EM VIENA, TEMPERATURA DE 40º E A MÚSICA ERUDITA BRASILEIRA FAZ EXPLODIR OS TERMÔMETROS

Quente em todos os termômetros, o concerto do Projeto Música no Museu, quinta-feira, na Embaixada do Brasil em Viena, pela pianista Miriam Grosman. A temperatura ambiente na cidade era de 40º, o que há 30 anos não ocorria! E o termômetro do prestígio explodia, com o salão da embaixada superlotado, cadeiras extras, gente em pé.

Miriam Grosman- Concert in Vienna 4aCalor de 40º e o salão aquecido por muito prestígio

Na plateia, o Vice-Ministro das Relações Exteriores da Áustria, que serviu como embaixador no Brasil; os casais de embaixadores dos países latino-americanos e dos países de língua portuguesa; além de diretores das empresas brasileiras sediadas em Viena, como o chairmain do Banco do Brasil.

Também presente, a primeira bailarina da Ópera de Viena, além de outros artistas e músicos brasileiros…

O embaixador brasileiro na Áustria, Evandro Didonet, abriu o evento sozinho (e por motivo forte: a mulher é Embaixadora do Brasil em Brastislava) falando sobre a nossa música e citando a homenagem post mortem ao acadêmico Luiz Paulo Horta.

Miriam Grosman- Concert in Vienna 8aO embaixador do Brasil, Evandro Didonet, recepcionou Miriam Grosman sozinho, pois sua mulher estava em Bratislava, onde é a embaixadora do Brasil

Miriam Grosman fez um programa de clássicos brasileiros, falando sobre o compositor da obra antes de cada número. Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Ricardo Tacuchian e Claudio Santoro… a plateia teve uma “aula” sobre os nossos grandes autores eruditos.  Quando apresentou Francisco Mignone, Miriam foi aplaudida de pé e precisou bisar.

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Miriam Grosman ‘bisou’ Francisco Mignone

Sucesso tamanho que o embaixador Didonet convidou o Música no Museu para realizar pelo menos duas apresentações por ano, verão e inverno, na Embaixada do Brasil, antigo Palácio Rothschild, segunda residência do barão Albert Rothschild, planejada e construída em 1894 pelos famosos arquitetos Ferdinand Fellner e Herman Helmet.

Vendido ao governo brasileiro em 1987, pela viúva do barão Eugène de Rothschild, a baronesa Jeanne de Rothschild (a atriz de cinema Jeanne Stuart), o prédio fica em frente ao Palácio Belvedere, antiga residência de verão do príncipe Eugenio de Savoia, que, posteriormente, em 1752, passou para as mãos dos Habsburgo e foi aberto ao público como um museu por iniciativa da imperatriz Teresa.

jeanne stuartJeanne Stuart, atriz, depois baronesa Jeanne de Rothschild

A Embaixada do Brasil é decorada com ornamentos neo barrocos, tem fachada voltada para a rua, característica dos palácios barrocos do centro de Viena no século passado, e merece ser visitada por todo brasileiro de passagem por Viena. Bem como o Palácio Belvedere, naturalmente.

E, para quem gosta de história-memória-sofisticação, aí vai um pitéu:

Entre o século 18 e o início do século 20, Viena era uma cidade repleta de nobres de toda a Europa, que buscavam estar próximos da Corte para ascender socialmente e/ou manter seu status. Reflexos da importância política da cidade sede de um Império e residência dos soberanos Habsburg.

O título de nobreza dos banqueiros judeus Rothchild se deve aos altos serviços financeiros prestados por eles a este Império, ao qual devotavam grande fidelidade, pois lhes proporcionou acumular uma fortuna sem precedentes.

Os Rothschild são caso único na nobreza europeia daquele período, em que a cultura judaica se somou aos hábitos aristocráticos.

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