O colunismo social está de luto: morreu Alex Deneriaz

Morreu esta tarde, por volta das 15 horas, o jornalista amazonense Alex Deneriaz, colunista social entusiasmado, com grande círculo de amigos no Rio de Janeiro e que, nos últimos anos, ampliou sua área de ação também até São Paulo.

Festeiro por força de sua atividade e do temperamento, Alex era sinônimo de trepidação, onde quer que chegasse, estivesse ou planejasse ir. Estava permanentemente informado sobre a agenda dos badalos e baladas nacionais e, até, internacionais. Festejar era seu estado de ser e viver. Seu paraíso era o Rio de Janeiro. Celebrava “os belos e as belas” da cidade. Sentia-se pessoalmente ofendido quando alguma crítica era feita ao Rio. Enaltecia as belezas da cidade, de sua natureza, da arquitetura, das paisagens em geral e dos corpos, que se bronzeavam em nossas praias ou saracoteavam nas raves.

Estava em todas. Quando chegava por aqui, já vinha perguntando pelas “flütes” e sabia de tudo mais do que qualquer carioca: os termos do momento, os lugares da vez, os novos modismos.

Em sua última vinda, abrimos um champagne no Marimbás para celebrar antecipadamente a festa que daríamos juntos lá, comemorando suas mais de três décadas de colunismo social.

Propus que fizéssemos a festa ao cair da tarde, abrindo os trabalhos ali na Vila dos Pescadores, na praia, de cara para o mar de Copacabana, com os barquinhos dos pescadores cheios de flores, gelo e garrafas de champã, e o pessoal brindando na areia, entrando em seguida no Clube dos Marimbás para dançar no salão de festas, diante daquele vistão, enquanto o sol se pusesse. Ah, o Alex adorou a ideia. Topou no ato!

Foram duas semanas de hospitalização, entre o Samaritano de Manaus e o Sírio Libanês em São Paulo, até esta tarde, quando o estado geral de Alex não resistiu mais à bactéria alojada em seu coração.

Deneriaz teve a melhor assistência médica possível, graças às amigas Cristina Calderaro e Sandra Braga, sempre acompanhado pelas irmãs, Jane e Ana.

Os amigos, que são tantos, se mantiveram em oração, preocupados, presentes. Era um homem muito estimado.

Descansou do sofrimento. Sofrer não era a sua viagem.

E que São Pedro prepare as flütes.

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 Um dos muitos momentos de alegria com Alex Deneriaz: grito de carnaval amazônico, que fizemos, no sunset da varanda do Copacabana Palace, num domingo pré-Momo.

7 ideias sobre “O colunismo social está de luto: morreu Alex Deneriaz

  1. Hilde, muita gente reverenciando a memória e os traços marcantes do Alex, na A Critica online, onde Alex era colunista. Aproveitei para observar e sugerir que compartilhem teu belo texto de despedida ao Alex, publicado no teu blog, frisando que você e Francis tinham muito carinho e apreço por ele.

  2. Hilde, que São Pedro execute a sua parte, aqui perdi grandes companheiros do PT(muito grandes mesmo-todos dois vindo da Beneficência de São Paulo) Dep.Est.Manoel Santos e um ex-Dep.Fed.Pedro Eugênio(preso em 71-72), estou atônito com nosso Deus, mas…só a ele pertence…um no domingo e outro na segunda…já tô pensando que chegou AGOSTO-mas é ABRIL(parece que é o do golpe de novo).beijo.

  3. Hilde, pôxa, lamento muito a morte do atuante e querido Alex. Ele havia melhorado, mas, de repente, o quadro clínico novamente alterou-se e, infelizmente, Alex não resistiu.

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