Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

Em 2016, desejo que nossos políticos, em vez de brigar por eles mesmos, se unam pelo Brasil

Meu réveillon teve a medida de minhas pretensões. Uma ceia preparada com carinho pela gente da casa desde o início da semana: Nilma, nos trabalhos da cozinha; Oswaldo incansável, pra lá e pra cá, nas compras dos supermercados; as sobremesas e o decor do Anselmo. Tudo feito com o tempero da alegria, da dedicação, da torcida a favor. Tinha que dar certo! A família compareceu inteirinha: cunhadas, duas gerações de sobrinhos diretos, sobrinhos indiretos, sobrinhos tortos e respectivos. Filho, amigos do filho, amores dos amigos do filho, irmãos, pais, mães dos amigos. Vizinho! Ah, os afilhados também foram! E não é que tal concentração de afeto merecia uma celebração à altura? Eis que, à meia-noite, o Céu refletiu toda a alegria lá de casa, explodindo em chuvas de sorrisos, luzes de gargalhadas, guirlandas de emoção, colorindo o firmamento por 15 minutos, enquanto lá embaixo 2 milhões de pessoas cantavam, vibravam e soltavam exclamações de encantamento! Ufa, superamos este ano! Que venha o próximo!
E o desejo de que os políticos brasileiros, em vez de brigarem, uns contra os outros, aproveitando-se do mau momento nacional para tirar partido próprio, se unam em prol do desenvolvimento do Brasil.
Mas, para ver um desejo ambicioso assim ser realizado, só mesmo pedindo a meu incansável São Judas Tadeu, o das causas impossíveis.
Feliz 2016!

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Na foto, com meus afilhados, Giulio Durini e Henrique Mollica

A mais linda das ceias de Natal: quando a beleza, além de tocar os olhos, encanta os corações

Não foi um Natal de luxos, ostentação, exibicionismo, suntuosidade. A beleza mais tocante daquele Natal era a real espiritualidade, a contrição, a caridade cristã. Tudo isso expresso e sintetizado nas palavras do dono da casa, que, durante o jantar, levantou-se duas vezes.

A primeira, para agradecer a Deus a mesa farta e anunciar a presença do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, a quem pediu sua bênção para aquela refeição. Tivemos, ali, a consciência de quão diletos filhos do Senhor nós somos, por estar àquelas mesas bonitas, servidos dos melhores alimentos e com tamanha gentileza.

Da segunda vez, o anfitrião falou-nos da alegria de compartilhar. Com sua voz pausada e convincente, foi-nos conduzindo por uma proposta de vida que só faz sentido “quando distribuímos, pensando no outro como em nós mesmos”. Lembrou os momentos difíceis que atravessa o país, que vive o mundo, com povos sem teto e pouso, com mesas sem pão, pais de família sem emprego. E parabenizou a cada um dos presentes, que fazem tanto por tantos, estimulando-os a fazerem muito mais, e sempre mais, pois Deus nos permitiu o privilégio de ajudar.

Entrou na sala o coro natalino. Desta vez interpretando peças líricas, páginas de óperas, cantos clássicos religiosos. Em outros anos, tivemos músicas da Broadway, cantigas natalinas populares. A cada ocasião os nossos anfitriões daquela tradicional noite pré-natalina nos brindam com diferente repertório. Os cantores são do Coro do Teatro Municipal e também do Elenco Fixo da Casa Julieta de Serpa.

Por fim, fomos visitados pela Sagrada Família. São José, Nossa Senhora e o Menino Jesus, humildemente, de mesa em mesa, pessoa em pessoa, ao som dos cânticos.

Quando a emoção impregnava totalmente o ar do salão de jantar, ouvimos o clássico “Ho Ho Ho”, e entrou, pródigo, arrancando sorrisos, Papai Noel, com suas vestes de veludo vermelho, distribuindo caixas de chocolate.

Saímos dali de alma leve e abençoada, já que dom Orani, ao fim da refeição, deu-nos a sua bênção natalina. Ah, este foi mesmo o Natal dos natais!

Muito obrigada a Carlos Alberto e Beth Serpa por, mais uma vez, nos encantarem com a beleza. Não a beleza de suas coisas, sempre tão atraentes aos olhos. Mas a beleza de suas almas, absolutamente irresistíveis aos corações.

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Nina Stevens, viúva do CEO da Rolex, Carlos Alberto Serpa e Ricardo Rique

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Beth Serpa e Myrian Dauelsberg

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Maria Clara Tapajós, Katia Spolavori e Ruth Niskier
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Papai Noel distribuiu presentes de bandeja

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Marcos Serafim e Marcelo Modenesi

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Tocado pela beleza da noite, o secretário de Cultura do Rio, Marcelo Calero, cumprimenta o anfitrião e orador, Carlos Alberto Serpa.

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Lourival Paes e dom Orani Tempesta

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Myrian Dauelsberg

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Beth e Serpa, anfitriões da ceia das ceias

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Ruth Niskier

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Liège Monteiro
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Idinha Seabra Veiga e eu mostramos as coroas de Natal com nossas fotos, que eram os marcadores de nossos lugares à mesa.

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Guirlanda da Katia Spolavori

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Dom Orani abençoa a ceia pré-natalina, antes do início da refeição

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Secretário Marcelo Calero e Leleco Barbosa

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Dom Orani, Serpa e Beth

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Paula Paes, Edmar Fontoura e Katia Spolavori

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Maninha Barbosa e Paula Almeida

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Os garçons fardados na cor natalina

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Mariza Coser, Belita Tamoyo, Serpa e Jair Coser

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Beth Serpa, Paula Paes e Yara Andrade

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A placa de placement, com os marcadores de lugares: quatro mesas redondas e a mesa central era ovalada

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Maria Clara Tapajós e Dauelsberg

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Os Serpa, Belita Tamoyo, elegantérrima de Heckel Verri, e Yara Andrade

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Monica Clark, Ruth Niskier e esta jornalista, também by Heckel

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Edmar Fontoura e Jair Coser

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O presépio

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O coro de Natal e Papai Noel

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No repertório, árias de óperas

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Recebida pelo host

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Nossa Senhora, o Menino Jesus, São José e Jair Coser

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O Auto de Natal encenado para Dom Orani

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As toalhas de mesas estampadas com flores típicas de Natal

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O preciosismo das mesas de Beth

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O secretário de Educação da Cidade de São Paulo, Gabriel Chalita

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Serpa fala da importância de compartilhar e compartilhar e compartilhar

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Nina Stevens, levada pelo amigo Ricardo Rique, encantou-se com o jantar, o cenário, a religiosidade

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Arnaldo e Ruth Niskier

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O secretário Gabriel Chalita e o promotor cultural Luiz Fernando Coutinho

Fotos de Marcelo Borgongino

Marca japonesa supera todos os sonhos românticos das noivas da atualidade

Se você tem o espírito de Maria Antonieta encontrará inspiração de sobra nos vestidos de baile e de casamento da coleção de Stella de Libero, marca baseada no Japão.

Que tal um vestido de baile tomara-que-caia de renda dourada com fru-frus, laços, bordados delicados e saia volumosa? Tudo isso e muito mais numa mesma roupa e ainda o que a imaginação permitir. Para Stella de Libero, como bem diz o sobrenome, a Liberdade de sonhar e enfeitar não tem limite.

Ou será que você prefere alguma coisa branca com ares rococós, saia fluida, como nuvem, flutuando, suntuosa? Stella de Libero tem exatamente o que você pretende, se é uma noiva sonhadora dos contos de fada principescos.

Os vestidos somam saias sobrepostas com babados assimétricos, em diferentes materiais, surpreendendo sempre, e o resultado é encantadoramente over. Bordados minuciosos mesclando materiais e formas em relevos com texturas que se destacam da roupa. Os nomes das coleções refletem exatamente a proposta da marca: “Maria Antonieta”, “Rococó”, “Caleidoscópio”  São ondas e ondas de tecidos criando efeitos oníricos, sempre fugindo ao convencional. combinando clássico e contemporâneo na alta costura.

Para vesti-los, a noiva tem que ser arrojada, impetuosa e definitivamente romântica ao melhor estilo renascentista. Eles podem não agradar a todos. E seguramente não agradarão. Mas jamais serão esquecidos.

Vejam a sequência de fotos e por fim um vídeo do desfile da coleção da japonesa Stella de Libero, ao som de música espanhola, de a gente não conseguir desgrudar os olhos.

 

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O neo fascismo mostra seu focinho horroroso ao mundo

O neo fascismo mostra seu focinho horroroso ao mundo. É o momento de as pessoas ‘do bem’, aquelas que enxergam um pouco mais, percebem melhor, têm projetos humanistas, se manifestarem.

Os radicais de extrema direita se impõem fomentando ódios, estimulando preconceitos, cultivando o atraso, atiçando medos, o que os tornam mais medonhos, apavorantes. São esses mesmos medos que justificaram os banhos de sangue na História.

Os temores religiosos foram usados para explicar a perseguição aos cristãos, acuados como ratos nas catacumbas e depois jogados aos leões em arenas com torcidas . Justificaram as fogueiras da Inquisição, em que ardiam muçulmanos e judeus. Foram usados como pretexto para guerras horrorosas. Motivaram o genocídio de mais de dois milhões de cristãos armênios, pelos turcos, obrigados a professar “Só Alá é Deus, Maomé é o seu profeta”, e quem não falasse era degolado, queimado vivo, fincado em ‘florestas’ de crucificados, ao longo de vias crucis.

Foi a ‘demonização’ do povo judaico, por Hitler, que serviu de argumento ao genocídio sem precedentes na História.

A instrumentalização do medo justificou a invasão do Iraque pelos americanos e europeus, sob a alegação falsa de “armas químicas”, e disso o mundo sente hoje as consequências, vivenciando outro medo: o do Exército Islâmico.

O radicalismo fascista se alimenta do pânico, do fanatismo e do fundamentalismo, sob diferentes alegações, visando o poder de grupos, expansões de territórios, lucros monumentais de corporações. Jamais priorizando o ser humano, nunca pensando em preservar o meio ambiente, o ar que todos respiramos, a água que bebemos, o solo em que plantamos, os minérios de que necessitamos.

Um fascismo predador, ganancioso, irresponsável, inconsequente, desumano.

Visando seus propósitos, o projeto neo fascista que se alastra pela Terra instrumentaliza a fé para a obtenção de seus propósitos, usa o Grande Irmão orwelliano, os meios de comunicação, com seus braços de polvo de infinito alcance, para a lavagem cerebral em massa.

O sinal amarelo foi acionado no Planeta Terra, onde vitórias da direita extrema vêm sendo colhidas a cada dia. Claros exemplos são a vitória de Marine Le Pen, nas regionais na França, a caminho das eleições presidenciais e o crescimento do candidato Donald Trump, na campanha à Presidência, nos EUA, com seu discurso excludente, que já o faz ser comparado a Hitler.


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O representante do neo fascismo, em princípio, não acredita no que diz. Usa as fragilidades e os temores de seu eleitorado, e os potencializa,  com ajuda de eficiente marketing, encenando a farsa de imprescindível Salvador da Pátria.

Esta é a lógica do não ideológico, do radical manipulador da direita extremada, que só pensa em si, seus interesses pessoais, sua vaidade, seu grupo. Não há comiseração, sequer um vislumbre de amor ao próximo ou à sua Nação. É a lógica do mercado, do matar ou morrer. O homem público impublicável.

Jantar palpitante, borbulhante, com direito a sequestro no Egito e speech de Lourdes Catão

Em nossa mesa, Kitty Assis contava o sequestro sofrido no Cairo, quando, depois de ser cumprimentada por um sujeito com um amável “salamaleiko”, e replicar com outro, foi empurrada junto com os filhos, por um grupo de bandidos, para dentro de uma caminhonete. Não durou muito, pois logo a polícia os resgatou.

Lembrei: “Pelo menos lá sequestram mas antes falam ‘Salamaleiko’ “. E a Bocayuva: “Aqui seria ‘perdeu, playboy’ ”

Kitty, ninguém imagina, com aquela sua postura sempre impassível e discreta, é praticamente uma Sherazade, em se tratando de histórias de vida extraordinárias. Houve uma vez em Paris, ela nos contou, que um árabe aproximou-se de seu marido, o Jonja, e disse: “Quero ela pra mim. Pago 800 camelos”. Ops!

Intrigada, Kitty resolveu pesquisar quanto valiam 800 camelos. Segundo ela, de alguns árabes, ouviu que era bastante. Outros acharam o preço fraquinho. Zé Hugo Celidônio ponderou: “Depende do camelo”, e aproveitou a deixa para oferecer 50 burros por certa figura da política nacional, cujo nome prefiro não declinar…

Vocês sabem, não brigo com os amigos por causa de política. E agradeço a eles por me aturarem com minhas posições quase sempre contrárias. E la nave vá…

O jantar era sentado, duas mesas de 10, cadeiras de cristal, a louça magnífica pintada à mão por Maria Augusta com geometrias pretas e brancas fazendo fundo a várias orquídeas, uma em cada prato.

Gustavo Gonçalves festejava os 40 anos, ao lado do marido, Wagner Menezes, no apartamento que flutua sobre a  Lagoa Rodrigo de Freitas – que vistão! Menu árabe assinado pela Madeleine Saade e servido por seu dream team a caráter. Sobre a comida de Madeleine apenas elogios, não há reparos. À exceção do maracujá no molho do kebab. Sou mais tradicional.

Do champagne ao poire, a adega de Gustavo abriu-se generosamente para os amigos, com seus melhores rótulos.

Lourdes Catão preparando-se para partir em viagem de Natal com o filho. Lourdes é um de nossos mitos sociais, e que assim se mantenha… A letra G contornava toda a bainha do redingote da Verinha Bocayuva. Perguntei: “É Gucci? É Givenchy?”. E Vera, mostrando a etiqueta “Dressy”, do casaco: “Não, Hilde, é Gustavo Magalhães vintage”.  Só a Vera para se vestir de Gustavo para homenagear outro Gustavo.

Gisella Amaral, tropicalíssima, com folhagens e borboletas estampadas em verdes vários, última a chegar, primeira a sair, pois Ricardo recepcionava um parceiro de seu empreendimento no Peró, o filho do Giscard D’Estaing, que representa o Grupo Med. Depois, ela foi encontrá-los, entre baforadas de charutos, no Esch Café.

Gisella me deu carona, em seu carro-escritório-toucador. Tem espelho pendurado, estojo de maquiagem e tudo de que um escritório precisa. É lá que a Gisella despacha e também se arruma (até troca de roupa!), entre um compromisso e outro. Super Gisella Amaral – a Mulher Maravilha do High!

De preto, Bia Vasconcellos, a dos anéis e também dos óculos espetaculares, exclusividade das óticas Arnaldo Gonçalves, do Gustavo, e da Bergdorf Goodman, em NY, quando ela dá conta de exportar. Ithamara Koorax, a jazz singer, cantou o “Feliz Aniversário” de Villa Lobos, na hora do “Parabéns”. Jonja cantou outra versão de “Parabéns”, do mesmo Villa. Jantar de eruditos é assim.

Outra dama de preto, a Marialice Celidônio, chiquérrima, tafetá, cinturinha, saia rodada, lembrava um YSL 70. Devia ser. Acessórios de strass. Saltos agulha. Marialice sabe tudo de moda.

Ricardo Bruno, belo desde sempre que o conheço, nos anos 70, quando a Verinha Vianna inaugurou sua loja, A Bela Adormecida, e lhe pedi que ele posasse de Belo Adormecido, para ilustrar a reportagem. E ele fez. Foi aí que despertou nossa amizade para sempre. Ricardo decora a casa nova de sua ex, Tânia Caldas, que se mudou da Barão para a Bulhões. A camisa turquoise blue de José Ronaldo Müller falava por ele.

Tânia Caldas, espetacular, num tubo de seda da Alessa, em que tudo dançava. A seda dançava no corpo dela, enquanto a trinca de imensas borboletas estampadas dançava na seda. Muito bonita.

E last but not least, o casal sensação, Almir Ghiaroni e Georgia Worttmann. O oftalmologista das estrelas de todos os seguimentos sociais do Rio e a estrela propriamente dita.

Uma noite cintilante e, por que não dizer? Absolutamente borbulhante!

Happy birthday, Gustavo!

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Gustavo Gonçalves, o aniversariangte, Bia Vasconcellos e a louça de Maria Augusta, já o prato de sobremesa

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Ithamara Koorax: “Saudamos o grande dia / Que tu hoje comemoras / Seja a casa onde moras / A morada da alegria / O refúgio da ventura / Feliz aniversário!” (Villa Lobos)

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A letra G na bainha da Verinha

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Lourdes, Tânia Caldas, Gisella Amaral – as duas borboleteando nos vestidos

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Coube a Lourdes Catão falar por todos os amigos saudando Gustavo

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Marialice Celidônio sabe tudo de moda

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Georgia e Almir Ghiaroni, o casal sensação

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O anfitrião, Wagner Menezes, Bia Vasconcellos e o denguinho da casa, que está com os olhinhos machucados e ganhou consulta relâmpago do Almir, já na porta do elevador. Chiquérrima essa mini poodle

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Lourdes Mito Catão, Jonja e Kitty Assis

Fotos da Hilde

Que diferença da manifestação na Cinelândia, daquela em Copacabana. Ah, e teve muito mais gente!

Não teve palavrão nem bordão obsceno gritado pelo alto falante, não teve mulher pelada, nem pato, nem boneco inflado, muito menos cidadãos exóticos fantasiados de Tio Sam ou soldado camuflado.

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Não teve camiseta customizada, cada um vestiu o que tinha e foi como pôde.

Não teve briga, ninguém tentou linchar menor de rua ou senhoras idosas; não houve confrontos com skatistas, ninguém foi agredido por não vestir vermelho.

Nenhum cidadão ao microfone xingou ou desejou a morte a qualquer figura da oposição. Nem a chamou de “lixo humano” por pensar diferente. Enfim, foi uma passeata responsável, séria, grave até, mas sem perder a ternura e a alegria.

Em vez de mantra baixaria, sambinha gostoso, sambas enredos que nos falassem à alma e ao brio da memória brasileira. Ao contrário de circo de excentricidade, uma passeata cívica, como em qualquer país civilizado. No lugar dos comícios de ódio, discursos inflamados pela causa justa da soberania.

Que diferença da manifestação de ontem, na Cinelândia, daquela passeata de domingo em Copacabana. Ah, e teve muito mais gente!

Movimento da População de Rua; dos Petroleiros; da causa GLS; dos estudantes; jornalistas lá, donas de casa.

Fui à Cinelândia somar-me aos milhares que bradaram “Não vai ter golpe!”. Orgulho-me disso. Cumpri um dever cidadão. Espero que este grito ecoe nos 3 Poderes, como demonstração de consciência cidadã, não apenas dos cariocas, mas das centenas de milhares de São Paulo, Minas, Nordeste, Norte, Centro Oeste, Sul, enfim, do Brasil inteiro, que saíram de suas casas, não em nome de eleger candidatos, não movidos pela raiva, agente mobilizador muito mais eficaz (os meios de comunicação sabem disso e têm feito seu trabalho direitinho nesse sentido), mas por dever da responsabilidade cívica.

Fomos às ruas e praças por prezarmos a democracia duramente conquistada, que, neste país, desde sempre, acontece aos barrancos e trancos, rondada por manipuladores, a serviço dos grandes golpistas e saqueadores.

Verdade que, de saqueadores, estamos muito bem sortidos. Desde a primeira pisada de Cabral na praia em Porto Seguro, usurpadores daqui e d’além mar enchem seus cofres com nossas riquezas e o suor de nosso esforço. Porém, de todos, o saqueador mais perverso é aquele que pretende nos negar a liberdade democrática de escolha, o direito de o povo ver prevalecer a expressão de sua vontade nas urnas.

O brasileiro responsável foi às ruas, também para exigir um imediato “basta!” à massacrante e ininterrupta campanha deflagrada e mantida, meses a fio, pela mídia e grupos indiferentes aos reais interesses soberanos do país, sugando as energias do Brasil, exaurindo as mentes dos cidadãos, através de um enredo escrito com as tintas da exacerbação golpista, para levar os brasileiros ao paroxismo da ansiedade e do ódio.

Vimos que era chegado o momento decisivo, em que cada um de nós tinha a cumprir o papel de sua consciência. Por isso, estávamos ali, na Cinelândia. Martha Alencar, a jornalista combativa dos anos 60 e de sempre, viúva de Hugo Carvana, me disse, sentada em cadeira na calçada do Amarelinho: “Hilde, não vinha aqui me manifestar desde aqueles anos, mas nesta tinha que estar”. Com problema no joelho e de bengala, Martha se levantava a qualquer movimento ou burburinho, que invariavelmente terminava com o clamor em uníssono da multidão, braços ao vento: “Não vai ter golpe!”.

Hilde na passeata Não Vai Ter Golpe

Muito bem acompanhada de Isabel Lustosa, o ‘Dzi Croquette’ Bayard Tonelli, Yacy Nunes com amiga e Martha Alencar Carvana (sentada), na manifestação Não Vai ter golpe.

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Carlos Minc

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O poeta Jorge Salomão

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Com as também jornalistas Martha Alencar, Yacy Nunes e Inês Duque Estrada

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 Lustosa, Alencar e Werneck Vianna
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 Comício sem mantra obsceno
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Olha a careca do Eduardo Suplicy: todo mundo queria fazer selfie com ele
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Ajuste fiscal em baixa
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 As irmãs Lessa
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passeata 34passeata cinelandia 2passeata cinelandiaNa passeata Não Vai Ter Golpe: sem pugilato, sem xingamentos e com liberdade de expressão, o Brasil que todos queremos

Fotos de Yone Kegler e via Facebook de Isabel Lustosa – thanks!

Clube de Engenharia se posiciona contra impeachment: “Estamos diante de uma despudorada tentativa de – sem o voto popular – capturar o Estado”

O Clube de Engenharia posicionou-se sobre a instabilidade política que afeta o Brasil, evidenciando seu repúdio às ameaças que pairam sobre a democracia e à ofensiva em curso para afastar a presidente Dilma Rousseff de mandato conquistado pelo voto popular.

Abaixo, na íntegra, o posicionamento oficial do Clube de Engenharia do Brasil.

BRASIL, URGENTE: PELA DEMOCRACIA 

Em face da crise política que neste momento afeta a vida brasileira, o Clube de Engenharia manifesta seu repúdio às ameaças que pairam sobre a democracia, diante da ofensiva em curso para afastar a presidente Dilma Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos.

É certo que o recurso ao impeachment está na Constituição, tanto que já foi aplicado, sem arranhar a democracia, em relação ao presidente Collor. Há, entretanto, de ser embasado em sólida argumentação jurídica, o que não ocorre no caso atual.

Estamos diante de uma despudorada tentativa de – sem o voto popular – capturar o Estado. A audácia já chega ao ponto de propor um parlamentarismo disfarçado, embora por  duas vezes repudiado nas urnas.

No Presidencialismo, mau desempenho do governante não enseja a sua substituição. Há, assim, de se respeitar o mandato conferido pelo voto popular.

O Clube de Engenharia, fiel às suas tradições, defende a estabilidade das instituições e o Estado Democrático de Direito e denuncia à Nação o caráter golpista da ofensiva em curso.

Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2015 

Mantendo a tradição de elegância de seu sobrenome, Callíope Marcondes Ferraz lança coleção de moda

Callíope Marcondes Ferraz iniciou-se na moda brincando e acabou amando vestir “as princesas do Rio”, como ela diz.
Com certeza seu olho foi treinado para o belo, desde pequena, quando  sua diversão era dar milho aos pombos na Piazza del Duomo di Cremona, onde nasceu e morou até os seus 20 e poucos anos …
Nessas suas criações, ela identifica algo de medieval, renascentista, que remete à sua infância .
E como hoje é brasileira, “por escolha e por amor”, as cores não poderiam faltar.
Amanhã, Callíope receberá em casa, com Tania Caldas, para apresentar às amigas, em avant prémière, esta sua coleção, da qual pinçamos algumas peças, para vocês também sentirem um gostinho dessa pré estreia.
Vejam só que graças para causar no verão.
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