O VÔO DA ISA AO PÔR DO SOL

Isa Chloris Alvarenga descobriu, através de suas postagens concorridas no Facebook, sua real vocação: ser escritora. No próximo 6 de janeiro, Dia de Reis, ela se lança na literatura com sua primeira obra: Norberto e outros amores. Um relato autobiográfico, em que o personagem-título, Norberto, é o amor maior de sua vida, o marido que morreu. Isa, mulher autêntica, transparente mesmo, personagem interessante desta maravilhosa cidade, escolheu um local emblemático do Rio para plataforma deste seu vôo, que deverá ser apenas o primeiro de muitos outros que virão, esperamos: o Arpoador, no horário do pôr do sol.

Será um sunset de autógrafos, com direito a aplausos gerais para a beleza do cair da tarde na Praia de Ipanema, com o Dois Irmãos ao fundo. Isa, carioca da gemíssima, apesar de família mineira, prima da Bebel Sued e sobrinha dos saudosos Glorinha Drumon e Ibrahim Sued, aproveita o evento para comemorar seus 65 anos, cercada pela família e pelos amigos, entre os quais, orgulhosamente, eu me incluo, e estarei lá, naturalmente…

isa e hildeA escritora Isa Alvarenga comigo, em meu último aniversário, no chá da Casa Julieta de Serpa, oferecido por Angélique Cchartouny. Ela levou uma pimenteira para me proteger dos maus olhados, mas como eu vivo cercada só de amigas maravilhosas a pimenteira  não secou, ao contrário, está carregadíssima de pimentinhas, enfeitando a janela de minha copa.

A ELEIÇÃO DA VEZ: VOTE NO MAIS BEM TRANSADO ACESSÓRIO DA SEMANA!

O ano já é quase novo e não conseguimos mais segurar a ansiedade. Resolvemos antecipar as novidades de 2014 🙂

Este blog, sempre atento aos eventos e, principalmente, às pessoas que badalam por esta cidade, observou que a lista das mais bem-vestidas da semana não é suficiente para mostrarmos todas as tendências, acontecimentos e looks de nossas it-cariocas maravilhosas. Queremos mais! 🙂 Mais looks, mais trends, mais inspiração fashion. Surge então o Acessório da Semana: aquele item essencial, o magic touch do look, que deixa todo mundo ba-ban-do. Tudo com muito humor e leveza. Afinal, não existe melhor acessório do que um belo sorriso!

Como amamos sempre ouvir suas opiniões, o esquema será de votação. Vocês podem – e devem! – votar quantas vezes quiserem.

Lembrando que a votação vai até sexta-feira (3 de janeiro).

3,2,1…Valendo!

acessórios 2

 

Legendas: 1- O amor de Marisa Monte, Diogo Pires Goncalves, no Show da Orquestra Imperial (foto Cristina Granato); 2- o it-Dog Chanel, de Estela Castelo Branco, 3 – o sapato de geometria composê de Anne Fontaine. 4 – os brincos de penas de Elsaine Von Blainckenhagen, 5 – o personal assessor, Alain Branco, de Nina Kauffmann, 6 – a gola ba-ban-do (vide o sucesso de Anitta) de Glaucia Zacharias, no coquetel da estilista Anne Fontaine (fotos de Marcelo Borgongino); 7 – as pérolas de Marisa Coser e (8)  as bijuterias retrô de Gisella Amaral, na festa de Natal dos Serpa (fotos de Verônica Pontes e Marcelo Borgongino); 9 – o bolo P&B do vascaíno Leleco Barbosa, 10 – os it-namorados Vitor Smeral e Paulo Almeida, das lindinhas Dandynha Barbosa e Ana Kariny (respectivamente), na festa trepidante dos 63 anos de Leleco (fotos de Armando Araújo).

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CAMILA ALVES: A MAIS BEM VESTIDA DA SEMANA!

Não teve pra ninguém nesta última edição de As Mais Bem-Vestidas da Semana! Vocês votaram, vocês escolheram, vocês decidiram. Com mais de 16 mil votos (uau!), deixando todas para trás, deu Camila Alves!

Na ocasião em que foi fotografada por Vera Donato, Camila estava no evento de lançamento da nova coleção e comemoração de 80 anos da Fiszpan, na Barra, com um look total white (inspiração para o Réveillon!). O toque de cor ficou por conta da clutch amarela. Hot, hot, hot! O chapéu branco deu um ar despojado. Très chic! 

A ararinha amou!… ;)

As Mais Bem Vestidas - resultado

Resultado final da enquete:

tabela votacao

AGORA PARA VOCÊS O FILME DA CEIA DE NATAL LUXUOSA DE BETH E SERPA!

As imagens que vocês tanto queriam ver: o filme da celebração do pré-Natal de Beth e Carlos Alberto Serpa, com a decoração do salão de jantar, os convidados, a orquestra, os cantores e, importante: Papai Noel!

Divirtam-se, deleitem-se! Basta clicar no link abaixo, na frase escrita com letras azuis:

O jantar de Natal dos Serpa em vídeo

DIOGO NOGUEIRA: FIM DE ANO COM MUITO SAMBA, FUTEBOL E CARIDADE

Beth Carvalho, com sua sobrinha e afilhada, Lu Carvalho, gravaram nos jardins da casa de Diogo Nogueira, na Barra, um especial de fim de ano, com os três e outros bambas do samba, que a Record exibe domingo, 29.

As Carvalho são assim com o Diogo. Lu participou de outro evento comandado por ele na Barra: o Futshow da Paz, consistindo em jogo de futebol Artistas x Jogadores, com show celebrando o ano e arrecadação de brinquedos para crianças carentes, que foram  pessoalmente entregues pelos artistas em Madureira.

Lu-IMG_9731Diogo Nogueira e Beth Carvalho na gravação do especial para a Record

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Lu Carvalho e Diogo Nogueira

GARNERO, O BBB DA RECORD: BOM, BONITO E BEM ARTICULADO

Após cinco temporadas de sucesso, viajando mundo afora, Álvaro Garnero vai descobrir o Brasil, subir o rio São Francisco, explorar o rio Amazonas, percorrer as ilhas de Fernando de Noronha, Abrolhos e Marajó e as praias de Santa Catarina.

No domingo ele vai nos levar para um passeio no segundo episódio de seu programa 50 por 1, na Record, em que explora as paisagens do São Francisco.

Na foz do rio, em Alagoas, o nosso apresentador do high vai participar de uma corrida de jangadas e experimentar a gastronomia local, além de voar até o Canyon do Xingó e aprender os segredos das mulheres rendeiras, sob a direção do ótimo José Amâncio.

A partir de meia-noite e quinze, as always.

Garnero-Foz do Rio São Francisco - ALO belo e bem articulado Álvaro Garnero na foz do São Francisco

Garnero-Piacabucu- AL

Garnero em gravação de seu 50 por 1 simpático e popular como são todos os Garnero (sobrenome do pai) e Monteiro de Carvalho (da mãe)

Fotos divulgação Record

RICARDO AMARAL BATE UM BOLÃO COM O PRESIDENTE DO MILAN

Ricardo Amaral e Gisella foram ontem com Mauro Gardenghi e Elsa ao restaurante do Eike Batista, o Mr. Lam.  Estava muito animado. Eis que entrou o Adriano Galliano, presidente do Milan, personagem top de linha do futebol europeu, expoente máximo da cartolagem italiana, que eu conheci com a mulher, Helga, e os filhos durante um almoço na Pérgula do Copa, apresentados pelos mesmos Gardenghi.

Como aconteceu quando eu os conheci, Galliano dirigiu-se para ir cumprimentar o Mauro, que o apresentou a Ricardo dizendo que ele escreveu um livro (com Boni) sobre restaurantes. A surpresa foi quando o presidente do Milan disse que já comprou o livro e leu, logo que ele foi lançado!

Ricardo ficou de boca aberta: o livro dele já foi parar no exterior e lido por estrangeiros! Mas não é mesmo o máximo?

Sucesso seu nome é Amaral-Boni, o resto é conversa fiada. Fiada não, pois essa dupla não vende fiado. O papo deles é cash. 😉

A GENTE NUNCA PERDE POR SER LEGÍTIMO, MAS QUEM CONTA A HISTÓRIA SÃO OS VENCEDORES, NÃO ESQUEÇAM!

O fascismo se expande hoje nas mídias sociais, forte e feioso como um espinheiro contorcido, que vai se estendendo, engrossando o tronco, ampliando os ramos,  envolvendo incautos, os jovens principalmente, e sufocando os argumentos que surgem,  com seu modo truculento de ser.

Para isso, utiliza-se de falsas informações, distorções de fatos, episódios, números e estatísticas, da História recente e da remota, sem o menor pudor ou comprometimento com a verdade, a não ser com seu compromisso de dar conta de um Projeto.

Sim, um Projeto moldado na mesma forma que produziu 1964, que, os minimamente informados sabem, foi fruto de um bem urdido plano, levando uma fatia da população brasileira, a crédula classe média, a um processo de coletiva histeria, de programado pânico, no receio de que o país fosse invadido por malvados de um fictício Exército Vermelho, que lhes tomaria os bens e as casas, mataria suas criancinhas, lhes tiraria a liberdade de ir, vir e até a de escolher.

Assim, orientada por esse Projeto, a chamada elite, que na época influenciava o pensamento da classe média mais baixa e mantinha um “cabresto de opinião” sobre seus assalariados, foi às ruas com as marchas católicas engrossadas pelos seus serviçais ao lado das madames.

Muitas mais tarde se arrependeram, ao constatar o quanto foram manipuladas e contribuíram para mergulhar o país nos horrores de maldades medievais.

Agora, os mesmos coroados, arquitetos de tudo aquilo, reescrevem aquele conto de horror a seu jeito, fazendo do mocinho bandido e do bandido mocinho, pois a História, meus amores, é contada pelos vencedores. E eles venceram. Eles sempre vencem.

Sim, leitores, compreendo quando me chamam de “esquerdista retardatária” ou coisa parecida. Esse meu impulso, certamente tardio, eu até diria sabiamente tardio, preservou-me a vida para hoje falar, quando tantos agora se calam; para agir e atuar pela campanha de Dilma, nos primórdios do primeiro turno, quando todos se escondiam, desviavam os olhos, eram reticentes, não declaravam votos, não atendiam aos telefonemas, não aceitavam convites.

Essa minha coragem, como alguns denominam, de apoiar José Dirceu, que de fato sequer meu amigo era, e de me aprofundar nos meandros da AP 470, a ponto de concluir que não se trata de “mensalão”, conforme a mídia a rotula, mas de “mentirão” – royalties para mim, em pronunciamento na ABI. Eu, a tímida, medrosa, reticente “Hildezinha”, ousando pronunciamentos na ABI! O que terá dado nela? O que terá se operado em mim?

Esse extemporâneo destemor teve uma irrefreável motivação: o medo maior do que o meu medo. Medo da Sombra de 64. Pânico superior àquele que me congelou durante uma década ou mais, que paralisou meu pensamento, bloqueou minha percepção, a inteligência até, cegou qualquer possibilidade de reação, em nome talvez de não deixar sequer uma fresta, passagem mínima de oxigênio que fosse à minha consciência, pois me custaria tal dor na alma, tal desespero, tamanhas infelicidade, noção de impotência absoluta e desesperança, ao encarar a face verdadeira da Humanidade, o rosto real daqueles que aprendi a amar, a confiar, que certamente sucumbiria…

Não, eu não suportaria respirar o mesmo ar, este ar não poderia invadir os meus pulmões, bombear o meu coração, chegar ao meu cérebro. Eu não sobreviveria à dor de constatar que não era nada daquilo que sempre me foi dito pelos meus, minha família, que desde sempre me foi ensinado: o princípio e mandamento de que a gente pode, com o bem, neutralizar o mal. Eu acreditava tão intensa e ingenuamente no encanto da bondade, que seguia sobre a nojeira como se flutuasse, sem percebê-la, sem pisar nela, como se caminhasse sobre flores.

As pessoas se admiravam: “Como a Hilde, que tanto sofreu, não guarda rancores e mágoas no seu coração?”.

E aí, passadas as tragédias, vividas e sentidas todas elas em nossas carnes, histórias e mentes, porém não esquecidas; viradas as páginas, amenizado o tempo… deu-se então o início daquela operação midiática monumental, desproporcional, como se tanques de guerra, uma infantaria inteira, bateria de canhões, frotas aérea e marítima combatessem um único mortal –  José Dirceu – tentando destrui-lo. Foi quando percebi, apreensiva, esgueirar-se sobre a nossa tão suada democracia a Sombra de 64!

Era o início do Projeto tramado para desqualificar a luta heroica daqueles jovens martirizados, trucidados e mortos por Eles, o establishment sem nomes e sem rostos, que lastreou a Ditadura, cuja conta os militares pagaram sozinhos. Mas eles não estiveram sozinhos.

Isso não podia ser, não fazia sentido assistir a esse massacre impassível. Decidi apoiar José Dirceu. Fiz um jantar para ele em casa. Chamei pessoas importantes, algumas que pouco conhecia. Cientistas políticos, jornalistas de Brasília, homens da esquerda, do centro, petistas, companheiros de Stuart do MR8, religiosos, artistas engajados. Muitos vieram, muitos declinaram. Foi uma reunião importante. A primeira em torno dele, uma das raras. Porém não a única. E disso muito me orgulho.

Um colunista amigo, muito importante, estupefato talvez com minha “audácia” (ou, quem sabe, penalizado), teve o cuidado de me telefonar, na véspera, perguntando-me gentilmente se eu não me incomodava de ele publicar no jornal que eu faria o jantar. “Ao contrário – eu disse – faço questão”.

Ele sabia que, a partir daquele momento, eu estaria atravessando o meu Rubicão. Teria um preço a pagar por isso.

Lembrei-me de uma frase de minha mãe: “A gente nunca perde por ser legítima”. Ela se referia à moda que praticava. Adaptei-a à minha vida.

No início da campanha eleitoral Serra x Dilma, ao ler aqueles sórdidos emails baixaria que invadiam minha caixa, percebi com maior intensidade a Sombra de 64 se adensando sobre nosso país.

Rapidamente a Sombra se alastrou e, com eficiência, ampliou-se nos últimos anos, alcançando seu auge neste 2013, instaurando no país o clima inquisitorial daquela época passada, com jovens e velhos fundamentalistas assombrando o Facebook e o Twitter. Revivals da TFP, inspirando Ku Klux Klan, macartismo e todas as variações de fanatismo de direita.

É o Projeto do Mal de 64 de novo ganhando corpo. O mesmo espinheiro das florestas de rainhas más, que enclausuram príncipes, princesas, duendes, robin hoods, elfos e anõezinhos.

Para alguns, imagens toscas de contos de fadas. Para mim, que vi meu pai americano sustentar orfanato de crianças brasileiras com a produção de anõezinhos de Branca de Neve de jardim, e depois uma Bruxa Má, a Ditadura, vir e levar para sempre o nosso príncipe encantado, torturando-o em espinheiros e jamais devolvendo seu corpo esfolado, abandonado em paradeiro não sabido, trata-se de um conto trágico, eternamente real.

Conforme disse minha mãe, e escreveu a lápis na margem da carta que entregou a Chico Buarque, denunciando que seria assassinada: “Estejam certos de que não estou vendo fantasmas”.

Feliz Ano Novo.

Inclusive para aqueles injustamente enclausurados, cujas penas não estão sendo cumpridas de acordo com as sentenças.

É o que desejo do fundo de meu coração.

O RÉVEILLON DO CATITO

Catito Peres e seu sócio German Eformovich estão fazendo uma super festa de réveillon no seu terreno da Atlântica, onde eles demoliram a última casa da Praia de Copacabana, aquela de pedra, quase esquina com a Rua Santa Clara. Eles vão celebrar a chegada de 2014 e brindar ao ano de 2016, quando o hotel da dupla ficará pronto. Promete ser uma festa tão trepidante quanto aquela que o Catito fez antes da demolição da casa que reuniu o Rio de Janeiro em peso, numa noite de incrível “badalação” – um termo retrô, dos anos 60, mas que ilustra bem o que foi a festança.