Sobre Hildegard Angel

colunadahilde@gmail.com Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

Canecão: os ratos ocuparam, os ratos venceram, como sempre!

Como única voz do colunismo, na imprensa brasileira, que se levantou contra esse absurdo na ocasião, sem encontrar qualquer eco, não me vanglorio. Apenas tenho que lamentar profundamente a omissão de nossos formadores de opinião, da classe artística, dos políticos e do poder público, que se mantiveram impassíveis diante do arbítrio do reitor da UFRJ, que, na época, não abriu qualquer espaço para diálogo com Mario Priolli ou com quem tentou fazer uma ponte para uma conciliação no sentido de manter aberto o Canecão – a casa que contava 45 anos de história da Música Popular Brasileira.

Todos pareciam muito confortáveis com o advento do Vivo Rio, julgando que ele ocuparia o espaço do Canecão. O que não ocorreu. Os maiores prejudicados foram o Rio de Janeiro, a cultura brasileira, os artistas e o público.

Todos sabiam da situação de penúria da UFRJ. Bem como dos longos e intrincados trâmites burocráticos percorridos para se implementar qualquer ação que dependa de verbas públicas federais.

O Vivo Rio é mal concebido, não integra artista e publico, não existe interação, charme, não contagia. Ninguém sai satisfeito, nem publico nem artista. Lá nada acontece que fique registrado pra posteridade. Não há clima pra isso. Uma casa de espetáculos projetada à revelia do projeto original de Affonso Eduardo Reidy, com uma ‘caixa d’água’ no topo, que interfere na visão estética da preciosa arquitetura do MAM. Foi concebida às pressas, liberada às pressas, construída a jato.

Mas ninguém chiou! Nem Patrimônio, nem demais órgãos culturais, ambientais, municipais, estaduais, federais etc. Atitude totalmente fora do usual, em se tratando da gritante violência cometida contra a estética local e contra a memória cultural do país. Mistério!!!!

Mais um capítulo da série “Interesses não sabidos”, típicos do Brasil.

Em nome desse silêncio e de outros desconhecidos propósitos, foi necessário acabar com o Canecão, a casa que contava 45 anos de historia da MPB. Que precisa, esta sim, ser preservada. Os caraminguás do aluguel não pagam o preço do incomensurável prejuízo à nossa cultura.

Gente mesquinha que pensa pequeno. Com conversa e boa vontade, pra tudo há jeito. Mas com a falta de visão ou –  quem sabe? – os interesses mal explicados, que por motivo ou fatalidade qualquer foram impedidos de se concretizar posteriormente ao fechamento, o desastre fez-se certo.

Não há justificativa. O berço de nossos grandes nomes virou santuário dos ratos. Os ratos venceram! Como sempre.

Agora, cinco anos depois, vejam a situação:

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/abandonadocanecao-no-rio-esta-ha-cinco-anos-sem-receber-shows/4544507/

Via EnviouChegouNews

Recomendo a vocês a leitura desses outros posts, nesta página:

Despedindo de Yonita, uma luz entre Todas As Mulheres Do Mundo

Uma noite feliz, noite de amizade, de rasga coração e até da maravilhosa Alice, que chegou para brilhar nos salões

Um almoço nobre, com princesa e tudo, no mais aristocrático dos endereços do Rio

Cuba declara guerra ao Brasil. E a artilharia é pesada: Miss picota vestido da adversária!

Brasil na lista dos 20 países com as maiores fortunas particulares do mundo

Um espetáculo cativante e sedutor, que forma plateias e tem tudo para lotar grandes teatros… com ópera!!!

Compare e julgue: a Barra da Tijuca tem a ver com um ‘Principado’ independente, tal e qual o de Mônaco?

O Principado de Mônaco e o Principado da Barra, com suas princesas encantadas

 

Novo juiz da Lava Jato compara delação premiada a pau de arara dos tempos da ditadura

Transcrevo aqui a matéria de FERNANDO BRITO, do Blog TIJOLAÇO, postada neste 19/10/2015

joaobatista

“O experiente Frederico Vasconcellos, blogueiro da Folha especializado no Poder Judiciário, deve ter boas razões para dizer que “deverá causar impacto entre os envolvidos nas investigações sobre corrupção na Petrobras a entrevista exclusiva concedida pelo juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal de São Paulo”.

Porque o juiz, que recebeu a “fatia” dos processos antes entregues a Sérgio Moro relativos a delitos que teriam se passado em  São Paulo, queira ou não, faz da entrevista dada ao Valor Econômico, publicada hoje apenas para os assinantes do jornal, pura dinamite:

“Que diferença tem a tortura de alguém que ia para o pau de arara para fazer confissões e a tortura de alguém que é preso e só é solto com uma tornozeleira, depois que aceita a delação premiada?”

“Como pode o juiz recolher alguém no cárcere, forçá-lo a fazer a cooperação premiada e depois ele vai julgar. Com que serenidade?”

“Acho que( a delação) deve ser um instrumento à disposição dos imputados. Ela não pode ser extorquida, não pode ser obtida mediante coação, mediante violência.”

“Daí os mais antigos ( juízes, presentes a um seminário, que o ouviram falar  que a delação não era mero instrumento de condenação) riram e falaram: ‘não, a juventude quer sangue’. O mesmo sangue que se queria no Coliseu. O mesmo sangue que se queria quando um romano enfrentava um leão.”

Hoje, o juiz Sérgio Moro é saudado nos jornais por ter decretado uma nova prisão preventiva do empresário Marcelo Odebrecht, diante da iminência da revogação da ordem anterior do Supremo, que mandou soltar um outro dirigente da empreiteira.

Os jornais destacam, quase que como “argumento jurídico”, o fato de que isso “garante” que Marcelo, que já está detido há quase quatro meses (e só há poucos dias foi interrogado pela primeira vez) irá passar o Natal preso”.

***

Criticando a postura de jornalistas afinados com Diogo Mainardi, que comemoraram o fato de Moro ter sido “rápido como um cowboy” o que dificultará para o STF e o STJ “soltarem a quadrilha” – na linguagem deles –  Brito encerra sua matéria com a indagação: “Será que o distinto leitor e a caríssima leitora percebem alguma diferença de métodos ou de grau civilizatório?”.

http://tijolaco.com.br/blog/juiz-que-recebeu-fatia-de-processo-de-moro-diz-que-delacao-nao-pode-ser-tortura/

Minha homenagem no Dia do Médico vai para o Benemérito da Academia Nacional de Medicina, Pedro Grossi

Hoje, Dia do Médico, a homenagem vai para o ‘não médico’ mais bem informado sobre o mundo médico, e tudo que se relaciona à medicina, e mais bem relacionado no meio médico de que o Rio tem notícia.

Trata-se do Pedro Grossi, o advogado dublê de bom articulista, que preside o Jornal do Brasil Online. Não à toa ele mereceu, dias atrás, da Academia Nacional de Medicina,  o Título de Benemérito, por indicação do próprio presidente da entidade, Francisco Sampaio, e por aclamação da Diretoria, acadêmicos eméritos e titulares, que se reuniram no dia 24 de setembro (meu aniversário, mas o grande presenteado foi o Pedro, com o título de Benemérito da Academia Nacional de Medicina sendo anunciado em plenário).

 

Este vínculo estreito de Grossi com o mundo médico estabeleceu-se em 1985, quando ele, presidente da Embratur, apoiou a realização, no Rio de Janeiro, de um importante Congresso de Medicina, capitaneado por grandes nomes como os doutores Clementino Fraga, Lopes Pontes, Adib Jatene, José Barbosa.

Pedro, que coleciona títulos de comendador da Ordem do Cruzeiro do Sul, da Ordem do Rio Branco, bem como as medalhas Tiradentes, do Pacificador e da Aeronáutica, confessa que nenhum deles superou a alegria que está sentindo agora por ser Benemérito da Academia Nacional de Medicina.

É um médico sem diploma, um clínico geral vocacionado. O rei dos diagnósticos informais. A pessoa certa para aconselhar o médico mais indicado, em qualquer situação. A ele recorrem os amigos, sempre que querem saber que médico devem consultar, nesta ou naquela especialidade.

A Academia Nacional de Medicina acertou em cheio.

Agora, vamos esperar a solenidade de entrega do título, quando o diretor do Jornal do Commercio, Mauricio Dinepi, também receberá o dele. Parabéns a ambos!

pedro grossi, giesta, costa e silva

Pedro Grossi, feliz feito menino jogando video game, em noite de posse na Academia Nacional de Medicina, entre os acadêmicos Carlos Giesta e Jorge Alberto Costa e Silva

Foto Marcelo Borgongino

Hildegard Angel Bogossian, cidadã canadense, com grande orgulho e alegria!

O Canadá é o país onde nasceu meu pai. Na inóspita Ilha da Terra Nova – Newfoundland Island, em St John´s. Uma região que sobrevivia apenas da pesca, sempre fustigada pelo vento.

Ainda um bebê, dois meses e três dias de vida, ele desembarcou na América, em 4 de junho de 1920, viajando no vapor S.S. Rosalind, vindo de Newfoundland e Halifax, até a Pensilvânia, acompanhado da mãe, Ethel May Angel, e do pai, Edgar Jones, ministro da Igreja Episcopal.

Nos Estados Unidos, o pequenino Norman Angel Jones recebeu a cidadania americana, junto com os pais, que lá tiveram outros filhos e muitos netos. Uma grande família norte-americana, harmoniosa, unida e muito religiosa, não fosse meu avô um pregador vocacionado, que lotava as igrejas com suas preleções cristãs, o que fazia os fieis de suas paróquias sempre aumentarem mais e mais, e assim ele era transferido para novas cidades, com a missão de continuar a fazer crescer o rebanho da Igreja Anglicana.

Meu pai tinha valores humanos profundos muito bem arraigados. Era sobretudo um pacifista. Não suportava violência, opressão, crueldade. Fossem contra os homens ou contra os animais. Adolescente, encantou-se quando um circo passou por sua cidade e juntou-se à trupe circense. Seguiu com a responsabilidade de cuidar de uma das principais atrações: um feto com duas cabeças, acondicionado num vidro.

Na primeira metade do Século 20, esquisitices e bizarrices exerciam grande fascínio e faziam enorme sucesso. As atrações dos circos não eram contorcionistas, malabaristas ou animais adestrados, eram as anomalias humanas. Anões, albinos, pessoas com deformações físicas, elefantíase, verrugas.

Mas meu pai quis ir mais longe nos exotismos e embarcou para o Rio de Janeiro, num cargueiro de bananas, que retornava dos EUA ao Brasil.

Meu pai era lindo. Um artista de cinema. Chegando aqui, apresentou-se na Embaixada Americana. Tinha 18 anos. Foi encaminhado para a Base Americana no Recife, onde convocavam os cidadãos americanos para lutarem na Segunda Guerra. Meu pai não queria ir para a guerra. Não conseguiria matar um passarinho, que dirá um ser humano. Passou então uma semana inteira em jejum, apenas tomando água, e chegou à Base em petição de miséria, inanição total. Foi rejeitado no alistamento! Retornou ao Rio de Janeiro, onde a Embaixada lhe deu como missão de guerra comprar cristal de rocha para os armamentos.

Assim, Norman viajava para negociar cristal de rocha nas minas, em Minas Gerais, na Bahia e pelo Nordeste afora. Conheceu o Brasil profundamente, com registros de suas viagem em correspondências preciosas para minha mãe, que ele conheceu através de seu companheiro nessas andanças, o também imigrante Jules Sauer, negociante de cristal de rocha para fins de decoração e joalheria. Mais tarde, Jules se tornaria o dono da grande rede de lojas Amsterdam Sauer.

Foi Jules quem levou meu pai até o casarão, em Belo Horizonte, do tio de minha mãe, Oscar Netto, representante das minas de cristal de rocha, em cujo sótão havia as amostras das pedras mineiras.

Meus pais viveram uma grande paixão. As cartas provam. Minha jovem mãe via aquele casamento também como a realização de um sonho hollywoodiano – casar-se com o amor da sua vida, e ainda por cima um galã louro, alto, de olhos azuis, que fumava cachimbo, com uma família bonita e bem posicionada na América, tendo direito à dupla nacionalidade, ela, o filho recém-nascido, e os que viriam a nascer, e todos falariam inglês fluentemente, era esse o seu projeto.

Papai foi fiel a seus princípios de amor ao próximo e respeito à vida. Para se dedicar a um orfanato, mantido com seus próprios e suados recursos, abriu mão de viver junto à família na Capital e se embrenhou no interior de Minas, cidade de Matias Barbosa, onde, no Sítio Santa Terezinha, criou cerca de 50 meninos, da infância tenra até a formação profissional. Muitos deles se formaram técnicos de máquinas de escrever e de calcular da Facit, empresa que meu pai ajudou a implantar no país e representava em vários Estados. Alguns “filhos do Pai Jones” seguiram o comércio, a carreira militar e houve, até, um que se formou médico, o dr. Zé Carlinhos, grande orgulho para ele.

Quando o Governo matou meu irmão, Stuart, meu pai baixou a cabeça e se lamentou: “Eu salvei tantos meninos brasileiros e o Brasil matou o meu menino”.

Jules Sauer, certa vez, revelou-me que o jovem imigrante Norman sentia grande mágoa pela América, devido aos horrores de suas guerras. Esse ressentimento não se restringiu às lamúrias.

Quando houve a bomba de Hiroshima, o sonho cinematográfico de minha mãe começou a se desvanecer. Meu pai era um personagem complexo, fugindo ao roteiro clássico de uma Motion Pictures. Nunca mais falou inglês em casa. Meu irmão, que era mais velho, foi o único que teve esse privilégio de conversar em inglês com meu pai.

Meu pai era realmente um homem incomum, desprovido de ambições corriqueiras, mas transbordante de convicções maiores.

Menina, acostumei-me desde sempre a ver em lugar de honra da casa a escultura de um alce, um moose, animal típico canadense. Assim como havia as explicações sobre a folha de maple, “a mesma da bandeira do Canadá”, quando regávamos nosso waffle matinal, que meu pai pronunciava ‘uófol’ e não ‘ueifol’ como a maioria. Ele gostava de contar que nasceu numa ilha de pescadores de bacalhau, e eu fantasiava a paisagem, os pescadores nos barcos puxando as redes. Todos fumando cachimbo, como ele, e com o braço tatuado, como o dele, que tinha um Mickey Mouse, que se mexia quando ele apertava o punho.

Contudo, papai não cancelou as assinaturas das revistas norte-americanas Time e Reader’s Digest, que devorava, religiosamente, da capa à contracapa.

Este era o meu pai esquisito, nascido no Canadá, digno de ser posto num vidro e exibido às multidões dos circos nos primórdios deste ambicioso século 21, com a legenda: Norman Angel Jones, personalidade rara e íntegra.

Por amar profundamente o meu pai e sua rica história, desenvolvi profundo apreço, grande admiração, pelo Canadá e seu povo. País construído com uma história de atitudes bravas, seriedade, discrição e gestos de nobreza. A maneira como o Canadá manteve seu imenso território, a despeito das investidas de seu vizinho Yankee, é exemplar. Com inteligência e excelente estratégia, venceu as batalhas e continuou em seu espaço, estabelecendo respeitosa convivência com o vizinho, com quem tem fortes vínculos culturais e comerciais. Porém –  importante – de quem mantém clara independência.

O Canadá possui um povo disciplinado, educado e com nobres valores humanos.

Por tudo isso, e por a lei canadense assim permitir, solicitei a minha Cidadania Canadense. Acabo de recebe-la. Estou feliz. É homenagem que presto à memória de meu pai, o menino de dois meses e um dia, que desembarcou do vapor S.S. Rosalind na Pensilvânia, levando na alma os ventos frios de New Foundland Island.

Abaixo, as fotos da entrega do documento de minha cidadania, pelo Cônsul-Geral do Canadá, Sanjeev Chowdury, um bom amigo de minha família, com direito a lágrimas, discurso, presença de meu marido, Francis, que se lembrou do obrigatório brinde com champagne. O momento pedia.

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Dupla homenagem na Câmara Municipal do Rio para o professor Barros Franco

Duplamente homenageado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, plenário lotado, em solenidade que terminou lindamente ao som de Cidade Maravilhosa, hino entoado pelo coral da casa, ao som da Banda dos Fuzileiros Navais, o pneumonologista Carlos Alberto de Barros Franco recebeu a Medalha Pedro Ernesto, mais alta honraria concedida pelo município, das mãos do deputado Marcelo Queiroz, que a propôs quando vereador, bem como recebeu o Título de Cidadão Honorário, do vereador Ivanir de Mello.

Atentos, os amigos do imortal da Academia Nacional de Medicina, Barros Franco, acompanharam o discurso de saudação do vice-governador Francisco Dornelles, que também representava o governador Pezão, e as palavras de Barros Franco, orador privilegiado, dado a improvisos, que estendeu a homenagem à sua Tereza e a toda a família, ali presente, inclusive o caçula Gustavinho, que, segundo ele, “adora medalhas”, conseguindo arrancar risos de todos.

O médico José Galvão Alves, vice-presidente da Academia Nacional de Medicina, o dr. Heitor Coch, decano de Ciências de Saúde da PUC, da qual Barros Franco é professor titular e fundador de sua pós-graduação médica, o médico Francisco Barreira, representando o presidente do Tribunal de Justiça, completavam a composição da mesa.

Na assistência do plenário, Pedro e Lúcia Grossi, Jarbas Penteado e Berthe, os médicos Jair de Castro, Cláudio Domenico, Oswaldo Moura Brasil eram alguns, entre tantos e inúmeros amigos, companheiros da classe médica, da Academia Nacional de Medicina, do convívio social, pacientes, admiradores, enfim, uma audiência realmente numerosa, como atestam as fotos.

Em seguida, o coquetel no salão nobre, com champagne geladinho e aquelas coisas saborosas, que engordam mas ninguém resiste..

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Carlos Alberto e Tereza de Barros Franco, Marcelo Queiroz e Ivanir de Mello

IMG_9238 Barros Franco entre os vereadores que prestaram a homenagem Marcelo Queiroz e Ivanir de Mello

O homenageado, o pneumologista Carlos Alberto de Barros Franco, entre o deputado Marcelo Queiroz e o vereador Ivanir de Mello

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Os médicos Francisco Barreira e Barros Franco, na mesa da solenidade, que tinha também o vice-governador Francisco Dornelles

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Bernardo de Barros Franco, Marcela Melon, Tereza de Barros Franco, Gustavo e Gustavinho de Barros Franco

Marcelo Queiroz, Tereza IMG_9252 Marcelo Queiroz, Tereza Barros Franco, Francisco Dornelles e Alice Maria Tamborindeguy

Marcelo Queiroz, Tereza de Barros Franco, Francisco Dornelles, Alice Tamborindeguy

IMG_9329 Gisella Amaral, Carlos Alberto e Tereza de Barros Franco

Gisella Amaral e o casal Barros Franco

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Barros Franco entre os filhos, Bernardo e Gustavo

 

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Cid Heráclito e Marli Queiroz, Tereza e Carlos Alberto de Barros Franco

IMG_9350 Walmar Paes, Gisella Amaral e Tereza e Carlos Alberto de Barros Franco

Walmar Paes, Gisella, Tereza e Barros Franco

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Luiz Felipe Queiroz Mattoso, Lucia e Pedro Grossi

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O casal Barros Franco

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O médico mastologista Maurício Magalhães, o homenageado Barros Franco e Ana Magalhães

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Deputado Julio Lopes, Tereza, Gustavo e Gustavinho de Barros Franco

IMG_9356 Gustavo de Barros Franco, Marcela Melon e Bernardo de Barros Franco

Gustavo de Barros Franco, Marcela Melon e Bernardo de Barros Franco

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Tereza de Barros Franco, Aloysio Maria Teixeira, Licia Gayoso e Walmar Paes
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Berthe Leitão da Cunha, Lucia Grossi, Tereza de Barros Franco e Licia Gayoso

Fotos Geraldo Valadares

O novo imortal da Academia Brasileira da Educação é o 3º Melhor Cenógrafo do Mundo

  • No Salão Nobre Heitor Gurgulino, do Casarão Cesgranrio, realizou-se a posse do cenógrafo José Dias na Academia Brasileira de Educação. Considerado pela comunidade teatral internacional o 3° melhor cenógrafo do mundo, no ranking que tem como critério premiações, realizações e títulos, José Dias passou a ocupar a cadeira 16. que pertenceu ao patrono  Clóvis Beviilaqua.
  • Saudado por Pietro Novelino, ex-reitor da Unirio, onde José Dias é um dos professores mais antigos, o novo imortal discursou falando de seu orgulho de ter trabalhado por 16 anos na TV  Globo por 16 anos ao lado de grandes nomes como Dias Gomes e Régis Cardoso.
  • A tribo do teatro prestigiou. A grande diva do Grupo Oficina, Íttala Nandi, Orlando Miranda, um nome emblemático do teatro do Rio de Janeiro, Tessy Callado, Maria Pompeu, Silvia Salgado, o dramaturgo Sergio Fonta, o pesquisador Marcelo Delcima, Terezinha Amayo, pioneira também da televisão, Osmar Prado, entre outros ícones da cena brasileira.
unnamed (14)Os imortais da Academia Brasileira de Educação na primeira foto já com o novo acadêmico José Dias
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 O acadêmico Cândido Mendes de Almeida e os demais com sua capa fardão
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 Chamado para ser empossado, o professor de cenografia, decano da Unirio,  José Dias
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 O presidente da ABE, ´professor Carlos Alberto Serpa, veste a capa no próximo imortal
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 Concluindo o ritual da veste
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 Dias recebe o colar acadêmico de seu filho, Felipe… 
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 … e o diploma
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 …eis o novo acadêmico de Educação
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 A professora Terezinha Saraiva, ex-secretária de Educação, o professor Carlos Alberto Serpa e o professor José Dias
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 O professor Pietro Novelino, ex-reitor da Unirio, saudou o novo acadêmico
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 José Dias faz seu discurso de posse
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 O cumprimento dos pares
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 Terezinha Amayo, Vera Vianna, Silvia Salgado, Elida L’Astorina e Alcione Mazzeo, o time de atrizes e amigas de José Dias
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 Beth Serpa e Eva Alcântara
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 Silvia Salgado e Tessy Callado
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 Orlando Miranda, Alcione Mazzeo, José Dias e Ittala Nandi
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 Osmar Prado e a filha, Luana Prado
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 Sergio Fonta, Tessy Callado e Ricardo Cravo Albin
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 Vera Vianna, Alcione Mazzeo, Terezinha Amayo e Marcelo Delcima
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 Carlos Alberto Serpa e Maria Pompeu
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 José Dias com sua família – o filho, Felipe, a irmã, Maria Luiza, os sobrinhos
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 Os acadêmicos da Educação, no salão do Casarão Cesgranrio
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 Pietro e Maria Rita Novelino com José Dias
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 As acadêmicas Fátima Cunha e Maria Judith Lins
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 Mariza Monteiro e Jorge Delmas
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 O diploma
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 Cleyson Mello, Antonio Celso Pereira e Heitor Gurgulino
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 Francis Bogossian, Maria Judith e Roberto Hugo Lins
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 Imortais Carlos Serpa, Heitor Gurgulino, Paulo Alcântara e Cândido Mendes
Fotos de Marcelo Borgongino

Ivo Pitanguy arrisca a vida num voo de 11 horas para se hospitalizar no Samaritano

  • Paris anda movimentada. Quem almoçou lá esta semana, sala reservada, portas fechadas, 20 pessoas, foi o ministro Joaquim Levy.

  • Em Paris, a discrição é total. Famosos vão e vêm e ninguém fica sabendo. Ordem dos donos da casa, Beth e Carlos Alberto Serpa, que não autorizam fotos. Pois é claro que estou falando do restaurant Paris, da Casa Julieta de Serpa, na exclusiva Praia do Flamengo, mais alto IDH do Rio de Janeiro.

………….

Enquanto isso, ontem também, na mesma Casa Julieta, acontecia com flashes, no Salão Nobre do térreo, o jantar anual dos ex-alunos do professor Ivo Pitanguy, que pretendiam celebrar o aniversário do mestre, mas este está hospitalizado, no Samaritano, desde que chegou, há duas semanas, de Paris – a de verdade.

Muito bem acompanhado pelo seu clínico geral, dr. João Gaspar Corrêa Meyer, dr. Ivo tem se submetido a oito horas de hemodiálise, a cada 48 horas. Ele começou a passar mal na França e preferiu correr o risco de embarcar para o Rio de Janeiro, para se tratar com seus médicos e junto à sua família, a se internar num hospital em Paris.

Não foi um voo fácil. Com quatro horas de viagem, entrou em séria crise renal, com o comandante chegando a anunciar que interromperia o voo para um pouso de emergência num país africano, para salvar a vida do professor Pitanguy.

Helcius Pitanguy, porém, depois de escutar o pai, optou pelo risco de prosseguirem no voo as restantes sete horas de viagem, até o Aeroporto Tom Jobim, onde já havia uma ambulância a postos. A bordo, o cirurgião foi monitorado com muita atenção e carinho por dois passageiros médicos, seus grandes admiradores.

Já em terra, o pessoal da ambulância quis levar o professor para o Fundão, porém a filha médica, Gisela Pitanguy, foi irredutível: “Meu pai não vai para o Fundão, vai para o Samaritano”.

Assim foi feito, e o professor, com sua constituição forte, resiste com bravura, atendendo bem ao tratamento, apesar de ainda inspirar cuidados.

Arnaldo e Juliana Miró, Raul Chamma , Gisela e Helcius Pitanguy

O cirurgião plástico Arnaldo Miró e Juliana Miró, Raul Chamma e os irmãos, Gisela e Helcius Pitanguy, representando o pai, Ivo Pitanguy, ausente à homenagem prestada ontem a ele por seus ex-alunos, na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa

Roberto Cohen e Paulo MullerO cirurgião plástico Paulo Müller e o cerimonialista Roberto Cohen
Edmar Da Fontoura e Katia Spolavori (1)

O cirurgião plástico Edmar Fontoura e Katia Spolavori, no evento com cerimonial de Roberto Cohen 

Foto Marcelo Borgongino

 

Cicatrizes passadas das Forças Armadas são exemplo a outras instituições brasileiras

Respondendo ao leitor Sergio, ex-FAB, que deseja saber se meu irmão – sacrificado, esfolado vivo no pátio da Base Aérea do Galeão, morto em câmara de tortura subterrânea no local, posteriormente aterrada – teria pego em armas.

Minha resposta:

“Posso lhe dizer, prezado leitor, que meu irmão era um pacifista. Posso ainda lhe dizer, que, segundo ouvi de antigos companheiros do movimento, Stuart e Carlos Alberto Muniz foram as vozes que se levantaram opondo-se a que o MR-8 pegasse em armas, quando o tema foi posto em discussão entre eles, mas foram voto vencido.

Digo também que, acuados diante da opressão, sem possibilidade de diálogo ou trégua, todos somos levados a alguma reação.

Foram colocados tanques na rua, soldados a cavalo, “gorilas” disfarçados de civis e fortemente armados, residências invadidas, estudantes impedidos de frequentar suas escolas, pessoas sequestradas e com paradeiro jamais sabido, enfim, toda a sorte de intimidação e agressão contra jovens que tinham como armas apenas suas ideias e seus livros.

Vivíamos num cenário de farsa em que muito se inventava, mentia, forjava, para denegrir, punir, prender, torturar, matar. Um cenário de permanente “caça às bruxas”. Julgado à revelia, como se vivo estivesse, mesmo depois de morto, meu irmão foi três vezes absolvido nos tribunais militares, em julgamentos a que assisti com minha mãe.

Isso é tudo o que posso lhe dizer.

Sobretudo sei que, no lugar dele, em situação de risco, qualquer um recorreria a uma arma. O senhor. Eu também. Legítima defesa está em nosso código penal.

Posso, por fim, lhe afirmar que muito me orgulho de meu irmão ter sido um revolucionário. Ele queria melhorar a condição do povo, recuperar sua liberdade, reconduzir o país ao estado democrático. Deu a vida pela causa. Um mártir, um herói brasileiro.

Louvo este atual momento de paz e harmonia institucional, por mais que a ânsia desestabilizadora, fomentada por interesses estranhos à nossa soberania, tente mais uma vez gerar o caos.

Como cidadã, admiro as Forças Armadas em seus princípios patrióticos de defesa de nossa Nação soberana, e não me oponho a elas. Temos e tivemos grandes, nobres e louváveis militares nas 3 Armas. No entanto, reservo-me o direito de manifestar minha inconformidade sobre a névoa que se insiste em manter a respeito dos fatos. Famílias brasileiras até hoje sofrem com isso. Muito. A impunidade não é construtiva. Mesmo que a punição consista apenas em um registro na folha pessoal, isso já seria uma satisfação dada.

Não podemos construir coisa alguma em cima da negação de fatos tão sérios. Que dirá uma Nação.

“64” não foi fruto apenas da ação de militares. De fato foi tramado, urdido e insuflado pelos interesses de alguns civis, políticos sequiosos do poder fácil, de empresas ambiciosas e do estrangeiro voraz. Os militares vieram por último. E hoje são eles os mais cobrados pela opinião pública.

Os grandes responsáveis e incentivadores daquele golpe de Estado, os que prosperaram e mais se locupletaram com ele, lavaram suas mãos como Pilatos, quando lhes foi conveniente, aderindo ao novo alvorecer democrático do país, no fim da década de 80.

Agora, de novo mostram a face oportunista de suas conveniências. Porém, desta vez as Forças Armadas estão blindadas pela experiência do passado recente, do qual guardam cicatrizes amargas.

Tais cicatrizes deveriam servir de alerta a outras instituições brasileiras na atualidade.

Minha avó sábia, Francisca, costumava alertar as crianças: “Violência gera violência”.”

Peru adere à prática da justiça com as próprias mãos: são os ‘Vigilantes’

Na missa do domingo, em sua homilia, o padre da São Paulo Apóstolo, em Copacabana, falou da falta que fazem hoje profetas à nossa Igreja Católica. Lembrou dom Helder, dom Paulo Evaristo, mas estes cá não mais estão. Pregador vivo, nós, os fiéis, só nos lembramos do Papa Francisco.

O pregador tinha sua versão para a ausência de profetas católicos: “O profeta precisa ser muito corajoso, porque ele desagrada, diz o que muitos não querem escutar, corre riscos pessoais, está exposto à violência”. E ilustrou a situação de intolerância que hoje vivemos com um episódio testemunhado por ele no ônibus, em que um pobre maltrapilho, mal cheiroso, sentado no último banco, foi retirado do veículo em atendimento aos protestos dos demais passageiros. Não satisfeita, uma senhora presente ainda acrescentou: “Eles deveriam ser todos sumariamente eliminados, isto sim”.

A tal senhora violenta, que pregava o linchamento coletivo dos pobres, vestia uma camiseta com uma bela imagem de Nossa Senhora do Carmo.

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Pessoas obrigadas a pisar em formigueiros, a andar completamente despidas pela rua, amarradas a postes e espancadas com cintos ou com paus até ficarem completamente deformadas, esta é a nova prática no Peru, onde cresce a onda da justiça com as próprias mãos. São os “Vigilantes” da justiça.

Eles se organizaram pelo Facebook e formam uma legião de centenas e centenas de pessoas com sangue nos olhos e na boca, capazes das maiores barbaridades, em nome de “vingança” e de “justiça”, sem direito a defesa e sem julgamento. Já são mais de 100 páginas no Facebook. E esse número cresce a cada dia.

Tudo começou quando uma comerciante resolveu lançar nas mídias sociais a campanha “Pegue seu Ladrão”.  Assaltada, cansada de não ser atendida pela policia, ela decidiu resolver o assunto por conta própria e anunciou que iria linchar os culpados, com apoio de toda a comunidade de seu bairro. Daí pra frente, vieram as outras páginas, todas com nomes brutais, como “Pegue seu ladrão e o deixe paralítico”, “Pegue seu ladrão e corte suas mãos”, “Castre. seu ladrão”.

As páginas apresentam um desfile de fotos e vídeos, em que os supostos criminosos, ladrões de segunda linha, batedores de carteira, praticantes de pequenos furtos de bairro, são supliciados de todo jeito, sofrem barbaridades. A multidão em volta aplaude, grita “vingança!”, “lincha!”, babando de satisfação. Os agressores se exibem como heróis orgulhosos nas imagens postadas. E são mesmo vistos dessa forma pelo povo. Segundo uma pesquisa agora realizada, 53% da população aplaudem esse “método”.

No Peru, o código penal em vigor pune com até quatro anos de prisão quem infligir danos físicos a indivíduos e com até 20, em se tratando de casos de morte. Porém, assim como não acreditam na polícia, os Vigilantes também não respeitam a Justiça. De mais a mais, ainda não foi apresentada sequer uma queixa contra eles!

Para nós, brasileiros, que temos testemunhado, aqui e ali, sintomas graves dessa doença obscurantista da intolerância, do preconceito e, mesmo, da total ausência de valores humanitários, este é um alerta grave que deve e precisa ser dado.

As mídias sociais são uma faca de dois gumes. Um governo responsável jamais poderia permitir que tais mídias implantassem uma situação de violência compulsória, sem controle, como acontece no Peru, onde a lei que vigora no momento é a da Justiça Com As Próprias Mãos.

O site britânico Daily Mail fez matéria a respeito, com exibição dos vídeos. É assustador. Um retorno à Idade Média das fogueiras, dos enforcamentos em praças públicas. E sem julgamento, vale apenas o “ouvi dizer”, “ouvi falar”, “acho que é ele”.

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Amarrado e espancado

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Chicoteado com cinto

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Sem dó nem piedade

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Depois de apanhar, o cartaz pendurado no pescoço. Uma mulher foi despida e obrigada a caminhar com o cartaz: “Sou ladra”.

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Os espancadores se vanglorian

Fotos Daily Mail

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3241283/Forced-stand-anthills-eat-raw-chili-peppers-whipped-belts-Vigilante-justice-goes-viral-Peru-s-streets-residents-post-Facebook-videos-taking-matters-hands.html

Prefeito Eduardo Paes, seguem embrulhadas para presente: as Arenas Cariocas do Futuro

Prefeito-Eduardo-Paes-Ricardo-Ramos_LANIMA20110329_0040_26Prefeito Eduardo Paes (Foto Google – Ricardo Ramos – Lanima)

Sociólogos opinam, psicólogas, antropólogos, naturólogos, futurólogos. Eu também quero opinar sobre a crise das praias da Zona Sul carioca nos fins de semana de sol.

O prefeito Eduardo Paes, como bem lhe cabe e a ocasião pede, reagiu com apropriada energia, dizendo que vai abordar o problema como de segurança e não social.

É uma postura estratégica para o momento, que pede ações rápidas e eficazes, em nome da sobrevivência, não do lazer dos cariocas, mas da própria Cidade do Rio de Janeiro, seu conceito turístico nacional e internacional, suas possibilidades econômicas. O próximo final de semana será decisivo para a imagem do Rio e, caso as imagens do fim de semana anterior se repitam, desastroso.

Mas não podemos conceber como eterna a solução de um lazer restritivo ou com praias de segurança máxima, armadas até os dentes, carros patrulha com fuzis apontando janelas afora em direção aos passantes, PMs pra lá e pra cá, policiais civis em torres de observação fincadas a cada 10 metros, como se estivéssemos numa Guantánamo a céu aberto. Isso tira o rebolado e a graça de qualquer coisa mais linda que vem e que passa… seja de que gênero for.

Agora, vamos projetar a médio e a longo prazo…

A Prefeitura do Rio de Janeiro precisa urgentemente pensar um projeto social inclusivo para as praias cariocas, abrangendo a todos indiscriminadamente, que poderia consistir em:

  • A própria Prefeitura, nos finais de semana e feriados, providenciaria o transporte, em ônibus especiais, dos jovens das regiões sem praia para a Zona Sul e a Zona Oeste (Barra / Recreio).
  • Nas praias lhes seriam proporcionadas atividades de lazer com foco de interesse muito bem pesquisado e elaborado de acordo com o universo dos envolvidos.
  • A finalidade seria não só entretê-los, como trabalhar sua auto estima, através de ações culturais, lúdicas e esportivas, e abrir-lhes perspectivas para um futuro profissional.

Falo em criação, nas praias, das:

  • Arenas Cariocas do Futuro, com arquibancadas, realizando-se algo como “torneio da dança do passinho”, “jogos do rolêzinho” (com regras, nos limites da arena, óbvio), “copa de futebol de praia das comunidades”, “moda praia criativa”, “garota milgrau*”, “garoto milgrau”, “improvisações de jovens atores e atrizes” (orientadas por algum diretor famoso ou ator de TV)  e outras atividades lúdicas, artísticas, recreativas, que canalizariam a energia, a adrenalina dessa juventude sem orientação, premiando com bolsas em cursos técnicos, formação profissional e, até, viagens de estudo.
  • Para isso, poderia-se buscar apoio em grupos de comunicação, universidades e fundações (a Cesgranrio, por exemplo), que ofereçam também formação técnica, cursos vários, moda inclusive, aprendizado de idiomas, formação de guias turísticos para as praias e pontos turísticos do Rio com noções básicas de inglês, espanhol, italiano etc.
  • Em tempo: as Arenas Cariocas do Futuro não seriam discriminatórias. Estariam abertas para todos os jovens do Rio, mas a premiação poderia obedecer a critérios de prioridade a oriundos de comunidades carentes, não obrigatoriamente de outras regiões da cidade, pois temos muitas também na Zona Sul e na Zona Oeste (este item precisaria ser melhor pensado e elaborado por quem entende do assunto).
  • (Falei ao portal UOL a respeito, está no ar desde hoje, acessem aqui:  Contra arrastão, colunista muda de ideia e sugere passinho em praias do Rio )

Buscar promover a harmonia entre as classes e as diferentes comunidades do Rio.

Dar uma oportunidade àquela juventude, que só recebeu da sociedade, até agora, rejeição, preconceito, medo, repúdio. Procurar inseri-la numa perspectiva construtiva de futuro.

Não é só o jovem descalço e de bermudas das comunidades pobres, que protagoniza arrastões, que precisa mudar. A sociedade também precisa mudar seu modo de encará-lo como um vilão em formação, inimigo da sociedade.

E que os banhistas cedam, de bom grado, espaços em suas praias para as Arenas Cariocas do Futuro.

A sociedade precisa fazer um esforço coletivo, prestigiando o poder público em suas ações para dar a este jovem a chance de ser melhor. Aquela oportunidade que nós, os ‘benditos’, tivemos naturalmente.

Fazer do “limão” uma grande e saborosa limonada gelada, que sob o sol abrasador da maravilhosa – sim – Cidade do Rio de Janeiro cai bem, desce redondinha.

*Milgrau. Tá calor demais? Tá “milgrau”.