Antropologia da Vieira Souto

Se existe uma instituição na sociedade carioca é o coquetel souper anual de aniversário de Paulinho Bandeira de Mello. Uma característica simpática do party é a lista de convidados mantida religiosamente a mesma, apenas novos nomes são acrescentados. Assim, observar a festa do Paulinho é praticamente um exercício de antropologia. Você reencontra os sobrenomes de raiz de nossa sociedade, seus filhos, netos, genros e noras, e conhece as novas forças do poder, da beleza e da categoria do Rio de Janeiro.

Além de fidelidade aos amigos – 99% deles confrades do Country Club – registre-se outras constâncias de Mirna e Paulo: o tom salmão alaranjado, que lhes cobre as paredes da sala, o biombo Coromandel e a grande tela abstrata de Áquila, levados do antigo endereço na Praia do Leme para o atual apartamento da Praia de Ipanema. Um casal tradicional nos assuntos do coração e da decoração. Certíssimo! Casa é o cenário da vida vivida, vitórias, conquistas, perdas e ganhos. É palco de nossos próprios enredos e sonhos. Casulo de afetos e emoções, linha constante de nosso tempo.

Assim, ao tim-tim do champagne, ao chacoalhar do gelo nos copos, pinçando delícias com os dedos gulosos, pescando histórias saborosas nos bate-papos com amigos antigos e recentes, o elenco permanente de Mirna e Paulinho desliza anualmente, de grupo em grupo, numa confraternização verdadeiramente elegante.

Mirna Bandeira de Mello em sua sala salmão

Cesar Arthou e Paulo Bandeira de Mello

Com o casal Fernanda e Paulino Basto

Sandra Haegler

Silvia Fraga e Luiz Fernando Santos Reis

 

Fotos de Marcelo Borgongino

 

 

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