Fog londrino e carinho sem ter fim, no casamento de Paula e Fábio

Margot Pitombo tem três grandes amores: Paulinha, a filha única, Volney Pitombo, o marido único, e a Inglaterra, um país único. Na Grã-Bretanha, Margot estudou, fez amizades para toda a vida e assimilou forte influência cultural, que a inspira em todos os seus momentos. Da decoração de suas residências à clínica de Pitombo, ao estilo de vestir, tudo em Margot é very british. Daí que, mesmo quando se dispõe a fazer um casamento campestre para a filha, os convidados se sentem no campo… na Inglaterra.

Algumas convidadas atenderam ao pedido de Margot para ir de chapéu, e lá estavam elas, com seus chapéus e fascinators, na Igrejinha de Nossa Senhora da Conceição. De fato uma capela singela, de 1897, que Margot se deu ao trabalho de pintar de branco e cinza azulado, e contou com a ajuda de um artista inglês radicado naquela região de Secretário, para realizar os afrescos e assessorá-la no décor da igreja.

Os nichos dos santos e o teto ganharam sancas, o piso do altar foi coberto de granito, a parede de fundo revestida de pedra. Todas as madrinhas se vestiram da mesma cor lilás, com o mesmo tecido, como vemos fazerem as jovens bridesmaids nos casamentos ingleses. Os padrinhos, de cinza e flor branca na lapela, assim como o pai da noiva, o cirurgião plástico Volney Pitombo, num terno jaquetão de abotoamento duplo, com botões brancos, totalmente country suit.

Margot, além de trazer de Londres o tecido azul hortênsia de seu vestido, encomendou uma réplica de um broche de pérolas e brilhantes da rainha Elizabeth II, que já foi usado pela Rainha-Mãe, Mary, e originalmente pertenceu à rainha Vitoria. Coube à joalheira Adriana Quattroni fazer a reprodução idêntica. Quanto ao look, parecia ter sido inspirado no de Meghan Markle, a duquesa de Sussex, em seu primeiro compromisso oficial depois de casada. Confiram abaixo:

Foi um sábado de fog londrino. Com ameaça de chuva forte. Marcada para as duas da tarde, a cerimônia só começou depois das três. O que deu tempo a quem estava na igreja para observar cada detalhe da mãe de noiva caprichosa. Os arranjos de flores brancas em grandes vasos neo-clássicos, a estonteante Angelita Feijó, sentada na primeira fila, com o marido e a filha, daminha, que anunciava que iria levar as alianças; Inah Arruda e a joalheira  Adriana Quattroni, na segunda fila do lado oposto; o oftalmologista-escritor Almir Ghiaroni e Georgia Wortmann, levando um xale de pele nas mãos e com um fascinator nos cabelos presos.

O otorrinolaringologista imortal da Academia, Jair de Castro, com Tília. A médica Gisela Pitanguy, chegando pontual com Raul Chamma. Márcia Duvivvier, também pontualíssima, mas sem Eduardinho, que ficou gripado em casa, e enviava mensagens pelo zap para saber como iam as coisas. Dora Cortez, Karmita Medeiros, a empresária mineira Virgínia Bartolomeo.

Médicos, ainda, os cirurgiões plásticos Rawlson de Thuin, Luiz Haroldo Pereira e Claudio Cardoso de Castro, outro imortal da Academia presente. Tantos médicos e, sobretudo, tantos cirurgiões da mesma especialidade do anfitrião, Volney, demonstram a personalidade afável que ele é, multiplicando amizades e admirações em todos os campos, do trabalho à profissão à vida em sociedade.

Finalmente, chegam a noiva e os pais, pouco depois  das três, desculpando-se, preocupados: uma barreira despencou na estrada de sua Fazenda Paraíso até a capela, e foi preciso chamarem reforços, escavadeira, empregados, para limpar a passagem totalmente interditada. Ficaram ilhados em casa, até haver uma brecha para o carro.

Paulinha, muito bonita, coberta de rendas francesas guipure, com um véu que se estendia até um terço da passarela central, tule e rendas aplicadas, e um véu sobre o rosto, que o noivo, Fábio Saraiva Monteiro, levantou para lhe dar um beijo. Ohhhhhh, a audiência adorou!

Cerimônia clássica, toque de clarim à entrada da noiva, Marcha Nupcial, uma soprano afinadíssima interpretando a “Ave Maria” e se houvesse cristais eles teriam se partido. Homilia breve, mas tocante, as alianças, o “até que a morte os separe”, as fotos no altar, e todos nos preparamos para partir para o almoço na fazenda…

Eis que um convidado alertou: “A estrada está interrompida, vamos esperar”. Ninguém obedeceu. Lá fomos nós, desafiando barrancos e barreiras, esperando a vez da passagem de cada carro, patinando sobre a lama, e enfim chegando à residência magnífica, onde tudo foi bom, bem servido, gentil, encantador. Dos detalhes da decoração à música ao vivo, do início ao fim. Das delícias preliminares servidas – e bem servidas – ao buffet e às bebidas, que jorravam de interminável fonte de Taitinger.

Foi o casamento com que as noivas sempre sonham: aquele em que os convidados amam ter ido, o noivo fica orgulhoso, e todos os cuidados atestam o amor infinito dos pais por sua filha.

Paula Pitombo, renda de seda guipure francesa

Sonia Regina Vianna Saraiva Monteiro e o filho noivo, Fábio

Virginia Bartolomeo, O anfitrião Pitombo, esta colunista e Karmita Medeiros

André Maranhão e Volney Pitombo

Ghiaroni e Georgia Wortmann

Raul Chamma e Rawlson de Thuin sobre a pista de dança com plotagem de imensos azulejos portugueses

Régis e Priscila Ramos, um dos casais de padrinhos, com o filho, Pietro

Fotos de Cristina Granato

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