Macacos me mordam, os micos estão por toda parte!

Chamado por seus amigos verdes de Minc Leão Dourado, o deputado Carlos Minc, prestes a retomar a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, no segundo governo Sérgio Cabral, terá muitos micos para preservar. Pois os micos estão em toda a parte no Rio de Janeiro. Betsy Monteiro de Carvalho teve sua casa belíssima de São Conrado invadida por uma família inteira de miquinhos, pouco antes de vender a residência para um Rothschild. Vera Bocayuva, outro dia, chegou em seu apartamento do Leblon, no quarteirão da praia, e encontrou um mico deitado em sua cama. Miriam Gagliardi, que mora lá para os lados do Leme, também reclama de ter que manter as janelas fechadas, para evitar a invasão de micos. Na Rua Constante Ramos, em Copacabana, a presidente da Comlurb, Angela Fonti, precisou mandou podar galhos de várias árvores, atendendo aos apelos de moradores de prédios, cujos apartamentos eram frequentemente visitados por micos curiosos. O Clube Monte Líbano, no Jardim de Alah, está cheio de micos. Na Rua Barão da Torre, esquina de Garcia D’Ávila, há dois micos de plantão. O desequilíbrio ecológico, a ocupação de nossas encostas, a favelização sem limite, deixaram os micos sem as árvores que os alimentam e lhes servem de habitat. Inteligentes (tivemos a quem puxar), eles já se adaptaram ao espaço urbano, onde recebem comida fácil e vão muito bem obrigado. Aliás, eles são umas gracinhas. O Rio fica mais bucólico…

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