LUCIO SALVATORE E SEU TRABALHO VISCERAL, DIA 29, NOS CORREIOS

Constança Basto convidando para a abertura da exposição Projeto de Redução Espacial de seu fidanzato, Lucio Salvatore, dia 29, no Centro Cultural Correios.

Após a inauguração, será servido coquetel no elegante apartamento da Atlântica dos pais de Constança, Fernanda e Paulino Basto. Cerca de 30 convidados.

Italiano radicado no Rio de Janeiro, o artista plástico Lucio Salvatore foi influenciado pelas questões da Land Art e pela estética minimalista, na criação de suas últimas obras.

A mostra consiste em telas representando a memória topográfica de mina de pedras usadas no processo da construção civil e da construção pesada.

Nesse projeto, Salvatore trata da questão da sustentabilidade, questionando seu significado e os paradoxos decorrentes.

O olhar do artista é sempre visceral. Em 2002 ele causou espécie quando expôs no MUBE, em São Paulo, seus portraits, da série One Blood, pintados com o próprio sangue os retratados.

Abaixo, registros que ilustram a exposição Projeto de Redução Espacial de Salvatore. A natureza em feridas, sob a devastadora atividade humana, fazendo a mina “sangrar” produção de pedras.

A exposição fica em cartaz até 15 de março.

Salvatore 3Salvatore 2Salvatore 1

MARCA HECKEL VERRI NO PALCO DO MIDEM EM CANNES

Prestes a embarcar para Cannes, onde vai representar o Brasil no Midem, maior feira da indústria fonográfica do mundo, a cantora Andréa Dutra já bateu o martelo no figurino que usará em seu show, dia 2 de fevereiro: um preto e branco zebrado da última coleção de Heckel Verri. Ela entrou na loja de Ipanema, provou e já saiu com a roupa embalada para usar no palco, sem complicações. Modelagem boa é isso. E eu ainda consegui surrupiar o registro do modelito, feito contra o espelho. Nesses tempos de Instagram, o que é que não se consegue?

andrea dutra figurinoA roupa de Heckel Verri com que a cantora Andréa Dutra vai se apresentar no Midem

 

 

 

NESTE DIA DO SANTO, O NOVO CARDEAL DOM ORANI EXPEDE OS CONVITES DO PRÊMIO SÃO SEBASTIÃO DE CULTURA

A Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro e a própria Arquidiocese fazem o convite para a solenidade, na sexta-feira, de entrega, por ele, do Prêmio São Sebastião de Cultura,

Será a primeira ocasião em que nosso Arcebispo dom Orani Tempesta fará a entrega dos prêmios depois de anunciado futuro Cardeal escolhido pelo Papa Francisco. O que torna essa entrega especial e faz desses prêmios particularmente importantes, com uma simbologia extra.

Os agraciados são os abaixo relacionados.

Entre eles está o Instituto Zuzu Angel, com o Prêmio São Sebastião de Cultura – Ação Cultural, referente ao Ano 2013. Um grande honraria, uma significativa homenagem no 20º Aniversário da instituição, primeira Ong de moda do país.

convite são sebastiao

 

 

DOIS MORROS CARIOCAS, DOIS SACRIFÍCIOS, DOIS BELOS HOMENS, O MESMO SANTO

Ao Rio de Janeiro coube um padroeiro sempre retratado bonito e jovem, com o corpo musculoso nu martirizado, sofrendo flagelo, perfurado por flechas: São Sebastião.

A beleza e a nudez são os eternos vaticínios do Rio. Os flagelos e os martírios, lamentavelmente, também se repetem em nossa história.

Nesta data, 20 de janeiro, dedicada ao santo, em que tantos aproveitaram para celebrar a primeira parte – a da nudez e beleza – curtindo as delícias que o mar propicia, eu proponho (o sol já baixo) uma pausa para refletir, meditar e voltar o sentimento aos flagelos e aos martírios do povo, tantas vezes sofredor, desta abençoada Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Minha homenagem a este Santo belo, nas obras abaixo, destes artistas – benditos sejam! – que se lembraram de representá-lo em diferentes cenários do Rio.

 

durini 2São Sebastião com o Morro Dois Irmãos ao fundo, pelo príncipe Giulio Durini

stuart são sebastião 3“São Sebastião” Stuart Angel, meu irmão, com o Pão de Açúcar ao fundo, óleo do saudoso Glauco Rodrigues

CADEIRAS EXTRAS PARA O MÚSICA NO MUSEU EM VIENA

O Weltmuseum é um dos mais lindos museus da Áustria. Localizado na Praça Heldenplatz, em Viena, dispõe da maior coleção de objetos etnológicos do século XIX e o maior número de documentos sobre o Brasil, oriundos dos relatórios da missão vinda para o país com dona Maria Leopoldina, a imperatriz mulher de dom Pedro I.

Foi naquele museu precioso a apresentação do Brazilian Tropical Violins, com sala superlotada, cadeiras extras, gente em pé e o público levando ao delírio com clássicos brasileiros de Villa Lobos a Tom Jobim. O ponto alto foi a apresentação de Aquarela do Brasil, com a surpresa dos jovens músicos, ao final, fazendo surgirem as bandeirinhas do Brasil.

O embaixador brasileiro na Áustria, Evandro Didonet, anfitrião do evento, prestigiou com toda a equipe da embaixada e confirmou seu interesse de o Projeto Música no Museu, promotor do espetáculo, voltar a se apresentar em Viena.

Viena-IMGP3066O embaixador Evandro Didonet, a coordenadora do Brazilian Tropical Violins, Suraya Soren, e Sergio Costa e Silva, diretor do Música no Museu

 

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL NA PRAIA DE COPACABANA

A jornalista Bia Willcox, dona da Editora Faces,  faz sucesso apresentando, na rádio Bandnews-FM, o programa Amores cariocas, transmitido ao vivo, toda sexta-feira, direto do quiosque da emissora, no calçadão da Avenida Atlântica.

Ali, Bia conversa com o público sobre seus amores e paixões. São casais em crise, homens e mulheres que traem e são traídos, gente em busca de novos amores.

Ela transforma a Praia de Copacabana em seu consultório sentimental, dá conselhos, estimula confissões e discute relações.

Provando que o amor se mantém na crista da onda, o programa tem obtido ótimos índices de audiência.

Bia Wilcox-bia1Bia Willcox

VELEJADORES DO MASERATI ANCORAM NO COPACABANA PRAIA

Pierre Casiraghi, filho sem título de nobreza da princesa Caroline de Mônaco, passou pelo Rio no sábado, nas águas da 47ª Edição da Corrida de Veleiros da Transpac que saiu da Cidade do Cabo, África do Sul, e se hospedou no Fasano, de onde partiu ontem, praticamente de madrugada, pois o barco zarpava cedinho para a Califórnia.

Enquanto Casiraghi dormia cedo, o grupo de seus companheiros do veleiro Maserati jantava no restaurante do Copacabana Praia Hotel, a convite de Aloysio e Joana Maria Teixeira.

Eram três italianos, dois dinamarqueses, dois franceses, um espanhol, um americano e dois alemães. Eles ouviram músicas de Tom e Vinícius, beberam champagne, vinho tinto e muitas doses de caipirinhas.

Aloysito discursou nos quatro idiomas vigentes à mesa: português, italiano, francês e inglês. Muito animados, os velejadores simpaticíssimos também discursaram. Um encontro alegre e divertido.

Casiraghi dorminhoco, usualmente cercado por um elenco monótono*, não sabe a oportunidade que perdeu…

O veleiro Maserati é patrocinado pela fábrica de automóveis de luxo fundada, na cidade italiana de Bolonha, em 1941, pelo construtor Alfieri Maserati.

Desde julho do ano passado, o barco é comandado pelo capitão Giovanni Goldini. O ponto de chegada da Corrida da Transpac será Honolulu, no Havaí, com previsão para acontecer em julho deste ano.

maseratiJoana Maria Teixeira, anfitriã do jantar, o comandante do veleiro Maserati, capitão Giovanni Goldini, e o comodoro do Iate Clube, Luiz Simão

Veleiro-076O empresário italiano Mario Bevilaqua, Paula Oswaldo Aranha, Mikaela Cabral, Yacy Nunes, os velejadores Carlos Hernandez, Jaques Vincent e Boris Hermann

Veleiro-026Aloysio Maria Teixeira e o comandante ítalo-americano David Vera

Veleiro-084Sonia Simão, a sra. “comodora”, e Paula Oswaldo Aranha

Fotos de Euclides Oswaldo Aranha

* Vide o filme A grande beleza, ainda em cartaz

O NIVER DA BIANCA MARQUES

O bar Londra do Hotel Fasano bombou até cinco da manhã na festa de aniversário da estilista e empresária Bianca Marques. O modelito verde da aniversariante combinava com seu par de brincos de esmeraldas e brilhantes. A mãe de Bianca, Elcy de Oliveira, ajudava a receber os convidados. O som por conta dos DJs Marcelo V’re e Michele Molon, que se revezavam. Já era uma da manhã quando os amigos cantaram o Parabéns pra você com bolo de Ana Salinas. Após o bolo, George Israel deu um show com seu sax. O cerimonialista Sergio Felipe Coutinho coordenou.

Bianca-IMG_9323 JORGE ISRAEL E BIANCA MARQUESGeorge Israel e Bianca Marques

Bianca-IMG_9255BIANCA NO BOLO

Hora do bolo

Bianca-IMG_9277BIANCA E A MÃE ELCY MARQUESBianca Marques com sua mãe, Elcy

Bianca-IMG_9220BB SMITH E SUMAYA NEVESBB Schmitt e Sumaya Neves

Bianca-IMG_9199VERA LOYOLA  ALBERTO SABINO E BIANCA MARQUESVera Loyola, Alberto Sabino e Bianca Marques

Bianca-IMG_9151YARA FIGUEIREDO

Yara Figueiredo

Bianca-IMG_9097PAULO BARRAGAT E MIRIAN GAGLIARDPaulo Barragat e Miriam Gagliardi

Bianca-IMG_9072BIA TEIXEIRA DE MELLOBia Teixeira de Mello

Bianca-IMG_9045ELISA FERRASEliza Ferraz

Fotos de Sebastião Marinho

NEM A GRANDE BELEZA NEM BLUE JASMINE: O JANTAR DOS SERPA

Meus amores, emprestem-me seu resto de domingo e seu fôlego. Tenho história bela para contar. Uma carioca beleza…

Há um príncipe na cidade. E não é príncipe de mídia, embalado para vender revistas semanais ou para sustentar principados e reinados com suas peripécias midiáticas.

Falo de um príncipe de fato, cuja história familiar é escrita com as tintas do mecenato, não coleciona escândalos do grand monde, coleciona relíquias, como a Corona Ferrea, coroa de ferro que pertenceu à rainha Teodolinda e guarda em seu interior um anel de ferro forjado com um dos cravos que pregaram Cristo na cruz.

A família Durini é guardiã dessa joia, símbolo do poder na Itália, usada por Napoleão ao se auto coroar, em 1805, rei da Itália. Vocês conhecem o episódio histórico: quando o arcebispo de Milão estava em vias de lhe colocar, na cabeça, a Corona, Napoleão a pegou e disse: “Recebi-a de Deus, que ninguém ouse tocá-la”. E se coroou ele mesmo, deixando o arcebispo a ver pombinhas…

Ao longo do tempo, o clã Durini teve cardeais, bispos, governadores, prefeitos, ajudou a escrever a história de Milão, desde a autoria de sua Constituição, pelo jurista Egydio Bossi, que morava em um dos três Palazzo Durini, do total de oito palácios que possui. Aliás, morou no menor deles, onde também viveu o escultor Antonio Canova e teve seu atelier.

Os Durini fizeram construir o Teatro Alla Scala de Milão e compraram, em 1648, o título de Conde de Monza, que Giulio Durini, o príncipe no Rio, acumula com o de príncipe. Isto sim é coleção!

Este prédio serve hoje de sede à Fundação Alessandro Durini, presidida pelo príncipe e  conde, Giulio, que abriu o atelier de Canova à visitação pública, após restaurado. O próximo passo é franquear os aposentos de Bossi.

Assim como os fulgurantes artistas, que, no passado, sua família mecenas abrigou, Giulio Durini é artista de fôlego.

Pintor de imensas telas a óleo, Giulio estudou Belas Artes em Paris. Somando à técnica, a sensibilidade, o refinamento de sua genealogia, a elegância do acurado senso de observação, as obras seduzem à primeira vista.

A qualidade do artista e retratista Durini é atestada sobretudo pelos nus masculinos. Arte difícil. Os dele atraem pelo abandono e o despojamento visto na composição das imagens. O pintor os apresenta na plenitude de seus músculos e contornos, delicadamente vestidos por camadas de carne impressas em tons que se conjugam em pinceladas, ora fortes, ora suaves, abstraindo qualquer carga de obsceno e, por isso mesmo, conferindo às obras o mais natural, total, humano e necessário erotismo.

Giulio DuriniA intensidade dos Despidos, por Giulio Durini… que me mostrou os trabalhos em seu tablet, no jantar dos Serpa

Com um companheiro brasileiro, Henrique Mollica, tão belo quanto ele, o príncipe Giulio Durini está prestes a inaugurar endereço em Copacabana. No momento ele se dedica às obras do apartamento, com planos de se dividir entre Rio e Milão, onde Mollica é muito estimado por todo o clã Durini.

giulio durini vestidoE a elegância de um portrait Vestido, obra também do príncipe Durini, conde de Monza

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E onde eu conheci este príncipe DE VERDADE e não príncipe de flashes enlouquecidos da mídia? No palácio suspenso do Rio: o apartamento de Beth e Carlos Alberto Serpa!

Era mais um daqueles belos e inesquecíveis jantares, desta vez em torno de Dino Trapetti. Vou contar…

grande beleza

Eram 18 à mesa, lugares marcados, no jantar em homenagem ao amigo italiano Dino Trappetti. Como estamos em alta temporada de premiações de cinema – Globo de Ouro e prévia de Oscar – o tema esteve em pauta.

O ítalo-carioca Dino, personagem totalmente integrado à cor e ao amor do Rio, é um dos atuais orgulhos da cidade, pelo muito que ele contribuiu para a cinematografia mundial, com seu Ateliê Tirelli, colecionador de estatuetas pelos figurinos dos mais premiados filmes. Ele merece todo o nosso carinho e todas as homenagens.

E o filme mais comentado à mesa foi, obviamente, A grande beleza, de Paolo Sorrentino, naquele mesmo dia nominado para o Oscar, depois de ter abiscoitado o Globo de Ouro. Do Ateliê Tirelli, do Trapetti, saíram vários figurinos do filme. A começar pelas roupas impecáveis vestidas pelo protagonista Jep Gambardella, vivido por Toni Servillo, que nada tem de Mastroianni. A comparação é uma bobagem (todos à mesa concordamos neste ponto).

Dino conhece Toni desde que começou na vida artística, também como diretor de teatro e de ópera, e sempre adivinhou nele uma grande carreira como ator. Daí que Servillo, toda vez que o encontra, louva seus dotes de “adivinho”.

Mesa decorada com jasmins em vasos de prata. Isso inspirou o “outro” filme da vez, Blue Jasmine, de Woody Allen, que também nos transporta ao universo do luxo e da sofisticação. Ou do “nada”, como diz o personagem Gambardella no filme de Sorrentino.

Este “vazio”, que serviu de roteiro aos filmes e agora preenche os bolsos dos produtores, diretores e atores dessas duas produções notáveis, não estava presente naquele jantar dos Serpa, onde a elegância se mesclava à cultura, à política, à erudição.

E não posso esquecer que saí levando um dever de casa encomendado pelo educador à mesa, o político e professor Gabriel Chalita: ler Getúlio, obra de Lira Neto, uma trilogia editada pela Companhia das Letras, “a melhor de todas as biografias que já li”.

Em tempo. Não deixarei de citar item importante à mesa: os elogios à chic descompensada de Cate Blanchett em Blue Jasmine, digna da galeria de louras de Hitchcock, que entraram pra história!

grande beleza 2

Serpa fez discurso ressaltando as qualidades de Dino, como homem das artes cênicas, através dos figurinos de seu premiado Atelier Tirelli.

Agradecendo, Dino disse que já é carioca de coração.

Buffet do chef Marcio Costa, da Casa Julieta de Serpa.

Entre as presenças, Carmen, Primeira e Única; Belita Tamoyo, nossa Primeira-Dama do Rio; Gisella Amaral, a Grande Dama da Noite Forever; a diretora do Museu Histórico Nacional, Vera Tostes; Beth Winston, a Chef Anfitriã Rio-Los Angeles-Minas Gerais; a cantora Gottscha; a Brasileira em Milão, Elsa Gardenghi, que introduziu no grupo social carioca este belo par: o talentoso conde de Monza/príncipe Durini e seu companheiro Henrique Mollina; o embaixador René Haguenauer; o ator e cantor Márcio Gomes; o educador Gabriel Chalita e mais e mais…

Fotos de Verônica Pontes e Marcelo Borgongino