Três pílulas para ser feliz: Antigo Egito, festança e obra-prima

Ah, o glamour, a beleza, o luxo, a possibilidade de sonhar com o que há de maravilhoso e restrito aos muito poucos abençoados pela sorte. Sonhos que nos libertam do sufoco das frustrações, nos permitem ir muito além de todas as dificuldades, ambicionar o inacessível…

Mais do que sempre, neste Brasil de conflitos, ódios e desamor, é necessário o exercício de divagar, e nos imaginarmos no epicentro do eldorado maravilhoso. Proponho, então, para este fim de semana algumas pílulas de felicidade. Vamos a elas…

No Egito antigo, os animais também eram representações dos deuses. Cachorros, gatos, a ave ibis, até peixes eram mumificados ao morrer, para renascerem no próprio corpo. É o que podemos ver na exposição sobre o Egito, que o CCBB inaugura este sábado, onde há a sala do deus Osiris, toda verde – e que verde! – a cor da pele de Osiris. Podemos folhear digitalmente o livro Descriptions de L’Egypte, obra-mestra com 22 volumes da egiptologia, encomendado por Napoleão, quando conquistou o Egito, todo ilustrado com as riquezas e belezas que encontrou. Muitas delas, aliás, ele levou como souvenirs para Paris, tipo o colossal obelisco do Templo de Luxor, instalado na Place de La Concorde, com 30m, 246 toneladas, 3,2 mil anos e uma ponta de ouro maciço. Por ocasião da Copa do Mundo de 1998 na França, o obelisco foi restaurado, graças à generosidade do bilionário Bernard Arnault, que até a ponta de ouro recolocou. O momento apoteose da mostra é entrar na réplica da tumba mais bonita de todo o Egito, a de Nefertari, esposa de Ramsés II, considerada a mulher mais bela da Terra.

Com teto estrelado e paredes decoradas com imagens do Livro dos Mortos, representando todas as situações que a rainha deveria enfrentar, em seu caminho até o Além, onde seria julgada por Osiris para alcançar a imortalidade, a tumba é tão bonita quanto foi Nefertari.

Nefertari, a mais bela, nas pinturas de sua tumba no CCBB

A sede do Clube Marimbás, nas areias de Copacabana, foi projetada por Lúcio Costa com a forma de um barco e seus vários níveis de decks. Pois hoje, meus amores, o barco do Lúcio vai adernar ao balanço dos 400 convidados no deck mais alto, que nos navios de cruzeiro é o da primeira classe. Será a consagração do casamento recente da museóloga Vera Tostes, ex-diretora do Museu Histórico Nacional, com o antiquário Newton Cunha. Os amorosos veteranos conjugam um casamento moderno, devidamente oficializado por contrato já assinado de União Estável, cada um em sua casa. Distantes nas moradias, juntinhos nos corações, eles convidam para uma “Noite de artes e sedução” (como o amor inspira!), em que propõem “traje criativo, com arte e sensualidade através dos tempos”, ui!

A capa do convite traz dois pelados bíblicos – Adão e Eva, e diz a lenda que os anfitriões irão assim “fantasiados”, tal e qual. Tenho minhas dúvidas, pelo que deles conheço.Mas não duvido que alguns convidados decidam seguir a sugestão… Ah, não esqueçam de levar latas de leite em pó ou Sustagem, para os aniversariantes Newton e Vera doarem a um hospital geriátrico.

A capa sugestiva do convite da festa no Marimbás, que pede “traje com sensualidade através dos tempos” 

Muitos estão chamando de imperdível e de obra-prima o filme Coringa, de Todd Phillips, passado no fim dos anos 70, que mistura drama, comédia e terror, abordando a miséria humana das doenças mentais. Coringa, o malvadão do universo das histórias em quadrinho do Batman, detestado pela sociedade, é mau sim. Mas um malvado enfermo, psicopata, que ora inspira horror, ora piedade. Os mais renomados críticos de cinema do mundo se estendem em comentários, e acham que a Academia de Cinema vai tirar o Coringa do baralho, dando a ele o Oscar. Fico com a análise enxuta da Verinha Bocayuva Cunha: “Super contemporâneo, Coringa reflete nossa realidade, vá correndo ver, melhor filme de minha vida.”

O Coringa, de Joaquin Phoenix, malvado psicopata

Luciano Huck, o candidato do pesadelo de João Dória

Hildegard Angel

Cogitar o nome de Luciano Huck para candidato a Presidente da República não é novidade. Por volta de 2004, no Jornal do Brasil, esta repórter mencionava o projeto político do apresentador de se tornar presidente do Brasil. Desde então, acompanhamos o fôlego assistencialista dos seus programas de TV, com doação de casas aos pobres e restauração de seus carros velhos.  O garoto da juventude dourada paulistana palmilhava com toda a paciência do mundo e muita simpatia a estrada poeirenta dos programas de auditório, das gravações nas areias de praia, das viagens ao interior do país, dos abraços e autógrafos e beijinhos sem ter fim, rumo – quem sabe? – ao destino final: Estação Planalto/Alvorada.

 

Originário de um ninho tucano puro-sangue, enteado do ex-ministro de Planejamento e ex-presidente do BNDES, Andrea Calabi, o jovem Huck sentiu dentro do próprio lar o doce sabor do poder. Cursou jornalismo, foi publicitário das escolas de Nizan Guanaes e Washington Olivetto, teve coluna social em jornal, e depois eletrônica, na TV, “Circulando”, e circulou, circulou, até estacionar seu Caldeirão na Globo, onde desde 1999 coleciona sucessos.

Luciano, que não é de brincar em serviço, vem cortejando a política passo a passo. Já em 2003 estava no palanque da entrega da Medalha Tiradentes, em Ouro Preto, na condição de amigo inseparável do governador Aécio Neves. Àquela altura, já recebera a medalha mineira em todas os seus níveis. Com o maior prestígio, cercado de ministros e do próprio presidente recém-eleito, Lula, Huck anunciava ali, diante da estátua de Tiradentes, a idealização do Instituto Criar, visando o desenvolvimento profissional dos jovens brasileiros na área da mídia. A ONG certa na hora exata.

Seu casamento com Angélica, em 2004, foi uma apoteose midiática. A fórmula talvez não soasse tão inspiradora se a noiva fosse uma das namoradas anteriores dele. Como Eliana, em São Paulo, Ivete Sangalo, na Bahia, ou as princesinhas encantadas do reino social carioca, Astrid Monteiro de Carvalho e Chiara Magalhães. De forma elegante, cordial, sem fissuras, os namoros terminaram – e diferente não poderia ser, Huck é muito bem-educado. Sem a menor sombra de dúvida, Angélica era a celebridade perfeita para ocupar com ele um trono. Seja o trono de primeiro casal midiático ou o de primeiro casal da República. Juntos, formam uma família bonita, feliz e loura. Há precedentes notáveis na História. Como a Grace Kelly do príncipe Rainier, a Jacqueline de John Kennedy, a Lady Di de Charles. Huck thinks big.

Nos anos pré-eleição de 2013, Huck desviou-se da programação habitual de sua agenda e de seu Caldeirão, para demonstrar prestígio internacional. Em 2011, ele se fez fotografar ao lado do presidente Barack Obama, num evento de tecnologia em São Paulo, e registrou no Instagram: “A sabedoria de não se deixar levar pela vaidade, poder, dinheiro e fama. A força de liderar pelas ideias e ideais. A inteligência de aprender com as experiências vividas. A generosidade de usar a sua força para formar novas lideranças. A simplicidade do sorriso fácil, e do bom humor constante. Está aí um cara que eu admiro…” – estaria falando de si mesmo? E finalizou com um “Obrigado pelo convite!”, fazendo supor que este partira do próprio presidente americano.

Em seu Instagram, com Obama

No Rio de Janeiro, no evento do Theatro Municipal em que Obama discursou para 800 convidados do governador Sérgio Cabral, Huck ocupou frisa com Angélica e o filho Joaquim, e mais uma vez procurou demonstrar proximidade com o presidente dos EUA. Ele postou: “Eu o recebi na entrada do Teatro Municipal. Mega simpático. Olho no olho com todos. E um carisma muito fora do comum. Gostei do discurso. Gostei da presença. Importante para o Rio. Importante para o Brasil. Ele é o cara.” Mas não recebeu Obama sozinho. Entre os 800 demais, estavam Lázaro Ramos e Thaís Araujo, Christiane Torloni e Arlete Salles. Luciano, contudo, foi o único a ter uma foto no Twitter: “Eu e @barackObama no Teatro Municipal. Ficou meio sem foco, mas vale como registro de um momento especial. Valeu”.

A foto sem foco no Twitter

Coroando esse pacote, em janeiro de 2011, a Veja dedicou ao apresentador uma capa, ao lado de Angélica, com a chamada “A reinvenção do bom-mocismo” e a legenda “Angélica e Huck formam o casal de celebridades perfeito para um mundo politicamente correto”. Não precisavam dizer mais nada. Estava plantada a semente do “apresentador estadista”. Blogs e tweets propuseram uma hipotética “chapa tucana Aécio-Huck”, o que os tucanos chegaram mesmo a cogitar para fazer frente à presidente Dilma.

Dilma se reelegeu, Aécio prometeu não a deixar governar, e não deixou, houve o golpe e houve o affair JBS, com fortes respingos em Aécio. Huck apagou das suas mídias sociais as fotos com o amigo, e dizem os próximos que sequer seus telefonemas atendia.

Quando começaram a ser cogitados os candidatos a presidente em 2018, voltaram com insistência rumores sobre possível candidatura de Luciano Huck, logo frustrados pela notícia de que a Globo se opunha. O se provou verdadeiro em declaração posterior da emissora. Hoje, num cenário com maiores chances para emplacar um “Huck 2022”, ele volta a ser cogitado. Diz-se que desta vez com apoio da Globo, o que pode ser e pode não ser.  Como todo candidato a candidato, Luciano faz cara de paisagem, nega o interesse, enquanto a potencial primeira-dama-a-ser, Angélica, já fala na candidatura do marido como um “chamado” que “foge ao controle”.

Caso o “descontrole” prevaleça, e Huck saia mesmo candidato, o principal incomodado será João Dória, que compartilha com ele o mesmo perfil “cashmere paulistano”, de agrado do eleitorado da direita, porém sem o plus da enorme audiência televisiva do concorrente, que seduz gregos e troianos, paulistas e baianos, gaúchos e pernambucanos…

A GLOBO TEM QUE SER MENOS IDEOLÓGICA E MAIS ESTRATÉGICA. SÓ COMPONDO COM LULA ELA CONSEGUIRÁ EVITAR SUA RUÍNA

Hildegard Angel

Que irônico é o destino da Rede Globo. Acuada pela possibilidade de extinção da “reserva de mercado” das comunicações no país, dado o desejo manifesto de Donald Trump de a AT&T entrar aqui para concorrer com ela; sob prejuízo mensal de cerca de 100 milhões imposto pelo fracasso econômico do país e o boicote publicitário de Bolsonaro; ameaçada pela concorrência cada vez maior dos veículos de mídia dos neopentecostais – formadores da opinião de enorme fatia de nosso povo, exército de crentes obedientes ao “voto de cabresto” ordenado por bispos e pastores, nesse contexto catastrófico, a única possibilidade de salvação para a Globo é se compor com um líder político carismático capaz de sensibilizar e mobilizar multidões, e assim mudar o curso desse desastre iminente que dela se aproxima. E esse líder se chama Luís Inácio Lula da Silva.

A Globo precisa, urgentemente, baixar armas e se render à necessidade de seu momento, enviando um emissário a Curitiba para estabelecer interlocução com Lula. O ativismo político da emissora deu ruim. Assim como aconteceu com a Fiesp, que, após o fiasco de seus patos amarelos com nossa indústria se esborrachando em ritmo galopante, agora cobre seu prédio da Paulista com a bandeira vermelha com estrelinhas amarelas da China comunista.

Também a Globo precisa planejar sua mudança de estratégia. Que poderá ser o reconhecimento público de seu erro no apoio sem limites à Lava Jato e a Sérgio Moro. Ela pode alegar, como já fez a Veja, que se deixou cegar por seu entusiasmo no combate à corrupção, e que houve sim excessos indesculpáveis, atropelos à Constituição e ao nosso Código Penal. Deve capitular à #vazajato do The Intercept, divulgando-a em sua plenitude, e manifestar (enfim!) sua estranheza em relação às delações premiadas, sem provas, por delatores sob a ameaça de penas quilométricas. Só assim, a platinada estará em condições de fazer oposição aberta a este governo, a Moro, e poderá liberar o Supremo para agir como o último vigilante de nossa Constituição que é e, enfim, ela poderá se redimir em relação a Lula.

Preconceitos à parte, o que faz a Globo ter esse pânico de Lula e do PT é a possibilidade de seu retorno ao poder, cassando a sua concessão ou estabelecendo limites ao monopólio que ela exerce. Um bom acordo entre essas partes, uma boa conversa, cada um concedendo um pouco, lado a lado, seria o mais conveniente agora. Pois Lula solto e sem pendências judiciais, Lula no comando do espetáculo é a única chance que a Globo tem, que nós todos temos, de nos livrarmos desse encosto poderoso que sufoca o país.

A Globo ainda maneja os cordões do teatro de fantoches chamado Brasil, mas como está se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

Acredito que se o grande estrategista Roberto Marinho estivesse vivo ele já teria feito isso.

Bolsonaro incendeia o Daily Mail com 10 páginas de comentários de leitores indignados

Assim como todos os grandes da mídia internacional, o Daily Mail também abriu espaço para a tragédia amazônica brasileira e, por extensão, à atuação de Macron, presidente da França, e aos comentários inacreditáveis de Bolsonaro, inclusive sobre Brigitte Macron. A resposta dos leitores foi impressionante: foram 10 páginas de comentários! O blog apresenta algumas das considerações mais relevantes feitas por leitores de diferentes parte do mundo. Algumas são tão, digamos, incisivas, que preferi deixar aos que não falam o idioma, recorrerem ao Google Tradutor Inglês-Português. Confiram…

axatak, Burnley, United Kingdom

Typical macho gits are destroying the planet just to SHOW they CAN and they don’t CARE .. and spit on opponents in passing, ignore the point (because you’re so MACHO you AREN4T going to argue logically, that would be beneath you) go straight for the personal insult – anyone who seems like ANY kind of minority, or a woman, or old, or young. anyone who disagrees find a personal insult to belittle them -any personal slur will do the rule is only the rich putty-face machos have an opinion and everyone else can zip it My guess is they are doing it because they have nothing in their pants. Obvious really.
N15bet, Glasgow

Oh dear, Brazil must really be full of nuts to have elected him, he has just humiliated his entire country by his sexist remarks. Coming from a country obsessed by bums its really not surprising

Matthew , Byfleet, United Kingdom

He behaves like a child

LK85, Corona Del Mar, United States

Brazil is another country that has a disgraceful, nationalistic leader with false arrogance and dictator traits.

borntwopintsdown, Milan, Italy

Unfortunately this type of ignorant chauvinism and sexism are still alive and kicking in many latin cultures, especially among men of his generation

Su Merl, Florianópolis, Brazil

Bolzonaro, prioritizes personal interests above the interests of the Fatherland.

Saint David, london town, United Kingdom

Grow up Bolsonaro and stop the Amazon burning.

HelenedeTroie, Dambach-la-Ville

I know both women would prefer Macron over Bolsonaro

Lady 1001, Bermuda, Bermuda

Very offensive and immature comments, quite pathetic from a man destroying The Amazon!

JoeAmerican, Midwest, United States

It was pretty low class of Bolsonaro to make such a comment…. but really is anyone surprised?

Annie, Ontario_Canada

Wow, such infantile & immature behaviour from the leader of a country. When the Amazon has burned to a crisp after refusing all offers of help, this idiot will be blaming everyone else & asking for muito dinheiro. Just wait & see.

tarafire, Georgia, United States

Brazil president has shown the world has has a total lack of class.

stopanimalslaughter, Middleburg Heights Ohio, United States

How much is she costing you, Bolsonaro, per hour?

Errol Gunn, Pretoria, South Africa

Bolsonaro is an idiot of the highest order and his destruction of the Amazon will effect every living thing on this planet and as such he must be stopped before its too late and tried in front of the The Hague for crimes towards humanity.

annaisback, Bello, Greenland

WHO PAYS ATTENTION TO A CRAZY MAN THAT BURNS THE EARTH’S LUNGS. THEY HAVE TO LOCK THEM UP!

Sam, London

He is proving totally incompetent and I don’t understand why Brazil voted for him as this was known prior to him being elected.

jez, Derby, United Kingdom

It’s a pathetic man that targets another man’s wife because he is too much of a coward to confront the man himself. I hope Macron remembers this when Brazil turn’s into a desert and they start begging for aid. Bolsonaro is a weak fool.

Os interesses empresariais do presidente do Flamengo e o apagamento da memória histórica do clube

Coluna de Ancelmo de Góes, O Globo, 11/07/2019

A notícia acima publicada esta semana pelo colunista Ancelmo de Góes é esclarecedora do motivo que pode ter levado a diretoria do Flamengo a renegar seu atleta do remo Stuart Angel, que deu dois títulos ao clube, um deles o Campeonato do IV Centenário do Rio de Janeiro.

Stuart era voga do barco bi-campeão

Por ocasião da homenagem prestada por um grupo de associados a Stuart na sede do Remo, no 31 de março do golpe militar, a diretoria do presidente Rodolfo Landim expediu nota à imprensa para informar que não endossava aquela homenagem.

Desde sua morte, em 1971, assassinado pela ditadura, Stuart, que militava no MR-8, tem sido homenageado pelo Flamengo, seja com seu nome numa das estrelas no piso da entrada da sede, seja com um memorial inaugurado à beira da Lagoa, em solenidade concorrida e comovente, com vários ex-companheiros de remo e de militância política do atleta.

Stuart Angel, na estrela do piso da sede do Flamengo, junto a outros grandes do Remo

O saudoso treinador do remo, Buck, enaltecia o atleta em suas manifestações, e ex-companheiros ainda se lembram de quando o acolheram, clandestino, na garagem do clube, quando ele dormia num dos barcos e os remadores lhe levavam quentinhas. Partiu dele a iniciativa de deixar o local, temendo pelo risco que poderia representar para os rubro-negros solidários. Muitas diferentes histórias sobre esse tempo são contadas pelos antigos, de modo emocionado.

No jogo seguinte do Flamengo, pós-Bolsonaro com a camisa do clube, a faixa na saída do túnel no Maracanã

Ato contínuo à desfeita feita à memória do remador, o Flamengo passou a homenagear, de modo ostensivo, a corrente fascista da política brasileira. Um deputado que quebrou a placa de rua de Marielle Franco, o governador do “pimba na cabecinha” Wilson Witzel e o auge dessa bajulação foi o convite ao palmeirense Bolsonaro para assistir a uma partida do clube no Campeonato Brasileiro, contra o CSI, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, vestindo “o manto”, ao lado de Moro. Na semana em que o site The Intercept divulgou os primeiros vazamentos, que comprometem seriamente a atuação do ex-juiz na Lava Jato.

Por trás de tudo isso, o que agora se revelaria? A conveniência dos altos negócios do empresário Landim. Nojo!

A torcida criou esta camisa para arrecadar recursos e reconstruir, no Remo, o memorial de Stuart, que foi destruído na atual gestão, e a placa extraviada.

Diplomatas brasileiros reagem à possível ida de Dudu Bolsonaro para embaixada em Washington

 

A polêmica estabelecida hoje no país, a partir do anúncio da intenção do presidente Jair Bolsonaro de nomear seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, Embaixador do Brasil nos Estados Unidos, motivou a manifestação da Associação dos Diplomatas Brasileiros – ADB, que congrega 1.500 dos nossos diplomatas.

O assunto alcançou os trending topics, com o debate agravado pela declaração do postulante ao cargo de que se sente qualificado para tal por ter feito intercâmbio nos Estados Unidos e ter preparado hambúrgueres no Maine. A Associação enfatiza,em sua nota, que “os quadros do Itamaraty contam com profissionais de excelência, altamente qualificados para assumir quaisquer embaixadas no exterior.”

Leiam o comunicado da ADB:

Nota Pública

A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) recorda que, atualmente, mais de 1.500 diplomatas representam o País e defendem os interesses nacionais nas embaixadas, consulados e delegações junto a organismos internacionais, além de trabalharem em diversos órgãos do governo federal — inclusive na Presidência da República -, nos quais  se encontram, hoje, mais de sessenta diplomatas cedidos.

Os diplomatas atuam em questões fundamentais nas áreas cultural, ambiental, econômica, comercial, proteção e defesa dos direitos humanos, cooperação, paz e segurança internacionais, dentre outras.

Iniciamos a carreira com uma formação ampla e consistente, por meio de um dos concursos mais rigorosos da administração pública, proporcional às exigências da atuação que precisamos ter dentro e fora do País.

Embora ciente das prerrogativas presidenciais na nomeação de seus representantes diplomáticos, a ADB recorda que os quadros do Itamaraty contam com profissionais de excelência, altamente qualificados para assumir quaisquer embaixadas no exterior.

Há mais de 100 anos os diplomatas brasileiros têm a construção da imagem e do desenvolvimento do País como seu objetivo maior, pelo qual norteiam, todos os dias, o seu desempenho. Esse é o papel para o qual foram e continuam sendo diligentemente treinados e preparados.

Associação dos Diplomatas Brasileiros

 

O dom premonitório do gênio do jornalismo Paulo Henrique Amorim

Paulo Henrique Amorim era um analista político notável. A revista Forum lhe presta homenagem reproduzindo texto seu de 9 de agosto de 2010, em que ele, numa manifestação premonitória, alerta que, depois de eleger Dilma, a classe C brasileira iria eleger o Berlusconi. Tal e qual de fato ocorreu.

Eis o texto de Paulo Henrique, localizado pela Forum, que o chama de “gênio (com G) do jornalismo”, o que de fato era:

A classe C vai eleger a Dilma e depois o Berlusconi

Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada 

Um fenômeno que os tucanos de São Paulo não perceberam foi, ao lado da ascensão das classes “D” e C” a partir de 2002 – clique aqui para ler “Como o Lula tirou o oxigênio do Serra” –,  a despolitização dessa trajetória.

A Classe Média engordou sem precisar mover uma palha política.

Não foi a uma reunião de sindicato.

Não foi a uma reunião da associação dos moradores.

Não fez panelaço.

Não fez greve geral.

Não fechou o Palácio dos Bandeirantes.

Não cercou o Congresso.

Não botou a Globo para correr.

Os argentinos morrem de rir.

A Classe C engordou porque o Lula pôs alpiste.

Pagou um salário mínimo mais decente.

Remunerou os aposentados.

Fez o crédito consignado.

Pagou o Bolsa Família.

Botou a criançada para estudar.

Levou os negros e pobres às faculdades privadas, com o Pro Uni.

Abriu universidades.

Vai democratizar o acesso à faculdade com o ENEM (que o PiG boicota incansavelmente).

Deu Luz para Todas (que o Serra não sabe o que é).

O Lula vai criar 2 milhões de emprego este ano.

Clique aqui para ver a tabelinha que compara FHC com Lula e entenda uma das causas do choro do Serra.

O Lula foi um paizão.

Reproduziu o Vargas.

E é por isso que não há uma única Avenida Presidente Vargas em São Paulo.

Como não haverá uma Avenida Presidente Lula em São Paulo.

E aí, nessa despolitização, é que reside o problema.

Como diz o meu cunhado, o Dany, com quem almocei no excelente Alfaia, um português de Copacabana.

(O bolinho de bacalhau quica)

O que mais impressiona o Dany é a absoluta despolitização do Brasil.

Logo, a despolitização deste impressionante fenômeno de mobilidade social.

A Classe Média é incapaz de perceber – observa o Dany – que a ascensão só foi possível porque uma houve uma importante vitória política: o Lula tirou o oxigênio da neo-UDN, os tucanos de São Paulo, que se tornaram a locomotiva do atraso ideológico.

Dany observa, com razão, que boa parte de despolitização se deve ao papel destruidor da imprensa (aqui entrei eu, com o PiG (*), é claro), que além de ser reacionária é inepta.

Na Europa, como se sabe, há excelentes jornais que conciliam qualidade com conservadorismo.

Aqui, isso não aconteceu.

E se a classe média sobe sem saber por quê, o que acontece ?

Me perguntei no avião de volta, ao deixar o Rio maravilhoso para passar sob o Minhocão…

O que acontece ?

A classe média pode ir perfeitamente para o Berlusconi.

Aliás, a classe média é a massa com o Berlusconi faz a pizza.

E, como diz o Mino Carta, a Dilma não é metalúrgica.

Essa camada proletária, sindical será removida com o tempo.

E a classe média não se lembrará de associar a TV digital ao estádio da Vila Euclides.

(Seria exigir demais, não, amigo navegante?)

Ou seja, o carisma do Lula  passará a ser by proxy.

E quando o Golpe vier?

Porque o Golpe contra presidentes trabalhistas sempre vem.

E quando o PiG (*) se associar a um Líder Máximo do Estado da Direita, que pode vir do Judiciário?

Quem é que vai para a rua defender a Dilma?

A Classe Média?

O Globo, na página A10, em reportagem do sempre excelente José Meirelles Passos, bate na trave.

Mas não chega lá – ainda.

Já, já a Classe Média dá uma rasteira no Lula e no PT.

Quem mandou tirar o povo da rua?

Tudo isso, se a Dilma não fizer nada.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

 

Despedindo de Paulo Henrique Amorim, o brasileiro indignado que chutava a canela do gigante adormecido

Morreu Paulo Henrique Amorim, o jornalista da democracia, luz nas trevas, coragem entre os pusilânimes, verdade nesta era das mentiras.

Paulo Henrique Amorim, no cenário de seu Conversa Afiada

Tempos atrás, assisti, no programa Domingo Espetacular, do jornalista Paulo Henrique Amorim, a uma reportagem muito curiosa sobre um corpo mantido a baixíssima temperatura, numa funerária de São Gonçalo, guardado num caixão de zinco. Tratava-se de um senhor morto, cujas filhas brigavam na justiça com a irmã caçula, que pretendia levá-lo para Michigan, nos Estados Unidos, onde repousaria numa empresa de criogenia, ao lado de milhares de outros cadáveres congelados anos a fio, aguardando para serem um dia ressuscitados. Paulo Henrique abria a reportagem, propondo: “Imagine morrer e voltar à vida graças ao avanço da ciência.”

Paulo Henrique Amorim se foi hoje, levando consigo o calor de sua luta emuladora. E nós aqui ficamos, condenados ao congelamento de uma crescente apatia, à ausência de expectativas e à paralisia diante do enredo de horrores do cotidiano brasileiro. Sem qualquer perspectiva de quando ressuscitaremos desse pesadelo.

O bravo Paulo Henrique, infatigável combatente contra o oligopólio da mídia e os mercenários da mentira, fidalgo das palavras, destemido sem limites, era o brasileiro indignado que chutava a canela do gigante adormecido; o infatigável ferrinho de dentista, escarafunchando o poço sem fundo das sujeiras do Brasil; o ferrenho defensor de causas boas, até o máximo limite da bravura.

Paulo Henrique dizia e escrevia com as tintas da indignação corajosa. Um ‘quixote’ embriagado pela lucidez, que o levava a desafiar, sem medo, moinhos poderosos. Isso lhe valeu incontáveis processos, sentenças duras e dispendiosas, ira, despeito, ressentimentos e perseguições. A última delas foi seu afastamento da Rede Record, onde há 10 anos comandava, com sucesso, o melhor programa daquela emissora, que como retribuição usou o valente Paulo Henrique como moeda de troca com o atual governo.

Foi o primeiro dos blogueiros independentes, abrindo caminho para os demais, que hoje se multiplicam na rede. Morreu em casa, de infarto, na madrugada em que os parlamentares negociavam na Câmara, sem qualquer pudor, seus votos para a nefasta Reforma da Previdência, que condena milhões de brasileiros pobres à miséria. Paulo Henrique morreu envenenado pelas indignidades desse Brasil de trevas.

O brilhante Paulo Henrique Amorim será para sempre lembrado com respeito e admiração. Um jornalista sensacional, um grande democrata! Foi-se um militante da verdade nesta era de mentiras.

“Cada ato desse desgoverno é uma pulsão de morte, é uma perversidade sádica…”

Os nervos nacionais alcançam temperatura máxima. O Maracanã vaia Bolsonaro; uma apresentadora de TV apoia o trabalho infantil; uma autora de novelas famosa aplaude o perfil de fake news Pavão Misterioso; o Ministro da Justiça anuncia férias com seis meses de governo; o deputado filho do Presidente da República é fotografado ao lado de Sílvio Santos com uma arma na cintura, e ninguém se espanta; a última divulgação da #vazajato traz procuradores e juiz cogitando provocar guerra civil na Venezuela; o presidente compara os países defensores do meio ambiente a tarados estupradores da “virgem” Brasil; moradores de rua morrem de frio nas calçadas de São Paulo e, na manhã seguinte, o prefeito manda recolher os cobertores dos sem teto sobreviventes; e a definição mais sábia desse momento é de Lucélia Santos em entrevista: “O Brasil é como estar n=tendo um pesadelo, e que quando a gente acorda se dá conta de que está dentro do próprio pesadelo, ele nunca acaba!”. E o epitáfio foi cunhado por Wagner Moura, também em entrevista: “A verdade acabou!”.

A novidade é que a fatia responsável da sociedade brasileira não se omite nesse contexto de intimidação violenta. Leiam o discurso, que ficará para a História, de Marcos Bagno, dos mais prestigiados linguistas do país, no encerramento do Congresso Nacional da Abralin (Associação Brasileira de Linguística)

GLORIFICAÇÃO DA IGNORÂNCIA

Marcos Bagno

“Fui solicitado a falar neste momento em defesa da ciência brasileira. E de fato, nós, que trabalhamos com a pesquisa, com a produção de conhecimento e com a educação, nos vemos agora numa situação que eu só consigo designar como apocalíptica.

Em 2016, forças políticas e econômicas derrubaram o governo democraticamente eleito da presidenta Dilma Rousseff por meio de uma farsa grotesca que foi de fato um golpe de Estado e abriram o caminho para que se instalasse no poder essa bestialidade desenfreada, movida por uma irracionalidade absoluta guiada por um único objetivo: destruir.

Destruir o ar que respiramos, destruir a água que bebemos, destruir o chão que pisamos, destruir tudo e absolutamente tudo, a começar pela destruição de milhares de vidas humanas. É um projeto de terra arrasada. O Brasil é um dos países mais desiguais e injustos do planeta, nossos indicadores sociais são apavorantes, mas essa quadrilha que assaltou o poder não está satisfeita: é preciso assassinar mais jovens negros, é preciso exterminar o pouco que ainda resta de populações indígenas, não basta uma mulher assassinada a cada hora e meia, não é suficiente ser o campeão de assassinatos de lésbicas, gays e transexuais, nem ser o país mais perigoso para os defensores do meio ambiente.

É uma pulsão de morte que move cada ato desse desgoverno, é uma perversidade sádica, é o elogio da insanidade, do obscurantismo, é a glorificação da ignorância e a consequente criminalização de todas e de todos que promovam minimamente a liberdade de pensamento, o debate sadio das ideias, o avanço social e cultural por meio do conhecimento, da arte, da cultura, da ciência.

Aqueles grupos sociais que são chamados tradicionalmente de “grupos de risco” ou de “camadas vulneráveis da população” agora abarcam nada menos que a imensa maioria do nosso povo. Se você não é homem branco de classe média ou alta e heterossexual, você está na mira daqueles que odeiam tudo o que não é igual a eles.

Se você é nordestina ou nordestino, também é alvo desse ódio porque o chefe supremo do descalabro declarou: “não sou o presidente deles”. Essa é uma declaração que estimula, autoriza e incentiva nada menos do que uma guerra civil. Mas é sob o signo da guerra que se move esse desgoverno. Desde o dia primeiro de janeiro deste ano, todo e qualquer crime de ódio cometido neste país traz a autorização implícita de alguém que disputou as eleições usando como símbolo de campanha a mão que imita uma arma. E é nas mãos dessa milícia de mercenários que nós estamos agora.

Por isso é que eu peço a cada uma e a cada um de nós que deixemos de lado pelo menos nesta hora as diferenças de toda ordem e coloquemos à frente delas uma necessidade que é a própria essência da nossa humanidade: a sobrevivência. Não estamos sendo ameaçadas apenas por uma violência simbólica, que também existe e é aterrorizadora, mas por uma violência física mesmo, por uma ameaça aos nossos corpos, às nossas vidas. E nós, pesquisadoras e pesquisadores, professoras e professores, estamos agora na linha de frente dos ataques, cada uma e cada um de nós tem um alvo pintado nas costas.

Vamos então, formalistas e funcionalistas, foneticistas e fonologistas, semanticistas e especialistas em pragmática, sintaticistas e morfologistas, sociolinguistas e analistas do discurso, historiadoras e historiadores da linguística, especialistas em língua de sinais, em línguas indígenas, em ensino de segundas línguas, em tradução, lexicologistas, filólogas e filólogos, psicolinguistas, filósofas e filósofos da linguagem, vamos todas e todos reconhecer que o momento é grave, é crítico, é ameaçador e que é a nossa vida profissional e pessoal que está em jogo, e o jogo é desigual e desonesto. A demolição está em curso e se não fizemos nada as paredes e os tetos vão desabar sobre nossas cabeças.

A cada hora recebemos a informação de que a universidade X só vai poder funcionar até setembro, de que a universidade Y não tem como se manter funcionando depois de agosto, de que a universidade Z vai ter de parar antes de julho. É a asfixia da educação, é o bombardeio da ciência, é a rejeição pura e simples da civilização, nada menos do que isso. Eu não tenho notícia de ter existido jamais ao longo da história um governo que tenha feito da educação a sua inimiga primordial. Mesmo os governos que não se empenharam em favor da educação eram hipócritas e demagógicos e, pelo menos no discurso, faziam o louvor da educação. Mas o desgoverno atual é tão bisonho, tacanho, tosco e burro que não é capaz nem sequer de cinismo. É a brutalidade em seu estado mais insano.

Nós temos de aproveitar cada ato público, cada fala pública, cada manifestação pública para deixar muito claro que não vamos permitir, que vamos resistir de todas as formas que podemos e sabemos, que vamos principalmente nos unir pela preservação da vida, que está acima de todas as diferenças.

Me solicitaram que falasse em defesa da ciência. Mas quero repetir: sem vida não existe ciência. E o que nós temos não é nada que se compare a um governo de direita nem de extrema direita. O que se instalou no Brasil este ano foi uma proto-ditadura de lunáticos, uma república de assassinos. E é contra ela que temos de lutar hoje, amanhã e até que ela desmorone, não por si mesma, mas pela nossa luta.”

Uma das mais festejadas princesas do mundo foge de seu sheik em Dubai, se esconde em Londres e pede asilo à Grã-Bretanha

Princesa Haya, filha e irmã de reis, mulher de sheik

Nem a Disney conseguiria criar um conto de princesas tão palpitante quando o affair que se passa na vida real dos Emirados Árabes Unidos, com a fuga de Dubai da linda princesa Haya, deixando para trás o emir, sheik Mohammed bin Rashid al-Maktoum, um dos homens mais ricos do mundo.

O emir de Dubai é adepto do falconismo

Essa história vem sido contada, pelo próprio sheik, que é poeta, em versos como  “Oh querida, não há mais nada a dizer. / Seu silêncio mortal me esgotou” e “você não tem mais lugar comigo”, bem como “eu não me importo se você viver ou morrer.” Todos disponíveis no site oficial do governante de Dubai, em árabe e em inglês, para quem queira ler.

O sheik e a princesa nas corridas em Ascot

Loura, 45 anos, referência da moda e da benemerência, vestindo com grande elegância o melhor da alta costura internacional, Haya é a mais conhecida das seis esposas do xeque, e com todos os motivos para isso. Filha do antigo rei da Jordânia, Hussein, meia-irmã do rei atual, Abdullah II, ela estudou em escolas inglesas, cursou filosofia, economia e política em Oxford, representou a Jordânia nas provas de salto nas Olimpíadas de 2000, presidiu a Federação Equestre Internacional e, junto com o marido, mantém uma relação de amizade com a rainha Elizabeth II.

Com Kofi Annan

O casal com a rainha Elizabeth II

Porém, no início do ano ela fugiu para Londres, onde foi se abrigar numa casa avaliada em mais de 100 milhões de dólares, perto do Palácio de Kensington, onde moram seus dois filhos, de 11 e 7 anos. Haifa já teria solicitado asilo à Grã-Bretanha. Quem conta é uma pessoa ligada à família real. Não são incomuns as fugas nessa família. Duas filhas de outro casamento do sheik Mohammed, as sheikas Shamsa e Latifa, fizeram o mesmo. Latifa partiu num barco no Mar Índico rumo à Índia e aos Estados Unidos, onde foi localizada por um detetive e capturada por agentes do Emirado, sendo levada de volta para Dubai, a maior cidade dos Emirados Árabes Unidos.

A princesa Latifa em fuga gravou vídeo em local não identificado, nos Estados Unidos

Sempre vista, junto com seu marido, no Royal Ascot, no Epsom Derby e em outros eventos top do calendário equestre inglês (ele é dono de um Haras importante, chamado Godolphin), a princesa Haya é uma das celebridades mais cultivadas pela imprensa britânica. A mídia dos Emirados a cobre de elogios por seu trabalho humanitário e por seu casamento “de sonhos” com o xeque Mohammed, 69 anos, que foi celebrado em 2004, com uma cerimônia em Amã.

Princesa Haya e seus principezinhos, Jalila e Zayed

O primeiro ministro, vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, emir de Dubai, sheik Mohammed bin Rashid al-Maktoum, com os filhos

Os maiores escritórios de advocacia londrinos já estão de olho nessa complicada causa bilionária de divórcio, que deverá envolver a tutela dos filhos, o que pela lei islâmica costuma ser do pai, bem como é o controle da educação e das finanças dos filhos. Outro complicador é que se trata de um casamento polígamo. Não seria, porém, o primeiro casal internacional super-rico a se separar em tribunal em Londres, devido às proteções de privacidade do sistema legal. Como o casamento foi na Jordânia e a cidadania do casal é dos Emirados, as negociações de divórcio poderão ter prosseguimento em Londres, caso a princesa Haya estabeleça residência lá.

Príncipe Charles, em Dubai, recebido pela princesa

O rei Hussein, da Jordânia, com a filha, Haya

O sheik Mohammed, governante de Dubai, primeiro ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, não deverá criar dificuldades para o divórcio. Seus poemas dizem sobre o casamento: “Temos uma doença que nenhum remédio pode curar” e que “nenhum especialista em ervas pode remediar.”

O casal de sheiks Haya e Mohammed bin Rashid al-Maktoum, em foto postada por ela em seu Facebook, assim como as demais aqui

Haia ainda não deu entrevistas, não se sabe o que a levou a fugir de Dubai, mas uma das princesinhas capturadas de volta, Latifa, alegou que sua vida lá é sufocante. Há rumores de que a partida de Haifa está ligada a revelações graves sobre o que levou à fuga de Latifa, que na época divulgou um vídeo nas redes sociais dizendo-se em perigo. Hoje se fala que Haifa também temeria por sua vida.

Princesinha Jalila cavalgando no deserto

Pai e filha em Ascot

O pequeno príncipe Zayed brinca de “amarelinha” nas areias de Dubai

A sheika de Dubai em audiência com o Papa Francisco