Tráfico proibiu placas de campanha de Pezão nas comunidades!

Chef Francesco di Carli recebia pessoalmente à porta do elevador os convidados do almoço em homenagem ao governador candidato Luiz Fernando Pezão, hoje, no Restaurante Albamar, na Praça XV.

Era um evento gastronômico-político-beneficente, com renda revertendo para a Pastoral do Menor de São Gonçalo. Os 200 comensais, homens na grande maioria, levavam colado no peito o adesivo da campanha, em forma de um pezão bem grande, com o número do candidato: 15.

Os candidatos a deputado estadual, Gustavo Tutuca, e a federal, Marco Antônio Cabral, compartilhavam a mesa do governador e de Maria Lúcia, e também as homenagens.

Por isso, eles também falaram, com o governador – o mais importante – discursando por último, como o protocolo manda.

Amigo e correligionário de Pezão de Piraí, Tutuca lembrou sua recente atuação como secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, as realizações da Faperj, os múltiplos cursos profissionalizantes e as inúmeras parcerias na área técnica, abrindo oportunidades para milhares de jovens deste estado, que não tiveram acesso às universidades, mas alcançaram status de profissionais altamente qualificados, solicitados e disputados pelo mercado de trabalho.

São muitas as conquistas obtidas pelo Gustavo Tutuca, secretário operoso, que construiu fama de grande tocador de projetos ao longo de sua gestão, com inauguração de várias escolas técnicas, centros de formação. Empreendendo inclusive no setor cultural, como foi o caso de sua importante contribuição nesta reta final do Museu da Imagem e do Som, impulsionando suas obras até deixar sua pasta.

Em seguida, falou o candidato a deputado federal, Marco Antônio Cabral, cara de menino, desenvoltura de político experiente. E todos se surpreenderam com o domínio a abrangência dos temas que abordou, discorrendo com facilidade a respeito de cada item, como se fosse um PhD em administração pública. Sabe de tudo, o rapaz. Quem o escuta admira sua capacidade.

Por fim, o Pezão, com aquela sua tranquilidade. Começou falando em Segurança Pública, dando como exemplo dos bons resultados alcançados o bairro da Tijuca, que ficou praticamente 20 anos sem um lançamento imobiliário, devido à violência e o estado permanente de “guerra”, e hoje lançamentos acontecem todo dia. Lembrou que a Rua Barão da Torre, em Ipanema, na subida do Pavão Pavãozinho, era uma boca de fumo, e o valor dos apartamentos havia caído para 80 mil reais. Hoje, eles valem 1 milhão. Lembrou que, com as UPPs, este governo libertou 1,5 milhão de pessoas da domínio do tráfico, sendo que mais de 600 mil delas vivendo em comunidades – “e enquanto existirem comunidades vão existir bocas”. E revelou que, graças a esta política das UPPs, no Dona Marta já são cinco anos sem mortes – os números são inquestionáveis!

Os carros de polícia aos cacarecos, como vistos no filme Tropa de Elite, viraram obra de ficção. Hoje, a frota foi toda renovada. Afirmou que a Segurança continuará a ser a Política Mãe. Que há no Alemão 1.200 policiais. Que a Polícia Civil foi aumentada de 37 mil para 49 mil policiais. E que, por essas e outras, os traficantes nas comunidades estão proibindo de se colocar as placas da campanha dele!

E foi falando, falando…

Que, no ano que vem, toda a frota de trens será renovada, e com ar condicionado! Que no estado foram registradas 330 mil novas empresas. Que há 9 mil trabalhadores, debaixo da terra, trabalhando nas obras do Metrô para a Barra. E que é “metrô para o pobre, sim; cidadão que vai pegar o metrô lá na Pavuna, com estação na Rocinha, e vem trabalhar na Zona Sul”.  E que agora, pela primeira vez, o Governo Federal vai entrar com dinheiro para o nosso Metrô, que irá até São Gonçalo e Itaboraí.

E pausa para vocês respirarem e eu sacudir os dedos pra não ter cãibra.

Ah, nessa hora, acho que deu uma irritação no Pezão e ele se lembrou dos  Cieps. Elevou o tom da voz  e disse: “Se não tivessem boicotado os Cieps com demagogia, só com demagogia” (repetiu a palavra demagogia umas três vezes, visivelmente irritado), “se tivessem acreditado nos Cieps, com ensino em tempo integral, cinco refeições por dia, dentro das comunidades, o Rio de Janeiro não estaria com esse quadro penal catastrófico de 39 mil presos”.

E aí eu me lembro de como caíram de pau naquele projeto maravilhoso do visionário Darcy Ribeiro, no governo de Brizola, e dou toda razão ao Pezão.

Ele falava de um só fôlego, engatilhando um assunto no outro, domínio absoluto das questões do Estado. Lembrou que a Cedae conquistou Investment Grade de duas agências, assim como o Estado, que, antes deles, em 2006 estava no Serasa! E que este governo trouxe de volta o Ensino Médio diurno. Não tinha, os jovens só podiam cursar o Médio à noite, sabiam?

Na saúde, o investimento foi enorme. Vários novos hospitais. O da Mulher, com nome de Heloneida Studart. O de Paraíba do Sul, recordista em cirurgias de quadril. Há quatro carretas andando pela Baixada fazendo exames de imagem. UPAs são 55. O Hospital do Cérebro do Paulo Niemeyer. E ele vai reabrir a Santa Casa com seus 750 leitos, graças à parceria com a escola da Estácio. “Não quero saber se a Santa Casa não é do Estado. Não quero saber se o problema é municipal, estadual ou federal. Quero é resolver. O problema é do cidadão. E se é do cidadão é nosso. Tudo o que nós nos comprometemos, nós fazemos”.

Depois, comentou sobre a dificuldade de se fazer obras estruturantes neste país, devido aos entraves burocráticos. Os muitos trâmites. Só a perereca em vias de extinção interrompeu a obra do Arco Metropolitano em um ano e meio!

Não esqueceu do reconhecimento ao antecessor: “Quero aqui lembrar do quanto o governador Sérgio Cabral fez pelo Rio de Janeiro. Cansei de ver o ministro da Justiça, o Marcio Thomaz Bastos e, depois, o José Eduardo Cardoso, telefonarem para ele não sair de casa porque o tráfico ia matar, porque havia um plano. Teve uma vez que iam matar esse aqui (e apontou para o jovem Marco Antônio, sentado ao seu lado), tudo pronto pra acontecer em frente à arquibancada do Vasco. Foram anos duros. Mas Cabral não esmoreceu e levou adiante a política de Segurança Pública que salvou e recuperou este estado, pois sem segurança os empregos foram embora, as empresas foram embora, os imóveis não valiam mais nada”.

E dá-lhe aplausos.

Pezão concluiu:

Vou para essa eleição com a cabeça erguida. Temos parceria com 92 municípios. Cidade em que prefeito é adversário, é onde o estado faz mais obra: São Gonçalo. Neste momento, 2.950 ruas na Baixada estão sendo asfaltadas”.

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