Em tempo de divisão de classes, o Rio dá o exemplo e Zona Sul dá “aquele abraço” na Zona Norte

Em plena temporada de altas bobagens divisionistas, em que tem gente que briga para fazer o Brasil ou todo azul ou todo vermelho, quando na verdade ele é verde, é amarelo, é azul, é branco, é vermelho, é cor de rosa, é cor de abóbora, é marrom, é bege, é roxo, é preto, é cinza, enfim, é de todas as cores e tonalidades que a natureza pode produzir e nossos olhos conseguem enxergar, pois o Brasil é multi racial, multi cultural , multi legal, multi fraterno…

Pois bem, nessa época em que há quem queira só andar na calçada da direita ou só na da esquerda, há também quem gosta de variedade. Quem gosta, por exemplo, de trocar a Zona Sul pela Zona Norte. Trocar o risoto do Gero e o baby beef do Rubayat, por um croquete de jiló em Brás de Pina ou um bolinho de rabada na Praça da Bandeira.

Assim, certo grupo de pessoas de cabeça aberta e alma ampla atendeu ao convite da dupla sempre inovadora Boni de Oliveira-Ricardo Amaral e resolveu transgredir, rompendo preconceitos e padrões gastro-geográficos.

O encontro foi às 11 de uma manhã de sábado, na “Adega Pérola”, da Rua Siqueira Campos, em Copacabana, entre pratinhos de marinados vários, e os chopes já começando a saltar do balcão.

De lá, a turma convidada por Ricardo Amaral embarcou numa van confortável, ao som do samba da Grande Rio de 2014, que Boni pôs pra tocar e é mesmo de arrepiar. Foi um “esquenta” e tanto no “vou daqui, vou pra lá, sou feliz em Maricá”.

E lá foi a gente ser feliz no “Da Frente”, um boteco que faz sua honra e glória por ser situado de frente pro badalado “Aconchego Carioca”, mas, em se tratando de petiscos, fica bem à frente.

O “Da Frente”, que é comandado por mãe e filha, até ganhou o prêmio do festival Comida di Boteco 2014, na categoria Petiscos!  Por ordem, saboreamos: o Bolinho de Rabada, o Puta Rica (um bolo frito de arroz com linguiça, donde a gente conclui que sem linguiça deve ser a variedade das “Pobres”), a Coxinha de Camarão (com catupiry). o Croquete de Strogonofe com Molho de Batata Palha. Cerveja e cachaça premier grand cru, escolhida pelo sommelier a bordo, do grupo.

Próxima parada, o “Original do Brás”, o preferido do Luís Carlos da Vila saudoso, em Brás de Pina, onde fomos brindados com um “croquete de jiló com linguiça, de se comer ajoelhado e rezando”, segundo o guia Paulo Mussoi, o grande coordenador desse Circuito de Botequins e Bares, que faz uma preleção sobre cada casa que visitaremos, quando ainda estamos a bordo da van.

Parada seguinte, a quarta do sábado, finalizando o circuito, no Bar da Portuguesa, em Ramos, sobre a qual comento abaixo dessas fotos.

P.S. às 12h44 de 03/11/2014: Dirimindo dúvidas, o passeio foi no sábado véspera da eleição. Não foi após a eleição. Foi naquele auge da campanha, quando todos se batiam, cada um pelo seu candidato. Porém ninguém discutiu nem falou em política. Havia aecistas e dilmistas, no grupo e creio que nos bares, no entanto, prevaleceu o desejo de confraternizar, estar junto e prestigiar o que de melhor a Zona Norte tem a oferecer a todos nós, cariocas.

cIrcuito de botequins

E cá estamos nas fotos o grupo de audazes curtidores deste Rio de boas surpresas, reunidos pela dupla Boni-Amarall, numa cruzada pelos bares da Zona Norte, guiados pelo Paulo Mussoi, com o pomposo título de Diretor de Relacionamento de Bares do Jornal Biricotico, distribuído a todos os participantes do passeio (www.facebook.com/biricotico).

Fazia parte de nossa trupe (ou tropa), um fabricante de cachaça e grande especialista no assunto (o do chapéu nas fotos), que serviu de sommelier das branquinhas a cada escala do grupo, integrado por Beth e Miguel Pires Gonçalves, Iná Arruda, Priscila Clark Galdeano, Gisella e Ricardo Amaral, Boni, nós (tô eu aí bem do lado do Boni, viram?) e outros agradáveis companheiros de copo, de garfo e de boas risadas, com direito a um isopor com picolés no retorno da van.

Os registro foram feitos no último botequim visitado, o tradicional “Bar da Portuguesa”, onde degustamos travessas com torresmos de barriga aberta e sardinhas fritas, dois quitutes clássicos da casa super cheia, mesas invadindo a varanda, para glória e alegria daquele sábado à tarde em Ramos.

Nas fotos, também, os donos do Portuguesa, que nos receberam com grande simpatia e a hospitalidade que só botequineiros de tradição sabem ter, assim como foi nas demais casas visitadas durante o circuito. Com os agradecimentos extensivos ao fidalgo Boni que não nos deixou pagar a “dolorosa”.

5 ideias sobre “Em tempo de divisão de classes, o Rio dá o exemplo e Zona Sul dá “aquele abraço” na Zona Norte

  1. Bolinho Puta Rica?!
    Se o das “Pobres” é sem linguiça, o das “Emergentes” deve ser com salsicha.kkkkkkkk
    Em relação a divisão de classes é uma grande bobagem!
    Quem ainda cria barreiras entre zona norte,sul,oeste e baixada.Perde oportunidade de fazer amigos.
    Bjs
    P.S: Um dia, ainda realizarei meu sonho de conhecer esse homem tão gentil chamado Boni!

  2. É incrivel como tem gente insensivel, desprovida de grandeza e atitudes elevadas. Insistem em falar e escrever sandices. Agem, a meu ver, não apenas contra o Brasil, mas contra elas mesmas. Deveriam meter a cara no trabalho. Ler bons livros, cuidar doos netos e dos jardins. Zelar pela limpeza do condominio ou da rua onde mora. Quem vomita ódio e recalque contra a reeleição digna e democrática de Dilma, deveria é torcer para que a chefe da nação tenha êxito na sua árdua tarefa de governar o imenso Brasil. Fazer parte do timeco do quanto pior, melhor, é burrice. O correto é aguardar as eleições de 2016 e 2018. Ou, então, se manifestar com educação e respeito.

    • ☀ Dos meus velhos amigos e “ídolos”, não esperava menos! Assim é que se leva a vida! Não aguento mais o “chôrôrô” daqueles que só aceitam que: “a voz do povo é a voz de Deus” ,quando suas “idéias” e “desejos” são vencedores! Na vida, tem que saber ganhar e perder! Eu sou exemplo vivo disto, desde que perdí a maior batalha da minha vida !

      • Yone, o passeio foi no sábado véspera da eleição. Não foi após a eleição. Foi naquele auge da campanha, quando todos se batiam, cada um, pelo seu candidato, porém ninguém discutiu nem se falou em política. Havia aecistas e dilmistas, no grupo e creio que nos bares, no entanto prevaleceu o desejo de confraternizar, estar junto e prestigiar o que de melhor a Zona Norte tem a oferecer.

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