Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

BIA RIQUE ENSINA A MANTER A BOA FORMA… E ELAS ABUSAM!

Na terça-feira à noite, em todas as reuniões e jantares da cidade não se falava em outra coisa…

Afinal, praticamente todas as elegantes do Rio compareceram. Entre elas, Idinha Seabra Veiga, Julia Gibson, Marlene Rodrigues dos Santos, Alda Soares, Carmem Vieira,  convidadas de Ruth Niskier para assistirem à palestra da nutricionista e escritora Bia Rique sobre A Nutrição no Mundo Contemporâneo.

O encontro, no charmoso  Copacabana Praia Hotel, do Aloysio Maria Teixeira Filho, no grande salão que leva o nome de seu pai, desembargador Aloysio Maria Teixeira, despertou o interesse das mulheres que, além de manter a boa forma, querem ter uma boa qualidade de vida.

Bia, que está sempre presente em importantes congressos sobre alimentação, deu um show falando sobre as atuais pesquisas médicas na área. Ao final da palestra, a coordenadora do evento, Ruth Niskier, brincou, lembrando o tema Abusos Programados,  que Bia Rique aborda em seu último livro, e convidou as participantes para “um abuso programado” na sala ao lado, onde seria servido um chá. E todas saíram da dieta felizes e sem culpa… Ah, abusadas!

Bia- BETH JORDAO BIA RIQUE MARCIA VERISSIMOBeth Jordão, Bia Rique e Márcia Veríssimo

Bia-GABRIELA ITAGIBA ALDA SOARES CARMEN VIEIRA

Gabriela Itagiba, Alda Soares e Carmem Vieira

Bia- ARNALDO  RUTH NISKIER  JOANA E ALOYSIO TEIXEIRA

Arnaldo e Ruth Niskier, Joana e Aloysio Teixeira

Bia- ANGELIQUE CHARTOUNY E  RUTH NISKIER

Angelique Chartouny e Ruth Niskier

Bia-CRISTINA ABOIM  SANDRA GOMIDE.

Cristina Aboim e Sandra Gomide

Fotos de Armando Araújo

ENQUANTO OS QUE FICAM MORREM NA MARATONA DOS ÔNIBUS, TRIATLETA CARIOCA VENCE ULTRA MARATONA DO JAPÃO!

Não são apenas as noticias desastrosas sobre os nossos atletas, como o ciclista triatleta Pedro Nicolay, assassinado pelo trânsito do Rio.

Sua companheira de esporte e amiga, a também triatleta Manuela Vilaseca, desembarcou hoje no Rio com o troféu de Campeã da corrida STY Monte Fuji, no Japão, uma ultra maratona de montanha, da qual participaram 930 corredores!

Ela foi o primeiro lugar feminino e a 11ª colocação no geral, entre homens e mulheres, percorrendo 85 quilômetros do Monte Fuji em 11 horas e 36 minutos, non stop, enfrentando aquele frio congelante.

Manuela corre pela North Face, multinacional de roupas especiais para corrida.
Ela já venceu a prova La Mission, na Patagônia, a prova do Equador e o X-Terra de Ilhabela, num trajeto de 80 quilômetros, além de levar o 1º Lugar no X-Men da Inglaterra, no ano passado!

Manu não é fácil (ver o Blog da Manu). E quando não está em competições internacionais está treinando no Rio, subindo o Cristo Redentor de bicicleta três vezes por semana. Mas no seu roteiro não tem ônibus nem sinal de trânsito, ainda bem!…

Essa história de vencer campeonato. aliás, é tradição na familia de Manuela, cujo pai, Jaime Vilaseca, vence todas as maratonas das molduras de obras de arte dos grandes colecionadores nacionais e já lá se vão mais de 43 anos

Tradição é tradição, minha gente.

manuela vilasecaManuela Vilaseca, a carioca maratonista campeã, acaba de vencer a prova do Monte Fuji no Japão!

MARA MAC LANÇA NOVA COLEÇÃO COM SORTEIO

Terça-feira, dia 7, Mara Mac Dowell recebe as amigas-clientes e vice-versa, em sua loja de Ipanema, para o lançamento de sua coleção de inverno Arquivo Contemporâneo, numa parceria com a joalheria Blume.

As joias são inspiradas no Pantanal brasileiro, numa coleção com curadoria das sócias Veronica Vianna e Ronimar Mendes.

O ponto alto do evento vai ser o sorteio de um broche de ouro branco com pedras preciosas brasileiras e pérolas e de uma bolsa Mara Mac

E se você não for sorteada, querida, não se preocupe. Satisfaça a vida com as delícias gastronômicas do Zazá Bistrô, servidas no coquetel…

Joia de Blume - Fotografia de Marcos Vianna - www.marcosvianna.comO broche do sorteio

KATIA LEITE BARBOSA MARCA PONTOS PARA A VANGUARDA BRASILEIRA

Lucas Arruda, Chiara Banfi, Carlito Carvalhosa, Marcos Chaves, Lucia Koch, Nelson Leirner, Artur Lescher, Cinthia Marcelle, Thiago Martins de Melo, Marcelo Moscheta, Maria Nepomuceno, Miguel Rio Branco, Valeska Soares, Ana Maria Tavares, Adriana Varejão e Angelo Venosa, 16 dos maiores artistas da vanguarda de hoje, fama no Brasil e no exterior, são os participantes da Brasil Vívido, exposição com mais de 50 obras, que a Sotheby’s inaugura neste maio, de 10 a 29, em Nova York, em sua galeria S|2, a partir de sugestões de colecionadores importantes…

Para Katia Mindlin Leite Barbosa, presidente da Sotheby’s Brasil, a realização da mostra é uma vitória. Com a a abertura recente da Sotheby’s Brasil em São Paulo e a representação que permanece no Rio de Janeiro, a Sotheby’s é a  única casa de leilões internacional com presença formal no Brasil. E isso tem muito a ver com o pioneirismo de Katia, que remonta a quase duas décadas.

Katia-Mindlin-Leite-BarbosaKatia Mindlin Leite Barbosa / Foto Vera Donato

Ela diz: “Com o Brasil tornando-se cada vez mais um foco importante para a Sotheby’s, estamos muito contentes em poder trazer para nossa galeria S|2, a pujança criativa e a sofisticação de sua arte contemporânea. Com o mundo das artes em Nova York em maio, muitos de nossos artistas mais talentosos e instigantes serão vistos na Sotheby’s por um público global”.

sothebys 2

PORQUE HOJE É FERIADO E TENHO TEMPO: ODE A UMA MULHER DE GRANDE TALENTO

Se eu fosse um cineasta, apresentaria a vocês a decoração do apartamento de Gilsse Campos em takes. Pois cada ponto em que o olhar se fixe é um novo cenário. Sobre o piano de meia cauda, desfilando sua imponência de vestes vermelhas e douradas, um exército fabuloso de matrioshkas, daquelas que nem na Rússia se encontra, só mesmo indo pesquisar em alguma antique shop na Rive Gauche, em Paris, como fez a Gilsse, e mesmo assim dando muita sorte!

No jardim de inverno (pois o apartamento da Praia do Flamengo é daqueles datados do Rio, do tempo em que varanda ainda era chamada de Jardim de Inverno), um fabuloso painel quadrado de mosaico multicolorido, imenso, ocupa toda a parede direita, com algarismos romanos e um buraco no meio, parecendo fonte sem água. Só mesmo quando a dona da casa explica, entendemos que se trata de um grande mostrador de relógio sem os ponteiros, que perdeu sua função desde que foi retirado da fachada de uma igreja em seguida demolida, no Centro do Rio Antigo, arrematado em um leilão. Uma dessas oportunidades maravilhosas que não passam diante de nós duas vezes numa existência.

Mais adiante, a mesinha de centro com vários pratos de prata com relevos Art-Nouveau de imagens femininas. E outra mesinha mais com a mesma temática. O par de espelhos grandiosos Art-Déco, bisotados, emoldurados de azul pervanche, parece ser coisa de casa de Jeanne Lanvin, mas, não, Gilsse explica, é design do amigo Chicô Gouvêa.

Brincando de cineasta, passeio e perscruto minha “lente” curiosa pelo apartamento delicioso de Gilsse, que me revela a personalidade dessa encantadora de mentes, olhares e corações, através do seu feitiço de misturadora de formas, cores, estampas, listras, épocas, objetos, estilos inusitados e desencontrados, na mais perfeita e surpreendente harmonia.

Com este talento especial e único, Gilsse magnetiza os sentidos de quem vê e os enreda, envolve em sua teia, como uma tarântula aveludada e sedutora, cujo único perigo que oferece é a capacidade de produzir beleza.

Assim, na sala de jantar, sabe-se lá com que maestria, ela conseguiu adequar biblioteca com quatro mil volumes. Livros manuseados, lidos, relidos, sentidos e vividos. E também desinfectados, graças a uma equipe contratada da Biblioteca Nacional, que se transferiu para o apartamento, quando ainda vazio, apenas eles e os livros, com duas tendas iglus, cilindros de oxigênio, máscaras, toucas, luvas e todo o tipo de proteção, para a desinfecção total, eliminando traças e quaisquer insetos outros, bem como mofos e odores, que por ventura tenham vindo com os livros da antiga fazenda da família.

Depois de toda essa operação, os volumes foram acomodados nas enormes estantes de laca vermelha construídas especialmente, e lá estão eles, catalogados, limpinhos, cheirosos e sem bugs. Coisas da perfeccionista Gilsse. Além do bom gosto, o asseio…

Dou um zoom – eu não, o meu olho-lente – na chaise longue ao fundo da sala de jantar, onde se espreguiça, non chalante, manta de seda pura diferente de tudo que já vi e entendi. Gilsse esclarece: “São as gravatas do Mauro, que ele queria jogar fora, eu costurei e fiz a manta”.

Enquanto ela explica como fez, lavou as gravatas, desmanchou, passou a ferro e as costurou, manuseio e vou decifrando o trabalho, o patchwork delicado, as gravatas Hermès, o jogo de estampas refinadas, os pedaços com formas se encontrando e desencontrando, formando desenhos, o matelassê diferente em cada pedacinho, de acordo com a estampa, o bordado sobre cada estampado, às vezes com pedrinhas, perolinhas, às vezes sem, as contas de estrasse, os apliques de galão, apliques de bordados, contornos de soutache, a barra de franja e, quando viro o avesso, o forro de seda azul escuro revela os pontos minúsculos dos bordados, com linhas diferentes, provando o ano inteiro de dedicação que custou a Gilsse aquela composição, que poderia até merecer título: “Bandeira do meu Amor pelo Mauro”.

Que outra mulher provaria tamanha dedicação ao marido através de suas velhas gravatas?

Volta-me à cabeça a tarântula de momentos atrás, inspirando-me Aracne, aquela da mitologia grega, cujos talentos sedutores com os bordados tanto irritaram a deusa Atena, que, invejosa, a transformou numa aranha. Gilsse, ela mesma, se faz aranha, não precisa para isso das ‘Atenas’ invejosas…

Ainda conseguem me ler? Mesmo este texto compridão? Então, continuemos o passeio da câmera, pois hoje temos tempo, é feriado, afinal…

Tratava-se de um jantar, 12 à mesa – e que mesa, nem vou descrevê-la! A proposta de Gilsse, desta vez, não era apenas agradar ao Mauro, mas a todos nós. E quando esta mulher se propõe a isso é insuperável!

Sabendo que alguns dos comensais tinham o hábito e o “vício” de, há pelo menos 20 anos, frequentar o Columbia, da Rua da Assembléia, que fechou as portas na última sexta-feira, num segundo “bota-abaixo”, que vai derrubar um resto da parte antiga da cidade, ela tratou de contratar o cozinheiro da casa, duas assistentes e o mâitre, para prepararem e servir o cordeiro ao molho de hortelã e as empadilnhas, de camarão, palmito e frango, iguarias preferenciais do cardápio do restaurante da “família” do Mosteiro famoso. Como chave deouro, camarões empanados. E a máxima da sutileza foi, que para não estragar os apetites, não houve belisquetes antes. Só mesmo ela para imaginar esses requintes.

Tudo servido em pratos pretos e brancos com temática déco mandados pintar à mão. Au dessert, mistura curiosa de salada de frutas, além de bananas flambadas com sorvete. Como pièce de résistance do jantar, a entertainer Gilsse ao centro da mesa.

Ela é jornalista, apresentadora e entrevistadora de rádio e TV. Cantora e showoman. Adora um palco! Ótima anfitriã, sabe entreter, até dons mediúnicos possui (poucos sabem). O que se propõe a fazer, faz direito. Porém, se optasse pela carreira de decoradora, poderia ser um nome internacional. Declaro isso com tranquilidade. E assino. É seu terceiro trabalho que confiro, desde a casa da Urca.

Se escolhesse a atividade, o sucesso seria apoteótico. Ela sabe disso, todos sabem. Contudo, a decoração de interiores a ocuparia de modo arrebatador, a ponto de toldar outro objetivo ainda maior. E sabemos que não seria esta a maior glória para Gilsse, pois é outra a que ela cultiva e que a realiza de modo pleno.

O sucesso principal para Gilsse começa com M.

M de Mauro.

(Com meus cumprimentos ao Mauro, por reverenciar o bom gosto e o talento de sua mulher, com todas as generosidades possíveis).

gilsse campos quadro

FILME DE GIL LOTA SESSÃO NO FESTIVAL DE PARIS

Na foto, Gilberto Gil com Pierre-Yves Borgeaud, diretor do filme Viramundo, que apresenta uma turnê de Gil pelo hemisfério Sul. A sessão de Viramundo teve lotação esgotada quatro dias antes da exibição na 15ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Fora da sala L´Arlequin ainda ficaram 400 pessoas sem ingressos. Gil foi ovacionado pela plateia e mostrou que é ídolo também na França…

Viramundo-Gilberto Gil e Pierre-Yves BorgeaudFoto de Solange Campello

CONFRARIA DO VINHO EM FESTA NO PALÁCIO SÃO CLEMENTE

A Confraria do Vinho do Porto quer difundir, promover e consolidar o nome do Vinho do Porto em todo o mundo. Para isso, acolhe em seus quadros pessoas e entidades que contribuem para sua difusão e prestígio. A entronização de novos confrades honorários acontece geralmente na sede da Confraria, o Palácio da Bolsa, no Porto. Mas já foram realizadas várias entronizações em outros países, como Espanha, Estados Unidos, Canadá, China, Japão e aqui no Brasil, como a que houve ontem, no Palácio São Clemente. Entre os entronizados estão autoridades, artistas, chefs, jornalistas e outros aficcionados do Vinho do Porto, como Ed Motta, Washington Olivetto, Claude Troisgros, Roberta Sudbrack, Reinaldo Paes Barreto. Seguem as fotos da entronização no Palácio São Clemente…

Confraria-IMG_4896--Laurent Suaudeau - Washington Olivetto-  Ed Motta e Roberta SudbrackLaurent Suaudeau, Washington Olivetto, Ed Motta e Roberta Sudbrack

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Nuno de Mello Bello e George Sandeman

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Ed Motta e George Sandeman

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Claude Troisgros e George Sandeman

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Kátia d´Avillez e Isabel Marrana

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Tomás, Carmo e Marta Bello

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Patricia Olivetto, Washington Olivetto e Isabel Marrana

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Laura Braga e Danio Braga

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Manoel Cabral com Marta Salles, Gisela Mattoso e Gilda Mattoso

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Fotos de Vera Donato

MAIS UMA EDIÇÃO DO FASHION TEA NO COPA

Vem aí mais uma edição do Fashion Tea, em benefício do Pró-Criança Cardíaca. O evento será segunda-feira, dia 6, no Copacabana Palace. Várias grifes estão confirmadas. Rachel Rio Joias abre o evento com Roberta Portella. Narcisa Tamborindeguy e Márcia Veríssimo apresentam coleção da Bum Bum. Renata Fraga e Katia Spolavori participam da grife Ana Tinelli. A marca Rudge, inspirada na Ásia, lança peças exclusivas. Dudalina traz o tema London em seu desfile. Amarjon Biojoias terá a participação das atrizes Ingra Liberato, Babi Xavier, Lica Oliveira, Maytê Piragibe, Carla Prata, Ives Kolling e Myrian Martin. Pandora apresenta sua coleção com Mylena Ceribelli e Giovanna Priolli. Carmen Steffens fecha o evento com Priscila Fantin, Carol Nakamura, Maria Paula, Talitha Lippi e Raquel Bertani.

O ‘SIM!’ DE JULIA GAMA BRAVO E ANTONIO PEDRO VIEIRA DE MELLO MOURA

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Não precisaria sequer mostrar as imagens. Bastaria eu dizer os locais da cerimônia e da recepção do casamento de Júlia Bravo e Antonio Pedro Moura, para vocês perceberem que a opção desses noivos foi o romantismo singelo, o amor intimista, sem apoteoses, como antigamente.

Numa das mais simpáticas e anônimas capelinhas da Zona Sul carioca, a do Patronato da Gávea, onde uma imagem de Santo Antonio (os Moura são todos devotos do santo) nos saúda na fachada, do alto de um oratório envidraçado, bancos simples de madeira reta, paredes chapiscadas de branco, dimensões minúsculas, portas laterais abertas para uma área de cimento, onde durante a semana as crianças do patronato brincam no recreio, alternando-se no espaço com os jovens atores do Tablado, da saudosa Maria Clara Machado, ali, naquele cenário intensamente poético, Antonio Pedro e Julia escolheram dizerem-se “Sim!”. Olhos nos olhos, mão na mão, tremor no tremor, emoção na emoção.

Como nos velhos tempos dos avós de Julia que lá estavam, Leda e Getulio Gama, por parte de mãe, Leda, e Adair Bravo, da parte do pai da noiva, Renato Bravo. Bem como era no tempo de Antonio Moura, o Toni, pai de Antonio Pedro, e Eliana Moura, sua tia, ali representando sua mãe, Regina Lucia, há alguns anos não mais entre nós, porém intensamente presente na lembrança de tantos.

Não só na lembrança, como em cada detalhe que a elegância daquela cerimônia e da recepção inspiravam, pois Regina Lúcia exalava bom gosto. Estava nela. E os que conheceram Regina Lúcia Vieira de Mello, ainda solteira, e viam pela primeira vez a noiva Julia,  até se surpreendiam ao constatar as semelhanças: o mesmo allure, a mesma silhueta longa e magra, as sobrancelhas grossas, o coque para trás, cabelos divididos ao meio, tal e qual Regina usava quando da mesma idade. O principal: o sorriso sempre aberto. Regina tinha o dom da simples e contagiante simpatia, sem olhar a quem.

Daí que a extrema felicidade do momento misturava-se a doses de nostalgia. Tal qual as cores azul hortênsia, melancólica, mesclada ao fulgurante amarelo, na decoração dos salões charmosos e aconchegantes da Sociedade Hípica Brasileira, onde os noivos escolheram receber depois os amigos.

Toni Moura, mãos dadas com a filha, Roberta, o filhinho, Manoel, pajem, ao colo, e a filha gêmea, Catarina,  demoiselle, umas gracinhas, sempre ao lado o marido Carlão Borges, que entrou na igreja levando pelo braço Eliana Moura (brincos deslumbrantes de rubi), irmã de Toni. Enquanto a filha de Eliana, Maria José Prior, transmitia ao vivo toda a cerimônia, via IPhone, para o filho, José Walter Guimarães, estudando nos EUA.

Quem pensa que elite é só fosforescência e bolsa Vuitton, tem nesta família a prova de que se trata de uma falsa imagem construída. Os Moura são justo o contrário: cultivam os valores familiares acima de todas as coisas, em sua mais pura essência. E não há lucro, fortuna, disputa, patrimônio, espólio, herança, que promova, entre eles, qualquer tipo de discórdia.

No olhar terno de Antonio Pedro para Julia e vice-versa, o amor mais intenso e cristalino.
Bravo e Moura, que bela combinação!

Um ‘Bravo’ para esta união!

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 A noiva:

Linda, com vestido de renda comprado nos Estados Unidos e modificado por Glorinha Pires Rebelo.

Músicas:

Júlia entrou na igreja ao som de Amanhecer, de Grieg. Depois da cerimônia, a festa na Hípica para 450 convidados, animada pelo DJ Kahl.

O noivo:

Antonio Pedro, para quem não sabe é campeão de saltos e já ganhou vários troféus. Daí a escolha da Hípica para a festa de seu grande dia.

A decoração:

Em azul e branco, by Marcela Lacerda. Cerimonial comandado pela Thaís de Carvalho Dias, da Thesis Eventos. Buffet delicioso da Laura Pederneiras e bolo de Regina Rodrigues. A festa, animadíssima, só acabou às seis da manhã.

Convidados:

“Casamento lindo e emocionante”, diziam os convidados do Sim!, lembrando de Regina Lucia, mãe do noivo. Entre os que estavam lá, Silvinha Fraga, com seu novo namorado, Luis Fernando Santos Reis, Vanda Klabin e Paulo Bertazzi, Sueli e Ricardo Stambowsky, os Buffara, Milene Ourivio…

Na lista de padrinhos:

Leda Gama e Getulio Gama, Eliana Moura e Carlão Borges, Clara Bravo e Newton Lima, Kiki Simonsen e Carlos Mendonça, Renata Melo e Jaime Vilaseca, Bia Mariz e Claudio Cals, Bebel Mota e João Soares, Alice Ratton e Fabio Coppos, Fernanda e Luis Martini, Cloe Schmidt e Patrick Contarini, Joana Pierotti e Vinicius Motta e Ana Camargo e Eduardo Machado…