Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

ERUNDINA EXALTA VIOLETA ARRAES, A ‘ROSA DE PARIS’

Vocês pediram, eu atendo.

Aqui está, completinho, o texto do antológico discurso da deputada federal Luiza Erundina, por ocasião da solenidade da entrega do Prêmio Zuzu Angel às Mulheres do Tortura Nunca Mais, da Homenagem aos 20 anos do Instituto Zuzu Angel e da entrega a ela da Medalha Violeta Arraes, conferida pela Secretaria Estadual das Mulheres do PSB, no Teatro Odylo Costa Filho, esta Semana, na UERJ.

Um texto para ler e guardar. Isto é, para ler e arquivar em seu pen drive… Lendo-o você saberá a grande mulher que foi Violeta Arraes, um nome que ficou para a História.

Fala Erundina:

“MEDALHA VIOLETA ARRAES DE DIREITOS HUMANOS

Muito me honra e comove ser a primeira mulher a receber a Medalha Violeta Arraes de Direitos Humanos, criada pela Secretaria Estadual de Mulheres do PSB do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que o Prêmio Zuzu Angel – II Edição é conferido, pela mesma Secretaria, às bravas mulheres do grupo Tortura Nunca Mais. A elas nossos cumprimentos e gratidão pela dedicação na defesa dos Direitos Humanos.

Ao ser informada pela companheira Regina Flores, Secretária da Mulher, sobre a escolha do meu nome para  receber a Medalha Violeta Arraes,  pensei sobre o significado da homenagem e conclui que não era a mim que devia ser prestada, mas, sim, à própria Violeta, inspiradora da criação deste Prêmio. É a ela, pois, a quem devemos e queremos homenagear nesta noite de festa, com toda solenidade que se possa imprimir a este ato.

Com certeza, tudo o que de mais relevante eu possa destacar da trajetória de vida dessa
mulher extraordinária, já deve ser de pleno conhecimento dos que estão presentes  aqui e
de tantos mais que a conheceram pessoalmente ou através dos rastos luminosos que ela foi deixando atrás de si ao longo de sua rica e fascinante existência.

No entanto, o reconhecimento e a celebração pública da grandeza e dignidade de uma pessoa, cuja vida privada se confunde com a vida pública, nunca é demais, visto que  confirmam o que já se sabe sobre ela; ao mesmo tempo conferem realidade aos feitos extraordinários  de  sua vida, iluminando-os.  É o que queremos fazer neste momento,  reconhecer e celebrar a vida e a obra de Violeta Arraes que marcaram indelevelmente seu tempo e sua geração.

Violeta dedicou inteiramente sua vida às lutas pelos direitos humanos e na defesa da
democracia; lutas essas que ela travou sem fronteiras, com muita coragem e determinação e no limite máximo de sua generosidade.

Cearense do Araripe, veio ao mundo em 5 de maio de 1926 e foi uma das figuras mais atuantes e influentes nos meios acadêmicos da sua época, projetando-se publicamente dentro e fora do Brasil por sua presença ativa no mundo da cultura e das artes e pelo seu engajamento político.

Em Recife, Violeta foi ativista do movimento de educação de base; atuou no Movimento
de Cultura Popular, junto com o educador Paulo Freire, e colaborou com D. Hélder Câmara, enquanto membro do Secretariado Nacional da Ação Católica e integrante da Juventude Universitária Católica (JUC), de onde se originaram grupos de ação política que combateram o golpe de 64 e resistiram à ditadura civil-militar; por isso foram duramente perseguidos e dizimados.

Ligada ao Cinema Novo e ao meio artístico e cultural pernambucano, no período em que
junto com o marido Pierre Maurice Gervaiseau, economista e militante socialista, Violeta
colaborou com a ação política do seu irmão, o então governador de Pernambuco, Miguel
Arraes, deposto e preso em 1º de abril de 1964, no golpe militar. Ambos foram presos
quando chegavam à sede do Arcebispado para visitar D. Hélder Câmara no dia em que
ele assumia como bispo de Recife e Olinda. Quatro meses depois, ela e sua família
foram expulsos do Brasil e se exilaram  na França onde, a partir de então,  passaram a viver.

O castigo do exílio que os algozes da ditadura lhe aplicaram não conseguiu fazer
com que Violeta arrefecesse o ânimo, nem abdicasse de seus sonhos e da utopia
socialista  que iluminaram e deram sentido à sua vida. Esta é uma marca da sua origem
nordestina, região onde se forjam homens e mulheres fortes que não se dobram
diante das agruras da seca e do sol inclemente do semiárido, nem menos se vergam sob a opressão covarde de um regime de força que dominou pelas armas durante longos e tenebrosos vinte e um anos de ditadura e de graves violações aos direitos humanos em nosso país.

Na França, já graduada em sociologia, cursou pós-graduação em psicologia para
poder ajudar, como psicoterapeuta, a muitos exilados brasileiros traumatizados com
a tortura a que foram submetidos.  Por sua generosidade e dedicação no acolhimento
aos exilados políticos na França, ficou conhecida como a “Rosa de Paris”.

Como integrante da Frente Brasileira de Informações, naquele país europeu, Violeta,
segundo testemunho de ex-exilados, foi fundamental para a denúncia dos crimes
contra os direitos humanos cometidos pela ditadura militar e, como estava acima
das divisões entre partidos e grupos políticos, conseguia aglutinar todos e a todos
ajudava a suportar as terríveis agruras do exílio. Sua casa em Paris se transformou em
uma referência para artistas e intelectuais perseguidos pelo regime militar. Também
estendeu sua ajuda aos exilados chilenos, após o golpe de Pinochet, e ao movimento
anticolonialista em Angola, Moçambique e Guiné Bissau.

Com a aprovação da Lei da Anistia em agosto de 1979, Violeta retornou ao Brasil,
mas foi convidada a trabalhar como adida ao projeto França-Brasil, na embaixada
brasileira em Paris. De 1984 a 1986, ela se dedicou a elaborar e desenvolver o projeto,
realizando vários eventos relevantes, destacando-se, entre outros, a Exposição de
Arte Popular Brasileira, no Museu de Arte Moderna. Em 1988, a convite do então
governador Tasso Jereissati, assumiu a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará e,
em 1996, foi nomeada reitora da Universidade Regional do Cariri, na cidade do Crato,
cargo que exerceu até 2003. Viveu os últimos anos de sua rica existência na cidade do
Rio de Janeiro, onde veio a falecer em 2008. No entanto, Violeta continua viva, não
só nas nossas mentes e nos nossos corações, mas sobretudo no exemplo que deixou,
exemplo de  coragem e de fidelidade absoluta ao seu  compromisso  com os direitos
humanos e com a democracia.

Para que a história de uma pessoa se revele em toda sua inteireza, é preciso que seja
projetada no espaço público, sobretudo se for mulher, e, como tal, historicamente
condenada a viver submersa na invisibilidade da vida privada, por determinação de
uma cultura machista e patriarcal ainda hoje dominante na nossa sociedade. Violeta
Arraes é uma mulher que rompeu com esse padrão e protagonizou os acontecimentos
mais importantes e cruciais da vida nacional, com desdobramentos para além de
nossas fronteiras.

Vale destacar, ainda, o simbolismo e o significado da Medalha Violeta Arraes de
Direitos Humanos que projeta, no espaço público, a figura gigantesca dessa mulher
excepcional. Esta homenagem é prestada num momento decisivo para a história e a
democracia brasileira. Ocorre exatamente no momento em que, após longos e aflitivos
anos de espera, o Estado e a sociedade civil brasileira buscam resgatar a memória e
desvelar a verdade histórica sobre os crimes de lesa humanidade cometidos durante
a ditadura militar, e apontar os responsáveis por eles, para que não fiquem impunes.

Trata-se, portanto, de fazer justiça, mas para isso é preciso dar nova interpretação à
Lei da Anistia que, absurdamente, anistiou vítimas e algozes.

Se viva ainda estivesse, não tenhamos dúvidas de que Violeta estaria na linha de frente
deste embate entre o passado, que quer ser esquecido, e o presente que grita, em
dores de parto, para que a Verdade se revele por inteiro e se faça justiça aos que,
como Violeta Arraes, pagaram com prisão, tortura, assassinato, desaparecimento
forçado e exílio a incipiente democracia que temos hoje. Precisamos, de uma vez
por todas, passar a limpo essa vergonhosa página da nossa história, e como diz a
ex-presidente do Chile, Michele Bachelet, “a ferida só sara se for lavada”. É este o
momento. A hora chegou, não a deixemos escapar.

Por fim, agradeço de coração a honra de me conferirem esta Medalha que me servirá
de escudo e de estímulo para continuar a luta de Violeta Arraes, e de tantos outros, na
defesa intransigente dos Direitos Humanos e na luta sem trégua por Verdade, Justiça e
plena Democracia.

Obrigada a todos e todas.

Rio de Janeiro, 27 de maio de 2013

Dep. Luiza Erundina de Sousa”

violeta_1Violeta Arraes em sua juventude, antes de ser a “Rosa de Paris”

discurso de Luiza Erundina.jpg1Deputada federal Luiza Erundina faz seu discurso e conta quem foi a “rosa” Violeta

UMA HISTÓRIA FELIZ COM SOBRENOME SOARES

Na Alemanha, em viagem cultural em Berlim, com roteiro de visitas a museus, galerias de arte, monumentos, prédios históricos, Alda e José Paulo Soares. Depois, o passeio de cultura prossegue em Londres. Eles têm mesmo o que celebrar. A vida lhes sorri. Plantaram e agora colhem. Família em harmonia, netos saudáveis e lindos, filhos bem sucedidos. E como!

Seu filho Ricardo Tadeu Cabral de Soares acaba de assumir a presidência da Imbev no México! Não é de hoje que Ricardo Tadeu dá alegrias a Alda e Zé Paulo. Ele foi o mais jovem advogado formado no Brasil. Aos 12 anos, fez o vestibular de Direito, graças a uma liminar impetrada por Alda. O recorde foi notícia até no Fantástico. Formou-se advogado na Cândido, aos 16 anos, ao mesmo tempo em que concluía o 2º Grau no Santo Agostinho.

Depois disso, Ricardo Tadeu cursou Administração e Economia na UFRJ e em seguida aplicou para o mestrado em Harvard, onde foi o mais jovem aluno a fazer o MBA na história da instituição!

Em Harvard, Jorge Paulo Lemann foi buscá-lo, com o convite em aberto: podia escolher em qual das suas três empresas preferia de trabalhar: o Banco Garantia, as Americanas ou a Brahma. Ricardo escolheu a Brahma, porque queria morar no Rio.

Antes de presidir a AB Imbev, no México, chegou ao que pode ser considerado o máximo da Ambev: a vice-presidência de vendas.

Ricardo Tadeu, 38 anos, casou-se aos 19 e mantém-se casado e feliz. É super católico. Às vezes o vejo fazendo as leituras na missa da Igreja São Paulo Apóstolo, em Copacabana, onde os pais são ministros da igreja. O Tadeu de seu nome é devido à grande devoção de Zé Paulo por São Judas Tadeu, a quem ele consagrou o filho no batismo.

Se os pais trabalharam direito, o santo também tem feito direitinho a sua parte.

ricardo tadeuO carioca Ricardo Tadeu Soares, o novo presidente da Ab Imbev

José-Paulo-DSC01578-JOSÉ-PAULO-E-ALDA-SOARESJosé Paulo e Alda Soares

UM ANO SEM EDYALA SANTO DOMINGO

As amigas lembram que faz um ano que morreu Edyala Santo Domingo. Um ano sem aquele sorriso largo, aquela esfuziante vocação para ser feliz, para celebrar, festejar, distribuindo simpatia, colecionando simpatia, multiplicando simpatia, gerando em torno de si uma onda de positividade e amizades.

Edyala foi muito feliz, mas teve um fim de vida muito triste, depois de perder seu único filho, que morreu de repente.

Daí que, para lembrá-la, estou postando aqui um momento alegre de Edyala, num almoço no Sofitel entre Olivia Barradas e Alayde Rocha Neves, sua amiga, desde quando ambas moravam em Paris.

Scan0001Olívia Barradas, Alayde Rocha Neves e Edyala Santo Domingo no restaurante do Sofitel

SÓ TOPS NA HAPPY HOUR DO NÚCLEO CARIOCA DE DECORAÇÃO

Personalidades da arquitetura carioca estiveram reunidos no Bar D´Hotel, no Marina All Suites, na happy hour da campanha #eupontuo, do Núcleo Carioca de Decoração. No encontro, foi apresentado o novo aplicativo móbile para profissionais cadastrados no Núcleo. Ao final, foi sorteado um iPad e o vencedor foi Ivan Rezende. Por lá, só tops: Jairo de Sender, Ana Lúcia Jucá, Rogério Antunes, Maurício Nóbrega, Cadas Abranches…

Decoração-Carlos Hansen Suely Stambowsky e Jacob OrleanCarlos Hansen, Suely Stambowsky e Jacob Orlean

Decoração-Rogério Antunes  Dea Arbex e Jairo de Sender

Rogério Antunes, Dea Arbex e Jairo de Sender

Decoração-Beto Zornig  Andréa Chicharo e Maurício Nóbrega

Beto Zornig, Andréa Chicharo e Maurício Nóbrega

Decoração-Ivan Rezende  Leonardo Pazzini e Beto Zornig

Ivan Rezende, Leonardo Pazzini e Beto Zornig

Fotos de Marco Rodrigues

TEATROS DO RIO CONTADOS EM LIVRO DESDE O PERÍODO COLONIAL

O diretor de arte, cenógrafo, professor e doutor em Artes José Dias lançou, no Teatro Dulcina, seu livro Teatros do Rio. Editado pela Funarte, trata-se de um painel dos espaços culturais do Estado, com uma análise da atividade teatral, no Rio e em outros estados brasileiros, desde o período colonial.

Em Teatros do Rio, José Dias apresenta textos, plantas e fotos, que marcaram época, de 1767 a 1999…

Funarte-Antonio Grassi e Ilva NinoIlva Niño e Antonio Grassi

Funarte-Jose Dias e Yvone HoffmanJosé Dias e Yvone Hoffman

Funarte-Leticia Lins e Silva Tecio Lins e Silva e Thais Ramos

Os advogados Leticia Lins e Silva, Técio Lins e Silva e Thais Ramos

Fotos de Selmy Yassuda

RICARDO LOWNDES DALE FESTEJA ANIVERSÁRIO NO 00

Ele tem bombado a pista do 00, na Gávea, organizando festas para comemorar os aniversários dos amigos do high. Mas desta vez o festejado foi ele, que completou nova idade e recebeu um grupo animado de amigos queridos. Aí vão alguns flashes do aniversário de Ricardo Lowndes Dale, na Gávea…

Dale-alessandra haegler e ricardo dale-6445Alessandra Haegler e Ricardo Lowndes Dale

Dale-rodrigo rapoza bia costa ricardo dale e eduardo clark-6494Rodrigo Rapoza, Bia Costa, Ricardo Lowndes Dale e Eduardo Clark

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Luiza e Gabriela Dale

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Rebecca Barreto e Juliana Streong

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Mariana Godinho e Thiago Lannes

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Luiza Sobral

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Duda Falcão e Rodrigo Rapoza

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Carol Mesquita e Flavia Lanat

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Ana Helena Porto e Rafaela Marsillac

Fotos de Bruno Ryfer

APROXIMAÇÃO DO PT COM O PSB PODE COMEÇAR ATRAVÉS DAS MULHERES, SAIBAM COMO…

Muito honrados, as Mulheres do Grupo Tortura Nunca Mais, a deputada federal Luiza Erundina, o Instituto Zuzu Angel de Moda e sua presidente, esta jornalista, fomos homenageados no teatro da Universidade Estadual do Rio de Janeiro pela Secretaria Estadual de Mulheres do Partido Socialista Brasileiro.

Emoção no começo, no meio e no fim.

Surpresas como uma interpretação de trecho da peça Calabar, proibida há 35 anos. Um show musical com repertório dos anos 70. Uma apresentação impecável do coral da UERJ. Um discurso épico da deputada Erundina. Momentos para não esquecer…

Nada se compara à imagem daquelas dezenas de mulheres dedicadas ao próximo, que formam o Grupo do Tortura Nunca Mais, nunca antes lembradas para uma homenagem, recebendo, uma a uma, suas placas de reconhecimento. Bonito, lindo, tocante mesmo!

Ao fundo, um imenso banner que ocupava do piso do palco ao mais alto do urdimento do teatro, com uma foto meditativa de Zuzu Angel observando o momento histórico. Olhava séria, compenetrada, como se premeditasse aquele acontecimento futuro. A foto era de 1971, ano do assassinato de seu filho Stuart pelo brigadeiro Burnier, na Base Aérea do Galeão, no Estado do Rio de Janeiro.

Sobre aquele terrível ato sanguinário, o ministro de Lula, Roberto Amaral, falou de modo pungente, descendo aos mais tristes detalhes da tortura sofrida pelo meu jovem irmão. Bem como Erundina lembrou, em seu discurso, que foi ela, prefeita, quem abriu as covas no cemitério de Perús, e encontrou os primeiros corpos de desaparecidos políticos torturados pelos militares e encontrou minha cunhada Sonia Moraes Angel Jones.

Depois, na mesa da solenidade, a deputada perguntou baixinho, ao meu ouvido: “Você conhece os detalhes de como Sonia foi morta?”. Respondi: “Lamentavelmente, sim. Com tiros pelas costas, depois de uma sessão de tortura com os alicates arrancando seus seios. E depois simularam, grotescamente, um inexistente tiroteio. Ela estava desarmada, foi solta apenas para correr e morrer”.

Mas consegui, acreditem, falar de flores. Florido era o meu vestido e floridas as memórias da moda de mamãe que inspiraram o meu discurso ao celebrar os 20 anos do Instituto Zuzu Angel, em que só tenho colhido um jardim de apoios, carinhos e considerações.

Como agora o Museu da Moda, que vejo tornar-se concreta realidade através da parceria sendo celebrada com a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, leia-se Adriana Rattes. E lá estava a diretora do Museu da Moda, Luiza Marcier, prestigiando o evento. Com a boa nova, já contada aqui, de que o Victoria & Albert Museum, de Londres. será um dos nossos parceiros internacionais.

São 20 anos de Instituto Zuzu Angel rumo aos próximos + 20 anos. Com esse ânimo, falei e recebi a placa do PSB em nossa homenagem, comovida e feliz.

Muitas amigas lá, muitas mulheres lá. Gisella, Verinha, Henriqueta, BB, Maninha… ah, tantas… e a petista Evanise, a companheira de José Dirceu, que ao fim da solenidade, eu por acaso convidei a sentar ao lado da deputada Luiza Erundina e fazerem fotos juntas.

E não é que hoje os jornais anunciam uma articulação iniciada por Dirceu para reaproximar o PT do PSB?… Uma coincidência…

Mas, quem sabe, naquela noite, naquela solenidade, na segunda-feira, aquele cordial encontro feminino não possa também ter contribuído para iniciar essa reaproximação?

Em política, qualquer possibilidade é sempre uma possibilidade…

giselinha, erundina, evanise e hildeGisella Amaral ao lado da premiada com a 1ª Medalha Violeta Arraes, deputada Luiza Erundina, Evanise Santos, que foi levar seu abraço, esta jornalista Hilde, também homenageada, e Regina Flores, Secretária Estadual de Mulheres do PSB

giselinha, erundina e evaniseGisellinha, Erundina, a estrela do PSB na Câmara Federal, e Evanise Santos, a companheira de José Dirceu (*que segundo os jornais de hoje quer reaproximar o PSB do PT) foi levar seu abraço a esta jornalista, que recebia os prêmios do Partido Socialista Brasileiro, para ela e para o Instituto Zuzu Angel

Hildegard Angel entre o maestro Carlos Fecher e Luiza MarcierEsta jornalista, entre o maestro Carlos Eduardo Fecher, vindo do Centro de Direitos Humanos de Petrópolis, presidido por Leonardo Boff, e Luiza Marcier, diretora do Museu da Moda

coralO magnífico coral da UERJ

Hildegard Angel recebe placa de Monica SilvaRecebendo placa de Monica Gonçalves, do PSB

discurso de Victoria GraboisVitoria Grabois, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, fala por todas as mulheres homenageadas e faz um retrospecto dos quase 30 anos de luta do movimento

discurso de presid do PSB Roberto Amaral.jpg3Roberto Amaral, presidente do PSB, faz seu discurso pungente, observado pelo retrato de Zuzu

Tereza Matta e Maninha BarbosaAmigas queridas na plateia, Tereza Matta e Maninha Barbosa, nora do Chacrinha, que foi lembrado no palco, na canção Aquele abraço de Gilberto Gil, que encerrou o show musical

312214_525620957473427_530431206_nDeputada federal Luiza Erundina recebe a primeira Medalha Violeta Arraes, de Regina Flores. A imprensa de Pernambuco anunciou no dia que o sobrinho-neto de Violeta, governador Eduardo Campos, viria para a entrega do prêmio, mas uma mudança de agenda de última hora fez com que, ao chegar, o governador fosse ao aniversário do Telecurso da Rede Globo, também no Rio de Janeiro. Eram muitos eventos importantes na mesma data.

agraciadas com o Prêmio Zuzu Angel 2013.jpg1As comoventes Mulheres do Grupo Tortura Nunca Mais ocuparam o palco do Teatro Odylo Costa Filho em toda a sua extensão, elas eram cerca de 30 homenageadas com o Prêmio Zuzu Angel 2013 e um homem representando uma ausente

579502_525621337473389_484315314_nConvidei minha companheira de IZA, professora Celina de Farias, para subir ao palco e receber comigo a dupla homenagem

Vera BocayuvaVerinha Bocayuva Cunha, ela também presa na ditadura, foi com a camisa de Stuart Angel

Altair SilvaAltair Silva do GTNM

BB SchmittAmiga de primeira hora do Instituto Zuzu Angel, desde sua criação, a designer BB Schmitt, que nunca faltou a sequer um de seus eventos nesses 20 anos, lá estava confirmando sua fidelidade

reitor da UERJ Ricardo Vieira AlvesO reitor da Uerj, Ricardo Vieira Alves

Francis Bogossian e Wagner Victer 1Francis Bogossian, vice-presidente do Instituto Zuzu Angel, e o presidente da Cedae, Wagner Victer, outro fiel aliado do IZA

discurso de Hildegard AngelDiscurso

discurso dep Glauber Braga.jpg3Discurso do deputado federal do PSB Glauber Braga

discurso de Luiza ErundinaDiscurso de Luiza Erundina

Hildegard Angel e Luiza Erundina.jpg1Na mesa da solenidade com Erundina

Fotos de Marcelo Borgongino

HOMENAGEM A LUCY BARRETO PELOS SEUS 80 ANOS

Lucy Barreto, a grande dama da produção de cinema do Brasil, está fazendo 80 anos. Isso é motivo de celebração nacional. A presença de Lucy em nosso cinema é um marco cultural. E esses 80 anos devem ser vistos dessa forma. Lucy é o coração do clã Barreto. Mulher do Luiz Carlos, filha da Lucíola, mãe do Bruno, do Fabio e da Paula, são muitos Barretos a serviço da nossa indústria cinematográfica, impulsionando-a, transformando-a, enriquecendo-a e tornando-a internacional, desde os primórdios dos anos 60. Isso não é pouca coisa. Por isso, ontem foi uma data especial para quem teve o privilégio do convite para abraçar Lucy em noite de convidados no Roxy, promovida por Luiz Carlos Barreto e o Grupo Severiano Ribeiro, representado por Luiz e Gloria. O resto, nem preciso falar. As fotos mostram. Era uma super avant-prémière do filme Flores Raras, última produção da Lucy Barreto e direção de seu filho Bruno, que terá seu lançamento apenas em agosto. Pode ter forma de comemoração melhor do aniversário dessa nossa querida amiga? Depois da exibição, champagne, naturalmente!

Lucy-DSC_5274   O casal Luiz Carlos e Lucy BarretoO casal Luiz Carlos e Lucy Barreto

Lucy-DSC_5328 Gloria Severiano Ribeiro  Daniel Filho e Olivia Byington

Gloria Severiano Ribeiro, Daniel Filho e Olivia Byington

Lucy-DSC_5257  O casal Luiz Severiano Ribeiro e GloriaLuiz e Gloria Severiano Ribeiro

Lucy-DSC_5102  Lucy  Barreto e Nélida Piñon

Lucy Barreto e Nélida Piñon

Lucy-DSC_5118 Paula Barreto e sua filha Camila

Paula Barreto e sua filha, Camila

Lucy-DSC_5190     Lucy Barreto  Francis e Olivia Hime

Lucy Barreto, Francis e Olivia Hime

Lucy-DSC_5217  O casal Roberto Faria e Ruth Albuquerque

Roberto Faria e Ruth Albuquerque

Lucy-DSC_5248  O casal Sérgio e Aspásia Camargo

José Antonio Pessoa de Araújo e Aspásia Camargo

Lucy-DSC_5286  O casal Miéle e AnitaMiéle e Anita

Lucy-DSC_5301 Gloria Severiano Ribeiro  Ricardo Amaral e Luiz Carlos  BarretoGloria Severiano Ribeiro, Ricardo Amaral e Luiz Carlos Barreto

Lucy-DSC_5331 O casal Adriana Varejão e Pedro Buarque de Hollanda

Adriana Varejão e Pedro Buarque de Hollanda

Lucy-DSC_5346 Debóra Kalume e  Ziraldo

Débora Kalume e Ziraldo

Lucy-DSC_5352 Ferreira  Gullar  Paula Barreto e Antônio Pitanga

Ferreira Gullar, Paula Barreto e Antonio Pitanga

Fotos de Cristina Granato

O CANADÁ E O BRASIL: IGUALMENTE IMPORTANTES E COMPLEMENTARES

A noite abusadamente linda. A lua de queixo arrastando no mar, enquanto no jardim daquela casa, no Jardim Pernambuco, as folhas das “árvores do viajante”, lembrando folhas de bananeiras, espichavam-se empertigadas, parecendo espanar o céu. Fenômeno de um jardim excepcionalmente belo, que só poderia mesmo ter sido obra e graça de Burle Marx.

Foi ontem, éramos menos de 30 e jantávamos ao ar livre na casa do cônsul-geral do Canadá, Sanjeev Chowdhury, onde na fachada tremula a bandeira daquele país, com a folha vermelha de maple conferindo ainda maior nobreza ao mais encantado dos condomínios da cidade.

O cônsul Sanjeev recebia, com a fidalguia habitual, na presença do embaixador canadense, Jamal Khokhar, vindo expressamente de Brasília para celebrar a presença entre nós do CEO da Bolsa de Valores de Toronto, Thomas Kloet.

O CEO da Bolsa de Toronto já foi do ABN AMRO Bank, da Chicago Stock Exchange, do board of directors da Chicago Mercantil e Exchange e foi diretor executivo da trepidante Singapore Exchange Ltd.

Mais do que isso, Tom Kloet é um jovem grande homem de negócios. É o diretor executivo do Grupo Maple de Aquisição de Empresas e preside o importante grupo canadense TMX Ltda, como responsável pelo seu desenvolvimento estratégico de longo prazo, bem como o responsável pelas operações do dia a dia em todos os aspectos.

O TMX Group é respaldado por alguns dos maiores bancos e fundos de pensões do Canadá e seu objetivo é fazer grandes e pequenas aquisições. As mais recentes foram na Austrália, no Reino Unido e nas Bermudas.

A mim Tom Kloet disse, no jantar de Sanjeev, que seu foco no Brasil, e desta atual visita, são as empresas de mineração e o petróleo.

Miguel Espírito Santo, Joaquim Levy, o ex-secretário da Fazenda de Sérgio Cabral, o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Antenor Barros Leal, com Silvia, eram algumas das presenças no jantar em que até o chef, Diogo Klabin Sapienza, trazia o mundo dos negócios no DNA: é neto de Horácio Klabin, que foi um dos maiores empresários do país, o homem que introduziu os cartões de crédito no Brasil, com o Diner’s Club.

Assim como Horácio, o mocíssimo chef Diogo, filho de Mônica Klabin, entende do que faz: seu jantar foi só elogios. E a sobremesa foi uma sinfonia de chocolates: degustação de brigadeiros com chocolates variados e brownies.

Sanjeev fez um speech. Falou da importância estratégica do Brasil para o Canadá e de como os dois países são igualmente importantes e complementares em tantos aspectos. É um diplomata com traquejo e sensibilidade.

Com aquela sua elegante franqueza, que cativa a todos, não deixou de mencionar seu companheiro vietnamita, o impecável Kiet To, e apresentou os convidados um a um.

Sanjeev citou Rafael Banke, braço-direito de Murilo Ferreira, presidente da Vale.

Curitibano com passaporte carimbado em universidades, especializações, empresas e moradias por vários países, Rafael tem 38 anos e muitas vitórias. Uma delas vale medalha: os sete meses passados, em 2006, na Nova Caledônia, arquipélago próximo da Austrália, tentando viabilizar, como representante da Vale, um acordo com a população aborígene, que na ocasião se insurgiu contra a empresa mineradora, que acabara de adquirir a canadense Incom, impedindo-a de produzir lá. Isso dificultava até o processo de finalização da aquisição.

O imbroglio era grande pois, além da indisposição do povo local com a companhia, havia o conflito entre eles próprios, que consistiam em pelos menos 12 tribos que não se entendiam.

Nos sete meses, Rafael conseguiu costurar um Pacto de Desenvolvimento Sustentável, celebrado entre os líderes das 12 tribos e entre eles e a Vale. Juntos fumaram o cachimbo da paz. E a vida seguiu seu curso. Bem como a mineradora.

Meses depois, já instalado em seu escritório em Toronto, Rafael recebeu um telefonema da Comissão de Direitos Humanos da ONU.

Impressionadas com aquele bem sucedido “Pacto de desenvolvimento sustentável”, as Nações Unidas o convidavam para representar a Vale na conferência – Global Compact Network – na Rússia, com o foco numa economia global mais inclusiva e sustentável e na preocupação com os direitos e as conquistas dos povos indígenas.

Nesse encontro, o inédito pacto da Vale realizado na Nova Caledônia foi apresentado pela ONU como o grande “case” exemplar e referencial!

Bem jeitoso esse curitibano Rafael, que tem no sobrenome a predestinação da fortuna: BANKe.

Digo a vocês: estou cada vez mais caseira. Porém é tão bom sair de casa e encontrar gente assim, com histórias exemplares de vida. Pessoas tão jovens, que já realizaram tanto e com tanto ainda por realizar…

foto(7)O cônsul Sanjeev Chowdhury, o embaixador do Canadá, Jamal Khokhar, e o CEO da Bolsa de Toronto, Thomas Kloet.

foto(8)Embaixador Jamal Khokhar, o homenageado, Thomas Kloet., o cônsul Sanjeev Chowdhury

foto(10)A colunista, o anfitrião Sanjeev Chowdhury e Silvia Barros Leal

foto(11)O embaixador Jamal Khokhar discursa, o homenageado Thomas Kloet. observa

foto(12)O chef Diogo Klabin Sapienza

 

VAMOS JUNTOS À UERJ APLAUDIR AS MULHERES DO TORTURA NUNCA MAIS!

Na segunda-feira, às 18 horas, o Teatro Odylo Costa Filho, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, será palco de grande celebração,  promovida pela Secretaria Estadual de Mulheres do PSB.

Uma grande festa, com show, música, cinema, presença de personalidades importantes de todos os setores e homenagens fundamentais. A saber:

1 – Será conferido às mulheres do Grupo Tortura Nunca Mais o 2º Prêmio Zuzu Angel.
2 – Será lançada a Medalha Violeta Arraes de Direitos Humanos e entregue à deputada federal Luiza Erundina
3 – Será prestada homenagem ao Instituto Zuzu Angel do Rio de Janeiro / IZA pelo 20º ano de sua fundação e pelo trabalho de preservação do acervo e da memória de Zuzu Angel.

E vou fazer uma revelação de bastidor…

Coube ao IZA a difícil missão de indicar o nome feminino para o recebimento do Prêmio Zuzu Angel 2013, já que a homenageada anterior, “In Memoriam”, foi a própria Zuzu Angel, assassinada em 1976.

E concluímos que outras não poderiam ser as premiadas senão as obstinadas Mulheres do Tortura Nunca Mais, que em 1985 reuniram-se num movimento, para denunciar os abusos cometidos durante a ditadura que se encerrava, e desde então travam o bom e difícil combate na defesa daqueles brasileiros que têm seus direitos fundamentais desrespeitados.

Sejam eles os jovens assassinados na ditadura, os dizimados pelo tráfico, os mortos pela violência, os esquecidos pelo poder público… e as Mulheres do Tortura estão lá, defendendo seus interesses. Elas são mesmo empenhadas em fazer do Brasil um país justo para todos.

As do Tortura são muitas, mas vou citar todos os nomes:

Flora Abreu Henrique da Costa; Yeda Botelho Salles – in memoriam; Cecilia Maria Bouças Coimbra, idealizadora do Tortura Nunca Mais; Maria Dolores Perez Gonzáles – in memoriam; Cléa Lopes de Moraes (consogra de Zuzu Angel); Lilia Ferreira Lobo; Maria Alice de Lima Braz – in memoriam; Elza Joana dos Santos – in memoriam; Lúcia Vieira Caldas; Célia Frazão Soares Linhares; Zilda Xavier Pereira; Victória Lavínia Grabois; Elizabeth Silveira e Silva; Carmen Lucia Lapoente Silveira; Jane Quintanilha Nobre de Mello; Luíza Ribeiro Martins; Ivanilda da Silva Veloso; Tânia Marins; Cirene Moroni Barroso – in memoriam; Abigail Paranhos – in memoriam; Alzira Grabois – in memoriam; Joana D’Arc Fernandes Ferraz; Maysa Pinto Machado; Mirtha Ramires; Regina Xexéo; Auxiliadora da Paz Pires Fernandes; Maria Auxiliadora Santa Cruz Coelho e Maria Vicência Pugliesi.

Elas merecem nossos aplausos. Não aqui, na leitura deste mundo virtual. Mas ao vivo e a cores, às 18 horas de segunda-feira, no Teatro Odylo Costa Filho, onde também eu estou esperando vocês. Sua presença é muito importante!

zuzuz