Durante oito anos coordenou a primeira pós-graduação de produção de moda, criada pela parceria acadêmica do Instituto Zuzu Angel (IZA) com a Universidade Veiga de Almeida..

Ao iniciar seu trabalho como produtora de moda, Ruth passou a trabalhar sobretudo com mulheres e com homossexuais, pois os estereótipos que envolvem a atividade eram de tal forma arraigados que a escalação de profissionais de imprensa para cobrir o setor não se guiava pelo saber, e sim pelo gênero.

A escolha recaía invariavelmente sobre as mulheres e os homossexuais.

As editorias de moda, desde sempre, constituíram-se no jornalismo brasileiro em “guetos  de mulheres e gays”. Enfoque preconceituoso porque, se um gay ou uma mulher tivessem, digamos, pendor para cobrir o futebol, a editoria de polícia ou a economia, isso seria ignorado pelos editores, prevalecendo a moda.

Foi convivendo com homossexuais que Ruth percebeu que na maioria eram muito cultos, conviviam em harmonia, não existia homofobia, nem preconceitos. Havia produtores gays, maquiadores gays, cabeleireiros gays, alguns modelos eram gays, assim como havia estilistas gays.

Trabalhando com profissionais homoafetivos, Ruth Joffily aprendeu que ninguém escolhe ser gay. A pessoa nasce gay. Na moda, ninguém fica dentro do armário, a atividade promove a liberdade de ser quem se deveras é, e a felicidade de criar. Ninguém tem vergonha de se mostrar. Às vezes até exagerando nos tons.

No mundo da moda e do ensino de moda, Ruth jamais ouviu falar em crítica aos gays da atividade, discriminação, bullying ou homofobia. Diferenças são respeitadas, pois professores e alunos empenham-se em criar, não em copiar, e lutam para não serem submetidos a uma uniformização.

Foi dessa convivência enriquecedora que nasceu seu livro, verdadeiro guia de respeito às diferenças, com a colaboração de Laura Oldenburg e Marco Antonio Gay, com depoimentos de:

– Caetano Gusmão, cabeleireiro

– Luiz de Freitas, estilista

– José Bernardino Cardoso Júnior, bancário

– Carlos Tufvesson, estilista e militante de direitos humanos

– Jane Di Castro, cabeleireira, atriz, cantora, transexual

Agora, vamos aos detalhes importantes, para tornar esta obra uma realidade, com nossa participação (minha e sua):

Contribuindo com R$12, você recebe a obra em formato e-book.

Contribuindo com R$30, você recebe:

– o livro impresso

– o livro em versão e-book

Contribuindo com R$80, você recebe:

– uma camiseta exclusiva

– o livro impresso

– o livro em versão e-book

Contribuindo com R$120, você recebe:

– uma sessão de Skype de 2h com a autora, que lhe dará uma consultoria sobre moda

– o livro impresso

– o livro em versão e-book

Contribuindo com R$300, você recebe:

– seu logotipo estampado na contracapa de todos os livros desta tiragem, atingindo um público qualificado

– um exemplar do livro impresso

– o livro em versão e-book

Mais um sonho impossível realizado por Carlos Alberto Serpa: a Orquestra Sinfônica Cesgranrio

Sob a batuta do maestro Eder Paolozzi, um dos jovens regentes brasileiros de maior destaque, a Orquestra Sinfônica Cesgranrio fará sua primeira performance para o público no mais nobre dos espaços culturais do país: o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 30 deste junho, numa noite para convidados, com nomes top da classe artística, da sociedade carioca, do empresariado e o poder público, principalmente nas áreas da cultura e da educação.

A Sinfônica Cesgranrio é única, pois se trata de uma Orquestra Escola, com 50 participantes todos estudantes de música, executando violino, violoncelo, flauta, trompa, clarineta, viola, contrabaixo, tímpano, oboé, fagote e trompete, que terão a oportunidade de se apresentar em vários locais, para plateias diversificadas, vivenciando o dia a dia de um profissional antes mesmo de se graduarem. Constam da agenda lançamento de CD e itinerância, formando-se novas plateias para a música erudita.

A proposta é ambiciosa desde a escolha do maestro Paolozzi, com a chancela de Isaac Karabtchevsky, que o escolheu, em 2011, para atuar em escolas do estado no projeto “Corais da Paz”. Paolozzi é formado em regência, composição e piano pelo Conservatório Giuseppe Verdi, de Milão, e em violino pelo Trinity College of Music, de Londres. No seu currículo, a regência, como convidado, da Petrobras Sinfônica, a Sinfônica da Bahia, a Sinfônica do Recife, a Sinfônica de Porto Alegre e a Sinfônica Heliópolis.

Não será apenas a realização do ‘sonho impossível’ desses jovens artistas. Carlos Alberto Serpa, o presidente da Cesgranrio, é outro que sonha junto: “A criação desta orquestra satisfaz a uma necessidade cultural. Através da música, podemos levar cultura a todos os nossos jovens. O que é particularmente encantador é poder capacitar alunos de escolas públicas, que não têm esse contato com as artes no seu cotidiano. É mais uma contribuição que a Cesgranrio traz para a cultura do Estado do Rio de Janeiro: levar a música, através dos virtuoses desta orquestra, a escolas, universidades, centros culturais e teatros de vários locais.

orquestra Sinfônica  da Fundação Cesgranrio

Em seu primeiro concerto, no Theatro Municipal, a Orquestra Sinfônica Cesgranrio, regida por Eder Paolozzi,  vai executar a abertura da ópera A Flauta Mágica, KV.620, de Mozart; e o Concerto Para Piano nº 4, em Sol Maior, Op 58 e a Sinfonia nº 5 em Dó menor, Op.67, ambos de Beethoven.

Lula, o que você faria se só lhe restasse um dia?

E Lula falou. Era o que todos esperavam. Ao lado de Felipe Gonzalez, para uma plateia de religiosos, Lula abriu a alma como uma beata compungida, ajoelhada diante da grade obscura do confessionário: “Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Estamos perdendo para nós mesmos”.

Falou e não surpreendeu. Quando muito, ganhou as manchetes dos sites da hora e dos jornais do dia seguinte, logo superadas pelas próximas manchetes, pois a usina de produção opera fumegante, alimentada pelos frentistas dos reservatórios de más notícias, que, quando não existem, são criadas.

Lula disse o que todo mundo já estava cansado de saber. Como se, Belo Adormecido, em estado de entorpecimento, tivesse sido despertado pelo beijo de uma reação retardatária. Acordou tarde. O futuro próximo dirá se tarde demais.

Assento de poltrona nova, em casa de família grande, ganha o formato daquele que se senta primeiro. Depois, ninguém consegue ocupar. Não só na política, em todos os setores da vida, não se pode deixar flanco nem espaço vago, que logo serão tomados.

O PT enfiou a cabeça na areia como avestruz envergonhada, ao longo de todo o processo do mensalão. A ave não voadora, curiosamente, traiu a própria espécie e alçou voo em todas as direções, sumindo do horizonte, abandonando à própria sorte os companheiros, que no jargão de guerra estariam servindo de “buchas de canhão”.

Lula fez seu mea culpa diante de Vossas Reverendíssimas: “Nós começamos a quebrar a cara ao tratar do Mensalão juridicamente. Então, cada um contratou um advogado muito sabido, esperto, famoso, desfilando por aí, falando que a gente ia ganhar na Justiça. E a imprensa condenando… Quando chegou o dia do julgamento, o pessoal já estava condenado”.

Com toda a admiração, que efetivamente tenho pelo ex-presidente, os governos do PT, seus e de Dilma, ‘quebraram a cara’ quando se omitiram no ‘Mensalão’ e não fizeram valer sua autoridade diante das gritantes arbitrariedades cometidas com o claro objetivo de desestabilizá-los, baseando-se os processos em depoimentos questionáveis, provas refutáveis, ‘domínios de fatos’ não domináveis, cerceamento de defesas, instâncias equivocadas e outras inúmeras aberrações jurídicas, sob a chancela e os aplausos de pé de uma mídia vergonhosamente parcial.

Assistiu então o Brasil ao primeiro capítulo de uma tragédia anunciada, que continua a se desenrolar na cena nacional, com ‘cabezas’ cortadas em série, rumo a um ápice avidamente esperado por opositores, que, se não vencem nas urnas, o farão no tapetão. Ou vai ou racha.

Após o estraçalhamento, pelo efeito ‘Mensalão’, de um dos mais belos, comoventes e dignos legados deixados às novas gerações de brasileiros – a luta heroica dos jovens mártires idealistas de 68 contra a tirania e os horrores praticados pela recente ditadura militar no país – somos testemunhas da tentativa bem sucedida de se desmoralizar, aos olhos da Nação, a Petrobrás. A mais importante empresa do país. Premiada internacionalmente por suas competências. Respeitada, reverenciada e ambicionada. A empresa que desenvolveu as tecnologias das águas profundas e sozinha localizou a riqueza incomensurável do Pré-Sal.

A Shell, li esta semana, já depende 20% de nosso Pré-Sal, e a projeção é de que em muito breve dependerá 60%.

No dia 30 próximo, daqui a  três dias*, irá a plenário no Senado o projeto de José Serra que reduz a participação da Petrobras no Pré-Sal. O PLS 131/2015 entrega o Pré-Sal em regime de urgência. Será dada então de imediato a partida para favorecer as petroleiras estrangeiras.

Presidente Lula, não é o PT que está em causa.  É o Brasil, é o nosso futuro. Não é a falta de idealismo de seus membros, que segundo o senhor se acomodaram, só pensam em cargos e salários, não vão mais às ruas, não se mexem e por isso precisam de novas motivações.. A causa somos todos nós, ex-presidente Lula.

Restam apenas três dias*. Pois aí está uma bandeira a se abraçar, em hora aflita, quando vemos esvair entre nossos dedos a esperança de um Brasil ansiosamente sonhado e aguardado, com educação e saúde para todos, através da riqueza do nosso Pré-Sal.

Paulinho Moska escreveu e Lenine cantou, “o que você faria, se lhe restasse apenas esse dia?”. Bem poderia ser hino deste momento.

O QUE VOCÊ FARIA?

Meu amor
O que você faria
Se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia?
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia…

Escute a música clicando abaixo ou veja o restante da letra em

http://letras.mus.br/lenine/401391/

 

três dias* – Atualização no dia de hoje, conforme a contagem regressiva.

 

 

Insucesso de Babilônia é o retrato do novo umbigo do Brasil: disforme e retalhado pelo obscurantismo

beijo babilonia

Neo-pentecostais chiaram, conservadores católicos endossaram e o obscurantismo que assola o Brasil apedrejou o desempenho de duas de nossas maiores atrizes, magníficas e sublimes, Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro – “Globo de Ouro” nos Estados Unidos. A arte imita a vida e vice-versa. A função é esta. E poucos como Gilberto Braga o fazem com tal nobreza e sensibilidade. Tem sido enxovalhado. Este é o retrato do novo Brasil do retrocesso cultural, social e político.

Criticar a novela Babilônia até já saiu de moda. Como se as pessoas tivessem se cansado de chutar o cachorro morto ou se já tivesse passado a temporada de malhação do Judas. Ficou decidido que a novela é ruim, não tem salvação e, pior, que o autor, Gilberto Braga, é promissória vencida.

Com a mesma velocidade com que uma perua fútil troca de bolsa Louis Vuitton a cada estação, a mídia especializada em TV e dramaturgia praticamente concorda com as premissas acima, sem refletir sobre sua própria responsabilidade diante do cenário monstruoso que se delineia para a cultura brasileira, sob o beneplácito de sua passividade cega.

Cegos e desmemoriados aqueles que ignoram o talento extraordinário e a sofisticada sensibilidade do autor de novelas como Dancin’ Days, Água viva, Brilhante, Louco amor, Corpo a corpo, O dono do mundo, Pátria minha, Força de um desejo, Vale tudo, Celebridade, Insensato coração e Paraíso tropical, que lhe valeu um prêmio Emmy. Autor dos seriados Anos dourados e Anos rebeldes.

Não há como um artista desse nível de refinamento criativo, já demonstrado, provado e comprovado, da noite para o dia despir-se de sua conhecida aptidão de se identificar com seu público, testá-lo, cativá-lo, exercer sobre ele domínio pleno, através de suas tramas irresistíveis, talentos que Braga sempre exerceu com maestria.

Não, não foi Gilberto quem mudou. Ele permanece íntegro e preservado em sua sensibilidade. Afinal, o escritor Gilberto Braga é uma espécie de Maria Bethânia das novelas. Seu ritual de vida é tal e qual o da cantora, que permanece anos a fio encaramujada em sua casa do Joá, sem dar as caras nos eventos sociais, sem dar entrevistas, sem dar pinta na TV, sem dar opiniões na mídia sobre isso ou aquilo, para ressurgir fabulosa no momento certo de uma nova temporada de shows ou no lançamento de novo CD.

Gilberto, que não sai quando está escrevendo os capítulos das novelas, é visto ainda menos entre um e outro trabalho. Sua vida é se abastecer com livros, filmes e músicas, alimentando ininterruptamente sua sensibilidade de escritor,  convivendo com amigos poucos, na maior parte das vezes em suas próprias casas, no Rio e no exterior. Não há como ele desgastar o talento na muvuca social. É espartano.

O que mudou foi o país, que no último ano ou um pouco mais, da última campanha eleitoral para cá, tornou-se retrógrado, obscurantista, conservador, falso moralista, preconceituoso. Caindo por terra, em tão pouco tempo, as conquistas sociais que levaram décadas para serem construídas: nas questões da mulher, da homofobia, dos preconceitos raciais e sociais, da liberdade de expressão.

Retrocessos do pensamento e da discussão política, quando não se permite a diversidade, quando se exige o pensamento único.

Quando o voto diferente distancia amigos, parentes, vizinhos.

Um Brasil estranho, sem luz, sem cor, sem felicidade. Que apedreja saias brancas por girarem o nosso tão inspirado sincretismo ao som dos atabaques. Que destrói tumulo de Chico Xavier, tortura e mata médiuns, incendeia terreiros.

Um Brasil que louva mulheres sem decote, com mangas e saias longas, roupas escuras, sem maquiagem, coque pra trás. O Brasil do obscurantismo.

Então, rejeitam o beijo de duas das maiores atrizes que há na cena brasileira! Mas será que rejeitam mesmo ou a rejeição foi da mídia imediatista e manipuladora? Que precipitação, quanta tolice e falta de personalidade, submeter-se ao estardalhaço de feicebuquis. Falta fez um executivo experiente e de pulso num momento desses.

Então, uma Glória Pires ninfomaníaca vira casta. E a Dira Paes “você não vale nada mas eu gosto de você”, a Norminha de Caminho das Índias, no Brasil de hoje certamente seria retirada da trama.

E a Isis Valverde, maravilhosa como Maria Chuteira de Avenida Brasil, tirando a roupa dia sim, dia também? Hoje, seria apedrejada por alguma seita neo-pentecostal de nome esquisito. A novela teria que ser modificada. Ora, façam-me o favor!

E por que a Sophie Charlotte não pode ser prostituta? Qual o problema? Prostituta é leprosa da Idade Média por acaso? Tem que andar com guiso nas pontas dos dedos?

Que novo Brasil horrendo é esse que a campanha eleitoral despejou em nossas vidas? Com suas marchas vestidas com camisetas da CBF, uniformes de exército camuflados, caras velhas pintadas e as ditas seitas evangélicas  – mais bem articuladas politicamente, ocuparam hoje os espaços do retrocesso religioso, antes dos radicais católicos, porém com um nível de intolerância jamais praticado.

Que filme de terror é esse, que os objetivos políticos de alguns, usando inclusive a fé alheia (boa fé) e o projeto de dominação de terceiros inseriram em nossa terra com palmeiras onde cantavam sabiás?…

Não cantam mais…

Voltem a cantar, eu lhes peço.

Menos atraso e mais futuro. Mais liberdade. Mais Gilberto.

O insucesso de Babilônia é o retrato do novo umbigo do Brasil: disforme e retalhado pelo obscurantismo

Obrigada.

Site baiano afirma: Marcelo Odebrecht não fará delação premiada

O colunista Rafael Freitas é um dos jornalistas mais bem relacionados e bem informados da Boa Terra. Em seu site Alô Alô Bahia ele faz uma radiografia do momento difícil que atravessa a maior empreiteira do país, a Odebrecht, faz revelações sobre seus bastidores, e antecipa a determinação do presidente da Odebrecht de não aceitar a proposta da delação premiada.

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Marcelo Odebrecht / Reprodução do site Alô Alô Bahia

A PRISÃO DE MARCELO ODEBRECHT

Por Rafael Freitas – Site Alô Alô Bahia

Gestos são maiores do que discursos. Com Marcelo preso, Emílio Odebrecht, pai, fez o que tinha de fazer – pegou o avião e foi para o escritório de São Paulo trabalhar na maior multinacional brasileira. A filosofia dos Odebrecht sempre envolveu dedicação extrema e uma vida quase espartana de entrega ao trabalho. Comparados a outros empresários brasileiros, os Odebrecht sempre foram exemplo de austeridade. Mas também de arrojo e ousadia. A situação, no país, já era tensa após a conclusão da delação premiada de Ricardo Pessoa; ainda não homologada pelo Ministro Teori Zarvaski. Mas a queda da Andrade Gutierrez e sobretudo a prisão de Marcelo Odebrecht fizeram a pressão chegar ao máximo. Não há outro assunto e não há outro propósito,no governo, senão achar uma saída para situação. Já há sinais de grave preocupação também nas hostes da oposição. O que Marcelo, irresignado ao ser preso, chamou de “lambança” tem potencial de atingir o PSDB, principal partido de oposição. Se tudo isso já não fosse bastante ruim, o ex-presidente Lula fez ruir a última ponte de papel que o ligava ao governo Dilma Rousseff. Lula, que já vinha subindo o tom, acusa Dilma de frouxidão e fulmina: ela é culpada pelo atual estado das coisas. Contudo, o que já é ruim ainda pode piorar. Num cenário de descontrole e lassidão das regras vigentes, a nuvem negra pode atingir a Câmara, o Senado, FHC, Serra, o alto Judiciário e muitos, muitos governadores e ex-governadores. Um Ministro do STF já avisou que delação premiada não prova nada. Prova se constitui por investigação. No meio jurídico as críticas a operação Lava Jato são generalizadas; o que não muda o fato de que reputações estão destruídas. Caso a situação avance sobre os políticos, o processo muda de foro – sobe pro STF. Caso contrário chegará rapidamente em Lula (como ele mesmo prevê). Como os romanos que esperavam os bárbaros, talvez a homologação da delação de Pessoa resolva alguns desses graves problemas. Nesse cenário de terra arrasada, alguns esperançosos acreditam num novo país. Os pessimistas também acreditam em um novo país, mas vislumbram pobreza e um tipo Berlusconi no poder. Ah! sobre a eventual delação premiada de Marcelo Odebrecht, o comentário geral dos bem informados é: esqueçam!

http://www.aloalobahia.com/notas/a-prisao-de-odebrecht

Paulista bilionário vende prédio em Nova York em frente à Apple que já foi paraíso dos playboys internacionais

Os bilionários brasileiros não estão apenas comprando em Nova York. Eles também são notícia No mercado imobiliário de Manhattan, praticando grandes vendas, Como fez agora o investidor paulista Paulo Malzoni, fechando a venda do prédio do antigo Playboy Club, por 85 milhões de dólares, conforme noticia o New York Post.

Os compradores são o grupo GreenOak Real Estate, juntamente com o armênio Daniel Ghadamian e o Josh Zamir’s Capstone Equities. Não houve corretores envolvidos nessa transação do edifício de escritórios de 4 mil 650 m².  O imóvel fica em frente da loja da Apple na Quinta Avenida. 

O Playboy Club já foi recheado com MILIONÁRIOS, Coelhinhas do Hugh Hefner e “Mad Men”, tipo aqueles do seriado, mas foi perdido para os credores em 1982, após o movimento feminista, que o transformou em símbolo do “politicamente incorreto”. ERA O TEMPLO Da “opressiva desvalorização da mulher”.

Com esta venda anunciada, Malzoni fez praticamente um “negócio da China”. Ele comprou por U$ 42 milhões, na baixa, em 2012, e vendeu agora, quando os preços dos imóveis em Nova York voltaram a subir.

Se alguém duvida, basta ler a notícia publicada há dois anos, em 15 de agosto de 2012, no jornal americano The Real Deal, especializado em transações imobiliárias, que dava conta de que “um playboy sul americano bilionário (eureka, era Malzoni!) está negociando a compra do prédio de escritório nº 5 da Rua 59 East, que já foi sede do famoso Playboy Club de Hugh Hefner”. Na ocasião, também não houve corretores envolvidos na transação, avaliada em US $ 42 milhões, com a venda realizada pela TriState Equities e um “indivíduo grego”.

No Playboy Club, na Quinta Avenida, Hugh Hefner, o  inventor e dono da marca Playboy, reinou com suas coelhinhas. Este era apenas mais um entre 40 clubes da rede Internacional Playboy, em Miami, Chicago, Nova Orleans, Londres etc.
Entrar no Club era só para quem possuía uma chave,  como  foi mostrado em um  episódio do “Mad Men”, seriado ambientado nos anos 60E chave só tinha quem era muito rico ou famoso. Alguns playboys brasileiros, como Jorge Guinle e Baby Pignatari, tinham esse privilégio.

Para alguns das novas gerações, o Playboy Club não significa muito, para outros significa coisa alguma! Mas para quem viveu os gloriosos anos dourados dos 60’s e 70’s e frequentava Nova York naquelas décadas, com as carteiras recheadas de dólares, o Playboy Club era o lugar para se divertir, comer bem, beber melhor ainda, misturar-se às pessoas certas, os big shots do mundo artístico, do meio político e os empresários norte-americanos mais poderosos, sendo servido “de bandeja” (mesmo) pelas moças mais lindas da América, as “Playboy bunnies” ou Coelhinhas!
Nos anos 70, o Club esteve no seu apogeu, sendo frequentado por milionários do mundo inteiro e alguns playboys brasileiros de então, encantados com as coelhinhas de cintura fina e peitão, o que na época, não era moda no Brasil, onde o que sempre esteve em voga foi o look violão. No lugar do bumbum, pompom branco de coelho. Com orelhinhas e tudo, gravatinha borboleta e salto stiletto, elas eram escolhidas a dedo. A maioria se casou com milionários e virou grande dama do high society do mundo afora. Once upon a time…
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 Inauguração do Playboy Club em Nova York em 1962

Um dos mais lindo e famosos atores americanos daqueles tempos,
Gregory Peck e o cantor da casa, Jackie Wilson

Jakie Wilson com o legendário cantor Bobby Dar,
marido da atriz Sandra Dee. Morreu jovem

Mr.Playboy, com as coelhinhas e sua primeira mulher, Barbara Benton,
conhecida como Barbie…

 …  e os Rolling Stones

… Ringo Star dança o Twist…

 Hugh Hefner, a atriz Francesca Annis e Roman Polanski

O brasileiro Jorge Guinle e Polanski

 John Lennon em início de carreira com a mulher, Cynthia, em três momentos, e com os Beatles

  Sammy Davis Jr. era assíduo…

 Woody Allen também!

 Dean Martin, Frank Sinatra e Sammy Davis Jr.,

Integrantes do “Rat Pack”

 Até o milionário dos hotéis, Conrad Hilton, era frequentador

 Famoso pianista gay, Liberace não resistia às Coelhinhas…
Rock Hudson autografa para a Coelhinha
Com a venda do antigo Playboy Club, se encerra o ciclo dos anos dourados do clubs novaiorquinos dos milionários, que também já teve os famosos El Morocco, Stork Club e, nos anos 70 e 80, o Club A, do Ricardo Amaral, e o Regine´s !
 

Com balões e amigos de todas as gerações, Joyce Pascowitch festejou 15 anos do Glamurama

Joyce Pascowitch festejou ontem, no Iate Clube de Santos, que na verdade é em São Paulo, no celebrado bairro de Higienópolis, os 15 anos de seu site de notícias de celebridades Glamurama, um lance pioneiro da jornalista, que trocou o colunismo social diário pela internet, abordando com sua linguagem singular e irreverente os temas mais variados, moda, comportamento, showbizz, beleza, artes, gastronomia e cultura contemporânea.

Joyce une os talentos de jornalista, o de empresária e o de colecionar as amizades certas, como o publicitário Nizan Guanaes e outros mais, que se tornaram seus importantes apoiadores neste seu importante salto profissional, que a diferenciaram no panorama do colunismo. Sobretudo no momento certo, quando São Paulo alcançava a supremacia no setor sobre o Rio de Janeiro, com todo o mercado publicitário transferindo-se para a capital paulistana.

Com sensibilidade e tino, sabendo tomar as decisões precisas, Joyce, com muito esforço e determinação, colhe, ao fim dessa década e meia, seus bons resultados. Uma mulher de mérito. Nossos aplausos, querida Joyce, você merece!

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Fotos Bruna Guerra e Paulo Freitas/Glamurama

Frank Sinatra, além de um cantor extraordinário, era romântico, amoroso, um fofo!!!!

Vai a leilão uma carta escrita por Frank Sinatra para Mia Farrow, datada de 1982, em que ele se assina “Charlie Brown”, apelido carinhoso com que ela o chamava, e conclui com “um beijo no nariz”. Quem quiser ler, a carta, carinhosa, doce, afetiva (tudo que adoraríamos receber do “old blue eyes”) ela está aí abaixo.

Frank Sinatra, além de um cantor extraordinário, era romântico, amoroso, um fofo!!!!

O leilão é da Paddle8 e se estima que a carta saia por 3 a 4 mil dólares
sinatra e mia envelope mia

carta de sinatra para mia farrow

 

Da Vanity Fair