ELIS, ADERBAL FREIRE, ZEZÉ POLESSA E BÁRBARA PAZ, NO CALDEIRÃO DO PRÊMIO SHELL DE TEATRO 2013

Os prêmios de teatro do Rio de Janeiro sempre foram considerados e respeitados.

Antes do Prêmio Molière, o mais famoso e honroso de todos de que se tem notícia, havia o prêmio dos críticos de arte do Rio de Janeiro, enquanto havia em São Paulo o dos críticos de lá, que se mantém, aliás.

O dos críticos cariocas, anterior ao Molière promovido pela Air France, apesar das famosas proteções de uns e outros (diziam que o crítico Van Jafa mandava na premiação e criticavam  Paschoal Carlos Magno por votar apesar de dormir durante os espetáculos) contava muito ponto e atraía público.

Hoje, no Rio de Janeiro, o prêmio mais prestigioso é o Shell de Teatro, criado em 1989, uma referência. E a responsabilidade do julgamento cabe júri a Ana Achcar, Bia Junqueira, João Madeira, Macksen Luiz e Sérgio Fonta. Eles realmente trabalham, vão a todos os espetáculos, quando avaliam nove categorias – Autor, Diretor, Ator, Atriz, Cenografia, Iluminação, Música, Figurino e Categoria Especial.

Pois acabam de ser divulgados os nomes indicados para o 26º Prêmio Shell de Teatro  dos espetáculos que estrearam no segundo semestre do Rio de Janeiro, que concorrerão juntamente com os indicados na lista do primeiro semestre.

Este ano, a Homenagem Especial vai, muito merecidamente, para a figurinista, cenógrafa, aderecista e professora, Marie Louise Nery, que por mais de cinco décadas formou profissionais para a cena brasileira. Viúva de outro grande nome da cenografia, Dirceu Nery, ela pertence à Academia Brasileira da Moda, por sua atuação como figurinista de teatro.

Eis a lista de indicados:

As peças: “Conselho de Classe” e “Elis, a musical” concorrem em três categorias cada. São as que mais se destacaram em número de indicações.
Vejam a lista dos indicados:
Autor: Jô Bilac por “Conselho de Classe” / Julia Spadaccini por “A porta da frente” / Rodrigo Portella por “Antes da Chuva”.
Direção: Aderbal Freire-Filho por “Incêndios” / Bel Garcia e Susana Ribeiro por “Conselho de Classe”
Ator: Daniel Dantas por “Quem tem medo de Virginia Woolf?” / Enrique Diaz por “Cine Monstro”
Atriz: Bárbara Paz por “Venus em visom” / Laila Garin por “Elis, a musical” / Zezé Polessa por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”
Cenário:  Aurora dos Campos por “Conselho de Classe” / Joelson Gusson por “As horas entre nós”
Figurino:  Marília Carneiro por “Elis, a musical” / Thanara Schönardie por “A importância de ser perfeito”
Iluminação: Maneco Quinderé por “Jim” / Paulo Cesar Medeiros por “Venus em visom”
Música: Delia Fischer por “Elis, a musical” / Ricco Vianna por “Jim”
Inovação: Aderbal Freire-Filho, pela mobilização da classe teatral em busca da recuperação da Sociedade Brasileira de Autores (SBAT).  /  Movimento “Reage Artista”, por ampliar a participação dos artistas cariocas no planejamento cultural da cidade do Rio de Janeiro. / Sede das Companhias, pela dinamização do espaço com uma proposta inovadora de ocupação, promovida pelo encontro da Cia dos Atores, Os dezequilibrados e Pangeia Cia de Teatro.

O vitorioso de cada categoria receberá uma escultura de Domenico Calabroni e  R$ 8 mil (oito mil reais).

 

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