MAIS UMA CENA DESSE BRASIL INDO À FORRA

Perseguição de carro, na noite de ontem, do Leblon à Gávea. Tratava-se, de uma esposa, cerca de 40 de idade, pressentindo-se enganada pelo marido médico, que alegava estar a caminho do plantão no hospital, e ela contratou um táxi para segui-lo.

No caminho, ele parou o automóvel num posto de gasolina, onde trocou os jeans por um par de bermudas, botou boné e pôs-se a mascar chicletes. E a esposa queixosa ao motorista:

– Olha lá o pilantra! Pra quê o chicletes? Ele não masca chicletes comigo! E eu que botei silicone e fiz lipo pra ele! Estou tão ruim assim moço?

– Tá não. Dá muito bem pra senhora andar de mãos dadas com ele no shopping.

O cortejo dos dois carros prosseguiu, o marido na frente, sem saber que estava sendo seguido, até o Shopping da Gávea, quando uma morena de fechar o comércio, com metade da idade dele, se aproximou para embarcar e ele saltou como um menino de 18 anos, pronto para lhe abrir a porta, e se deram um beijo de desentupir pia.

A mulher, ao motorista, em estado de choque:

– Ó lá, ó lá, o pilantra. E eu que botei silicone e fiz lipo pra ele! O que eu faço?

– Vai lá e acerta as coisas, minha senhora – o motorista deu o pior conselho.

Ela foi, agarrou pelos cabelos a morena, que gritava “pode puxar, sua velha, quem me deu de presente os cabelos foi ele, pagou 4 mil”. E por aí foi a baixaria, com esclarecimentos como “estamos juntos há mais de um ano”.

O marido resolveu agir, chamando o motorista pra briga: “Como é que você faz isso? Como é que você me segue?”.

E a turma, na porta do shopping, na torcida contra a “filial”, aos berros: “Bate mesmo, acaba com ela”.

Mais uma cena desses tempos de Brasil indo à forra…

PS: Quem me contou foi o próprio taxista 😉

7 ideias sobre “MAIS UMA CENA DESSE BRASIL INDO À FORRA

  1. Pode ser ir à forra mas deselegância e bate boca na rua denigre a todos, em especial, a quem faz o escândalo para uma platéia de rua. Não teria sido melhor registrar tudo em vídeo para confirmação, ir para casa se acalmar, e depois resolver tudo com um pouco mais de elegância? No mais, a moça parece ter se livrado de um péssimo marido…sorte para ela!

  2. Uma coisa que não entendo: por que nesses casos a traída vai sempre em cima da outra e não em cima do sem vergonha do marido? Ele sim que merecia uma coça bem dada.

  3. Nossa, lamentável sofrer duas vezes para ir à forra. Um doidivanas como esse “marido”, o futuro deve lhe aplicar o que estamos acostumado a ver…
    Geralmente sozinhos, doentes e derrotados. Quem planta colhe!

  4. Ha, ha, ha… bela historia. Agora vou lhe contar outra bem engraçada.

    No dia da audiência a ser realizada no processo de família de uma cliente minha de classe média alta, processo este movido contra seu ex-marido de igual condição no Forum de Osasco, as “novidades” começaram antes mesmo do compromisso judicial. No corredor do Forum, aguardávamos o compromisso sentado. Minha cliente conversando com sua testemunha, uma mulher extremamente refinada, bonita, bem arrumada e agradável, eu entretido com a filha dela e seu esposo que a acompanhavam.

    Súbito, o marido da filha da minha cliente pergunta onde é o banheiro e sai meio rebolando. Ele desceu a escada e eu disse a sua esposa:

    – Estranho este seu marido, não.

    – Você está dizendo que ele é veado? respondeu ela de maneira enigmática.

    – Não, não foi isto que eu disse. Acho que você me entendeu mal…

    – Relaxa, ele é veado mesmo.

    – Bem, se você diz isto… Mas agora fiquei curioso.

    – Curioso por que ?

    – Você é jovem, bonita, mulher… não fica carente por causa das características do seu esposo.

    – De jeito nenhum. Ele me dá o que eu quero: carrão, mansão e dinheiro para gastar. E eu posso dar para quem eu quiser desde que eu seja discreta.

    Fim da primeira parte. A segunda é ainda mais peculiar.

    Após a audiência, minha cliente foi embora com a filha e o marido. Na porta do Forum a testemunha dela puxou conversa comigo e me perguntou se eu aceitava uma carona. Disse que sim e lhe indiquei o caminho até meu escritório. No caminho ela disse que também era divorciada. Perguntei-lhe se ela tinha achado a audiência tensa e ela riu e disse que no divorcio dela tinha sido bem mais interessante apesar de ter sido consensual.

    – Como? perguntei.

    – Depois que o Juiz homologou o divorcio eu perguntei-lhe se podia falar algo ao meu ex-marido. Ele disse que sim e eu disse àquele canalha ali mesmo na sala na frente do Juiz, do escrevente, do advogado o seguinte “Você me magoou muito me traindo com minha amiga, mas agora posso lhe contar o que você não sabe. Depois que eu soube eu trai você com vários de seus amigos, com um taxista, com o padeiro, com o leiteiro, com o rapaz da TV a cabo, com conhecidos e desconhecidos. Você me chifrou algumas vezes, mas virou o maior corno da City Lapa.”

    – E qual foi a reação dos presentes?

    – O Juiz, coitado, não sabia onde enfiar a cara. Meu ex engoliu seco e me ameaçou de morte no corredor do Forum.

    – Ameaçou de morte. É e depois passou a me ligar para me ameaçar várias vezes.

    – O que você fez? Foi a policia?

    – Não. Comprei um 38 e me matriculei numa escola de tiro. Depois mandei para meu ex pelo Correio cópias das notas da compra e da matricula .

    – Uau… – não consegui falar mais nada. Fiquei ali sentado boquiaberto ao lado daquela mulher refinada, bonita, bem arrumada, agradável e… perigosa.

    Geralmente meus clientes são e classe baixa e de classe média baixa. As historias deles também são tocantes, mas nunca tão dramáticas. Ha, ha, ha…

    • Bem, Fabio, se non é vero é bene trovato, mas nunca ouvi falar de mulher refinada que agisse e se expressasse dessa forma

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