CORDÉLIA MELLO MOURÃO DEFENDE OS ÍNDIOS NO MARACANÃ, DE TACAPE E RASTEIRINHA

E quem está totalmente engajada na luta para impedir a demolição do antigo Museu do Índio é a francesinha Cordélia Mello Mourão, a Cordélia do Tunga, ou melhor, Cordélia ex-Tunga.

De uma família tradicional francesa, Cordélia é sobretudo uma artista interessada e participante em todas as áreas que a vida cultural propõe, das artes plásticas à moda, ao cinema, teatro, literatura, artesanato, engajou-se de espírito e de corpo presente nesse embate, e tem dado plantão no prédio do Maracanã, ao lado das 23 famílias indígenas que desejam a reintegração de posse.

Lá está ela, chiquérrima como sempre, com sua sandália rasterinha, seu chapéu panamá e seu tacape, acampada protestando e defendendo o prédio da sanha das autoridades que pretendem despejar a taba inteira ali instalada.

Cordélia é uma pessoa engajada em todas as boas causas que a vida lhe apresenta. A última delas foi convocar e arrebanhar os amigos do falecido Simon Lane, o escritor inglês que há tantos anos vivia no Rio, para a missa de despedida que houve para ele na Capela de Santa Inês, há alguns dias. Cordélia cumpriu lindamente, com grande empenho e gentileza, a missão de amiga leal.

Lá, sua militância pró-índios no casarão do Maracanã foi comentada por todos. E Bia Corrêa do Lago filosofou: “Francês adora mesmo os índios”. Ao que Verinha Bocayuva replicou: “E a gente adora francês”. E eu aqui completo: E todos amamos a Cordélia!

CordeliaAqui a Cordélia, em flagrantes de Sebastião Marinho para esta coluna, durante manifestação de ocupação da Praça Nossa Senhora da Paz com a moda criada por ela, vejam só que graça. A Cordélia sabe tudo!

 

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