Prelúdio do abismo

Transcrevo aqui um texto de Fabiano e Silva Leitão, o Fabiano TromPTista, militante do trompete, sempre estrategicamente presente por perto das coberturas da Globo em Brasília, entoando seu “Lulalá”. Fabiano também liderou com seu instrumento, durante o tempo em que o ex-presidente esteve preso, vários “Lulaços”, em shopping centers, logradouros públicos, estações de Metrô. É um dos mais vistos e ouvidos ativistas do país, através da música. Agora, ele se manifesta também pela palavra escrita. Enviou-me 0 texto abaixo, mais do que oportuno, quando, estupefatos, vimos a mais alta autoridade da Cultura do país plagiar o nazista Goebbels para explicar o projeto cultural que estava lançando, e que, esperamos, não prospere na sua ausência já anunciada da pasta.

Prelúdio do Abismo

por Fabiano e Silva Leitão

Ontem, o país ficou assombrado com a fala NAZISTA do Secretário Especial de Cultura Roberto Alvim. Ficou impossível esconder para debaixo do tapete, a real face nazista do Governo Bolsonaro. Ninguém copia Goebbels por acaso e coloca Wagner ao fundo ( compositor predileto de Hitler ). Eles são adoradores do Nazismo. No ano passado, o próprio exército brasileiro homenageou um NAZISTA ( Major OTTO ) na nossa cara!
É importante dizer, que todas as táticas de comunicação do Bolsonaro, são inspiradas em Goebbels. Querem exemplos? Quando Bolsonaro, avisa para seus adoradores que vai chegar em tal cidade e tem uma multidão esperando por ele. O Hitler fazia a mesmíssima coisa. Isso foi ideia de Goebbels! Goebbels, construiu Hitler! O Führer ( em alemão, “O guia” ) e aqui, os seguidores de Bolsonaro o chamam de Mito. Usam indiscriminadamente DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA para construir narrativas moralistas. Bolsonaro, possui uma comunicação que fabrica fakenews em quantidades industriais, confeccionadas e distribuídas por sua milícia digital através do whatsaap. Mesma tática de Goebbels, que inclusive convenceu Hitler a distribuir gratuitamente, rádios para toda a população alemã. Goebbels, também controlava o cinema Alemão, e Bolsonaro ataca a ANCINE para moldar o cinema brasileiro ao seu modo.
Hoje, existem mais de 350 células Nazistas no Brasil. Eles estão por todos os lados, com suas milícias digitais e as milícias militares instaladas nos morros cariocas. E não podemos esquecer, de mais um detalhe que vai de encontro ao modelo Nazista. Hitler, também tinha a sua milícia. A Sturmabteilung, abreviado para SA (em alemão, “Destacamento Tempestade”). A SA, era uma tropa de pressão política. Matava, roubava, ameaçava todos os adversários políticos. Os bolsonaristas agem exatamente igual a SA de Hitler.
E por fim, o principal modelo do Nazismo, a desumanização do opositor. Assim como eles desumanizaram os Judeus na Alemanha, aqui no Brasil, o Bolsonarismo desumaniza os petistas para que em um futuro o extermínio não seja notado e nem sentido. E isso, é um processo de comunicação que convence o povo.
Eu me atrevo a dizer que Goebbels era pior que Hitler!
Goebbels, era o mais antissemita de todos os facínoras que cercavam Hitler. Inclusive, tinha um discurso poderoso que contagiava o núcleo do partido nazista para o radicalismo antissemita. Goebbels, juntamente com a sua esposa Magda, assassinou todos os seus seis filhos na noite em que ele próprio matou a sua esposa e a si mesmo. Esse é o monstro, que foi citado ontem por um lacaio de Bolsonaro. Esse é o monstro do Nazismo que precisa ser combatido.

Artistas brasileiros se unem contra o fascismo


A impunidade gerou o ataque terrorista de neofascistas com bombas de coquetel Molotov contra a sede do Porta dos Fundos. O mesmo grupo já tinha realizado um ataque contra a Unirio, roubando e queimando faixas antifascismo da fachada da universidade, e ficou por isso mesmo.

A extrema direita produz monstrengos que se reproduzem silenciosamente e estão por toda a parte. Aos finais de semana, o Movimento Integralista mostra suas caras horrendas, cheias de empáfia e em postura de desafio, na Praça da República em São Paulo. É revoltante e assustador. É o fascismo em estado puro, na sua versão brasileira integralista monarquista. Dizem defender os valores cristão, mas a estética do vídeo patético em que assumem o atentado é inspirada no Estado Islâmico.

É necessária ação contundente dos setores democráticos, pressionando por providência contra esses fanáticos criminosos. A Mídia Ninja divulgou o manifesto desses fundamentalistas assumindo o atentado, e suas imagens. Houve vários apelos para que as retirassem do ar, e não compartilhassem o vídeo, para que a divulgação não tivesse o efeito reverso de propagar a ação do grupo, empoderando o imaginário de que todos podem praticar atentados. Mas Inês já era morta, com milhares de compartilhamentos das imagens forte, que impede o fato de ser ignorado.

A primeira preocupação da tribo da Cultura foi saber em que mãos policiais cairia a investigação do ataque. Caiu em mãos brandas, que não viram no atentado qualquer conotação terrorista, apenas uma tentativa de homicídio. Por que essa conclusão? Por acaso nesse grupo há inimigos do porteiro do prédio? Poderão dizer que, por serem poucos, esses quatro ativistas são inócuos. Porém, a palermice é altamente contagiosa. Recentemente, surgiu o MBL com meia dúzia de apatetados, que logo ganhavam coluna na Folha e cadeiras na Câmara.

O ato sórdido foi estrategicamente pensado para acontecer na madrugada do Natal, num período de férias coletivas, de indultos tortos e de Congresso fechado, impedindo os deputados pró-cultura, como a intrépida Jandira Feghali, de se manifestarem em plenário. O que não impede Jandira de estar articulada com um grande grupo de artistas e produtores culturais, que desde o primeiro momento saiu em campo para organizar uma reação. A SBAT divulgou nota de repúdio. Idem, o Instituto dos Advogados Brasileiros e a OAB. Com a Academia Brasileira de Letras em recesso até março, o imortal Geraldo Carneiro se prontificou a escrever um manifesto contra a cultura do terror. Gregório Duvivier, o Jesus do vídeo que os integralistas excomungam, estuda ações junto à Comissão Arns, e propõe a participação efetiva de toda a mídia, inclusive de programas de entrevista de grande repercussão, como o de Fátima Bernardes, para denunciar essa violência. Um ato será convocado para janeiro, pelos próprios integrantes do Porta dos Fundos.

Ataques de radicais estão pelo mundo todo. Não faz muito, o semanário de humor francês Charlie Hebdo foi vítima de um massacre, por um grupo islâmico, em retaliação contra uma charge representando Maomé. A reação levou o Presidente da República a sair às ruas de braços dados com vários chefes de Estado. Aqui, se formos esperar apoio do Presidente, este será para os que atacam, ofendem, denigrem, proíbem, massacram. Contamos apenas com as forças democráticas, cada vez mais intimidadas e em menor número. O obscurantismo polui, asfixia o ambiente, intoxica e contamina cada vez mais.

Hoje, ao acordar, ouvi mais uma vez a Geni de Chico. E mais uma vez eu me comovi. Uma receita para essa escuridão que se fecha sobre nós é ouvir e ler Chico Buarque, nosso poeta maior, nosso privilégio, nossa glória viva. Com direito a um altar com a estatueta de Chico, onde seja possível lhe levar flores todos os dias.

A beleza, a poesia, o amor ao próximo são mensagens da nossa Resistência, e também do Jesus Menino, o que esses cristãos mensageiros da maldade certamente desconhecem.

Que esperais, esperança?

Hoje, Natal, e eu sou só o início de um soneto de Camões, que martela em minha cabeça, refletindo o sentimento neste momento fundamentalista brasileiro, em que coquetéis molotov são usados para bombardear a inspiração, a arte, a cultura, a liberdade….

“- Que esperais, esperança?   – Desespero.
– Quem disso a causa foi?     – Uma mudança.
– Vós, vida, como estais?       – Sem esperança.
– Que dizeis, coração?           – Que muito quero.
– Que sentis, alma, vós?         – Que amor é fero.
– E, enfim, como viveis?         – Sem confiança.
– Quem vos sustenta, logo?   – Uma lembrança.
– E só nela esperais?             – Só nela espero.
– Em que podeis parar?         – Nisso em que estou. (…)”

E o que esperamos para nosso Brasil  neste Natal? O restabelecimento de nossa Democracia, nossas instituições, nossos programas sociais, nossa esperança.

Antropologia da Vieira Souto

Se existe uma instituição na sociedade carioca é o coquetel souper anual de aniversário de Paulinho Bandeira de Mello. Uma característica simpática do party é a lista de convidados mantida religiosamente a mesma, apenas novos nomes são acrescentados. Assim, observar a festa do Paulinho é praticamente um exercício de antropologia. Você reencontra os sobrenomes de raiz de nossa sociedade, seus filhos, netos, genros e noras, e conhece as novas forças do poder, da beleza e da categoria do Rio de Janeiro.

Além de fidelidade aos amigos – 99% deles confrades do Country Club – registre-se outras constâncias de Mirna e Paulo: o tom salmão alaranjado, que lhes cobre as paredes da sala, o biombo Coromandel e a grande tela abstrata de Áquila, levados do antigo endereço na Praia do Leme para o atual apartamento da Praia de Ipanema. Um casal tradicional nos assuntos do coração e da decoração. Certíssimo! Casa é o cenário da vida vivida, vitórias, conquistas, perdas e ganhos. É palco de nossos próprios enredos e sonhos. Casulo de afetos e emoções, linha constante de nosso tempo.

Assim, ao tim-tim do champagne, ao chacoalhar do gelo nos copos, pinçando delícias com os dedos gulosos, pescando histórias saborosas nos bate-papos com amigos antigos e recentes, o elenco permanente de Mirna e Paulinho desliza anualmente, de grupo em grupo, numa confraternização verdadeiramente elegante.

Mirna Bandeira de Mello em sua sala salmão

Cesar Arthou e Paulo Bandeira de Mello

Com o casal Fernanda e Paulino Basto

Sandra Haegler

Silvia Fraga e Luiz Fernando Santos Reis

 

Fotos de Marcelo Borgongino

 

 

A Volta das Múmias

Hildegard Angel

No início, era a sensação de viver um pesadelo que nunca termina. Agora, nos vemos num filme de terror, em que múmias de assassinos e torturadores saem das tumbas e, corpos putrefatos e em decomposição, avançam maquinalmente, braços estendidos em direção a seus torturados do passado, como se pretendessem “terminar o serviço”.

Thriller – A Volta das Múmias não é um blockbuster, é uma realidade no Brasil atual, onde o ex-tenente Mario Espedito Ostrovski, torturador notório* da ditadura militar, arvora-se o direito de processar o ex-torturado e jornalista Aluízio Palmar, por este ter noticiado as torturas ocorridas em 1969, no 1º Batalhão de Fronteiras, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

As sevícias relatadas em livro por Palmar foram pela primeira vez expostas em carne viva, em 1985, nas páginas 136 e 137 do Tomo II, Vol. 1, do livro Brasil Nunca Mais – BNM, publicado com aval e coordenação dos então mais importantes e respeitados religiosos do país: o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, o Rabino Henry Sobel e o Pastor presbiteriano Jaime Wright.

O ex-tenente, conforme o livro, infligiu penoso martírio a Isabel Fávero, grávida de dois meses, jovem professora de escola rural paranaense, que, em 1969, foi levada presa com o marido para o quartel do Exército, em Foz. Lá, ela recebeu choques elétricos nos mamilos, na genitália e nas extremidades do corpo, aplicados pelo próprio Espedito. Após as torturas, Isabel abortou seu bebê, sangrando durante vários dias, sem lhe ser permitido sequer se limpar.

Esse episódio voltou ao noticiário em 2015, com a divulgação do Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade, reunindo depoimentos dados, em Audiência Pública, por Izabel Fávero, Aluízio Palmar, Ana Beatriz Fortes e Alberto Fávero. Essa nova revelação das sevícias impostas no Batalhão do Exército em Foz motivou um grupo de populares a manifestar seu repúdio em frente ao escritório de Espedito.

Sim, de quando em quando, de sempre em sempre, essas histórias precisam ser contadas e recontadas, seus algozes lembrados e apontados, para que a cada vez se repita em nós o mesmo pasmo por tais barbaridades. A apatia e a insensibilidade social são uma doença. Torturar, martirizar, supliciar, materializando fantasias, taras e impulsos cruéis não é normal. Torturar, martirizar, supliciar é anormal seja por qual motivo for. Não pode ser aceito com naturalidade.

A cada lembrança da tortura de Isabel é citado o nome do ex-tenente torturador, que, assim como se mostrou expedito em dar choques, agora se revela expedito em praticar vingança, sentindo-se talvez empoderado pelo momento e se fiando na hipótese de a nova Justiça brasileira estar de fato cega para a verdade, como andam dizendo por aí.

O depoimento de Isabel Fávero à Comissão Nacional da Verdade pode ser visto no YouTube

*Torturas praticadas pelo ex-tenente Mário Espedito Ostroviski – Cronograma das denúncias ,conforme o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu

·       1985 – Projeto Brasil Nunca Mais – informações nas páginas. 136 e 137 do Tomo II Vol. 1. Depoimento contundente de Luiz Andrea Fávero.

·       1985 – O jornal Correio de Notícias, de Curitiba, publicou na capa, notícia que o governador José Richa, exonerou da chefia da Assessoria de Segurança e Informações da Copel, devido às denúncias de torturas cometidas pelo ex-tenente.

·       2005 – Livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos? Autor, Aluízio Palmar, Editora Alameda, páginas 36, 66, 68,74, 206 e 261.

·       2013 – Audiência Pública da Comissão Nacional da Verdade. Depoimentos de Aluízio Palmar, Isabel Fávero, Ana Beatriz Fortes e Alberto Fávero.

·       2013 – Ampla repercussão do vídeo com depoimento de Isabel Fávero, onde ela conta as torturas sofridas e denuncia Mário Espedito Ostrovski como torturador. Esse vídeo está hospedado no youtube https://youtu.be/a3-vpaKAPSU

·       2013 – Notícias das torturas no batalhão do Exército em Foz do Iguaçu: Site da Secretaria de Estado da Justiça – Paraná; Portal G1; Portal H2Foz; Site do Fórum Paranaense da Verdade Memória e Justiça

·       2015 – Relatório da Comissão Nacional da Verdade Além de seu nome consta na lista de torturadores, Mário Espedito Ostrovski é citado nas páginas 638, 766 e 914.

E AGORA, MANÉ?


Hildegard Angel

(uma paródia heresia do magnífico E AGORA, JOSÉ? de Drummond)

E agora, Mané?
O país acabou,
a luz apagou,
o emprego sumiu,
a noite é calor,
e agora, Mané?
e agora, você?
você que é sem nome,
que no Face é tigrão,
que se acha e ameaça,
que xinga, protesta,
e agora, Mané?

Está sem dinheiro,
não tem pro mercado,
seu vício é taxado,
já não pode beber,
já não pode fumar,
não pode pagar
nem eletricidade,
a noite é um horror,
o dia é mais tarde,
o transporte é mais caro,
só o riso é de graça,
sem ter do que rir,
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, Mané?

E agora, Mané?
A palavra cassada,
Dormir na calçada,
sem SUS, nem pra febre,
o almoço é jejum,
o jantar é não tem,
sua aliança de ouro
vale um Big Mac,
ser pobre é destino,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe casa;
quer nadar no mar,
o mar virou óleo;
quer ir para Miami,
Miami não tem mais.
Mané, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se esperneasse
ao som do Lobão,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, Mané!

Sozinho no escuro
um pobre coitado,
só ódio e agonia,
sem uma parede
para se encostar,
seu carrão vendido
pra não dar calote,
você marcha à ré!
Mané, para onde?

Com Lula livre e a Constituição respeitada, o Brasil amanhece outro Brasil

Hildegard Angel

O Brasil espana sua desolação. Constituição respeitada. Lula livre. Uma aragem de Democracia sopra em nossos rostos abatidos. O Brasil amanhece outro Brasil. Um Brasil que não se curva e não se permite ser enganado. Sem medo de contestar mentiras, pronto a reagir até a última gota de sua energia à manipulação sádica, indecente, contínua e covarde da mídia poderosa, do judiciário partidário, dos sanguessugas de pijama, do apetite insaciável do mercado.

De início, tontos, intimidados, assistimos ao crescimento dessa ficção vestida de “equilíbrio jornalístico”, que compara alhos a bugalhos, como iguais. Comparar patriotas a milicianos, nacionalistas a extremistas, usar a ingenuidade dos brasileiros crédulos e desinformados como instrumento de seu poder, esses são os fermentos da erva daninha, que agora cobre, oprime e suga a seiva de toda a Nação.

O copo cheio de mágoa derramou o leite. Não temos mídia forte, temos voz. Se nos impedem a fala, usamos a escrita. Se nos rasgam as páginas, navegamos na Internet. Se nos cortam os sinais, vamos de porta em porta, rua em rua, boca em boca. Se, no início desse surto brasileiro, desnorteados e sem saber como reagir, toleramos essa falsa isenção da mídia poderosa, não toleraremos mais. Perdemos o medo de desafiar quem tudo pode, e que tanto afrontam nossa Democracia. Eles têm força, nós temos coragem. Eles querem tudo ganhar, nós temos ainda menos a perder. Nossos princípios são a munição que nos fortalece. Não nos permitiremos curvar a tanta desfaçatez em invólucro de imparcialidade. O que nos move não é o culto à personalidade de um líder. É o nosso povo retratado por Portinari, são as vidas secas, as rodas vivas, os bacuraus, Marielles e Zuzus, as Ágathas de hoje e os possíveis Stuarts de amanhã, e que o ontem da tirania nunca mais se repita entre nós.

RE(IN)SSUREIÇÃO “RODA VIVA 2019 NO RIO Q A PARIU EM 1968″ – Um texto sensacional de ZÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA

Depois de quase um ano em cartaz em São Paulo com casa cheia, o espetáculo “Roda Viva”, escrito por Chico Buarque, chega ao Rio com o histórico Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona.

A temporada curtíssima acontece do dia 8 deste novembro até 1º de dezembro, na Cidade das Artes: às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h, com ingressos de R$ 45 a R$ 120.

Abaixo o texto de Zé Celso Martinez Corrêa sobre o espetáculo

Flavio Império, arquiteto cenógrafo de teatro, figurinista y eu, fomos
Convidados pelo jovem Poeta Músico Chico Buarque pra Encenar seu
Primo Canto no Teatro: “Roda Viva”.
Em dezembro de 1967 chegamos no Rio.
Chico foi quem investiu na Produção da Peça.
Já tinha sido criada uma Ótima Banda.
Começamos com testes pra escolher um Coro com 4 Cantora(e)s.

O Cenário do “Teatro Princesa Isabel”
no Leme era a manjedoura
onde sería Parída “Roda Viva”.

Criados Negros vestidos à la Debret,
ensaiados pelos Donos do Pedaço a saudar o Público curvando o torso,
cabeça, mãos, até o chão, elegantemente como no Século 18,
o da Escravidão.

Num Repente
a Insurreição Mundial do Século XX em 1968;
Invade aquele Cenário.

13 corpos de Indivíduo(a)s absolutamente diferenciados,
q já faziam sem saber, um Coro.
Vinham já com um Corifeu Imantado: o Cafúso Samuka,
Cabeludo Black Power: Fenômeno!
Nijinski Tropical sem Pulos!
Pés Na Terra
Imantando, dançando o Chão do Espaço: Plateia Palco

Estes Invasores vinham d Planeta não percebido ainda:
A TERRA IN SEUS CORPOS TERRÁQUEOS
Todas revoluções inimagináveis daquele 68 aqui agora;
q não diferenciavam Palco-Plateia;
tocavam nas Pessoas como si as Despertassem d um sono centenário.
Os Ensaios em minutos do “aqui agora” SALTARAM SÉCULOS!

Desde a Antiguidade este “Coro Pré-Grego” foi buscado pelos Grandes
Criadores da Historia do Teatro Ocidental.
OS COROS dos Musicais Americanos eram já cultuados,
no levantar das pernas rigorosamente juntas.

O Coro d improvisadores lucidamente possuídos,
Time de Jogadores do Futebol Teat(r)al com o Público;
nasceu Telúrico no Brazyl: 1º TROVÃO Do Ano D 1968.
Ensaios viraram Pré Carnavalescos. Portas Abertas.
Buchicho surgiu y chegou aos
Artistas na Assembléia Permanente Posto 9 Ipanema.
Vinham fazer o Papel de Público Atuador
Uma dia: baixou Mick Jagger y a Estrela Africana,
Cantora do Pati-Patatá: Miriam Makeba ao Vivo.

17 de Janeiro de 1968: ESTREIA
Efebos, Donzelas Fãs do Chico de “A Banda”
Pasmos! O q? “Teatro de Agressão!?
Não como foi rotulada
Mas Iniciação num Floramento Deflorado da Hora!
Todas Sessões Lotadas.

“Roda Viva” seguiu pra SP no Teatro Galpão.
Plateia também Lotada.

A “Milícia do CCC”: Comando de Caça aos Comunistas,
assistiu 70 vezes a Peça.
No final d’um Espetáculo, in poucos segundos, declancharam a
“Operação Quadrado Morto” tentando apagar a ”RODA VIVA”;
Destruíram as cadeiras do Teatro, subiram nos Camarins
PARA-MILITARES do Patriarcalismos,
bateram nas Mulheres Atrizes,
a divina Marília Pêra foi a que mais apanhou .

Em SamPã substituía a lindíssima Marieta Severo, no papel d Juliana,
mulher do Ídolo da Peça no Rio.

Na TV Tupy 100% de Audiência Entre os apoiadores da Ataque x
Lideres da Classe Teatral nos Movimentos d 68 .
Os mais Conservadores do Teatro, estavam apreensivos :
Será q vamos toda(o)s ter de fazer este tipo de Teatro?

Manhã do day after do Ataque: Cacilda Becker, declara na TV :
“TODOS OS TEATROS SÃO MEUS TEATROS”.

À Noite o Teatro estava Reconstruído!!!!
Multidão Dupla Populosa: dentro y fora da Teatro.
A de Fora, na Rua, com estudantes da “Faculdade de Filosofia da
Maria Antonia” y de Toda a Cidade, faziam uma Roda d “Segurança”.
Coroada de Hera, Silvinha Werneck com um Pedaço de Pau,
era a Graça d Boticelli

Em Porto Alegre no Imenso Teatro Leopoldina montei Roda
y voltei pra SamPã.
Nesta Noite, o 3º Exército Invade o Elenco no Hotel,
fugindo dos quartos, pras Escadarias, artistas y técnicos
perseguidos por cassetetes.
Sangue nas Paredes, Degraus do Hotel…
A Famosa Vedete Elizabeth Gasper, q fazia o Papel de Juliana no Sul,
y o Violonista Zelão, foram raptados, levados pro mato,
ameaçados de estupro. Num Ônibus de volta a SamPã,
enfiaram todo Coro y Protagonistas amontoados Sangrando.
O 3º Exercito proibiu em Todo Território Nacional “RODA VIVA”.
Prenuncio do atualmente famoso “AI 5”

Violências com q esta Florada Cultural foi Massacrada nos Corpos de
Cada Pessoa inventores d’um Teatro Musical Brazyleyro Mundial,
nunca Visto.
Prometi a mim mesmo: isso não fica assim.

“Longa abertura, Restrita, Gradual” da Ditadura 64,
voltando do exílio
Retorna o Desejo de Encenar esta Obra Prima Tão Sacrificada.

Vem a Busca de recriar aquele Coro no Teatro Oficina Uzyna Uzona,
Só foi encontrado em “BACANTES”.
Levados pela Justiça Justa d Xangô
Começamos a Desejar re-encenar o Tabú Máximo do Teatro
Brasileiro: “RODA VIVA”
Chico não autorizava, achava sua primeira peça fraca.
Mas eu insistia: ”O Primeiro Canto” é Célula Mater d toda Arte
Futura..

Depois do GolpInpchment d Dilma em 2016 Chico Libera a Peça!

28 de Outubro d 2018 Aniversário dos 60 anos do OFICINA
Data da Vitória Eleitoral do Bolsonaro
Cantando pra não Chorar, na madrugada
Decidimos: Vamos montar Roda Viva 2018-19”

Em 1968 não tinha INTERNET
Nem Musica Sertaneja Universitária Filha do AgroNegócio.

Neste mesmo Lap Comunicador
onde estou agora,
mãos à Obra :
reescrever “RODA VIVA”,
atento a preservar os versos,
rimas preciosas,
Estrutura do Enredo de um auto religioso
Bem Tramado d Chico

Catherine Hirsch, q assiste no Teatro Oficina
Ensaios y Espetáculos já in Cena
Desempenha o no Papel da Multidão-Público.
Como o Pov(o) Público é q mais me Interessa como Amante
Ela é Minha Diretora;
O Jovem Nolram, recém chegado do Acre, competente na digitação
y entendido de Sertanejo Universitário .
Os Três viemos pra este Comunicador
Renascía na Escrita: “Roda Viva 2019”

Ensaios com Multidões: Coros,
Atuadores mais Experientes na Protagonização.
Banda, Luz, Som, Arquitetura Cênica, Figurinos, Diretores de Cena,
Vídeo, Contra Regras: um TYAZO DIONIZÍACO
Amores, Amados, Amantes, progressivamente atuando
cada noite mais ao Vivo
A Incorporar Além do Bem y do Caos
2019 o PIOR ANO de Todas Nossas Vidas
mas q acabou Criando uma Primavera Cultural no Brazyl!

RODA VIVA NO TEATRO OFICINA
Lotou Todos, absolutamente Todos Espetáculos q fizemos em SamPã.
Não há melhor treino pra criação ao vivo no Teatro
q Fazer Espetáculos Todos os Dias com o Lugar Lotado d Pessoas :

Atrizes, Atores, Coros, Música(o)s, Técnica(o)s Improvisadores…
Enfim todo Tyaso assim foi crescendo, chafurdando no q é a Novela dos
dias d hoje o Jornalismo y a prática da cosmo-política foi comendo
tudo y se prepara agora pro o Banquete com o Público Carióca.

Meu Ator Zé Celso, Inicia o Espetáculo sempre como um Corifeu
ensaiando o Público Atuador, de pé, estendendo seus braços pra
diferentes Focos da Ação, numa Trilha Musical q Corre todo 1º Ato.
Fácil de captar. Depois Rezamos com Villa Lobos y Manoel Bandeira
pra divindade panteísta: a Natureza nos transmitir nossa força d ação.

O Público nos Teatros como o Maravilhoso Teatro da Cidade das
Artes se vê Espelhado num Celular Imenso y em Telonas. O
Câmara Ator Igor Marotti, filma em dois imensos planos
sequência no 1º y no 2º ato , q são projetados sempre ao Vivo.

Projetados no Celular, as Pessoas do Pública(o) se veem y passam a ser
Público Atuador em todo decorrer da peça.
Sendo Xamado de IÁ! = O SIM DO SIM: o Oposto ao AI!
Vamos devorando formas y estilos gastos
da Vida até a Morte y a Ressureição na Insurreição
q estamos todos já quase ouvindo, mesmo sem saber
no latejar do IN-SURGIR.

Pela 1ª Vez em minha vida
Eu estive presente em todos os espetáculos com meu assistente do lado.
Anotamos descobertas de cada lance diário.
Entro as vezes em Cena,
sem maquiagem vestido sempre de Branco
ou com um Poncho dos Índios Tarahumaras,
Tribo no México em q Artaud
tomou peyote nas giras com Índios
Gargalhando, Peidando em Rodas Vivas nos Altos Morros.

Recebemos os Fluxos do Brasil y do Mundo
In Re-Insurreição d Terráqueos
In Barcelona, Líbano, Hong Kong,
Argentina, Equador, Peru, Chile com os Índios Mapuche,
Das Mil Tribos no Território América Latina Brasil,
Brotam os talentosos Xamãs Intelectuais Contemporâneos
Negros Haitianos, Americanos, Africanos

“Roda Viva 2019” introduz a gíria dos mêmes da Internet
na Língua do Teatro ;
no movimento q Terráqueos q somos,
ameaçados de Extinção,
mas numa progressão regressiva a
subjetividade do meu Corpo meu Território.

Um Corredor estará Aberto na Plateia pra comunicação forte
com Todas Pessoas neste Imenso Teatro.

Todo Elenco y Público ligado
no Mundo in Mutação pro seu fim ou seu renascimento
Vamos agir juntos Público pra não Extinção da Terra.
Pra nosso Re-Nascimento como Terráqueos.

Descobrimos a Alegria Poderosa da “Roda Viva”
Nos anos 60 a MPB cantava esta Obra Prima de Chico
com Tristeza d Vítimas.

Mas a Roda Viva gira sempre a favor de Mais Vida.
Por mais q queiramos segurar nossa Saudade
fazendo o Tempo parar, a Roda Viva nos passa uma rasteira
y nos põe de pé de novo em situações inesperadas q assumimos
na Alegria Intensamente Trágica, Cômica y Orgiástica.
Somos Moídos por Ela, sobretudo nos momentos de um mundo q
agoniza y ainda quer nos levar juntos, mas q ao mesmo tempo nasce
esta RODA VIVA relembrando o q é Viver ao Vívo.

O Fim da Terra, o Levante dos Mares, o Degelo das Groenlandias, as
ondas de fascismos se transmutam na “RODA VIDA DA VIDA VIVIDA”
q coça com o Erguer-se dos Povos Terráqueos
Índias-Índios vem vindo de baixo pra cima.
Chegou a Hora:
Coragem y Muita Alegria.

O Carióca tem Humor na Pele, pra Nós do OficinaUzynaUzona
chegar á Cidade Sempre Maravilhosa
é encontramos com Nosso Público Namorado
O mais Amado
Mais q nunca Amantes y Amados
vamos gozar juntos na “Roda Viva”
pra q Mundo não Acabe.
Estou doido pra este nosso Re Encontro inspirado in Éros

“Roda Viva” vai nos unir na ação, mais q Nunca.

Zé Celso Amante

31 d Outubro dia das Bruxas
Xamando todos os Santos y Todos os Mortos pra estarem na nossa Estreia dia 8 no Teatro da Cidade das Artes na Barra da Tijuca.


MERDA

Os tristes fins de Bubulina

Anthony Quinn e Lila Kedrova, a Bubulina de Zorba, o Grego, em imagem do filme captada no YouTube

Hildegard Angel

Como eu amava a Bubulina! A antiga cortesã francesa, idosa saltitante e solitária, patética e ridícula, pintada com exagero, vestida com extravagância, emplumada, coberta de bijuterias, brilhos, e tão exuberante!

Embalada em sonhos de glórias passadas, Bubulina era hostilizada pela gente mesquinha e atrasada da pequena aldeia grega, à exceção de Zorba, que via nela encantamento. Jamais esqueci a cena da morte de Bubulina, no filme Zorba, o Grego. No leito, prestes a morrer, Bubulina cercada de pudicas carpideiras de preto, que, ao perceberem seus últimos espasmos moribundos, correram a abrir armários, apossar-se dos vestidos, das joias, lingeries, com enlouquecida alegria. E dançavam com os boás de plumas, davam gritinhos de excitação, disputavam as peças do guarda-roupa decotado e lascivo daquela Bubulina, de que sempre desdenharam, mas que naquele instante demonstravam querer ser, todas elas, bubulinas. Eram bubulinas reprimidas e recalcadas.

Sempre me lembrei de Bubulina com ternura e nostalgia –  saudades do filme Zorba o Grego, de Irene Pappás, de Nikos Kazantzakis, Cacoyannis e Theodorakis. Saudades do Zorba, Anthony Quinn, que conheci, e com quem dancei o Sirtaki na festa de meu casamento em Nova York. Saudades, saudades daqueles anos de cinemas de arte lotados na madrugada, no Rio de Janeiro. Filas intermináveis no Paissandu, para assistir a todos os Goddards, aos anos passados em Mariembad, guarda-chuvas do Amor e Un Homme Une Femme. Saudades da fila do Rian, na Av. Atlântica, para embarcar no Yellow Submarine dos Beatles, e me alistar no Exército de Brancaleone – “leon, leon, leon…”

Agora, vejo um destino ainda mais trágico para a gentil Bubulina: emprestar seu nome a um cargueiro grego, transportador da morte de nossa fauna marinha, emporcalhando algas, pedras, o fundo do mar e as praias mais lindas do planeta. Espalhando destruição, desalento e fome nas comunidades de pescadores, arrasando a economia de cidades nordestinas.

Bubulina, a francesa doce, sonhadora e frágil, cantora de cabarés de antigamente, que despertou ardor e ternura no liberto Zorba, não merecia essa mancha negra de óleo no obituário.

Muito menos a Venezuela merecia ser tão caluniada.

PALMAS PARA JANE FONDA, VAIAS PARA A OMISSÃO DE NOSSOS ‘FAMOSOS’

Jane Fonda, na manifestação da sexta-feira passada, em frente ao Capitólio, quando foi presa pela segunda vez (Crédito: https://www.straitstimes.com/world/united-states/actress-jane-fonda-arrested-during-climate-protest)

 

Nesta sexta-feira, a combativa atriz Jane Fonda deverá ser presa pela terceira vez consecutiva, por protestar diante do Capitólio, em Washington, contra a poluição do meio ambiente pela indústria petrolífera.

Quando foi presa ali da primeira vez, Fonda anunciou que continuaria a se manifestar para ser presa no mesmo local em todas as sextas-feiras, nessa sua campanha linda de conscientização mundial. Jane tem 81 anos. Paralelamente à atividade artística, que a consagrou como uma das grandes atrizes do mundo, ela é uma ativista de causas da Humanidade desde a juventude, quando ergueu o punho e levantou a bandeira contra a Guerra do Vietnam.

Nossos “famosos” são bondosos e fofos. Eles colecionam gatinhos, cãezinhos, tartaruguinhas e peixinhos de aquário. Ai, que lindos! Têm coração grande e nenhum pingo de consciência e de responsabilidade social, com raras honrosas exceções. Quando se envolvem em política – salvo alguns poucos notáveis – é para apoiar a Lava Jato, as duvidosas “medidas contra o crime”, manifestações e governo fascistas. Se vestem de preto, seguem em excursão para manifestações pró-golpe, sobem em árvore, vestem a camisa da Seleção e marcham soldado. Umas gracinhas! E como são fotogênicos com suas coleções de bichinhos peludos! Dá até vontade de apertar.

Apertar o crânio seria a coisa certa, para ver se despertam de sua inconsciência e abrem seus bicos com preenchimentos, levantam suas vozes influentes contra o escárnio que tem sido a ação, isto é, a inação do governo brasileiro frente ao ataque a óleo contra as costas do Brasil.

O maior desastre ecológico de nossa História, superior às calamitosas quedas das barreiras da Vale em Mariana e Brumadinho. Uma catástrofe cujas consequências são tamanhas que ainda não foi possível avaliá-las em sua gigantesca dimensão.

Consequências sobre a fauna e a flora marinha, sobre a pesca, atividade produtiva que envolve milhares, talvez milhões, de vidas, contra o turismo e o lazer, contra a vegetação das praias, contra a saúde pública. Tudo isso ocorrendo desde agosto, e as celebridades, caladas, sem reagir contra as nossas autoridades, que apenas agora acordam pra cuspir, escarrar mentiras na mídia, vomitar supostas intervenções que não fizeram, providências que não tomaram, e naturalmente transferir as responsabilidades para seus desafetos, que entram nesses discursos políticos de ódio como Pilatos no Credo.

Dessa forma, foi Maduro quem mandou despejar petróleo aqui, foram os governadores do Nordeste que não agiram, até atrapalharam. Inconsequente não é o Governo, são os pescadores e os voluntários, que metem a mão na areia para enrolar e ensacar o óleo, é o Greenpeace, que deveria estar lá fazendo isso.

Finalmente, com suas passadas de ganso, e em câmera lenta, chegam os valorosos militares, calçando botas e luvas de borracha, pra dar conta do recado depois do leite derramado, digo, do óleo.

Enquanto isso, nossos famosos dançam, cantam, postam fotos no Instagram com seus bichinhos.

Jane Fonda, querida, você merece todas as admirações, e nesta sexta-feira estarei, mais uma vez, na primeira fila das redes sociais, aplaudindo sua atuação!

(Com este post, homenageio também outra ativista pelas causas boas, Yone Kegler, amiga e fã nº1 de Jane Fonda)