Novidades na tarde do GP Brasil: famosos e manifestação política

O inconcebível aconteceu! Em plena tarde nobre e enchapelada do turfe brasileiro, a da corrida do Grande Prêmio Brasil, um grupo de turfistas revoltosos, sócios do Jockey Club Brasileiro, fez manifestação barulhenta, na entrada das tribunas Social e de Honra, com faixas pedindo a renúncia do presidente do clube, Luiz Eduardo Costa Carvalho. E teve mais: todas as vezes em que Luiz Eduardo ia entregar um prêmio ao vencedor do páreo, os manifestantes irrompiam em vaias, enquanto os grupos pró-situação tentavam neutralizar com aplausos. O maior babado, meus amores!…

Na primeira fila da Tribuna de Honra, a centenária criadora dona Margarida Lara, que desde 1932 assiste a todos os GP Brasil, reclamava, revoltada com a disputa política. “Que coisa chula, vaiar uma pessoa em numa tarde como essa!”…

Nas tribunas, um serviço muito bom, homens de terno, como é tradição, e poucas mulheres com chapeus. Os exagerados chapelões, à la Ascott, este ano não foram vistos. Faltou um trabalho de motivação fashion. Mas nomes tradicionais do turfe marcaram presença, como José Carlos Fragoso Pires, Luiz Alfredo Taunay, Julio Bozano, Sergio Barcellos e Sérgio Figueredo

Com um vestido de pois trazido da Sardenha e a armação branca dos óculos combinando com as sandálias, Luisa Müssnich disputava o título de Mais Bem-Vestida da tarde com Helen Barcellos e Maria Izabel Granja. Luisa foi sem o namorado, Lui Pereira, mas o mano Francisco Müssnich acompanhava…

Outra novidade deste GP: em vez de nomes do high, nomes globais. Até o aristocrático Jockey Club capitulou ao domínio dos “famosos”. Marina Ruy Barbosa e Klebber Toledo, protagonistas de Morde & assopra e também namorados, Paloma Bernardi e Leonardo Carvalho, de Insensato coração, estavam lá pra receber o checão de R$ 80 mil doado pelo JCB ao Projeto Criança Esperança. Leonardo, que é filho de Christiane Torloni e Dennis Carvalho, usava terno Armani. Très chic! Marina estava uma gracinha com seu fascinator

O páreo principal do Grande Prêmio Brasil foi disputado por cavalos de criadores tradicionais, como Julio Bozano, Gilberto Sayão e Gonçalo Torrealba (que já foi conhecido como o dono de maior número de cavalos no Jockey), mas quem levou foi o turfista gaúcho Aloísio Merlin Ribeiro, com seu cavalo Belo Acteon, que venceu quase que de ponta a ponta, bela vitória também do treinador Dulcino Guignoni dizia que acreditava tanto no bicho que insistiu em inscrevê-lo. Dulcino é treinador tetra campeão do GP Brasil, enquanto o jóquei vencedor, Henderson Fernandes, é praticamente um debutante: tem 19 anos!…

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Fotos de Sebastião Marinho

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