Morreu ontem, em casa, às 23h45m, o gentleman do Rio de Janeiro, Gérard Larragoiti. Com a saúde debilitada, ele havia sido hospitalizado no Samaritano recentemente, sob os cuidados do clínico José Luiz Spicacci, e retornou para casa na terça-feira.
Ao lado de Harilda, ele formava um daqueles casais indiscutivelmente bem sucedidos e harmoniosos de nossa sociedade. Estavam próximos das bodas de ouro, dividindo-se entre dois endereços, a casa em estilo contemporâneo, na Barra da Tijuca, e o apartamento clássico, em Paris. Em ambos, recebiam com regularidade, sempre com grande alegria, elegância, atitude, inteligência, mesclando tradição, arte, cultura e pensamento.
Os Larragoiti não se restringiam em suas recepções às preocupações comuns à chamada aristocracia mundana, mas juntos propunham sempre horizontes amplos, envolvendo sobretudo as artes plásticas e a discussão política. Em se tratando de Gérard – a cabeça prateada, a bengala charmosa – a preocupação empresarial também era um tema constante nas conversas.
Enfim, o convívio com os Larragoiti, juntos, era sempre enriquecedor. O que certamente continuará a ser com Harilda, jornalista de formação, temperamento inquieto e muito inteligente.
Harilda está inconsolável, sabemos. E estaremos todos lá, seus amigos, amanhã, no São João Batista, a partir das 9h, para o velório, e às 12h, para o sepultamento.
Gérard com Harilda (em pé), Thereza Orléans e Bragança, Raphael Lange e amigos, em seu penúltimo aniversário, golfista no topo do bolo, seu esporte preferido