Óleos de cozinha deveriam trazer um alerta da Anvisa sobre os riscos de seu consumo excessivo

Leio hoje a manchete do jornal: “Óleo de cozinha é o vilão do esgoto no centro de SP, região líder em reparos”.

Pois é… Há 20 anos, almoçando na cidade de Tiradentes com a chef mineira dona Lucinha, ouvi dela a teoria, que me acompanhou como sábia lição pelo resto dessa vida.

Segundo a chef, por ocasião do advento do óleo de cozinha, com a substituição das tradicionais banha de porco e gordura de coco, então vendida em latas redondas, inventaram o detergente líquido, pois os simples sabão português e sabão de coco não mais davam conta de limpar as panelas e frigideiras gordurosas.

E d. Lucinha refletia: “Se o óleo de cozinha gruda de tal forma nos metais e louças, o que não fará ele com nossas artérias?”. E concluía: “Presta atenção: você reparou como, do final da década de 50 para cá, cresceu o número de acidentes vasculares, com infartos cardíacos?”.

Por esse motivo, dona Lucinha é uma apologista da banha do porquinho tenro, que considera saudável para os corações, contrariando a propaganda das corporações multinacionais, que nos enfiaram goela abaixo, como mais saudáveis, os óleos de cozinha e, pelas goelas dos canos de nossas pias, os seus detergentes, alimentando indústrias bilionárias e, de quebra, turbinando a próspera indústria do infarto do miocárdio, derrames e correlatos.

Se o óleo de cozinha entope rede de esgotos, entope os boeiros até a borda causando inundações, o que não fará com nossas veias precárias, com nossas artérias delicadas?

E ainda há quem se pergunte e pesquise sobre o motivo do aumento da incidência de doenças como demência senil, senilidade precoce, Alzheimer etc…

Não seria o caso de, a exemplo dos maços de cigarro, o óleo de cozinha também trazer na embalagem um alerta da Anvisa ou da OMS sobre os riscos advindos de seu consumo excessivo?

 Gordura-de-Coco

O anúncio avisava às noivas belas, recatadas e do lar dos anos 50: “O futuro dêle está em suas mãos”. Mas eis que no final da década surgiria o óleo de cozinha…  e bye-bye futuro “dêle”…

5 ideias sobre “Óleos de cozinha deveriam trazer um alerta da Anvisa sobre os riscos de seu consumo excessivo

  1. Obrigado Hilde, precisava estudar o assunto, disso eu entendo igual a surf, ou seja nada…grande abraço ALS.

  2. Eu sou do tempo do tijolaço da banha de porco e a manteiga em lata. A comida ficava com o melhor sabor. E ninguém era obeso. Hoje é só no azeite extra virgem, e às vezes, o óleo de coco. Açúcar mascavo ou açúcar de coco com baixo índice glicêmico. Leite em caixinha? Nem pensar. Só leite de soja orgânica ou um suco de frutas pela manhã e no lanche da feirinha orgânica na Praça do bairro Peixoto em Copacabana. É uma grana, mas compensa em me livrar de entrar em um hospital e de tomar remédio.

    • Cristina, eu tambem sou deste tempo.Porem, quero alerta-la para que siga a proveniencia do oleo de oliva, o Google tem todas as dicas – pois ate na Europa estao misturando-o com canola oil..E uma vigarice sem fim! Abcs.

      • Olá Tatiana Constatinni Cohen,

        Obrigada pela dica. Realmente, de uns tempos pra cá, tenho sentindo que algumas marcas, quando se abre a tampa, não têm o cheiro peculiar de um bom azeite. O gosto e a cor mais esverdeada perderam a sua verdadeira essência. Muito triste que além de pagarmos muito caro pelo bom produto, somos totalmente enganados,enquanto consumidor que deseja ter um produto de boa qualidade.

        Desculpe, pelos pontos e vírgulas no lugar errado. Perdi no domingo os meus óculos de perto mais de 4,5 graus. Estou quase nas trevas.

  3. Faz o maior sentido, porém, a gordura de côco deixava um gosto ruim na comida e o azeite de Oliva, hummm, que gosto em frutos do mar, saladas, pizza, etc mas não pra carnes, e é muito caro pra maioria das populações….então, a campeã, é a deliciosa gordura de porco! Que delícia !! Era a melhor comidinha de nossa infância..hummmmm

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