Circulando no fim de semana carioca… ou saibam porque o novo governador do Rio nasceu com o pezão virado pra Lua

Almoço de sábado

Na Riso, uma risoteria na Anibal de Mendonça, que tem a adorável Sandra de Sá como sócia,  encontro em mesa de duas Maria Anisia, ex-Buffara, e Henriqueta, ex-Scarpa. O lugar é cheio de charme, sobretudo no terraço, onde se pode comer ao ar livre, em cadeiras com pés de acrílico estofadas com margaridas de Philippe Starck.

Os risotos são preparados na hora, meia hora de espera, mas vale a pena, sobretudo pelo risoto de rabada com agrião, highlight da casa. E a espera pode ser saboreando um brie derretido com torradinhas finas feito hóstias, enquanto observamos a exposição de fotos de arte nos varais que cobrem as paredes, se estivermos na parte interna. Muito agradável.

A quantidade servida no prato fundo excede, podia ser menos. E a conta também. Mas que preços de restaurante no Rio de Janeiro de hoje não se enquadram na categoria do surReal, me digam?

Almoço de domingo

No Bar Lagoa, mesa longa pra caber a família inteira dos Paes Barreto, inclusive o neto caçula que montou e exibe seu helicóptero Lego com 11 hélices. Um pequeno gênio.

Reinaldo Paes Barreto, o avô, agora é da equipe de Claudio Magnavita, o novo secretário de Estado de Turismo do Rio de Janeiro, e sua primeira missão foi um breakfast reunindo todo o Corpo Consular, com vistas a uma inteiração maior dos países com o governo do Rio em tempo pré-Copa do Mundo. The right man in the right place. Aliás, dois homens certos nos lugares certos, pois há muito o Estado do Rio de Janeiro esperava por um Secretário de Turismo com a experiência e o tino de Magnavita, e para sorte nossa isso acontece justo em tempo de Copa do Mundo. Sinal de que nosso novo governador nasceu com o Pezão virado pra Lua.

Mas voltando ao Bar Lagoa, como bom carioca, que conhece as manhas e os cardápios da cidade, Reinaldo dava conta de um joelho de porco, especialidade que fez o nome e a boa fama do restaurante, que quando inaugurou se chamava Berlim.

Outras duas mesas de família na mesma casa: o aliado histórico de Anthony Garotinho, Augusto Ariston, com o filho; a galerista Luciana Caravello, com a filha.

O Lagoa trepidava como em todas as suas tardes de todos os seus domingos, mas neste sem filas. Devem ter sido o chuvisco e a friagem, tudo que carioca detesta.

Gincana de domingo

Em busca do livro de Neusinha Brizola, que só tem pra vender lá na Fnac, do BarraShopping, parqueamos o carro por engano, com muita sorte e depois de rodar 10 minutos, no estacionamento do subsolo do New York City Center. Só nos demos conta de que estávamos no shopping errado, já na superfície. Foi quando nos informaram no quiosque que tínhamos os restantes 10 minutos para retirar o carro sem pagar o estacionamento e em seguida dar entrada no estacionamento certo, do outro shopping, onde a Fnac se situa na extremidade oposta.

Descemos a escada rolante, corremos à coluna nº 14, onde estava o automóvel, partimos seguindo as setas, rumo à saída… seguindo as setas, as setas, as setas… onde foram parar as setas?!!! Sumiram, não há mais! Perguntamos ao guarda. “Vai até o Rót Fairi, vira a esquerda depois a direita e vai em frente”. Hot Fire mesmo, em inglês, que lá nos domínios da Estátua da Liberdade tudo é em inglês. Fomos que fomos, viramos à esquerda, à direita, acabaram as setas, fomos para o C2, não tinha saída, o vigilante avisou para seguir uma kombi, seguimos; àquela altura virou questão de honra alcançar a saída antes dos 10 minutos de isenção do pagamento. E nada de chegarmos a uma saída. Concluímos que aquele longo zigue-zague e a ausência de sinalização seriam uma técnica para ninguém alcançar a saída antes de se expirarem os prazos do não pagamento do estacionamento, mesmo que os carros houvessem ocupado a vaga apenas um minuto, como o nosso.

E quando chegamos, por fim, à reta de chegada, colocamos o cupom no orifício e a cancela se elevou, a sensação foi de que estávamos vencendo a corrida de São Silvestre. Todos levantamos o punho pro ar, demos uma gargalhada. Vitória, no último segundo!

Agora, pergunta se deu vontade de voltar ao outro estacionamento para comprar o livro da Neusinha? Já tínhamos vivido emoções demais para um único domingo…

3 ideias sobre “Circulando no fim de semana carioca… ou saibam porque o novo governador do Rio nasceu com o pezão virado pra Lua

  1. Legal, gostei da narrativa da aventura. Fato do cotidiano que, parece bobagem mas não, são os verdadeiros caças-niqueis modernos.

  2. Minha querida Amiga Hilde sabe das coisas,joelho de porco light? com chopp carioca (manchado com o preto) no Bar Lagoa,é tudo de bom

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