NESTA SEGUNDA-FEIRA, VISTA BRANCO… E NA SEXTA TAMBÉM!

Em respeito a Oxalá – o Senhor do Bonfim – os adeptos do candomblé se vestem de branco nas sextas-feiras, guardando o dia do seu santo, ou orixá, para lhe prestar homenagens e purificar o astral. Uma forma de forma de agradecer e pedir bênçãos e muita paz.

A rapaziada das ruas, data vênia, pede hoje emprestada a ideia aos adeptos de Oxalá e antecipa o costume do branco, de sexta para esta segunda-feira, e milhares de jovens, em várias capitais do Brasil, participam de um grande protesto contra o aumento das passagens e mais um montão de coisas (que até hoje ninguém conseguiu explicar direito e eu aqui propus ontem a eles, como bandeira a levantar, a da suspensão dos leilões de petróleo, já que o que temos estocado já dá e sobra para os próximos 50 anos! hildegardangel.com.br/?p=23909).

No Facebook, a Segunda-feira Branca / White Monday já soma mais de 270 mil de adeptos convocando a geral para que todos se vistam hoje de branco.

Tem gente que já saiu de branco hoje cedinho de casa, mesmo sabendo que não vai poder ir dar plantão na manifestação no Centro. Mas é uma forma de dar força e mostrar simpatia. Um jovem ator me disse: “Não vou poder ir, vou trabalhar hoje à noite, e também não posso levar bala de borracha na cara pois minha peça está em cartaz”. É, a PM não está dando moleza…

“O branco não é só contra o aumento. É contra a violência, é nossa resposta de paz, é  nosso silêncio de indignação, nosso pedido de atenção e clareza nas políticas, nosso não contra a corrupção, a vontade de mudar alguma coisa no país”, ele disse também.

Fala bem, o meu amigo. Para quem vai, para quem não vai ou para quem vai vestir branco só mesmo na próxima sexta-feira, aí estão as sugestões brancas deste blog para este e todos os seus White Days  😉

segunda-feira brancaFotos: reprodução

Uma ideia sobre “NESTA SEGUNDA-FEIRA, VISTA BRANCO… E NA SEXTA TAMBÉM!

  1. Cara colunista, acho que você é jovem o suficiente, para lembrar de manifestações parecidas como as de agora, que aconteceram entre 1964 e 1968, que contrariamente a estas de agora, tinham fundamento e razões, e era uma luta contra a ditadura e contra a falta de liberdade de expressão e de uma democracia plena, como a que estamos vivendo. Aí eu pergunto-lhe: Quais são mesmo, os reais motivos desta turba de estudantes pouco cultos, politicamente falando,que estão sendo manobrados por políticos inescrupulosos de partidos de aluguel, para desestabilizar o status quo atual, e que não percebem o risco ao qual estão expondo a nossa ainda frágil democracia. Eu que passei dos 60, posso garantir-lhe, que a continuar estes confrontos com as instituições existentes, eles acabarão criando um clima propício a reações cujas consequencias são inimagináveis. Portanto, não jogue mais “lenha na fogueira”.

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