No Cipriani, um jantar muito exclusivo “esquenta” a temporada Marcantonio Vilaça, que abre hoje no MHN

Cristiana e Robson Andrade, o primeiro casal da indústria brasileira, teve que se dividir na noite de quarta-feira. Robson precisou ficar em São Paulo, na sede da CNI, que ele preside, para cumprir uma agenda com uma fila de importantes industriais a receber, e um breakfast, hoje, bem cedinho, com o candidato a presidente Aécio Neves. Enquanto isso, Cristiana fazia sozinha, e com grande traquejo, as honras do jantar, na sala reservada do Cipriani, como anfitriã das personalidades da vida cultural brasileira, que apoiaram o Prêmio CNI Sesi/Senai Marcantonio Vilaça desde sua criação.

Cipriani  Cristiana Parizzi de Andrade, Marcos Vilaça e Maria do Carmo VilaçaA anfitriã Cristiana Parizzi de Andrade, o imortal Marcos Vilaça e sua Maria do Carmo

Uma lista de convidados de alto porte. De Vera Lucia, viúva de Oscar Niemeyer, a Vera Tostes, diretora do Museu Histórico Nacional, escoltada por Breno Neves, que sempre andou em boas companhias, mas naquela noite se superou.

Cipriani Vera Tostes, Breno Neves e Hildegard AngelVera Tostes e Breno Neves

Vera Tostes, de vermelho, blusa envelope, com a gola elevada emoldurando o rosto, estava uma graça. Breno Neves tem seu nome ligado à memória de nosso Patrimônio Histórico, desde o início da luta de dona Maria do Carmo Nabuco pela recuperação da cidade de Tiradentes. Ele, até hoje, participa daquele Conselho.

Quem estava totalmente graphical look, com um colar de grande argolas quadradas de plástico branco sobre blusa PB com estampa do calçadão de Ipanema, era a Sara Venosa, mulher do Angelo Venosa.

Cipriani  Sara Venosa e Leoncio Schwartz,  Sara Venosa e o galeria Leoncio Schwartz

Conheci lá a Karla Meneghel, ex-Camargo, sócia do saudoso Marcantonio Vilaça, que empreendeu com ele a bela cruzada de valorização da arte contemporânea brasileira no exterior, com as consequências gloriosas que hoje o mundo inteiro celebra.

Karla cuidava da parte financeira da galeria, enquanto Marcantonio era o visionário, o desbravador, o “Bandeirante” de nossas artes plásticas, aquele que acertava todas as previsões, levando e projetando nossos nomes aos melhores espaços, às mais importantes coleções, aos mais celebrados acervos de museus d’além Brasil.

Cipriani  Claudia Ramalho, Marcus Lontra e Carla MeneghelClaudia Ramalho, Marcus Lontra e Karla Meneghel

Karla é linda. Linda mesmo. E tem uma filha linda também, Vitória. Quando, num certo período da vida, a menina Vitória foi morar em Londrina, no interior do Paraná, Marcantonio vaticinou: “Vai voltar uma peruinha rural”. Única vez em que Marcantonio errou uma previsão: Vitória se tornou uma perfeita It Girl cosmopolita.

Maria do Carmo e Marcos Vilaça, praticamente vizinhos do Copa, demoraram a chegar, porém desculpando-se muito: foram surpreendidos em casa, enquanto se arrumavam, por uma visita inesperada e querida, daí o inevitável atraso.

Saudados também como homenageados, pois qualquer evento que prestigie a memória de seu filho é para eles um afago, os Vilaça sentaram-se à mesa principal, presidida por Cristiana, que tinha à direita Karla Meneghel e à esquerda Vera Tostes. Um cerimonial feminino e feminista, prestigiando a liderança da mulher nas causas da cultura. Cerimonial inteligente de Claudia Ramalho.

Tem sido de Cristiana Andrade o empenho para impulsionar o Prêmio CNI Sesi/Senai Marcantonio Vilaça para Artes Plásticas, como prioridade das iniciativas da CNI no âmbito cultural. Seu foco é a arte contemporânea, promovendo e estimulando o acesso de todos a ela. É o maior prêmio em dinheiro das artes plásticas. A cada dois anos, cinco artistas são escolhidos para receber apoio de um crítico ou curador – que acompanhará sua evolução e o orientará durante um ano na produção de peças – e uma bolsa de trabalho no valor de R$ 30 mil. No segundo ano é organizada uma expo itinerante por seis capitais brasileiras aberta ao público, sobretudo aos industriários.

Cipriani  Anita Schwartz e Renata Roesler´Galerista Anita Schwartz e Renata Roesler

O Prêmio Marcantonio Vilaça celebra seu 10º ano com a edição especial comemorativa “Trajetória”, agora com participação do Senai, ampliando seu foco educativo e de qualificação profissional. Ela abre hoje no Museu Histórico Nacional com duas exposições: “Inventário da Paixão” e “Cor, Luz e Movimento”.

“Inventário da Paixão” reúne artistas nacionais projetados por Marcantonio Vilaça a partir dos anos 80, hoje nomes top no cenário internacional: Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Vik Muniz, Nuno Ramos. Há ainda os estrangeiros participantes do universo de ações de Marcantonio.

Cipriani  Maria do Carmo Vilaça, Daniel Senise e FabiolaMaria do Carmo Vilaça, Daniel Senise e sua “modigliânica” Fabíola

A exposição “Cor, Luz e Movimento” inicia o projeto “Arte e Indústria”, que acompanhará  as edições futuras do prêmio. Haverá uma sala especial dedicada a Abraham Palatnik, pioneiro da arte cinética no Brasil, onde também estarão trabalhos de artistas identificados com a obra de Palatnik, cujo filho. Beny, o representava no jantar do Cipriani, já que o artista está bem idoso.

Cipriani  Renata e Beni PalatinikRenata e Beny Palatnik

E como cereja dessa “Trajetória” há a retrospectiva das 26 exposições itinerantes realizadas nas quatro edições do prêmio: um panorama dos 20 artistas premiados nesses 10 anos!

Das duas uma: ou é muito complicado ou é muito belo o modo como um expert se expressa sobre as artes plásticas. O curador do Prêmio Marcantonio Vilaça, Marcus Lontra, explica a arte contemporânea como “um poderoso agente de análise e interpretação da complexa realidade em que vivemos”.

Cipriani  Sara Venosa, Leoncio e Anita Schwartz, renata e Alexandre Roesler  e Angelo VenosaSara Venosa, Leoncio e Anita Schwartz, Renata e Alexandre Roesler e Angelo Venosa

Diz mais “Neste mundo globalizado em que a velocidade da informação e o diálogo permanente entre pesquisa e ação impõem novas exigências e novos desafios profissionais, a experimentação e a pesquisa de soluções inovadoras e criativas para a arte fazem surgir agentes capazes de criar práticas que respondem às expectativas contemporâneas”.

Belo e complicado, tudo junto e misturado, mas completamente adequado e oportuno.

Aplausos gerais. Para a CNI, a Christiana, o Robson, o Lontra, os Vilaça, a Meneghel, o Museu Histórico Nacional e todos os artistas envolvidos neste projeto edificante.

Fotos de Claudia Dantas

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