Dicas imperdíveis da cena carioca, por Maria Pompeu

A atriz Maria Pompeu é uma das mais assíduas frequentadoras da cena cultural carioca. E sempre que a encontro ela tem um comentário e uma indicação de algum espetáculo imperdível. Em todas as vezes em que segui suas indicações, valeu muito a pena. Por isso, pedi à Maria suas dicas do que é imperdível na atual temporada do teatro carioca. Aí vão elas e, acreditem, vale a pena segui-las, pois Maria Pompeu, de teatro, sabe mesmo tudo…

Pompeu 1: “Vi quatro espetáculos que estarão em cartaz até domingo, dia 8, que gostei muito. São: A lição e A cantora careca, com direção de Camila Amado e, no elenco, Nelson Xavier, Cécil Thiré e Telma Reston. São duas peças do teatro do absurdo, em um único espetáculo, em cartaz no Teatro Maison de France. O texto é de Eugène Ionesco. Tudo é de qualidade, o texto, a direção e a interpretação. É um espetáculo para rir muito”…

Pompeu 2 : “Outra pedida é Murro em ponta de faca, texto do Augusto Boal, direção do Paulo José, que está no Espaço Sesc de Copacabana. Os atores são Gabriel Gorosito, Laura Haddad, Érica Migon e Sidy Correa. A peça aborda a questão da ditadura, como viviam os exilados, o que Boal viveu e retratou num espetáculo que faz pensar”…

Pompeu 3: “Recomendo Shirley Valentine, com Betty Faria, no Centro Cultural Banco do Brasil. É um monólogo em que a Betty dá um show. Muito diferente dos personagens pelos quais ela ficou conhecida na TV, uma grande guinada na carreira dela”…

Pompeu 4: “Também sugiro o monólogo cômico Chuva de arroz, dirigido por Vinicius Arneiro, com Carine Klimeck. Ela é excelente. Foi a primeira vez que vi seu trabalho. É um teatro do absurdo e ela faz muito bem”…

Agora, meus amores, sigam as dicas de Maria Pompeu e se deleitem com seu bom gosto estético e as indicações acertadas. Eu vou fazer isso…

betty faria Dicas imperdíveis da cena carioca, por Maria PompeuBetty Faria dá uma grande e grata guinada em sua carreira no espetáculo Shirley Valentine, encarando o desafio de um monólogo no palco, o que, segundo ela mesma, “é como um salto de trapézio sem rede”. Ela se sai muito bem da empreitada, para alegria do público e dela mesma, que se diz “feliz como pinto no lixo”. No CCBB…

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