Visitando a SP-Arte

Abriu ao público, até domingo, a SP-Arte, no pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, em São Paulo. O programa é imperdível. Afinal, é a maior feira de arte na América do Sul! Na noite de abertura para convidados, com o mercado das artes plásticas em pleno vapor, as explosões de alegria sucediam-se, entre os galeristas, artistas e colecionadores. A feira é um sucesso, e deixou evidente a nova tendência do mercado de artes: O mercado carioca voltou a ser a vitrine principal para os artistas novos assim como aconteceu na década de 80. O que ficou claro diante da presença maciça e crescente dos “cariocas” na feira, na verdade artistas novos de todo o Brasil que se fixam no Rio para se lançarem. …

Os colecionadores presentes, muitos também do exterior, fizeram um “arrastão” de compras na feira. O único galerista que apenas expõe é Jean Boghici, com sua coleção de quadros de Antonio Bandeira que poderia ocupar qualquer sala em qualquer museu do mundo. Só ela já vale uma ida à SP-Arte

Uma cena engraçada: o empresário construtor Carlos Jereissati Filho e alguns membros de sua famíla passeavam pelos corredores na primeira noite, seguidos por um séquito de garçons com jarras d’água e refrigerantes. A nossa querida Fernanda Basto se aproximou do garçon e disse: “Que bom, uma água para matar minha sede”. Ao que ele, delicadamente, respondeu: “Não, madame, a água é só do senhor Carlos”. Fernanda, graças a Deus, não calçava salto alto, senão era capaz de cair de cima dele…

Espetacular, o quadro de Beatriz Milhazes e a escultura de Maria Martins, na Pinakotheke Cultural de Max Perlingeiro, o stand mais bem iluminado do evento. Espetacular, o bicho de Ligia Clark, o maior feito pela artista, na galeria de Paulo Kuczynski. Dos novos, quem ganhou a noite foi Sergio Allevato. Seus quadros mereceram elogios de Vik Muniz e Roberta Medina. Espetacular, também, o Sergio Camargo, da Galeria Ipanema. Espetacular, o tríptico de Marcos Chaves, na Galeria Nara Roesler. E guardem o nome de Maria Neponuceno, a garota sensação do momento nas artes plásticas. Aqui no Rio, ela exibe seus trabalhos na galeria A Gentil Carioca

A noite ferveu com cotações de obras pulando, saltando, saltos duplos, saltos tripos, como é o caso da artista Mira Schendel, cujos quadros triplicaram de valor. Ronaldo Cezar Coelho rodou por todos os corredores e se interessou muito pelo trabalho do artista americano Jim Hodges, sensacional, todo feito de lâmpadas multicoloridas. Colecionadores, como José Olimpio da Veiga e Joseph Safra, atentos, pois sabem que artes brasileiras ganham interesse cada vez maior no mundo. Para a curadora Vanda Klabin, o espaço da SP-Arte deste ano no terceiro andar, com grandes trabalhos e instalações, aponta para um futuro cada vez mais promissor para os artistas brasileiros nos museus do mundo. Parabéns para Fernanda Feitosa, a idealizadora da SP-Arte, e à sua equipe, que fizeram mais uma vez um bonito pelas artes brasileiras…

Fotos de José Ronaldo Muller

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